quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Biografia de Fernando Haddad: Candidato a Presidente pelo PT – 13 (o candidato de Lula)

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Fernando Haddad nasceu em São Paulo, no dia 25 de janeiro de 1963, Filho de Khalil Haddad e de Norma Thereza Goussain Haddad

        Graduou-se em direito em 1985, concluiu mestrado em economia em 1990 e doutorado em filosofia em 1996. Todas essas atividades foram realizadas na Universidade de São Paulo (USP). Exerceu a advocacia, e a partir de 1990 foi professor de ciência política na USP.

        Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 1983. Então envolvido com o movimento estudantil, foi eleito presidente do centro acadêmico de sua faculdade em 1985.

Marta Suplicy foi eleita prefeita de São Paulo nas eleições municipais de 2000, pela legenda do PT. Durante a gestão, Haddad foi convidado para atuar como chefe de gabinete da Secretaria de Finanças e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura, então sob o comando de João Sayad. Ocupou o cargo entre os anos de 2001 e 2003, e enquanto chefe de gabinete chegou a exercer interinamente a função de secretário.

        Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente da República nas eleições de 2002, pela legenda do PT. Durante sua gestão, Haddad foi nomeado, em junho de 2003, assessor especial do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, então comandado por Guido Mantega. Nessa função ele participou da elaboração do projeto das parcerias público-privadas (que ficaram conhecidas como  PPP’s). A iniciativa do governo federal visava, mediante modificações na legislação que regula o tema, permitir a realização de investimentos mistos por parte do Estado e da iniciativa privada na área de infraestrutura. O projeto das parcerias público-privadas foi finalmente aprovado em dezembro de 2004.

Em fevereiro de 2004, com a ida de Tarso Genro para o Ministério da Educação, passou a exercer a função de secretário-executivo do referido Ministério. Durante sua gestão, coordenou o grupo executivo que elaborou o projeto de reforma universitária, defendida pelo governo federal. Além disso, levou a cabo um dos projetos mais importantes ligados àquela pasta: o Programa Universidade para Todos (ProUni).        

O ProUni tinha como objetivo manifesto democratizar o acesso à educação superior e, para isso, estimulou o ingresso de jovens de baixa renda em universidades privadas através de isenções fiscais por parte do governo federal às instituições de ensino. O projeto havia sido desenvolvido por Haddad e apresentado aos empresários do setor ainda durante sua atuação no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e teria sido inspirado em projeto semelhante implantado durante o mandato de Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo (Folha de S. Paulo, 13/7/05).

Em 29 de julho de 2005, Haddad assumiu o Ministério da Educação, indicado pelo ministro demissionário. Sua atuação à frente do Ministério foi marcada pela reivindicação da centralidade de todos os projetos desenvolvidos pelo Ministério. Nesse sentido propugnou uma visão integrada e sistêmica da educação, defendendo a igualdade em importância de todas as etapas do ciclo educacional. Essa concepção representou uma continuidade com a gestão de Genro, algo que se refletiu também na manutenção e desenvolvimento de projetos que já haviam sido implantados pelo ministro anterior.
        
Em sua gestão Haddad seguiu desenvolvendo o ProUni, ampliando através dele a oferta de vagas no ensino superior. A referida ampliação de vagas se deu também através da criação e implantação de novas universidades e campi (com isso criando novos cursos de graduação e pós-graduação e contratando novos professores), buscando interiorizar a oferta do ensino superior. Essas duas iniciativas citadas já haviam sido implantadas na gestão de Genro. Outro projeto nesse sentido foi o do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), destinado a financiar através da Caixa Econômica Federal (CEF) a educação superior de estudantes de baixa renda matriculados em instituições privadas de ensino superior. 

Desde que assumiu o Ministério, Haddad participou diretamente da articulação para a aprovação pelo Congresso Nacional do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O fundo, após longos debates no Congresso Nacional, foi finalmente aprovado em dezembro de 2006. Segundo o Ministério, o novo fundo permitiu consolidar um repasse maior de recursos para a educação básica (da creche ao ensino médio) aos estados e municípios. O Fundeb substituiu o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Entre as diferenças dos dois, deve-se destacar que o Fundef financiava apenas o ensino fundamental, enquanto o Fundeb garante e regula a destinação de recursos também para o ensino médio. Além disso, o novo fundo recebe maiores recursos que o anterior, e os extrai de uma base mais ampla de impostos e transferências dos estados e municípios. 

Nas eleições de 2006, o presidente Lula foi candidato à reeleição, pela legenda do PT, obtendo sucesso no pleito. Com o início de seu segundo mandato, Haddad permaneceu ocupando o cargo de ministro da Educação. 

Em abril de 2007, o Ministério da Educação lançou o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), conjunto de mais de quarenta ações (algumas já em andamento na ocasião) com o objetivo de melhorar as condições do ensino público, elaborado com a participação de setores da sociedade civil, profissionais de ensino e especialistas. O lema do programa, “da creche à pós-graduação”, reafirmou a visão “sistêmica” propugnada pela gestão de Haddad e anteriormente pela de Genro. O PDE foi logo considerado como o “PAC da Educação”, numa referência ao Plano de Aceleração do Crescimento implantado pelo governo federal para impulsionar iniciativas de infraestrutura nacional.

