quinta-feira, 18 de abril de 2019

Jovens mangabeirenses são destaques no atletismo a nível regional

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Jailton Silva Santos, Jailson Silva Santos e Denilson Sena de Castro, jovens naturais do município de Governador Mangabeira - Bahia, têm se destacado na prática esportista do atletismo, conseguindo alcançar excelentes resultados em corridas a nível regional. No último domingo, por exemplo, na II Corrida da USA (União Santoantoniense de Atletismo), Jailton ficou em 6º lugar no geral e em 1º na sua categoria, já Denilson em 2º lugar no geral, sendo suas participações no evento um inciativa do seu atual treinador Vitorino Raimundo dos Santos. Por sua vez, em 2017, Jailson chegou a participar da tradicional corrida São Silvestre em São Paulo, acompanhado do seu treinado na época Joel Gálio.

Jailton e Jailson são gêmeos, tem 17 anos e são tios de Denilson (18 anos), ambos são estudantes do Colégio Estadual Professor Edgard Santos, sendo que os dois primeiros estão cursando o 1º ano e o último o 2º ano do Ensino Médio e residem no bairro Portão. Ao longo de suas carreiras já participaram de corridas em várias cidades do interior da Bahia, como Cachoeira, Castro Alves, Santo Antônio de Jesus, Ubaíra e no próprio município de Governador Mangabeira, sempre alcançando as primeiras posições.

Ainda crianças e como adolescentes, os três já se destacavam em atividades de atletismo em suas escolas. Em 2017 passaram a fazer parte do Projeto Social Portão Aberto, coordenado pelo desportista Joel Gálio, quando seus talentos ganharam maior visibilidade a nível local. Fundado, também em 2017, o Projeto Portão Aberto, tem por objetivo apoiar inciativas esportistas, educacionais, culturais e de cidadania voltadas para crianças adolescentes e jovens do bairro do Portão - cidade de Governador Mangabeira. Hoje, segundo Gálio, o Projeto conta com aproximadamente 80 participantes, sendo 40 crianças, 15 adolescentes e 25 jovens. 

Atualmente, Jailson, Jailton e Denilson estão treinando no Projeto Largue a Enxada Correndo, coordenado pelo 1º Tenente da Reserva da Polícia Militar -  Vitorino Raimundo dos Santos (conhecido como Nengo), localizado na comunidade de Tocos II, também no município de Governador Mangabeira, projeto esse onde jovens dos sexos masculino e feminino são treinados para o desenvolvimento do atletismo, objetivando a ampliação da cidadania, melhoria da condição de vida e a prática de valores humanos. Ressaltando que o citado Projeto teve início em 2003 e já atendeu a dezenas de adolescentes e jovens a partir dos 13 anos de idade,  alcançando significativos resultados, com alguns de seus participantes dando continuidade a carreira de atleta, a exemplo de Geilson dos Santos, quem vem se destacando no Estado de São Paulo.

“Parabenizo aos jovens atletas Jailton, Jailson e Denilson pelos seus talentos e suas conquistas, que continuem firmes em seus objetivos, visando alcançar novos horizontes no universo do atletismo, além disso, servindo de inspiração para que outros jovens possam trilhar esse caminho, uma vez que o esporte é vida e espaço de construção da cidadania. Também, parabenizo a Joel Gálio e a Vitorino pelo relevante trabalho desenvolvido no tocante aos seus projeto sociais, um significativo exemplo de luta, resistência e consciência acerca da ideia de que os jovens precisam ser incentivados e apoiados na busca por uma melhor condição de vida e praticidade da cidadania, aspectos vislumbrados através do esporte, um rico caminho para evitar que jovens possam praticar coisas quem venham prejudicar sua saúde e sua condição social. Esperamos que os governantes possam apoiar iniciativas tão significativas quanto essas desenvolvidas por Vitorino e Joel Gálio”, salientou professor Borges. 







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segunda-feira, 8 de abril de 2019

SINOPSE DO ENREDO DO DESFILE DA ESCOLA DE SAMBA MANGUEIRA (2019)

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HISTÓRIA PRA NINAR GENTE GRANDE é um olhar possível para a história do Brasil. Uma narrativa baseada nas “páginas ausentes”. Se a história oficial é uma sucessão de versões dos fatos, o enredo que proponho é uma “outra versão”. Com um povo chegado a novelas, romances, mocinhos, bandidos, reis, descobridores e princesas, a história do Brasil foi transformada em uma espécie de partida de futebol na qual preferimos “torcer” para quem “ganhou”. Esquecemos, porém, que na torcida pelo vitorioso, os vencidos fomos nós. Ao dizer que o Brasil foi descoberto e não dominado e saqueado; ao dar contorno heroico aos feitos que, na realidade, roubaram o protagonismo do povo brasileiro; ao selecionar heróis “dignos” de serem eternizados em forma de estátuas; ao propagar o mito do povo pacífico, ensinando que as conquistas são fruto da concessão de uma “princesa” e não do resultado de muitas lutas, conta-se uma história na qual as páginas escolhidas o ninam na infância para que, quando gente grande, você continue em sono profundo.

