domingo, 23 de junho de 2019

Centenário de Jackson do Pandeiro

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Quando o cantor, compositor e ritmista paraibano José Gomes Filho (Alagoa Grande / PB, 31 de agosto de 1919 – Brasília / DF, 10 de julho de 1982) convidou a comadre Sebastiana para dançar e xaxar na Paraíba em 1953, ano em que o artista lançou a gravação original do coco Sebastiana (Rosil Cavalcanti), o nordeste do Brasil ganhou um novo rei.

Se Luiz Gonzaga já tinha sido entronizado há sete anos como o Rei do baião, gênero que ele mostrara em 1946 como se dança, José virou o rei do ritmo. Mas José, talvez por saber que tinha Zé demais na Paraíba, se entronizou na nação nordestina com o nome artístico de Jackson do Pandeiro.

Jackson do Pandeiro foi rei pela habilidade rara de brincar com os tempos musicais, pela manemolência no toque do instrumento incorporado ao nome artístico desse cantor-músico e pela divisão singular com que repartia cocos, xaxados, rojões, emboladas, baiões, frevos e sambas. Em 2019, Jackson do Pandeiro é um rei centenário.

Nascido há 100 anos, o artista será alvo de homenagens ao longo do ano na Paraíba, estado que celebra o ídolo natal com a instituição do Ano Cultural Jackson do Pandeiro, aprovado em decreto publicado em outubro de 2018.

Entre os tributos, está um musical de teatro, O marco do Rei do ritmo - Um musical em cordel, em fase de seleção de elenco e previsto para ser apresentado na cidade de Campina Grande (PB) dentro da programação da 10ª edição do Festival Internacional de Música de Campina Grande (FIMus).

Jackson do Pandeiro merece todas as homenagens. Se o cancioneiro referencial de Luiz Gonzaga tem o peso de um tratado das dores e delícias do universo nordestino, o repertório menos celebrado de Jackson prioriza a festa, o lúdico e o prazer, expondo a destreza de músico que sabia cair no suingue como poucos.

O supra-sumo dessa obra está registrado em discos de 78 rotações por minutos lançados entre 1953 e 1958 pela (atualmente já extinta) gravadora Copacabana. Contudo, a discografia do artista na gravadora Philips, construída no período que vai 1960 a 1965, também é relevante e merece reavaliação no ano do centenário de Jackson do Pandeiro.

Os álbuns Cantando de Norte a Sul (1960), Melodia, ritmo e a personalidade de Jackson do Pandeiro (1961), Mais ritmo (1961), A alegria da casa (1962), ...É batucada! (1962), Forró do Zé Lagoa (1963), Tem jabaculê (1964), Coisas nossas (1965) e ...E vamos nós... (1965) representam bem o estilo de Jackson do Pandeiro, um rei da batucada, agora centenário.

Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2019/01/05/jackson-do-pandeiro-rei-do-ritmo-nascido-ha-100-anos-motiva-musical-de-teatro-e-ano-cultural-na-paraiba.ghtml. Acesso em 23/06/2019
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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Alunos da Rádio Escola do CEPAVP, visitam a Rádio Excelsior de Cruz das Almas

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No último sábado (15/06/2019), as alunas Karine Alves Santiago Souza, Beatriz de Oliveira Souza, Moniele da Silva da Paixão, que fazem parte da Rádio Escola do Centro Educacional Professor Agnaldo Viana Pereira – CEPAVP, localizado no povoado de Quixabeira (Governador Mangabeira), juntamente com o coordenador da rádio Ivanilson Mendes de Oliveira, fizeram uma visita a rádio Excelsior (105.1 FM) de Cruz das Almas, objetivando conhecer como funciona na prática uma rádio profissional. Na oportunidade os estudantes foram recebidos pelos comunicadores Rony Henrique e Washington Bahia, os quais apresentaram a rádio para o grupo e também responderam perguntas acerca da dinâmica de funcionamento da emissora.