A partir de então o PDE passou a reunir a maior parte das iniciativas do Ministério. Entre elas, o programa propugnou: a nova estruturação do ensino fundamental em nove anos; a criação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ide-, indicador concebido para avaliar a qualidade das escolas, com o estabelecimento de metas a serem perseguidas)-; a expansão das escolas técnicas; a alfabetização de jovens e adultos, através do Programa Brasil Alfabetizado; e o estabelecimento de um piso salarial nacional para os professores. 

Ainda no ano de 2007, lançou o Educacenso, censo escolar realizado através da internet, tendo por objetivo recensear e acompanhar alunos, professores e escolas de educação básica pública e privada. As informações recolhidas anualmente desde então vêm sendo empregadas, segundo o Ministério, numa implantação mais racionalizada das políticas de transporte escolar, alimentação, distribuição de livros didáticos, saúde escolar, entre outras. Os dados do Educasenso serviriam de base também para o cálculo do Ideb.

Durante sua administração buscou-se implantar processos de avaliação do ensino (cujos resultados seriam divulgados publicamente) e desenvolver metas para o setor. Foi criada a Provinha Brasil, a fim de avaliar a alfabetização de alunos no segundo ano do ensino fundamental e mapear eventuais dificuldades de alfabetização a tempo de serem revertidas. Idem para a Prova Brasil, que, por sua vez, analisaria o desempenho em língua portuguesa e matemática dos alunos do ensino básico, enquanto o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) avaliaria o rendimento dos alunos dos cursos de graduação, tendo substituído o método de avaliação conhecido como “Provão”, implantado durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Por fim, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) avaliaria o desempenho dos alunos do ensino médio nas principais disciplinas oferecidas nesse ciclo.

Sob a gestão de Haddad na pasta ministerial, o Enem tornou-se principal referência para a aprovação de candidatos no sistema universitário, apontando na direção de uma possível transformação em longo prazo do modelo vigente até então, baseado nos vestibulares. Dada a extensão do exame e abrangência de seus resultados, porém, o Enem suscitou algumas polêmicas, sobre as quais Haddad precisou prestar esclarecimentos. Assim o foi em 2009, quando o vazamento da prova demandou o seu adiamento e o afastamento do presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (INEP), bem como em 2010, ocasião na qual uma parte das provas precisou ser reaplicada.
        
Em 2011, foi avalizado pelo PT enquanto possível pré-candidato a prefeito de São Paulo no pleito a ser realizado no ano seguinte. Recebeu o apoio de diversos diretórios do partido e do ex-presidente Lula, mas teria enfrentado alguma resistência por conta da pretensão da senadora e ex-prefeita paulistana Marta Suplicy pleitear o posto. No mês de Novembro, com a desistência dos demais pré-candidatos do partido, dispensando a realização de prévias internas no partido, antes agendadas para o fim do mês, o ministro foi confirmado como candidato. Para dedicar-se ao tento, deixou a pasta na ocasião da reforma ministerial promovida pela presidente Dilma Rousseff em Janeiro de 2012, quando foi sucedido por Aloízio Mercadante.

Em coligação intitulada ‘Para Mudar e Renovar São Paulo’, composta por PT, PSB, PP e PC do B, a chapa inicialmente teria como candidata a vice a ex-prefeita Luisa Erundina, que, entretanto, desistiu do tento alegando desconforto com o apoio de Paulo Maluf à candidatura do petista. O partido de Erundina, o PSB, porém, manteve o apoio, mas o posto de vice passou a ser ocupado por Nádia Campeão, do PC do B.

Entre os principais candidatos em disputa naquele pleito, estavam: Paulinho da Força Sindical, pelo PDT; Soninha Francine, pelo PPS; Gabriel Chalita, do PMDB; José Serra, do PSDB; e, Celso Russomano, do PRB. Em Julho, quando divulgadas as primeiras pesquisas de intenção de voto, o candidato petista aparecia apenas como o quarto mais citado, atrás de Russomano, Serra e Chalita, respectivamente. Quando oficializadas e intensificadas as campanhas e iniciada a exibição do Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral, porém, tal cenário se reconfigurou, com pesquisas chegando a apontar, às vésperas do pleito, para um empate técnico entre Russomano, Serra e Haddad.

As respectivas campanhas contaram inicialmente com uma polarização da disputa entre PT e PSDB, com referências às últimas gestões dos partidos no município e também na pasta ministerial ocupada por Haddad no âmbito nacional. Com o descolamento do candidato do PRB, entretanto, ao fim da corrida eleitoral, Serra e Haddad passaram a buscar desconstruir o programa de governo de Russomano, sobretudo quanto aos aspectos de viabilidade das propostas e seu caráter religioso. Obtiveram aparente êxito, e, na ocasião do pleito, foram ao segundo turno, tendo o tucano recebido 30,75% dos votos válidos e o petista, 28,98%.
        