De forma geral, a predominância das versões históricas mais bem-sucedidas está associada à consagração de versões elitizadas, no geral, escrita pelos detentores do prestígio econômico, político, militar e educacional – valendo lembrar que o domínio da escrita durante período considerável foi quase que uma exclusividade das elites – e, por consequência natural, é esta a versão que determina no imaginário nacional a memória coletiva dos fatos.

Não à toa o termo “DESCOBRIMENTO” ainda é recorrente quando, na verdade, a chegada de Cabral às terras brasileiras representou o início de uma “CONQUISTA”. E, ao ser ensinado que foi “descoberto” e não “conquistado”, o senso coletivo da “nação” jamais foi capaz de se interessar ou dar o devido valor à cultura indígena, associando-a “a programas de gosto duvidoso” ou comportamentos inadequados vistos como “vergonhosos”.

Comemoramos 500 anos de Brasil sem refazermos as contas que apontam para os mais de 11.000 anos de ocupação amazônica, para os mais de 8.000 anos da cerâmica mais antiga do continente, ou ainda, sem olhar para a civilização marajoara datada do início da era Cristã. Somos brasileiros há cerca de 12.000 anos, mas insistimos em ter pouco mais de 500, crendo que o índio, derrotado em suas guerras, é o sinônimo de um país atrasado, refletindo o descaso com que é tratada a história e as questões indígenas do Brasil. Não fizeram de CUNHAMBEMBE – a liderança tupinambá responsável pela organização da resistência dos Tamoios – um monumento de bronze. Os índios CARIRIS que se organizaram em uma CONFEDERAÇÃO foram chamados de BÁRBAROS. Os nomes dos CABOCLOS que lutaram no DOIS DE JULHO foram esquecidos. Os Índios, no Brasil da narrativa histórica que é transmitida ainda hoje, deixaram como “legado” cinco ou seis lendas, a mandioca, o balanço da rede, o tal do “caju”, do “tatu” e a “peteca”. Levando em conta apenas pouco mais de 500 anos, a narrativa tradicional escolheu seus heróis, selecionou os feitos bravios, ergueu monumentos, batizou ruas e avenidas, e assim, entre o “quem ganhou e quem perdeu”, ficamos com quem “ganhou.” Índios, negros, mulatos e pobres não viraram estátua. Seus nomes não estão nas provas escolares. Não são opções para marcar “x” nas questões de múltiplas escolhas

Deram vez a outros. Outros que, por certo, já caíram nas suas “provas”. Você aprendeu que os “BANDEIRANTES” – assassinos e saqueadores – eram os “bravos desbravadores que expandiram as fronteiras do território nacional”. DOM PEDRO, o primeiro, você “decorou” que era o “herói” da Independência, sem que as páginas dos livros contassem a “camaradagem” de um “negócio de família” tão bem traduzido pela frase do PAI do Imperador, que a ele orientou: “ponha a coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça”. Convém esclarecer aqui que os “aventureiros” citados por DOM JOÃO éramos nós, brasileiros, e que a “independência” proclamada – ou programada – foi para evitar que tivéssemos aqui “aventureiros” como Bolivar ou San Martin, patriarcas bem-sucedidos das “independências” que não queriam por aqui.