Durante o programa Sala de Reboco, apresentado por Rony Henrique, os membros da Rádio CEPAV, foram entrevistados, respondendo perguntas acerca de como surgiu a ideia da rádio Escola e como a mesma funciona. No momento, Ivanilson Mendes, aproveitou para agradecer aos professores e coordenação pedagógica do CEPAV, além do diretor Elsnon da Silva dos Santos, pelo apoio a essa criativa inciativa, bem como, parabenizou aos alunos pela contribuição para o bom desenvolvimento da rádio, ainda agradeceu a direção rádio Excelsior e ao comunicador Rony Henrique por recebê-los, enfatizando a importância da visita, contribuindo para elevar os seus conhecimento acerca da comunicação através das rádios.

Segundo informações de Ivanilson Mendes, a Rádio CEPAVP foi fundada em 2016, após uma consulta aos estudantes, objetivando tornar o intervalo da escola mais criativo, “assim surgiu a ideia de uma rádio em nossa escola, uma espaço onde alguns de nós poderíamos demostrar nosso talento, cantando, valorizado a expressão artística, não se limitando ao entretenimento, mas também para noticiarmos os acontecimentos relevantes a nossa escola”, salientou Ivanilson Mendes, um dos mentores da citada ideia.

Mendes, ainda explicou que para participar da rádio, o estudante tem que passar por uma criteriosa seleção, com entrevistas, produção de texto e desenvoltura ao falar no microfone. Com o apoio dos professores e da direção, são selecionados três alunos. Uma vez realizada a escolha, os alunos se dividem nos cinco dias da semana em relação elaboração da programação e das apresentações dos programas, que vão ao ar sempre no horário do intervalo: 9:30 às 9:50 e 15:30 às 15:50, sempre coordenados por Ivanilson.

Já a programação segue as seguintes características:
1- As músicas que são tocadas, são escolhidas pelos próprios alunos, não sendo permitidas aquelas inadequadas, ou seja, com “baixarias”.
2- Existe o quadro aniversariantes do dia, quando se parabeniza a pessoa pelo seu aniversário e coloca-se uma música em homenagem ao aniversariante.
3- Toda segunda feira, a programação da rádio tem início com a execução do hino da cidade e uma oração.
4- Também, são informadas as atividades da escola de forma geral, bem como, são divulgadas notícias relacionadas ao nosso município, estado e país.
5- Uma vez no ano acontece na programação da rádio o concurso de músicas, sendo que uma das premiações para os alunos vencedores: aulas de violão gratuita com professor Manoel Mota.

"A Rádio CEPAVP é um meio de comunicação muito importante na nossa escola, onde vem transformando a vida de nossos educandos no mundo da comunicação e aprimorando conhecimentos e preparando um grupo de alunos para diversas funções artísticas e educacionais, através da coordenação de Ivanilson Mendes que já está a frente da rádio há mais de três anos. Os serviços prestados por esses jovens são fundamentais para o desenvolvimento intelectual de si mesmos e dos outros", salientou o diretor do CEPAV - professor Elson da Silva dos Santos.

Já para aluna Karine Alves Santiago Souza, a visita a rádio Excelsior, "foi motivadora e inspirou todos os participantes a buscarem mais conhecimentos, principalmente ideias inovadoras e um melhor desempenho para aperfeiçoar o trabalho como locutora e locutor na rádio CEPAVP".

"Parabenizo aos estudantes, professores e a direção do CEPAVP pelo relevante trabalho desenvolvido com a rádio escola, uma inovadora prática pedagógica que contribui para o desenvolvimentos da cidadania e a descoberta de novos talentos. Elevo esses parabéns aos jovem Ivanilson Mendes, que com competência, dedicação e responsabilidade coordena a rádio CEPAVP. Também, agradeço a direção da rádio Excelsior, aos comunicadores Washington Bahia e Rony Henrique por ter recebido os estudantes nos estúdios da emissora, em especial, a Rony Henrique pela sua vontade e disponibilidade em proporcionar a esses jovens um momento de novas descobertas e interação", afirmou professor Borges, que acompanhou os mencionados estudante durante a visita a rádio Excelsior na cidade de Cruz das Almas.  
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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Atletas de Governador Mangabeira, ficam entre os primeiros em corrida na cidade de Cachoeira