Para o segundo turno, Haddad recebeu o apoio de Gabriel Chalita, que obteve a quarta maior votação no pleito e que havia sido candidato pelo PMDB, membro da base de apoio ao PT no âmbito do governo federal, enquanto Celso Russomano declarou-se neutro da disputa. Revertendo o resultado obtido no primeiro turno, Fernando Haddad obteve 3.387.720 votos, correspondentes a 55,57% do total de votos válidos e, em 28 de Outubro de 2012 elegeu-se prefeito da capital paulista.

Empossado em Janeiro de 2013, comprometeu-se com a renegociação da dívida com a União, a elevação da qualidade dos serviços públicos e a elaboração e implementação de um novo plano diretor para a cidade.  Haddad foi consultor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) da USP e, em 2015, retomou a atividade docente paralelamente ao exercício do mandato. Fez parte do conselho editorial da Editora Fundação Perseu Abramo e de periódicos, tais como Teoria e Debate.

Publicou diversos artigos acadêmicos e livros, entre eles O sistema soviético (1992) e Em defesa do socialismo (1998). Com Ricardo Antunes, Gilmar Carneiro e Gilmar Mauro publicou Sindicatos, cooperativas e socialismo (2003). 

        Casado com Ana Estela Haddad, têm dois filhos.


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domingo, 9 de setembro de 2018

Breve análise geográfica acerca da cidade de Feira de Santana

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Por: Professor doutor Jânio Roque Barros de Castro /

Feira de Santana: segunda maior cidade do estado da Bahia e a maior do interior do Nordeste. Cidade polo, que encabeça uma região metropolitana.

Nesta foto, dois elementos se destacam no horizonte visual do observador: a massa líquida expressiva e os prédios altos. O primeiro elemento, de natureza fisiográfica, é uma formação lacustre periurbana cujo contraste com o estoque edificado enriquece o recorte paisagístico. Belas lagoas como essa não são vistas com muita frequência na área urbana de Feira de Santana, que, em muitos trechos, expressa uma aridez paisagística com falta de árvores e de espelhos d'água, cuja função, no seu conjunto, vai muito além da composição estética. Infelizmente várias lagoas desapareceram da área urbana e entorno, enquanto outras foram assoreadas ou soterradas para dar lugar a expansão urbana horizontal ditada pela especulação imobiliária. 

Ao acessar a cidade por uma das suas novas entradas, a Avenida Noide Cerqueira, que se constitui em uma "alça estendida" da Rodovia BR 324 e desemboca, através de uma viaduto que sobrepõe ao anel viário, na Avenida Getúlio Vargas, nota-se algumas formações lacustres situadas em alguns embaciamentos periurbanos entornados por gramíneas que contrastam com o conjunto edificado verticalizado ao fundo. O perigo, nesse caso, é a especulação ditada pelo capital imobiliário que pode comprometer esses elementos "naturais" da paisagem. Por isso que o planejamento territorial urbano deve está assentado claramente em conceitos estruturantes e consistentes como o de patrimônio ambiental e patrimônio cultural. Não basta zonear indicando áreas de interesse ambiental; tem que se criar mecanismos institucionais de proteção a esse patrimônio ambiental, daí a importância da participação crítica, ativista e questionadora das Universidades e dos movimentos sociais nos planos diretores urbanos. 

O outro elemento que destoa no recorte paisagístico em tela são os prédios que expressam o evidente processo de verticalização urbana da cidade que se intensificou nas últimas duas décadas, determinado, sobretudo, pela valorização do solo urbano em uma grande e estratégica cidade baiana, que atrai pessoas de diferentes regiões do estado pela dimensão da sua centralidade, assentada em uma polifuncionalidade. A cidade pode continuar crescendo sem precisar degradar suas riquezas ambientais e nem destruir com um “urbanismo de raspagem do território” as edificações históricas. Por isso que o planejamento urbano deve ser crítico, horizontal, amplo e participativo.

Vista panorâmica da cidade de Feira de Santana, a segunda maior cidade do território baiano. Trata-se de um importante pólo regional e de um estratégico entroncamento rodoviário que encabeça uma região metropolitana criada recentemente. O sítio urbano está assentado em uma área predominantemente plana e o um município está situado em uma área de interface fitogeogeográfica, daí a expressão portal do Sertão, que é recorrentemente veiculada na mídia. Feira, expressão usada de forma resumida pelos seus moradores e visitantes mais frequentes, também é chamada de “princesa do Sertão” (a rainha seria Salvador, a capital). 