Como “CABRAL”, o “ladrão”, que roubou o Brasil lá pelas bandas de mil e quinhentos, ou PEDRO I, que através de um acordo “mudou duas ou três coisas para que tudo ficasse da mesma forma”, tem também o Marechal, o DEODORO DA FONSECA, homem de convicções monarquistas – amigo pessoal do Imperador PEDRO II – autor da proclamação de uma República continuísta – sem participação popular – traduzida em golpe e que, na ausência de líderes, mandou “pintar” um retrato do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o TIRADENTES, na tentativa de produzir “um personagem pra chamar de seu”.Se a República foi “golpe”, conclui-se que “golpe” no Brasil não é novidade. Nem é novidade que a natureza dos “golpes” ainda estejam mal contadas. A rodovia CASTELO BRANCO “corta” São Paulo com “nome de batismo” em homenagem ao primeiro general “do GOLPE DE 1964”. Para cruzar a Baía da Guanabara em direção a Niterói, lá está a ponte PRESIDENTE COSTA E SILVA, o mesmo que fechou o Congresso Nacional e aditou o AI-5 suspendendo todas as liberdades democráticas e direitos constitucionais. Em Sergipe, em dias de jogos, a bola rola no estádio PRESIDENTE MÉDICI, o general dos “ANOS DE CHUMBO”, do uso sistemático da tortura e dos violentos assassinatos. Nas ruas – por terem lido um livro que “ninou” e não “ensinou” falando da suspensão dos direitos humanos, da corrupção e dos assassinatos cometidos no período – aparecem faixas para pedir “intervenção militar”, décadas depois da redemocratização.

Sem saber quem somos, vamos a “toque de gado” esperando “alguém pra fazer a história no nosso lugar”, quiçá uma “princesa”, como a ISABEL, a redentora, que levou a “glória” de colocar fim ao mais tardio término de escravidão das Américas. Nunca esperaremos ser salvos pelos tipos populares que não foram para os livros. Se “heróis são símbolos poderosos, encarnações de ideias e aspirações, pontos de referências, fulcros de identificação” a construção de uma narrativa histórica elitista e eurocêntrica jamais concederia a líderes populares negros uma participação definitiva na abolição oficial. Bem mais “exemplar” a princesa conceder a liberdade do que incluir nos livros escolares o nome de uma “realeza” na qual ZUMBI, DANDARA, LUIZA MAHIN, MARIA FELIPA assumissem seu real papel na história da liberdade no Brasil.

O fato é que a atuação de “gente comum”, ou mesmo a incansável luta negra organizada em quilombos, em fugas, no esforço pessoal ou coletivo na compra de alforrias e em revoltas ou conspirações, já enfraqueciam o sistema escravocrata àquela altura. Entretanto, ensinar na escola o nome de “CHICO DA MATILDE”, jangadeiro, mulato pobre do Ceará (líder da greve que colocou fim ao embarque de escravos no estado nordestino, levando-o à abolição da escravatura quatro anos antes da princesa ganhar sua “fama” abolicionista) não serviria à manutenção da premissa de que as conquistas sociais resultam de concessões vindas “do alto” e não das lutas. A história de CHICO DA MATILDE era inspiradora demais para o povo. Não à toa, seu nome não está nos livros. Esses nomes não serviram para eles. Para nós, eles servem. Para nós, sentinelas dos “ais” do Brasil, heróis de lutas sem glórias ainda deixados “de tanga” ou preso aos “grilhões”, eles são as ideias que usaremos para “gestar” o que virá. “Engravidados” de novas ideias, jorrará leite novo para “amamentar” os guris que virão. Sabendo outra versão de quem é o Brasil, – não a que nos “ninou” para quando fôssemos adultos – sabendo que CABRAL “invadiu” e que, ao invés de quinhentos e dezenove anos, somos brasileiros há quase doze mil anos. Conhecendo CUNHAMBEBE, a CONFEDERAÇÃO DOS CARIRIS, cientes da participação dos CABOCLOS na luta do 02 DE JULHO NA BAHIA, e sabendo que os índios lutaram e resistiram por mais de meio século de dominação, talvez se orgulhem da porção de sangue que faz de TODOS NÓS, sem exceção, índios. Sabendo que a “bondosa” princesa Isabel deu vez a “Chico da Matilde”, “Luiza Mahin” e “Maria Felipa”, é possível que reconheçam em si a bravura que vive à espreita da hora de despertar e aí, talvez, o “gigante desperte sem ser para se distrair com a TV”.

Cientes de que nossa história é de luta, teremos orgulho do Brasil. Alimentados de leite novo e bom, varreremos de nossos “porões” o complexo de “vira-latas” que fomenta nossa crença de inferioridade. Veremos tanta beleza na escultura de ANTÔNIO FRANCISCO LISBOA quanto no quadro que eterniza o sorriso da Monalisa. Nos orgulharemos do “tupi” que falamos – mesmo sem saber. Daremos mais cartaz ao saci do que à “bruxa”. Brincaremos mais de BUMBA MEU BOI, CIRANDA E REISADO. Nossas crianças enxergarão tanta coragem no CANGACEIRO quanto no “cowboy”. Vibraremos quando SUASSUNA estrear em “ROLIÚDE” sem tradução para o SOTAQUE de João Grilo e Chicó. Não estranharemos caso o Mickey suba a ESTAÇÃO PRIMEIRA, troque “my love” por “minha nêga” e mande pintar o “parquinho” da Disney com o VERDE E O ROSA DA MANGUEIRA”.