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Denilson Sena de Castro e Jailton Silva Sena, naturais da cidade de Governador Mangabeira, ficaram entre os primeiros na 59ª Corrida da Fogueira na cidade Cachoeira, realizada ontem 16/06/2019. Denilson ficou no 2º lugar no geral e Jailton no 1º lugar na categoria de 18 a 29 anos. A corrida contou com mais de 200 participantes, oriundos de várias cidades do interior da Bahia e de Salvador, sendo promovida pela prefeitura de Cachoeira e organizada pela Federação Baiana de Atletismo (FBA).
Os dois atletas são estudantes do Colégio Estadual Professor Edgard Santos – CEPES e são treinados pelo 1º Tenente da Reserva da Polícia Militar -  Vitorino Raimundo dos Santos (conhecido como Nengo) fundador do Projeto Largue a Enxada Correndo, localizado na comunidade de Tocos II do mencionado município. Tanto Denilson como Jailton, também fazem parte do Projeto Social Portão Aberto desenvolvido pelo senhor Joel Gálio, no bairro do Portão da cidade de Governador Mangabeira.   
Vale ressaltar que a direção e os professores do CEPES estão apoiando as atividades dos seus estudantes atletas, bem como a Faculdade Maria Milza – FAMAM, onde os jovens estão treinando na academia do curso de Educação Física. Também, o projeto Futsocial situado em nossa cidade tem apoiando as atividade dos atletas. Além de Denilson Sena de Castro e Jailton Silva Sena, fazem parte desse grupo Jailson Silva Sena e Maria São Pedro Silva Fiuza, sendo que os dois últimos não participaram da citada corrida por motivos de saúde.
Outro aspecto relevante durante a corrida foi o 1º lugar na categoria 50 a 59 anos, alcançada pelo professor e atual vice-diretor do CEPAVP Manoel Mota, que também é treinado por Vitorino, algo extremante significativo e de incentivo para outras pessoas dessa faixa etária e para os jovens. Ainda, pontuou em 3º lugar feminino, na categoria 18 a 29 anos a jovem Bruna, participante do Projeto Largue a Enxada Correndo.
“Parabenizo aos jovens atletas pela relevante vitória na mencionada corrida, demonstrando que são promissores talentos do atletismo baiano, bem como, ressalto a competência de seu treinado – Vitorino, contribuindo através do seu Projeto – Largue a Enxada Correndo para a valorização e a cidadania de vários jovens. Também, elucidar o significativo projeto Portão Aberto, de onde os citados atletas são oriundos, através da coordenação de Joel Gálio. Ainda, agradecer as pessoas e instituições que estão apoiando a carreira desses talentosos atletas, esperando que os mesmo possam servir de exemplo para outros jovens, uma vez que a prática do esporte contribui de forma decisiva para que a juventude não possa trilhar caminhos prejudiciais para suas vidas”, salientou professor Borges, que esteve presente na 59ª Corrida da Fogueira na cidade Cachoeira, representando o CEPES. 
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quinta-feira, 13 de junho de 2019

JOGOS INTERNOS DO CEPES 2019

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Na última terça-feira (11/06/2019), teve início a III edição dos Jogos Internos do Colégio Estadual Professor Edgard Santos – CEPES, localizado na cidade de Governador Mangabeira. De acordo as informações da coordenadora dos Jogos – a professora de Educação Física Patrícia Keiko, o certame conta com a seguinte formatação:

Futsal Masculino - 16 equipes, com a disputa de 39 jogos. 
Futsal Feminino - 2 equipes e a realização de uma partida.
Baleado -  3 times e a disputa de 3 jogos. 
Voleibol misto – 2 times e a realização de um jogo.
Corrida rústica - 10 inscritos.

Ainda, segundo Keiko, esse ano foram introduzidas novidades durante os jogos, como troféu para o melhor jogador de cada partida, quando também se homenageia um professor ou funcionário da escola, o uniforme mais bonito e a torcida mais organizada. Associadas a essas novidades estão outras escolhas já efetuadas nas etapas anteriores, ou seja, troféus para o artilheiro, a revelação e o melhor goleiro. Salientando que esse ano, Keiko conta com apoio do mais novo professor de Educação Física do CEPES – Fabricio Simões, os quais expressam a elevada satisfação pelo desenvolvimento dos jogos, um momento de interação entre os estudante e demonstração de talentos, além de uma prática pedagógica significativa.