A rodovia duplicada que aparece adentrando a área urbana é a BR 324, que liga Salvador a Feira de Santana e, na área urbana, conecta-se com sobreposição rodoviária a Avenida Presidente Dutra que é uma importante via estruturante de fluxo que cruza perpendicularmente duas outras vias estruturantes expressivas: a Avenida João Durval Carneiro e Avenida Maria Quitéria; ambas interseccionam um anel viário parcialmente duplicado que foi construído para evitar a circulação de veículos pesados pela área intra-urbana. Nota-se claramente o franco processo de verticalização da área urbana, que se intensificou notadamente nos dois últimos decênios com valorização expressiva do solo urbano, determinada pela especulação imobiliária e pela lógica de reprodução do capital em uma cidade que concentra uma expressiva diversidade de serviços e de oferta de bens, além de se constituir em um pólo industrial. 
As alças do viaduto, vistas nessa foto, ligam a BR 324 ao anel viário que, até meados da década de 1980, bordejava a área urbana, todavia, a dinâmica socioeconômica estimulou o crescimento horizontal e esse anel viário passou, em muitos trechos, a ser entornado por pelo conjunto edificado da cidade. Quando adentra-se a cidade pela nova entrada, a Avenida Noide Cerqueira, pode-se avistar claramente algumas formações lacustres entornadas por uma vegetação típica de lagoas, bordejando a área urbana. 
Espero que a população, as Universidades, as associações e os diferentes segmentos ativistas da sociedade estejam atentos para que essas lagoas não sejam drenadas para construção de condomínios fechados e prédios; pois trata-se de uma área de expressiva valorização imobiliária. Caso isso acontecesse, seria uma agressão a um dos elementos mais importantes do patrimônio ambiental do município. Como a foto revela, a questão ambiental deveria ser mais valorizada; a arborização da cidade é irregular. Essa é Feira de Santana, a “princesinha do Sertão”, uma importante cidade da região Nordeste do Brasil.

Jânio Roque Barros de Castor
Graduado e especialista em Geografia pela Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS, Mestre em Geografia e Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia – UFBA. Professor Titular – UNEB. Membro da Rede de Pesquisadores de Cidades Médias e Pequenas Cidades da Bahia e vice - líder do Grupo de Pesquisa: Recôncavo: território, cultura, memória e ambiente. 

Sobre as fotos: oriundas da internet, autor desconhecido. Caso algum(a) internauta(a) saiba, por gentileza, nos informar a fonte.
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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

O Papel da Pastoral da Juventude nas Políticas Públicas de Juventude em Governador Mangabeira, foi tema do TCC de Estudante de Gestão Pública da UFRB

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Hoje (31/08/2018), o estudante do curso de Gestão Pública da Universidade Federal da Bahia (UFRB), Daniel da Conceição de Souza, realizou a defesa de seu TCC – Trabalho de Conclusão de Curso, com o título: Políticas Públicas de Juventude em Governador Mangabeira: o papel da Pastoral da Juventude - 2011 a 2018, com a orientação da professora Dr. Lys Maria Vinhaes Dantas.

A defesa aconteceu no Centro de Artes e Humanidades – CAHL na cidade de Cachoeira, sendo a banca formada pelos professores: Ms. Alfredo Pinto da Silva Junior e Dr. Edgilson Tavares de Araújo, além da professora Dr. Lys Maria Vinhas Dantas. Os mencionados professores emitiram considerações e elogios a produção do TCC, destacando a sua importância para a os estudos acadêmicos voltados para a juventude a nível regional. No final o TCC recebeu a nota 9,5. Além da sua mãe Maria de Lurdes Conceição, também estiveram presentes na atividade amigos de Daniel (Professor Borges, Mirian, Jucilene e Daniela, Laila e Juliana).

Conforme explicitado no texto, o aludido TCC tem por objetivo: “analisar a influência da PJ – Pastoral da Juventude para a elaboração de Políticas Pública para Jovens, com recorte para o município de Governador Mangabeira, localizada no Recôncavo baiano” SOUZA, 2018, p. 10), com recorte temporal entre os anos de 2011 a 2018. Em relação a metodologia, “aplicou-se questionários com dois grupos específicos: o primeiro com 6 pessoas que participaram de grupos de jovens que antecederam a criação da PJ, respondendo 5 questões. O segundo grupo, composto por 10 pessoas que assumiram as funções de coordenadores e assessores da Pastoral de Juventude de Governador Mangabeira nos anos de 2011 a 2018, respondeu 6 questões. Também se utilizou como dados o depoimento de um ex-vereador e ex-secretário municipal” (p.11).

Assim, o TCC foi estruturado em dois capítulos com seus respectivos subtemas: primeiro: Uma Conversa sobre Juventude no Brasil (Uma Conceituação; A Juventude como Ator de Formação da Agenda Política; Políticas Pública para Juventude no Brasil; Contribuição da Pastoral da Juventude nas Políticas Públicas Brasileira). O segundo capítulo: A Pastoral da Juventude e seu Papel nas Políticas Públicas de Governador Mangabeira (A Trajetória da Pastoral da Juventude em Governador Mangabeira; A Influência da Pastoral da Juventude na Elaboração das Políticas Públicas Municipais de Juventude; Um Olhar para o Futuro).