Por: Leandro Vieira - carnavalesco da Mangabeira

Letra do Samba enredo da Mangabeira (escola campeã do carnaval do Rio de Janeiro – 2019)

Enredo: História pra Ninar Gente Grande

Mangueira, tira a poeira dos porões
Ô, abre alas pros teus heróis de barracões
Dos Brasis que se faz um país de Lecis, jamelões
São verde e rosa, as multidões
Brasil, meu nego
Deixa eu te contar
A história que a história não conta
O avesso do mesmo lugar
Na luta é que a gente se encontra
Brasil, meu dengo
A Mangueira chegou
Com versos que o livro apagou
Desde 1500 tem mais invasão do que descobrimento
Tem sangue retinto pisado
Atrás do herói emoldurado
Mulheres, tamoios, mulatos
Eu quero um país que não está no retrato
Brasil, o teu nome é Dandara
E a tua cara é de cariri
Não veio do céu
Nem das mãos de Isabel
A liberdade é um dragão no mar de Aracati
Salve os caboclos de julho
Quem foi de aço nos anos de chumbo
Brasil, chegou a vez
De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês

Disponível em: https://www.letras.mus.br/sambas/mangueira-2019/. Acesso em: 07/03/2019
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domingo, 31 de março de 2019

Golpe Militar de 1964: caminhos para a tortura, censura, fim da liberdade de expressão, eleições indiretas e exclusão social

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O golpe de estado que instaurou a ditadura militar no Brasil em 1964 completa 55 anos neste domingo (31). Após o ato, iniciou-se um regime de exceção que durou até 1985. Nesse período, não houve eleição direta para presidente. O Congresso Nacional chegou a ser fechado, mandatos foram cassados e houve censura à imprensa.

