segunda-feira, 20 de maio de 2013

Aeroporto de Salvador é o sexto melhor do Brasil

Um levantamento inédito feito pela Secretaria de Aviação Nacional colocou o aeroporto de Salvador como o sexto melhor do país para receber os visitantes durante os jogos da Copa de 2014. Foram ouvidas 21 mil passageiros no primeiro trimestre deste ano em 15 aeroportos que representam 81% da movimentação de passageiros no país, sendo 14 nas 12 cidades sedes.
De uma nota de zero a cinco, o aeroporto da capital baiana, que é o oitavo mais frequentado do Brasil, ficou com nota 3,89, na frente de Congonhas, em São Paulo (3,86), Santos Dumont, no Rio (3,85), Guarulhos, em São Paulo (.3,67).
Os piores classificados na pesquisa da secretaria foram os aeroportos de Campinas (3,65), Confins, em Minas Gerais (3,61), Brasília (3,58), Manaus (3,51), Galeão, no Rio (3,51) e Cuiabá (3,46). Mas a reclamação geral dos entrevistados, em todos os aeroportos, foi sobre os preços dos estacionamentos e da alimentação – caros, com poucas vagas e opções.
Outros itens como limpeza de banheiro, tempo de espera em filas, segurança e qualidade das informações repassadas. Os aeroportos das cidades Curitiba (4,21), Recife (4,14), Natal (4,12) e Porto Alegre (3,98) Já no quesito “cortesia dos funcionários”, todos os aeroportos ficaram bem na avaliação, inclusive o de Salvador.
A Tribuna ouviu passageiros frequentes do aeroporto de Salvador e pontuou questões que mais os desagradam. Para o ator paulista Ricardo Moura faltam na capital baiana funcionários bilíngues nas áreas de vendas, mais guichês, agilidade no check-in e sinalização fora do aeroporto. “Um aeroporto internacional daquele tamanho não pode ter apenas quatro ou cinco esteiras para passar as bagagens de mão. É muito voo para pouca esteira, o que facilita extravio”, comentou.
Com passagem comprada para Brasília, a psicóloga Maria Galvão discordou de alguns pontos da pesquisa sobre Salvador. Ela reclamou do atendimento que recebeu pelas balconistas de uma companhia. “Devagar, conversava com a outra moça do lado, desatenta. Por isso que a fila demora. Além do mais não tem tantos balcões de atendimento aqui. Às vezes me sinto perdida para ter uma informação”, comentou.
A cineasta Paula Gomes, que conhece dezenas de aeroportos, afirma que o de Salvador “não é dos piores”. “Acho que em geral todos os aeroportos pecam na variedade dos serviços que oferecem. Seria interessante se tivessem mais livrarias, cinema, outras opções para quem faz viagens de longas escalas”, opina.

Piores

Conforme o levantamento, o pior avaliado foi o aeroporto de Cuiabá. Pecou em conforto térmico, local de embarque e desembarque, agilidade no check in, cortesia dos funcionários de segurança e dos funcionários do aeroporto.

O segundo pior, o Galeão, foi criticado pela sujeira dos banheiros, dificuldade de conexões e a distância das caminhadas dos terminais. De acordo com a pesquisa da secretaria, 76% dos entrevistados embarcaram para voos nacionais, 60% viajavam a lazer e 52% não utilizavam transporte público para chegar ao aeroporto.

A Secretaria de Aviação Nacional informou ainda que o objetivo do governo é monitorar os indicadores a cada trimestre. “O passageiro brasileiro não é tratado ainda como cliente e ele precisa ser tratado como cliente”, destacou o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, ao Jornal Nacional.
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