Um dos pontos em destaque no primeiro capítulo, é quando o autor enfatiza a origem da PJ no Brasil, movimento social que surgiu da década de 1970. “Suas origens remontam às atividades da Ação Católica Geral e à Ação Católica Especializada entre os anos de 1930 e 1960. Nessa última década se destacaram grupos católicos como: JAC (Juventude Agrária Católica), JUC (Juventude Universitária Católica), JEC (juventude Estudantil Católica) e o JOC (Juventude Operaria Católica), os quais foram fundamentais para a criação de uma Pastoral da Juventude Orgânica, através de iniciativa da própria CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em meio às transformações do catolicismo na América Latina” (p. 23).

Já no segundo capítulo, Souza realiza uma significativa pesquisa acerca das origens dos grupos de jovens em Governador Mangabeira, os quais contribuíram para o surgimentos da PJ, bem como elucida a importância da Pastoral na elaboração e acompanhamento das políticas públicas para a juventude em âmbito local entre os anos de 2011 a 2018, configurando-se “como algo relevante e bastante produtivo, atuando para o desenvolvimento de políticas públicas em diversas temáticas voltadas para conscientização, politização, autonomia e garantias de direitos para os jovens, porém as demandas em benefícios da juventude ainda são muitas, suscitando a continuidade da luta da Pastoral da Juventude pela afirmação dos jovens como sujeitos construtores de sua própria história”. (p. 48).

Dessa forma, o autor conclui a sua produção acadêmica, destacando que: “o presente trabalho monográfico se configura como um parâmetro relevante acerca dos estudos da juventude no Brasil, demonstrando a responsabilidade da Pastoral da Juventude em atuar em defesa de Políticas Públicas para Jovens no município de Governador Mangabeira, contribuindo para uma compreensão dos jovens como atores da sua própria história e atuando pela garantia de seus direitos”. (p. 52) 

“Parabenizo a Daniel da Conceição de Souza pela relevante produção acadêmica, um texto riquíssimo acerca da Trajetória da Pastoral Juventude no Brasil, com recorte para o município de Governador Mangabeira, bem como a atuação da PJ na elaboração e acompanhamento das políticas públicas de juventude no citado município. Por certo, uma significativa reflexão acerca do papel da Pastoral da Juventude no sentido de se compreender os jovens como atores de sua própria história e agentes sociais que lutam pela efetivação de uma sociedade mais justa e igual. Esperamos que o exemplo de Daniel possa ser útil para outros jovens mangabeirenses, principalmente no sentido de continuar na luta pela elaboração e efetivação das políticas pública para a juventude no município”, salientou professor Borges.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Estudante de História da UFRB, apresenta TCC acerca da Representação do Negro no Livro Didático para a EJA.

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Ontem (29/08/2018), o estudante do curso de Licenciatura em História da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Gilson Nascimento da Conceição Júnior, através da orientação da professora Dr. Martha Rosa Fiqueira Queiroz, apresentou o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com o título: A Representação do Negro no Livro Didático da Educação de Jovens e Adultos.

A banca de avaliação, além da professora Martha Rosa, foi composta pelos professores: Dr. Eliazar Silva (UFRB) e professor Esp. Luís Carlos Borges da Silva (Secretária de Educação do Estado/ CEPES), os quais emitiram relevantes considerações e elogios ao mencionado TCC, principalmente no sentido em dar visibilidade a modalidade de ensino da EJA, em especial a representação dos negros nos livros didáticos adotados para esse programa. Também, estiveram presentes na atividade os familiares e amigos Gilson, além de alguns dos seus colegas do curso de História.

Conforme o texto do TCC, o objetivo consistiu em analisar “dois livros didáticos nas partes destinadas à disciplina História, da coleção EJA Moderna, um para o 8° ano e o outro para o 9° ano dos anos finais do ensino fundamental II”, adotados em turma dessa modalidade de ensino na cidade de São Félix – Bahia.

Segundo o autor, o que o levou a construção do mencionado trabalho “foi a identificação com o cotidiano dos alunos da modalidade de ensino EJA e pelo fato de ser uma modalidade que acolhe em sua grande maioria pessoas negras, já que sempre quis pesquisar sobre a presença negra no Brasil. A forma como a imagem do negro é trabalhada nestes manuais didáticos deixou-me interessado em pesquisar se esse material didático incentiva esse alunado a buscar conhecer e se identificar com a cultura do povo negro.  

Em suas considerações finais, Gilson salienta que: “a representação dos negros no Ensino de História precisa― furar o bloqueio que impede a construção de uma nova história dos negros nos livros didáticos. Chega de sermos somente escravizados, para superar esta fase é preciso mudar a forma tradicional, sair da zona de conforto. Sabemos que para a elaboração de livros didáticos existem muitas etapas até chegar às mãos dos alunos. Mas mesmo com tanta rigorosidade ainda existem falhas, intencionais eu diria. É preciso fazer cumprir a lei 10.639/2003 e caminhar para acabar com a exclusão das culturas negras e africanas no campo educacional.