De acordo com a Comissão da Verdade, 434 pessoas foram mortas pelo regime ou desapareceram – somente 33 corpos foram localizados. Em 2014, a comissão entregou à então presidente Dilma Rousseff um documento no qual responsabilizou 377 pessoas pelas mortes e pelos desaparecimentos durante a ditadura. 
CONTEXTO HISTÓRICO DO GOLPE CIVIL-MILITAR DE 1964
O mundo vivia o auge da Guerra Fria – disputa bipolar entre EUA (capitalistas) e URSS (socialistas)
Essa disputa se configurou principalmente através da Guerra do Vietnã (1955-1975) e pela Revolução Cubana (1959).
No Brasil em 1961, Jânio Quadros toma posse como presidente. No seu governo chegou a proibir o uso de biquínis nas praias do Brasil e condecorou Ernesto Che Guevara.
EM 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros renunciou. Para seu vice João Goulart assumir a presidência, os EUA articularam a implementação do Parlamentarismo no Brasil, como forma de diminuir os poderes de Jango, uma vez que o consideravam comunista.
Em 1963, aconteceu o plebiscito, quando o povo através do voto direto optou pela volta do Presidencialismo no país.
O governo de Goulart apresentou em 1963 o Plano Trienal e as Reformas de Base (agrária, administrativa, bancária, tributária, eleitoral e educacional).
Eram a favor das Reformas os movimentos sociais como a UNE e a Juventude Universitária Católica.
Contra as Reformas ficaram os setores tradicionais da Igreja Católica, as forças armadas, a grande imprensa, alta burguesia e os empresários.
Em 13 de março de 1964, em um comício na Central do Brasil (RJ), com mais de 300 mil pessoas, Goulart assinou decretos para as Reformas de Base.
No dia 19 de março de 1964, setores contrários as Reformas realizaram a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, com a presença de300 mil pessoas nas ruas de São Paulo. 
Essa manifestação ajudou a criar o clima favorável à deposição de João Goulart.
O GOLPE CIVIL-MILITAR DE 1964
A crise econômica e radicalização político-ideológica levaram ao isolamento de Goulart.
Além da oposição dos governadores de Ademar de Barros (SP), Magalhães Pinto (MG) e Carlos Lacerda (RJ), dos EUA, dos empresários, dos militares e de setores da Igreja Católica.
Em 31 de março de 1964, o general Mourão Filho ordenou que suas tropas marchassem de Minas Gerais para o Rio de Janeiro.
No dia seguinte o presidente do Congresso Nacional declarou a vacância do cargo de presidente e deu posse ao presidente da Câmara dos Deputados – Ranieri Mazzilli.
Temendo um banho de sangue, Jango não resistiu e seguiu para o Rio Grande do Sul, depois Uruguai como exilado político.
Assim, entre os dias 31 de março e 1º de abril de 1964, civis e militares derrubaram o presidente da República, com o apoio dos Estados Unidos, de setores conservadores da Igreja Católica, empresário e a alta burguesia.
Abaixo constam as principais características do Regime Militar no Brasil, como forma de alertar as pessoas para o que representou esse trite período na história do Brasil, ao mesmo tempo, possibilitar uma reflexão para as conquistas que obtivemos nos últimos anos, principalmente a democracia e a liberdade de pensamento e de expressão, aspectos que nos foram negados durante a Ditadura Militar.
CARACTERÍSTICAS DO REGIME MILITAR NO BRASIL– 1964 A 1985
Cassação Política – os políticos que eram contra o Regime tiveram seu mandato casado.
Voto Indireto – o povo não podia votar para escolher Presidente, Governador e Prefeitos de Capitais.
Bipartidarismo – passaram existir apenas dois partido. O do governo – ARENA (Aliança Renovador Nacional) e o da oposição aceitável – MDB (Movimento Democrático Brasileiro).
Fim da Democracia – A forma de governar o Brasil, passou a ser uma ditadura, o povo não podia fazer manifestações e nem protestar contra o governo.
Exílio Político – muitas pessoas que eram contra o Regime tiveram que sair do país e viver exiliado, a exemplo de Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Paulo Freire, Leonel Brizola, Juscelino Kubistchek, Valdir Pires, Fernando Henrique Cardoso e outros. 
Fim da liberdade de expressão e pensamento – as pessoas não podiam expressar suas ideias e pensamento, principalmente se fosse algo contra o governo. Foram proibidas greves, passeatas, manifestações e reuniões, quem desobedecesses as ordens dos militares era preso e torturado. Os estudantes foram os mais perseguidos.
Censura – qualquer informação que fosse contra o Regime era proibida a divulgação, muitos jornais tinham matérias censuradas, também filmes, novelas e peças teatrais foram censuradas. Músicas, novelas, reportagens, filmes, peças de teatro, livros, desenhos e modas foram censuradas. Dentre as músicas censuradas podemos destacar: Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores (Geraldo Vandré), Apesar de Você (Chico Buarque), O Bêbado e o Equilibrista (Elis Regina), Alegria, Alegria (Caetano Veloso), Cálice (Chico Buarque e Milton Nascimento), É Proibido Proibir (Caetano Veloso), Como Nossos País (Belchior), Pare de tomar a pílula (Odair José) e outras.     
Tortura – as pessoas que foram contra o Regime e consequentemente presas eram torturadas, através de choque elétrico nos órgão genitais, pau-de-arara, agressões físicas, afogamento, palmatória, queimaduras, estupro coletivo, cadeira do dragão, espancamento, simulação de fuzilamento, isolamento em locais inóspitos e outras. Calcula-se que milhares de pessoas foram perseguidas e torturadas, dessas 430 despareceram, segundo a Comissão da Verdade. Um dos maiores torturadores foi o general Ustra, o qual contribuiu para a morte de 60 pessoas e tortura de outras 500. A maioria das pessoas mortas e torturas foi jovens.
AI 5- Com o ato institucional nº 5 o presidente ganhou plenos poderes para: fechar o Congresso Nacional, fazer leis, casar políticos, interver nos estados e municípios, aposentar funcionários. Também passou existir uma verdadeira repressão aos movimentos sociais (estudantil, negro, feminista, sindical e outros) e as suas manifestações. 
Propaganda Ufanista – Através dos meios de comunicação, das escolas, músicas e do futebol, o Regime passava a ideia que tudo estava bem no país. A vitória da seleção brasileira na copa de 1970 foi usada como propaganda a favor dos militares. A rede Globo também ajudou nesse tipo de propaganda. Os Slogan do Regime era: “ninguém mais segura esse país”. “Brasil: ame-o ou deixe-o”. 
DOPS e DOI-Codi – Departamentos de Ordem Política e Social e Departamentos de Operações Internas e Centros Operação de Defesa Interna – serviam para prender e tortura as pessoas que o Regime considerava subversiva, onde eram torturadas, sem que a família ou alguma autoridade fosse informada.
Milagre Econômico -  plano econômico criado pelo ministro da fazenda Delfim Netto, visando o crescimento do país, porém existiu uma forte concentração de renda, exclusão social e aumento da pobreza.
Educação tecnicista – o ensino era voltado apenas para a formação de técnicos, era repressor e decoreba. As disciplinas de Sociologia e Filosofia foram retiradas do currículo, no lugar dela surgiram OSPB e EMC. Os Grêmios Estudantis foram extintos.
Dessa forma, GOLPE MILITAR NUNCA MAIS.

