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Professora demitida após aluno reclamar de aula sobre Iluminismo e exclusão histórica das mulheres

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  O filósofo e economista escocês  Adam Smith  viveu no século 18 e é considerado um dos fundadores do pensamento  liberal  do Iluminismo Autor de  Riqueza das Nações , em suas teorias Smith quase não menciona as mulheres do seu tempo e, quando o faz, insinua que elas, caso tivessem acesso a renda e conhecimento, poderiam atrapalhar o crescimento da economia. Morto em 17 de julho de 1790, o iluminista e suas concepções misóginas encontraram eco nas cabeças de adolescentes bolsonaristas deste obscuro século 21, durante uma aula de ciências humanas em uma tradicional escola particular de classe alta de Porto Alegre. Cabe lembrar que a exclusão das mulheres durante o Iluminismo – movimento intelectual surgido na Europa no século 18 e que forjou as bases ideológicas da Revolução Francesa (1789-1799) – não é um tema estranho ao mundo da educação e aparece com frequência nas provas do Enem. No dia 18 de março de 2022, quase dois séculos e meio depois da morte de Smith, um estudante d

Promoção da equidade racial por meio da educação é urgente

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As ações afirmativas no Brasil foram e são fundamentais para o alcance de avanços significativos no país quando o assunto é promoção de equidade racial e enfrentamento ao racismo, em especial no campo da educação. É notório o aumento de pessoas negras e indígenas no ensino superior, assim como em cargos públicos. E, obviamente, as cotas raciais e as bancas de heteroidentificação foram e são estratégicas para isso acontecer. Entretanto, o acesso e a permanência de pessoas não brancas em espaços de formação e poder ainda são insuficientes, sendo assim pautas urgentes a serem debatidas e resolvidas. São vitórias importantes leis como a 10.639/03 e a 11.645/08, de obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e de ensino da história e da cultura afro-indígena. Porém, quando não há efetividade, ficam aparentes as falhas da sociedade e dos gestores e das gestoras públicos, que precisam internalizar o combate ao racismo na base da mudança do sistema de educação público

Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!

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Em agosto de 1977, em meio às comemorações do sesquicentenário de fundação dos Cursos Jurídicos no País, o professor Goffredo da Silva Telles Junior, mestre de todos nós, no território livre do Largo de São Francisco, leu a Carta aos Brasileiros, na qual denunciava a ilegitimidade do então governo militar e o estado de exceção em que vivíamos. Conclamava também o restabelecimento do estado de direito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.   A semente plantada rendeu frutos. O Brasil superou a ditadura militar. A Assembleia Nacional Constituinte resgatou a legitimidade de nossas instituições, restabelecendo o estado democrático de direito com a prevalência do respeito aos direitos fundamentais.   Temos os poderes da República, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, todos independentes, autônomos e com o compromisso de respeitar e zelar pela observância do pacto maior, a Constituição Federal.   Sob o manto da Constituição Federal de 1988, prestes a comple

Professor Cláudio Roberto, apresentou seu TCC na Pós-Graduação em História e Cultura Afro-brasileira e Indígena do IF Baiano

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Na última quarta (03/08), no Instituto Federal Baiano, campus de Governador Mangabeira, o historiador  CLÁUDIO ROBERTO DOS SANTOS PEREIRA , defendeu seu Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, no Programa de Pós-graduação Lato Sensus em História e Cultura Afro-brasileira e Indígena, com a temática:  Resquícios da Escravidão – “Sobre as Vivências Negras” no Pós Abolição na cidade de Cachoeira – BA, 1940 a 1960. A banca de defesa foi composta pelos professores:  Josemar Rodrigues da Silva  (orientador) e como examinadores os professores  Alex Sandro da Conceição Brandão e Luís Carlos Borges da Silva,  os quais concederam nota máxima (10) a apresentação e a produção textual do educador Cláudio Roberto. Também, estivem presentes no evento o coordenador da pós, professor Denilson Vicente, a esposa de autor do TCC, senhora Maria Lopes, o jovem Jailton Sena e o senhor Valdemar Bastos. A pesquisa busca analisar a situação dos negros e negras na cidade de Cachoeira após a abolição da escraviz

INAUGURAÇÃO DA GALERIA DONA SANTA NA CIDADE DE GOVERNADOR MANGABEIRA

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  Hoje (08/08), aconteceu a inauguração de um novo centro comercial na cidade de Governador Mangabeira, com a denominação de Galeria DONA SANTA. A iniciativa da edificação do citado espaço foi do senhor Pedro Borges, proprietário da Seta Representações, onde passa a funcionar as atividades comerciais dessa empresa. O prédio que compõem a Galeria, está estruturado com 8 salas de mais de 26m² cada, com internet e condições para climatização. Segundo Pedro Borges, a Galeria configura-se como um novo conceito de ambiente comercial na cidade, um espaço moderno que possibilidade reunir no mesmo prédio diversas atividade econômicas. Na galeria foi criado uma espaço para um minimuseu , com mais de 50 peças, que retratam aspectos do cotidiano histórico das pessoas no município de Governador Mangabeira e no Recôncavo baiano. Dentre os objetos, destacam-se: ferro de passar roupa a brasa, candeeiro, balança, disco de vinil, máquina de datilografia, fotografias e outros. Em frente ao minimuseu

Quem foi Menininha do Gantois, a maior mãe de santo do Brasil, que assumiu o cargo há 100 anos

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  Era um compromisso de muitos naquele 10 de fevereiro de 1984. Políticos como Antônio Carlos Magalhães (1927-2007) e João Durval Carneiro, músicos como Dorival Caymmi (1914-2008), Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia, escritores como Jorge Amado (1912-2001) e artistas plásticos como Calasans Neto (1932-2006) e Mário Cravo Júnior (1923-2018), todos foram ao mesmo endereço no bairro da Federação, centro de Salvador. Ali, no terreiro do Gantois — ou Ilê Iaomim Axé Iamassê —, comemorava-se o aniversário de 90 anos de uma senhora que, ao longo de sua vida, havia conquistado o respeito e garantido a influência na sociedade baiana do século 20. Maria Escolástica da Conceição Nazaré, mais conhecida como Mãe Menininha do Gantois (1894-1986). “Mãe Menininha era uma voz de consenso, era a voz que todos ouviam para saber como as coisas deviam ser direcionadas”, contextualiza o sociólogo, antropólogo e babalorixá Rodney William Eugênio, doutor pela Pontifícia Universidade Católica de São