domingo, 13 de outubro de 2019

Irmã Dulce: primeira santa brasileira

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Irmã Dulce já é santa. Às 5h33 do Brasil, o Papa Francisco leu, no Vaticano, a fórmula da canonização que transforma a baiana na primeira santa brasileira. Em Salvador, no Santuário de Irmã Dulce, na Cidade Baixa, fiéis que fazem desde ontem vigília celebraram o momento. A partir de agora, ela passa a ser conhecida como Santa Dulce dos Pobres. 
A cerimônia de canonização acontece na manhã deste domingo na Praça de São Pedro, no Vaticano, com presença de milhares de fiéis. O ritual acontece em missa celebrada pelo Papa que começou às 5h10 (horário de Brasília). Uma liturgia específica para canonizações acontece na cerimônia, que começou com cantos iniciais e a saudação do papa. Logo depois, o cardeal Angelo Becciu, prefeito da Congregação das Causas dos Santos, fez o pedido formal ao papa para que Irmã Dulce e outros quatro beatos sejam considerados santos.
O cardeal Becciu leu então uma curta biografia de cada beato. Depois, o pontífice os declarou santos - Irmã Dulce foi o quarto dos cinco nomes a ser proferido. 
Além da baiana, também foram canonizados: o britânico John Henry Newman (1801-1890), a italiana Giuseppina Vannini (1859 -1911), a indiana Mariam Thresia Chiramel Mankidiyan (1876 -1926) e a suíça Marguerite Bays (1876 -1926). 
Conhecida de maneira popular como Anjo Bom da Bahia, Irmã Dulce foi uma religiosa com trajetória fortemente marcada pelo trabalho social.
Do Barbalho ao Vaticano
Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia da Ufba, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, Maria Rita aprendeu a admirar o futebol (era torcedora do Esporte Clube Ypiranga) nas idas dominicais ao campo da Graça.
Afrontou e se aproximou de poderosos. Em nome dos seus pobres, intimidou políticos com sua voz firme, mas que falhava em função dos problemas de saúde que acometiam desde os anos 1940 o corpo de 1,47m e pouco mais de 45kg.
Não foi unanimidade. Incomodou a própria Igreja Católica - desde os anos 1930 quando fundou o Centro Operário da Bahia (COB), com a ajuda de operários e o frei alemão Hildebrando - para criar as bases da maior rede de assistência gratuita do Brasil.


Suas obras começaram quando ela invadiu um galinheiro do convento, em 1949, e hoje atende 3,5 milhões de pessoas por ano gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. Foi, por dez anos, abandonada pelas irmãs da sua congregação religiosa que temiam o endividamento provocado por Dulce para erguer sua obra.
Na sua missão atuou como porteira, técnica de raio X, professora, cuidadora de idosos… Fez de tudo para aplacar a dor de seus doentes. Nos momentos em que precisava ser ouvida, já quando a saúde não permitia, pegava um pequeno apito amarelo para pedir silêncio. “Isso acontecia muito quando tinham muitas crianças do Centro Educacional Santo Antônio apertando a mente dela. Ela era uma santa, mas também era muito rígida quando precisava” , recorda Valquíria Cardoso, técnica em enfermagem que cuidou de Dulce até o dia da sua morte. Pelas mãos de Valquíria tomava colheradas de Coca-cola e comia quiabada.
LINHA DO TEMPO DA VIDA DA SANTA DULCE DOS POBRES
26 de maio de 1914 - Nasce Dulce dos Pobres
Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes nasceu na rua São José de Baixo, 36, no bairro do Barbalho, na freguesia de Santo Antônio Além do Carmo, cidade de Salvador, Bahia, Brasil. Filha do cirurgião dentista Dr. Augusto Lopes Pontes e D. Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes.

13 de dezembro de 1914 - Batismo
Irmã Dulce é batizada na igreja de Santo Antônio Além do Carmo.

6 de junho de 1921- Perda precoce
Morre D. Dulce, sua mãe, aos 26 anos de idade.