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sexta-feira, 29 de março de 2019

Ex-Prefeita Domingas da Paixão foi homenageada em Sessão Especial da Assembleia Legislativa da Bahia

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Ontem (29/03/2019), a Ex-prefeita do município de Governador Mangabeira, DOMINGAS SOUZA DA PAIXÃO recebeu uma homenagem através de uma Sessão Especial na Assembleia Legislativa da Bahia. O evento foi promovido pela Comissão de Direitos da Mulher, presidida pela deputada Olívia Santana (PC do B), sendo o tema: “Mulheres na Luta: Direitos, Resistência, Poder e Democracia”, homenageando 15 personalidades femininas de destaque na política e na sociedade civil e contou com a presença da Deputada Estadual de São Paulo Erica Malunguinho (PSOL) e a ex-candidata a vice-presidente do Brasil, Manuela D’Ávila.
A iniciativa de homenagear DOMINGAS DA PAIXÃO, partiu da Deputada Estadual Mirela Macedo, a qual em seu discurso enfatizou a significativa história de luta da ex-prefeita, já Domingas em sua fala explicitou a sua luta enquanto mulher negra, que já sofreu várias discriminações, bem como elucidou pontos da sua trajetória política como vereadora e a primeira mulher a governar o município de Governador Mangabeira, fato alcançado por dois mandatos (2009-2012 / 2013/2016), quando nessas duas eleições venceu o filho da senhora que ela trabalhou como empregada doméstica, também prestou uma homenagem ao ex-presidente Lula, reforçando a ideia de “Lula Livre”.
Para prestigiar esse merecida homenagem a ex-prefeita DOMINGAS DA PAIXÃO, esteve presente no evento uma comitiva do citado município, coordenada pelas vereadoras Elisa da Paixão e Maria das Graças Menezes, pessoas que parabenizam a ex-prefeita pela significativa homenagem, um verdadeiro reconhecimento do trabalho prestado por essa mulher guerreira em favor do povo mangabeirense.
A mencionada Sessão, contou com a presença de representantes da política, da sociedade civil, do Judiciário, o evento contou com a presença dos deputados: Maria del Carmen Lula (PT), Mirela Macedo (PSD), Fabíola Mansur (PSB), Jusmari Oliveira (PSD), Fátima Nunes Lula (PT), Rosemberg Lula Pinto (PT), Fabrício Falcão (PC do B), Vitor Bonfim (PR), Jacó Lula da Silva (PT), Ivana Bastos (PSD) e Robinson Almeida Lula (PT).
Além de DOMINGAS DA PAIXÃO, outras mulheres foram homenageadas: Ednalva Bispo dos Santos, Elisângela dos Santos Araújo, Raimunda Santos, Maria Izabel de Souza e Silva; a apóstola Niara Souza; Nice Amaral Guimarães Baleeiro; Anabel de Sá Lima Carvalho; Eva Luana da Silva; Milena Passos; as secretárias de Estado Julieta Palmeira, Arany Santana, Fabya Reis e Cibele Carvalho. 
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quinta-feira, 21 de março de 2019

Professor de Governador Mangabeira, explica atividade de Matemática a partir de rituais do Candomblé.

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O Professor Joseney Leite Conceição, do Centro Educacional Professor Agnaldo Viana Pereira (CEPAVP), localizado na distrito de Quixabeira, município de Governador Mangabeira (BA),  licenciando  em Educação no Campo com Habilitação em Matemática pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), publicou em 2018 pela revista Entrelaçando (CETENS/UFRB) o artigo: A MATEMÁTICA E O SAGRADO, objetivando “mostrar a aplicabilidade das Matrizes em situações do cotidiano, como meio facilitador de obtenção e de sistematização de informações”. (CONCEIÇÃO e Grilo, 2018, p. 16). Salientando que o artigo em foco, recebeu o Prêmio de Melhor Trabalho Acadêmico de 2017, no Fórum 20 de Novembro (Sertão Preto), promovido pela UFRB/CETENS.     