“Parabenizo a Gilson Nascimento da Conceição Júnior pela produção do riquíssimo TCC, um texto fácil de ler e com uma significativa análise acerca da representação dos negros nos livros didáticos da EJA, enfatizando a invisibilidade dos negros e negras nesses manuais, além dos preconceitos e estereótipos relacionados a história e cultura afro-brasileira, também pela ideia em dar visibilidade a modalidade de ensino da EJA, bem como pela sua conquista, conseguindo depois de muita luta concluir a Licenciatura em História, que sua vontade e inteligência sirvam de exemplo para outros jovens da cidade de São Félix. Ainda, agradeço ao convite da competente professora história Martha Rosa para participar da banca de defesa do mencionado TCC”, salientou o professor Borges.
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domingo, 26 de agosto de 2018

Escola São Luis, realiza Primeira Mostra Científica

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Na última sexta-feira (24/08/2018), aconteceu a Primeira Mostra Científica da Escola São Luís, localizada na cidade de Muritiba, com o tema: Planeta Terra – Nosso Lar, Nossa Responsabilidade. O evento foi realizado na Praça da Matriz (Igreja de São Pedro), onde os estudantes das turmas do ensino médio organizaram seus estandes, os quais foram visitados por centenas de pessoas, além de alunos de outras unidades de ensino locais.

Cada sala elaborou e apresentou experimentos científicos voltados para a temática em foco, divididos no seguintes subtemas para as respectivas turmas:
Ciência e Tecnologia: saúde e qualidade de vida – primeiro ano.
Ciência e Tecnologia: sustentabilidade e economia em nossa casa – segundo ano.
Ciência e Tecnologia: meio ambiente e desenvolvimento sustentável - terceiro ano.

Segundo a coordenadora pedagógica do ensino médio da Escola São Luís, professora Joicemary Andrade Pires a atividade teve como objetivo geral: “socializar com a comunidade os projetos de pesquisas em Ciências da Natureza, integrando-os às demais áreas do conhecimento de forma interdisciplinar, criativa e contextualizada”. Pires, ainda manifestou sua satisfação e alegria com a realização do evento, enfatizando a qualidade dos trabalhos produzidos pelos estudantes, experimentos e informações extremante valiosas para a vida das pessoas, demonstrando a preocupação da Escola São Luís com a produção do conhecimento científico, bem como a necessidade com a preservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável.

Essa satisfação pela realização da Primeira Mostra Científica da Escola São Luís, também ficou evidenciada através das opiniões de alguns alunos:

"Foi uma experiência quase indescritível, com a possibilidade de entrar em contato com as pessoas de nossa cidade e compartilhar conhecimentos variados, que, com certeza, os ajudarão em algum momento, foi incrível! Este é o tipo de projeto que tem que ser feito novamente! Acredito que todos merecem ter essa experiência algum dia (Ricardo Rocha – 1º A).

“Alertou a população local a tomar cuidados com algumas coisas do cotidiano, que podem afetar a sua saúde, principalmente para doenças silenciosas, como é o caso da hipertensão, diabetes e o câncer, além dos perigos que o hábito de fumar oferece para uma pessoa”. (Vinicius Casaes – 1º B)

“Um momento único de integração e conhecimento. Acredito que foi essencial para apresentar nossas aptidões fora do ambiente da sala de aula. Foi um sucesso! Todos os elogios tornaram o esforço ainda mais gratificante. Os projetos foram aprovados demais pelos professores! As ideias sustentáveis podem ser aplicadas, o custo benefício é excelente” (Ionara Almeida – 2º A).


“Foi importante para nós alunos devido a exploração de temas das ciências naturais, muitas vezes desconhecidos pela maioria das pessoas. Acredito que a mostra nos tenha possibilitado um maior conhecimento científico e aprimoramento das técnicas práticas delas, já que foi necessário primeiro conhecer a área e suas vertentes teóricas e depois explorá-las através de testes e experimentos para chegarmos ao projeto final" (Guilherme Brito - 2º B).

“Através de todas as experiências, as pessoas presentes trocaram ideias e informações, fazendo com que discussões importantes fossem realizadas, inclusive a possibilidade de alguns projetos serem apresentados na Câmara de Vereadores, valorizando dessa forma muitos conteúdos, que muitas vezes passam despercebidos quando apenas são estudados na sala de aula, pois a prática é fundamental para o aprendizado” (Lucas Aragão – 3º A).

“A mostra científica foi muito importante. Lidar com o público e sentir que estamos fazendo algo para melhorar a relação que as pessoas têm com o meio ambiente é realmente gratificante” (Cecília Castro – 3º B). 

Sendo assim, “parabenizo e agradeço aos estudantes, professores e funcionários pela realização da Primeira Mostra Científica de nossa Escola, em especial destaco as belíssimas produções dos nossos alunos, mostrando competência e responsabilidade com o tema proposto, também, agradeço as pessoas que visitaram a Feira, a Prefeitura Municipal e a FAMAM pelo apoio, não esquecendo a forma responsável e competente com que o evento foi coordenado, através da professora Joicemary (Meirinha)”, salientou a diretora da Escola Amabília Oliveira (professora Bilinha).
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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Colégio Estadual José Bonifácio, realiza a 7ª Edição da Feira de Ciências

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Aconteceu hoje (24/08/2018) a 7ª edição da Feira de Ciências do Colégio Estadual José Bonifácio (CEJB), localizado na cidade de Governador Mangabeira - Bahia, sendo o tema central: Escolhas que Transformam Vidas: Ciência com Consciência. A atividade foi aberta ao público e recebeu visitas de centenas de pessoas da comunidade e estudantes de várias escolas locais. 