1922 - Celebração religiosa
Junto com seus irmãos Augusto e Dulce faz a primeira comunhão, na Igreja de Santo Antônio Além do Carmo.

1927 - Interesse
Manifesta pela 1ª vez o interesse pela vida religiosa. Por esta época já atendia doentes no portão de sua casa, na rua da Independência, 61, no bairro de Nazaré, em Salvador. Antes, viveu no Barbalho.

1929 - Primeiro contato
Conhece no Convento de Nossa Senhora do Desterro, a Irmã Rosa Schüller que pela 1ª vez lhe falou sobre a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus.

14 de fevereiro de 1929 - Foi matriculada na Escola Normal da Bahia, no 1º ano do curso de professora.

20 de agosto de 1932 - Confirmação
Recebe o sacramento da crisma das mãos do Arcebispo D. Augusto Álvaro da Silva.

9 de dezembro de 1932 - Formatura
Forma-se professora pela Escola Normal da Bahia (atual ICEIA).

15 de janeiro de 1933 - Irmã Lúcia
Faz a profissão de Terceira Franciscana, recebendo o nome de Irmã Lúcia.

8 de fevereiro de 1933 - Mudou-se para Sergipe
Ingressa na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, em São Cristóvão, Sergipe.

13 de agosto de 1933 - Irmã Dulce
Recebe o hábito de freira das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Em homenagem à mãe, recebe o nome de Irmã Dulce.

15 de agosto de 1934 - Emite sua Santa Profissão de votos simples temporários de Noviciado.

Setembro de 1934 - Trabalho no Hospital Espanhol
Vem para Salvador, trabalhar na abertura do Hospital Espanhol, em companhia das Irmãs Tabita e Capertana, exercendo as funções de enfermeira, sacristã, porteira e responsável pelo raio X.

1935 - Anjo dos Alagados
Inicia a assistência à comunidade carente, sobretudo nos Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe, além de começar a atender os operários que eram numerosos naquele bairro, criando um posto médico que teve em Dr. Bernadino Nogueira, seu primeiro colaborador e diretor. Por esta época a imprensa começa a chamá-la de Anjo dos Alagados.

Fevereiro de 1935 - Professora no Colégio Santa Bernadete
Passa a ensinar no Curso Infantil e lecionar Geografia e História no Colégio Santa Bernardete, no Largo da Madragoa, pertencente à sua Congregação.

Junho de 1935 - Trabalho com operários
Começa a trabalhar com os operários da Península Itapagipana.

6 de dezembro de 1935 - Inaugura uma biblioteca para os operários da Fábrica Penha, em Itapagipe.

11 de novembro de 1936 - União Operária São Francisco
Funda a União Operária São Francisco, primeira organização operária católica da Bahia, com os operários Ramiro S. Mendonça, Nicanor Santana e Jorge Machado.

1937 - Nasce o Círculo Operário da Bahia
A União Operária São Francisco se transforma no Círculo Operário da Bahia (COB).

1937 - Cinemas
Ajuda a fundar os cinemas Plataforma, São Caetano, cuja renda contribuía para a manutenção do Círculo Operário da Bahia.

15 de maio de 1937 - Outro noviciado
A Serva de Deus inicia seu 2º noviciado.

15 de agosto de 1937 - Emite sua Santa Profissão de votos simples perpétuos.

1939 - Ocorre a invasão das cinco casas, na Ilha dos Ratos, que irá definir o futuro da ação social e religiosa da Serva de Deus.

1º de maio de 1939 - Colégio para operários
Inaugura o Colégio Santo Antônio, no bairro da Massaranduba, para operários e seus filhos, com 300 crianças no turno matutino e 300 adultos à noite.

1941 - A Serva de Deus inicia a obra do quilo, para ajudar as famílias carentes junto ao Círculo Operário.

8 de janeiro de 1941 - Farmacêutica
Conclui o curso de Oficial de Farmácia.

1946 - Dá início à campanha para entronizar o Sagrado Coração de Jesus nas fábricas de Itapagipe.