A atividade foi fundamenta em uma situação hipotética, sendo a referência possíveis oferendas praticadas no Terreiro de Candomblé Ylê Axé OyóMecê Alaketú Ogum Onirê, levando em consideração o seguinte exemplo: 

Na cultura yourubana cada orixá tem um animal predileto que é oferecido a esses guardiões pelos participantes. Sabendo-se que Exú aprecia o galo e o bode; Oxalá, gosta da galinha e da cabra; Ogum, do galo e bode; e a galinha d'angola é apreciada por Ogum e Oxalá. Assim sendo, consideremos as doações de três participantes: João, Maria e Miúda.  É possível associarmos as doações dos povos de santo a cada orixá como segue na tabela abaixo.

                          (CONCEIÇÃO E GRILO, 2018, pp. 16-17)

Tendo em vista os números explicitados na tabela, realizou-se os cálculos necessários buscando o desenvolvimento da Matriz matemática em foco, ou seja:

A essa tabela pode ser associada uma matriz C que representa as simbologias dos orixás como segue:


Na matriz resultante da Tabela 1, cada linha representa a quantidade de animais oferecidos por cada participante aos Orixás e cada coluna representa um Orixá. Podemos supor que esses participantes, João, Maria e Miúda, ofereceram mais animais, representando essa nova oferta pela matriz N.

Após esta nova oferta, ao realizarmos uma operação de adição de matrizes é possível descobrir quantos animais vão ser oferecidos aos Orixás, ao calcular C + N, como segue:


Além disso, é possível calcular o custo de cada participante ao realizar suas ofertas. Para isso, representamos o preço de cada animal em uma matriz linha, P. Assim, se o galo e/ou galinha custaram R$ 20,00 cada, o bode e/ou cabra custaram R$ 100,00, e a galinha d'angola R$ 40,00, então o custo de cada participante é dado por (C + N). P. 
(CONCEIÇÃO E GRILO, 2018, pp. 17-18).

Segundo Conceição e Grilo (2018), a atividade em destaque foi realizada pelo componente curricular Matemática na Educação Básica IV (MEB IV) durante o Tempo Comunidade, do curso de Licenciatura em Educação no Campo com Habilitação em Matemática pela UFRB (CETENS – Feira de Santana), atividade essa que possibilitou a produção do mencionado artigo, o qual está dividido em três tópicos: Introdução, Ensino de Matemática, Educação do Campo e os Povos de Terreiro, Apresentação da atividade (contexto de inspiração e atividade) e Considerações Finais. Enfatizando, que a Revista Entrelaçando é uma publicação digital do Centro de Ciências e Tecnologia em Energia (CETENS), campus de Feira de Santana da UFRB.  

Quanto ao Terreiro de Candomblé Ylê Axé OyóMecê Alaketú Ogum Onirê, o mesmo está localizado no município de Governador Mangabeira - bairro do Portão, sendo “fundado em 1962, pelo saudoso Babalorixá Leopoldo Silvério da Rocha, tendo como zelador atualmente Leomar Silvério da Rocha, que assumiu a partir de 2007. O ciclo de obrigações do Ylê acontece todos os anos, sempre a partir de dezembro, e dura em média um mês (CONCEIÇÃO E GRILO, 2018, p. 16). Salientando que o professor Josiney Leite Conceição, é adepto do candomblé, atuando como membro do citado Terreiro com a função de Ogan.

“Parabenizo ao Professor Josiney Leite Conceição pela brilhante produção acadêmica, um artigo com relevante significado para o estudo da matemática em uma perspectiva voltada para o cotidiano e com vínculos ao Candomblé, enfatizando que a aplicabilidade das leis 10.639/2003 e 11645/2008, também podem acontecer em outras áreas do conhecimento que não seja apenas de Ciências Humanas. Além disso, a atividade desenvolvida ressalta a importância de levar para sala de aula elementos da História e Cultura Afro-brasileira e Africana, nesse caso as religiões de matriz africana, algo que o professor Ney, como é conhecido por todos realiza com extrema competência e propriedade em suas aulas. Parabéns...”, salientou o professor Borges 

Fonte:
ENTRELAÇANDO - Revista Eletrônica de Cultura e Educação. A Matemática e o Sagrado. Edição Especial, nº 11, Ano VII, Vol. 1. Feira de Santana: UFRB/CETENS, 2018. Disponível em: https://www2.ufrb.edu.br/revistaentrelacando/images/edicoes/volume11/artigos/2_A_MATEMÁTICA_E_O_SAGRADO_págs_11-_20.pdf. Acesso em: 21/03/2019.