Este ano a Feira de Ciências contou com 18 trabalhos de iniciação científica nas seguintes categorias: Sustentabilidade e Energia; Ciências Humanas; Ciências Biológicas; Ciências Exatas e Suas Tecnologias. Os stands foram dispostos no pátio do Colégio, nos quais os estudantes, a partir da utilização de banners, apresentaram os resultados de pesquisas científicas que foram realizadas sob a coordenação de professores orientadores durante o período de 4 meses. 
A família do CEJB agradece a todos os estudantes e professores que realizaram a VII Feira de Ciências, bem como a todos os nossos convidados especiais que prestigiaram este brilhante evento de divulgação de conhecimento.
Fonte: Facebook de Cássio Alves
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sábado, 18 de agosto de 2018

Estudantes da Escola José Raimundo Gomes da Silva, realizam atividade no Shopping e Cinema de Feira de Santana

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No último dia 06 do mês em curso, os estudantes do 4º e 5º anos da Escola Municipal José Raimundo Gomes da Silva, localizada no povoado de Quixabeira – Governador Mangabeira, através da iniciativa das professora Norma Lúcia da Silva Leite e Cleuza Borges da Silva, realizaram uma atividade pedagógica no Shopping Boulevard na cidade de Feira de Santana, onde nesse mesmo espaço estiveram no cinema assistindo ao filme Os Incríveis 2.

Segundo as mencionadas professoras, o objetivo da atividade se fundamentou na ideia de proporcionar aos estudantes a oportunidade de conhecer e estudar aspectos culturais, econômicos e sociais existentes em um shopping e os avanços científicos contidos em um cinema.

Ao todo participaram da atividade 58 alunos. Além das professoras Cleuza  e Norma, também acompanharam os estudantes a funcionária Marivanda, quatro mães e a jovem Daniela dos Santos. O transporte foi cedido pela Secretaria Municipal de Educação.

Ainda, conforme relatou a professora Norma Lúcia foi realizada uma rifa de uma tolha bordada, ofertada por uma mãe de aluno (dona Damiana), arrecadando R$ 200,00. Esse valor ajudou no pagamento dos ingressos no cinema.

Para as citadas educadoras, a atividade foi um sucesso, os estudantes gostaram bastante, tanto no que se refere ao ambiente do Shopping como do cinema, evidenciando a ideia de ampliação da prática pedagógica para além da sala de aula, levando os alunos a perceberem os elementos do ensino-aprendizagem por um novo ângulo, onde o aspecto real do fato estudado assume uma abordagem cientifica mais ampla. O próximo desafio será a realização de uma atividade de campo para a cidade de Cachoeira.

Essa satisfação dos estudantes pela realização da referida atividade, pode ser nota em alguns dos seus depoimentos, colhidos através de um relatório realizado pelas mencionadas professoras após a atividade como forma de avaliação.

Quinto ano matutino (Professora Cleuza Borges)

“A viagem foi boa, lá tinha sorvete, parque e o mais legal: foi a horas de assistir ao filme Os Incríveis 2” (Elidinalva de Souza Simplício).

“No dia 06 de agosto de 2018, estávamos ansiosos para ir ao cinema. Chegando lá, assistimos ao filme Os Incríveis 2. O filme foi ótimo, amei. Amei o passeio, podia ter mais vezes” (Luísa da Silva dos Santos).

“Eu achei muito legal os bonecos do cinema, as roupas que são vendidas lá no Shopping. O que eu mais gostei foi dos brinquedos que tinham lá, eu queria ir de novo” (Isabella de Oliveira dos Santos Ainda).

“Nunca tinha ido ao cinema, sempre eu pedia aos meus pais para mim levar, surgiu essa viagem na escola, eu aproveite a oportunidade, meus pais deixam e eu fui. Eu estou muito feliz e gostei muito, foi muito divertido e legal” (Micaurem Kelly G. da Paz).

Quarto e quinto anos - matutino e vespertino (professora Norma Lúcia)

"Quando entrei no shopping Boulevart, vir muitas coisas boas, lojas, restaurantes e brinquedos, fiquei encantada, mas o melhor de tudo foi o cinema" (Leticia de Santana da Conceição).

"Eu gostei do cinema, por que nunca tinha ido lá, foi muito divertido. Lá no shopping têm muitas lojas. Estou feliz por ter a oportunidade de ir ao cinema". (Guilherme Santana Barros da Cruz).

"Chegando ao shopping conseguir ver muitas lojas de roupas, brinquedos, fiquei encantada. Vir várias coisas lindas. O filme eu gostei. Estou muito feliz" (Larissa de Jesus da C. de Roma).