11 de junho de 1947 - Convento Santo Antônio
É instalado o Convento Santo Antônio, com as Irmãs Plácida e Hilária e, a Serva de Deus como a sua 1ª Superiora, junto ao Círculo Operário da Bahia.

15 de novembro de 1947 - Mais uma formação
Recebe o título de Auxiliar de Serviço Social.

28 de novembro de 1948 - Inaugura o Cine Teatro Roma.

1949 - Ocupação no galinheiro
Ocupa o galinheiro ao lado do convento inaugurado em 1947, após a autorização da sua Superiora, com os primeiros 70 doentes, dando origem a tradição propagada a décadas pelo povo baiano, de que a Serva de Deus construiu o maior hospital da Bahia, a partir de um simples galinheiro.

1950 - Atendimento aos presos
Inicia o atendimento aos presos da cadeia conhecida como “Coréia”, devido às más condições de higiene local, no Dendezeiros.

16 de abril de 1950 - Inaugura nas dependências do Círculo Operário da Bahia o SAPS (Serviço de Alimentação da Previdência Social) com almoço a preços populares (2 tostões).

6 de maio de 1959 - Fundação das Osid
Funda a Associação Obras Sociais Irmã Dulce.

5 de agosto de 1959 - Oficialização
Instala oficialmente a Associação Obras Sociais Irmã Dulce.

8 de fevereiro de 1960 - Albergue Santo Antônio
Inaugura o Albergue Santo Antônio, com 150 leitos.

1964 - Criação do CESA
Inaugura o Centro Educacional Santo Antônio (CESA), em Simões Filho, para abrigar meninos sem referência familiar. A fazenda onde funciona o CESA foi doada pelo Governo da Bahia, na gestão de Lomanto Júnior.

1965 - Exclaustração: dez anos afastada
Início do período de exclaustração da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus.

1974 - Ampliação
No Hospital Santo Antônio foi inaugurado mais um pavilhão denominado “Lar Fabiano de Cristo”, exclusivo para pessoas com deficiência. O pavilhão foi construído com doação feita pela Capemi, através do Coronel Jaime Rolemberg.

1975 - Encerra o período de exclaustração e Irmã Dulce volta ao convívio com as Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus.

25 de fevereiro de 1976 - Morre seu pai
Falece Dr. Augusto Lopes Pontes, que além de se constituir num baluarte ao lado de sua filha, na construção e consolidação das suas obras, foi um grande incentivador de outras obras sociais, destacando-se entre elas o “Abrigo Filhos do Povo”, situado no bairro da Liberdade.

7 de julho de 1980 - Encontro com o papa
A Serva de Deus tem seu primeiro encontro com o papa João Paulo II.

9 de março de 1981 - Cria a Fundação Irmã Dulce.

8 de fevereiro de 1983 - Novo hospital
Inaugura o novo Hospital Santo Antônio, com 400 leitos.

17 de janeiro de 1984 - Funda a Associação Filhas de Maria Servas dos Pobres, com o intuito de manter o carisma da sua Obra.

1988 - O então Presidente da República José Sarney, indica a Serva de Deus para o Prêmio Nobel da Paz, com o apoio da Rainha Sílvia da Suécia.

11 de novembro de 1989 - A Serva de Deus é internada com problemas respiratórios.

1991 - Visita nobre
Recebe no seu leito de enferma, a visita do Papa João Paulo II, pela última vez.

13 de março de 1992 - Despedida
Numa sexta feira, morre às 16:45, aos 77 anos, no Convento Santo Antônio, situado na Av. Dendezeiros, depois de sofrer por 16 meses.

Março 15, 1992 - Sepultamento
É sepultada no altar do Santo Cristo, na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na Cidade Baixa, em Salvador, Bahia, Brasil.



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sábado, 28 de setembro de 2019

Cabelos Crespos: identidade cultural, aceitação e empoderamento foi um dos subtemas da Feira de Ciências do CEPES 2019

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Durante a Feira de Ciências 2019 do Colégio Estadual Professor Edgard Santos – CEPES, localizado na cidade de Governador Mangabeira (BA), a turma do 1º AM do Ensino Médio, escolheu como seu subtema – Cabelos Crespos: identidade cultural, aceitação e empoderamento, sendo a coordenação do professor de História – Luís Carlos Borges da Silva.