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quinta-feira, 14 de março de 2019

Palestra com os Alunos do Colégio Viana acerca da Emancipação Política do Município de Governador Mangabeira

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Na última terça-feira (12/03/2019), o Colégio Viana promoveu com os estudantes do Ensino Fundamental – anos iniciais, uma palestra acerca da emancipação política do município de Governador Mangabeira (14/03/1962), sendo o palestra o professor de história – Luís Carlos Borges. A atividade aconteceu na Câmara de Vereadores e foi organizada pela coordenadora pedagógica Taís Santana e contou com participação das professoras Ediane Sant'ana, Sânia Graciela Ferreira, Bárbara Caline Nascimento, Shirley Aragão e do professor Elson Santos.
Para iniciar o evento foi executado o hino do município, cujos autores são Adilson Cruz (in memoriam) e Nalinaldo Melo, em seguida o professor Borges, com uma participação ativa,  dinâmica e inteligente dos estudantes, explanou acerca de diversas características da temática em foco: por que 14 de março como dia da emancipação política do município, origem do nome Cabeças, economia e sociedade na Vila de Cabeças, o poder econômico do coronel João Altino da Fonseca, a transformação da Vila de Cabeças em cidade, o novo nome da cidade – Governador Mangabeira, as primeiras eleições para prefeito e vereador e o significado dos símbolos municipais.
Vale ressaltar, que os vereadores conhecidos como Grande do Portão e Zé Poeira, marcaram presença durante a palestra.
“Agradeço a professora Tais Santana pelo convite para realizar essa conversa com os alunos do Colégio Viana, bem como parabenizo as professoras e professor pela forma como têm conduzido o ensino e aprendizagem dos estudantes, também aos alunos e as alunas pela brilhante participação durante a atividade, demonstrando conhecimento acerca da temática em destaque, uma relevante forma de iniciar a construção da cidadania, valorização da história local e das nossas identidades. Ainda, estendo meus agradecimentos ao professor Jânio Aragão – diretor da cita instituição de ensino, bem como o parabenizo pela forma que dirige o Colégio Viana”, salientou o professor Borges.
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domingo, 10 de março de 2019

Formatura do Curso de Licenciatura em Educação Física da FAMAM

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Ontem (09/03/2018), aconteceu em Cruz das Almas a formatura dos estudantes do curso de Licenciatura em Educação Física da FAMAM – Faculdade Maria Milza, dentre os formandos estavam jovens residentes em Governador Mangabeira: Jeferson Cardoso Coutinho, Dino Valter Assis Ramos, Camila Santos de Almeida e Ezequiel da Silva dos Santos.

A turma do semestre 2016.1, recebeu o nome carinhoso de “Dente de Leite”, sendo o Patrono o professor Ms. Nailton Cerqueira de Souza e o Paraninfo o professor Esp. Rafael Santos Mota, os quais em suas falas parabenizaram os formandos e enfatizaram a importância social de um educador, em especial dos professores de Educação Física. Já a Oradora da turma - Stephanie dos Santos, elucidou a trajetória da turmas, com as dificuldades e conquistas, bem como, agradeceu aos familiares e aos professores por se tornarem a partir daquele momento Licenciados em Educação Física. 

Ressaltando que, além dos nomes mencionados acima, outros dois mangabeirense fizeram parte dessa turma (Danilton Leite de Jesus e Suanny Karine Santos Moitinho), mas não participaram da cerimônia de formatura. Também, lembrar que todos os seis concluintes realizaram o Ensino Médio no Colégio Estadual Professor Edgard Santos – CEPES, localizado na cidade de Governador Mangabeira.

O Curso de Educação Física da FAMAM, conta com a competente coordenação dos professores Ms. William José Lordelo Silva e Prof. Ms. Fabrício Sousa Simões, sendo considerado o quarto melhor da Bahia, tendo alcançado a nota 4 na avaliação do MEC. Já a FAMAM, com seu campus localizado no município de Governador Mangabeira, tem como Diretor o professor Dr. Weliton Antônio Bastos de Almeida e Diretora Acadêmica a professora Dra. Josemare Pereira dos Santos Pinheiro, possui atualmente 16 cursos de graduação, 20 curso de especialização e 2 mestrados.

“Parabenizo aos formandos do Curso de Licenciatura de Educação Física da FAMAM, em especial aos jovens de Governador Mangabeira por essa relevante conquista, principalmente no que se refere ao papel transformador do professor em nossa sociedade pela busca da igualdade e justiça social. Também, parabenizo a equipe da FAMAM, nas pessoas dos coordenadores do citado curso – professores William José Lordelo Silva e Fabrício Sousa Simões pela significativa e consciente aprendizagem alcançadas pelos estudantes. PARABÉNS!!!!”, enfatizou o professor Borges.

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