"Eu achei muito interessante, por que foi a primeira vez que fomos para um shopping. Nós vimos sapatos, roupas e jogos. Quando entramos no cinema, achei o máximo quando vir aquele telão grandão" (Larissa Braz Xavier

Dessa forma, "parabenizamos aos estudantes do quarto e quinto ano pelo interesse e comportamento durante a atividade, bem como, agradecemos ao apoio da direção e funcionários da escola, dos pais e mães dos alunos, bem como da Secretaria Municipal de Educação na figura do secretário Ribamar Rodigues por conceder o transporte. Ficamos extremamente felizes pela realização da viagem, a qual proporcionou um dia diferente aos nossos alunos, unindo diversão e conhecimentos cientifico e educacional”, salientam as professoras Cleuza Borges da Silva e Norma Lúcia da Silva Leite.









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sábado, 11 de agosto de 2018

Com Torneio de Dominó, CEPES comemora o dia dos Estudantes

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Através da coordenação da professora de Educação Física – Patrícia Keiko, o Colégio Estadual Professor Edgard Santos – CEPES, realizou ontem (10/08/2018) um Torneio de Dominó em comemoração ao dia do estudante. A  atividade, também faz parte do conjunto de ações em comemoração aos 40 anos de fundação do CEPES. 

Segundo Keiko, ao todo se inscreveram 86 duplas, sendo 58 do turno matutino e 28 do vespertino, sendo que dessa quantidade 13 foram femininas. No final dos confrontos, saíram como campeã e vice as seguintes duplas:

Matutino: 1º lugar - Tiago e Maicon (3º AM) / 2º lugar – Ramon (3º DM) e Bernardo (2º CM)
Vespertino: 1º lugar – Ivanildo e Bruno (1º BV) / 2º lugar – Davi e Paulo (1º AV).

Importância pedagógica do Jogo
Para a professora de matemática do CEPES – Daniela Rocha (graduada pela UEFS e mestra em Ensino, Filosofia e História das Ciências pela UFBA), “o   jogo de dominó é um instrumento que promove o desenvolvimento do raciocínio lógico, envolve as operações básicas, sequências numéricas. É importante enfatizar, também, que o dominó contribui com o exercício do respeito aos adversários e do jogo em parceria. É necessário estar em sintonia com o/a parceiro/a de dupla".

Já para Patrícia Keiko (Licenciada em Educação Física pela UCSal e especialista em Docência no Ensino Superior na ABEC/Faculdade Visconde de Cairu), também professora do CEPES, o jogo pode ser compreendido “enquanto um instrumento metodológico que serve para desenvolver a capacidade de resolução de situações - problema através do raciocínio lógico, também a concentração dos alunos durante as aulas. Através da ludicidade do jogo, aumenta-se a motivação dos alunos, as suas relações interpessoais e sua assiduidade e tempo de permanência na sala de aula.”

Para a doutora em gênero pela UFBA e professora de História do CEPES – Elizabete Rodrigues, a presença feminina no aludido torneio “pode ser pensada em termos de inclusão, uma vez que é um jogo conhecido historicamente de homens, bem como perceber a participação das meninas como uma mudança de comportamento em direção à quebra das barreiras gendradas. Também, um bom exercício para o desenvolvimento da concentração e o conhecimento de regras”.

História do dominó
Existem várias versões que tentam decifrar de onde veio o jogo, mas nenhuma delas até hoje pôde ser confirmada. Acredita-se, porém, que ele tenha surgido na China, inventado por um soldado chamado Hung Ming, que teria vivido de 243 a 181 a.C. No Brasil, o jogo chegou com os portugueses no século XVI.

O nome dominó provavelmente deriva da expressão latina domino gratias, que significa “graças a Deus”, dita pelos padres europeus enquanto jogavam. Atualmente, o dominó é jogado em quase todos os países do mundo, mas é mais popular na América Latina. Na China, ele deu também origem a outro jogo, mais complexo: o mah jong.

Objetivo do jogo
Para jogar dominó são necessárias 28 pedras retangulares. Cada pedra está dividida em 2 espaços iguales nos que aparece um número de 0 até 6. As pedras abrangem todas as combinações possíveis com estes números.

Pode-se jogar com 2, 3 ou 4 jogadores ou em duplas.
objetivo do jogo é colocar todas as suas pedras na mesa antes dos adversários e marcar pontos. O jogador que ganha uma rodada, marca pontos segundo as pedras que foram colocadas pelos seus adversários.
A partida terminará quando um jogador ou dupla alcançar a quantidade de pontos indicada nas opções de mesa.

"Parabenizo a participação de todos os alunos no Torneio de Dominó do CEPES, com menção especial as duplas vencedoras. Agradeço o apoio dos colegas professores, da direção e funcionários do Colégio, além do estagiário de Educação Física da FAMAM - Dino Valter. Por certo, atividades dessa envergadura, demonstram o compromisso da nossa escola com um processo ensino e aprendizagem inovador e prazeroso, envolvendo a ludicidade e aspectos pedagógicos teóricos”, enfatiza Patrícia Keiko, professora coordenadora do evento.

Referências

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