A Feira foi realizada no dia 20 de setembro, com a temática: Criar, Inovar e Empreender: ações que otimizam nosso cotidiano, contando coordenação das áreas de Ciências da Natureza e Matemática. O evento foi visitado por diversas escolas do município, além de pessoas da comunidade mangabeirense. A seguir consta a forma como a turma do 1º AM estruturou sua apresentação acerca do subtema Cabelos Crespos.

1. INTRODUÇÃO

Cabelo não é só moda, é aceitação e identidade. Desde os anos 70, que o movimento negro no Brasil, luta pela valorização e respeito as pessoas que exibem seu black power (cabelos crespos) para a sociedade, sem medo de críticas e transcendendo o campo da beleza, servindo como ferramenta de aceitação e identidade cultural.

Na África os penteados sempre foram carregados de simbologia. Podiam indicar o status da pessoa, estado civil, identidade étnica, região geográfica e etc. A origem dos cabelos crespos no Brasil, está relacionada com a escravização de negros e negras a partir do século XVI.

2. OBJETIVO

Refletir acerca das características históricas e culturais dos cabelos crespos, bem como a sua aceitação e o empoderamento.

3. METODOLOGIA

A turma foi dividida em 5 grupos. O 1º ficou com a história e cultura. O 2º com vídeos e assuntos da internet, já o 3º, 4ª e 5º grupos aplicaram um questionário com alunas, alunos do CEPES e pessoas de comunidades do nosso município, que assumiram o cabelo crespo.

O questionário foi composto de 17 questões, a maioria objetivas, o qual foi respondido por 33 alunas e 28 alunos do CEPES, além de 39 pessoas de algumas comunidades do município de Governador Mangabeira.

4. RESULTADOS

A pesquisa proporcionou resultados diversos como: 
a) cabelos crespos como identidade cultural;
b) o crescimento da divulgação na mídia sobre assuntos relacionados aos cabelos crespos;
c) a existência de várias maneiras de tratar os cabelos crespos, inclusive com receitas naturais;
d) os dados contidos no questionário revelaram que a maioria das pessoas assume o cabelo crespo por atitude própria, que contribui para elevar a autoestima.
Abaixo, constam algumas tabelas com resultados obtidos a partir da aplicação do questionário.

1. A sua opção por assumir os cabelos crespos está relacionada a qual aspecto?

Repostas
Alunas do CEPES (33)
Alunos dos CEPES (28)
Pessoas das Comunidades (39)
Identidade Cultural
45,48%
57,14%
61,53%
Empoderamento
24,24%
21,42%
35,89%
Modismo
18,18%
7,14%
00,00%
Outros
12,12%
14,28%
2,56%

2. A sua opção por assumir os cabelos crespos foi motivada por (pode escolher até 2 opções):

Repostas
Alunas do CEPES (33)
Alunos dos CEPES (28)
Pessoas das Comunidades (39)
Atitude Própria
93,93%
92,85%
79,48%
Familiares
24,24%
7,14%
30,76%
Filosofia de vida
3,03%
3,57%
20,51%
Movimentos sociais
00,00%
00,00%
15,38%
Inspiração em artistas
9,09%
10,71%
00,00%
Influência da mídia
6,06%
00,00%
7,69%

3. Ao assumir seu cabelo crespo, o que você considera que mudou em sua vida (pode escolher até 2 opções)?

Repostas
Alunas do CEPES (33)
Alunos dos CEPES (28)
Pessoas das Comunidades (39)
Elevação da autoestima
54,54%
60,71%
58,97%
Valorização da sua estética
27,27%
10,71%
48,71%
Reconhecimento de sua identidade
45,45%
39,28%
30,76%.
Reconhecimento Social
00,00%
10,71%
12,82%
Diminuição de preconceitos
27,27%
10,71%
10,25%

4. Você já sofreu discriminação ou preconceito por assumir os cabelos crespos?   

Repostas
Alunas do CEPES (33)
Alunos dos CEPES (28)
Pessoas das Comunidades (39)
Sim
51,51%
35,71%
58,84%
Não
42,42%
53,57%
25,64%
Não sabe
6,06%
10,71%.
20,51%

5. Você considera importante trabalhar com a temática cabelo crespo em sala de aula?

Repostas
Alunas do CEPES (33)
Alunos dos CEPES (28)
Pessoas das Comunidades (39)
Sim
78,78%
75%
82%.
Não
12,12%
10,71%
10,25%
Não sabe
9,09%
14,28%
7,69%

6. Você faz o tratamento ou a manutenção do seu cabelo crespo com produtos naturais, a base de frutas, óleo, azeite, ovos e outros?

Repostas
Alunas do CEPES (33)
Alunos dos CEPES (28)
Pessoas das Comunidades (39)
Sim
87,87%
64,28%
82,05%
Não
9,0,9%
35,71%
10,25%
Não sabe
3,03%
00,00%
7,69%

Também, durante a apresentação a turma trouxe sugestões de receitas naturais de hidratação e gel que podem ser usados no cabelo crespo, além do acessório do laço.

Hidratação de tapioca

Ingredientes: 1 copo de água e 2 colheres de sopa de tapioca (hidratação se preferir).
Preparo: dissolva a tapioca na água ainda no copo, depois leve ao fogo até ficar homogêneo. Espere esfriar. 
Aplicação - aplique no cabelo, após 30 minutos enxague os cabelos como de costume.
Benéficos: permite brilho e maciez aos fios, diminuindo o volume.

Hidratação do Pepino

Ingredientes: meio pepino e 50 ml de água.
Preparo – bata no liquidificador os ingredientes até formar uma mistura homogênea, em seguida coe a mistura e coloque em um recipiente.
Como usar: lave os cabelos com shampoo, retire os excessos com uma tolha e aplique a hidratação, deixe agir por 20 minutos, por fim enxágue os cabelos sem deixar resíduos e aplique um condicionador.  

Gel de Linhaça

Ingredientes: 1 colher de sopa de semente de linhaça e 1 xícara de água mineral.
Preparo: Coloque uma xícara de água na panela, em seguida, adicione a colher de semente de linhaça. Deixar ferver por aproximadamente 10 minutinhos. Por fim, coe a mistura antes de esfriar. Prontinho!
Aplicação: com os cabelos molhados e limpos desembarace-os, depois, pegue um pouco do gel e aplique mecha por mecha – dando leves apertadinhas para formar os cachos.

Os Laços

São acessórios que nos últimos anos está sendo bastante usado por pessoas que assumem o cabelo crespo, também como forma de empoderamento e aceitação. Veja como produzir um laço:
Materiais: fita, pérolas, presilhas e cola de silicone.
Como fazer? Corta-se as fitas em tamanho padrão (50 a 70 cm), em seguida forma-se o laço, após o laço formado, cola-se as pérola e insere as presilhas.

Por fim, o 1º AM ofereceu como brinde as pessoas que visitavam o seu stand uma Bonecas Abayomi, a qual era feita na barra da saia das negras escravizadas dentro dos navio negreiros para dar de presente as suas filhas. A palavra Abayomi, é de origem ioruba e significa “encontro precioso”.

5. REFERÊNCIAS/FONTES

BARBOSA, Kátia Maria dos Santos. CABELO RUIM, QUAL O MAL QUE ELE TE FEZ? O Empoderamento da Beleza Negra no Ensino Fundamental II. Cachoeira: UFRB, 2017.

BLUM, Isis Gabrielly Slomp, et al. Cabelo Afro e a Estética: a valorização dos traços étnicos. Disponível em: https://tcconline.utp.br/?p=36614. Acesso em 13/09/2019.

QUESTIONÁRIOS 1º AM. Cabelos Crespos. Governador Mangabeira: CEPES, 2019. 
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