Durante a abertura do jogos, a diretora do CEPES – a professora Rita de Cássia Ferreira de Santana, mencionou a importância do evento, como um relevante instrumento pedagógico, demonstrando a preocupação do Colégio com a prática esportiva, capaz de revelar habilidade, respeito mútuo e a cidadania.

Nesse contexto, os estudantes têm revelado extrema alegria com a realização dos jogos. Para Marcus Vinicius Júnior do 2º BV, “os jogos são uma brincadeira que alegra a gente, algo interessante que o Edgard faz para nós”. Já para Adaílson Pereira da Silva, 2º AM “o evento está sendo muito legal, com jogos muito disputados entre todos os times. A equipe do Edgard Santos está de parabéns fazendo esse belo trabalho”.

A organização dos jogos é uma iniciativa dos professores da área de linguagens do CEPES e conta com o apoio dos demais educadores, bem como dos funcionários, sendo que o encerramento será dia 18/06/2019 e as premiações no dia seguinte durante a realização do forró do CEPES.

No que se refere a estrutura, os jogos contam como o apoio das seguintes empresas e instituições: Loja Maçônica Mangabeirense, Secretarias Municipais de Ação Social, Educação e Meio Ambiente, Techarte, DM Serviços, Daniel Lanches e FAMAM.
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sexta-feira, 7 de junho de 2019

A História do Futebol Feminino no Brasil

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Contar a história do futebol feminino brasileiro é mais do que lembrar gols, vitórias, derrotas, lances marcantes e seus personagens. É falar sobre resistência, descaso e barreiras quebradas. É lembrar períodos de proibição, preconceito e amadorismo. É impossível contar essa história sem falar da maior de todos os tempos, da única jogadora eleita seis vezes a melhor do mundo: a Rainha Marta. Conheça a trajetória da modalidade que em um século passou de atração de circo a celeiro de talentos.

Anos 20 e 30 - O começo

As primeiras referências de partidas de futebol disputadas por mulheres surgiram nos anos 20. Os registros de jornais mostram a prática, ainda de forma muito tímida, no Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Norte.

Pode parecer piada, mas o circo traz algumas das primeiras referências do uso das palavras "futebol feminino". Era tratado como uma performance, um show. Não uma partida.

1940 - A primeira aparição

Até a década de 40, o futebol entre mulheres era longe de clubes ou grandes ligas. O que se sabia era de prática em periferias. Não há registros de uma seleção. Apesar de ainda não ser proibida, a modalidade era considerada violenta e ideal apenas para homens.

Em 1940, o cenário ameaçou mudança. Foi quando houve jogos entre mulheres no Pacaembu, por exemplo. Em vez de fomentar a prática, essa visibilidade gerou revolta em parte da sociedade. As notícias sobre mulheres jogando futebol provocaram esforços da opinião pública e autoridades da época para a proibição.

1941 - A proibição

A primeira proibição ocorreu através de um processo de regulamentação do esporte no Brasil. Criou-se o CND (Conselho Nacional de Desportos). Na época, sob a alçada do Ministério da Educação.

Em 1941, se debatia muito profissionalização e amadorismo. Ainda de forma rasa. Foi assim que a temática dos esportes femininos se tornou uma demanda do CND. Foi então instituído um decreto-lei (3199, art 54). O texto trazia de forma mais geral que as mulheres não deveriam praticar esportes que não fossem adequados a sua natureza. Apesar de não ser citado nominalmente, o futebol se enquadrava.

1965 - Proibição detalhada

Em 1965, já no governo militar, o decreto-lei é novamente publicado. Desta vez, de forma mais detalhada. Assim como em 1941, circulam novas notícias de mulheres jogando futebol de forma clandestina. Por conta da proibição, há poucos registros. Desta vez, a deliberação cita especificamente a modalidade.

DECRETO-LEI N. 3.199 - DE 14 DE ABRIL DE 1941 - CAPÍTULO IX: DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 54. Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompativeis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país.

1979 - Fim da proibição

Apenas no fim da década de 70 foi revogada a lei que proibia as mulheres de jogarem futebol. É o início de uma nova jornada para a modalidade entre as mulheres.

O fim da proibição, no entanto, não muda tudo da água para o vinho. O futebol feminino não recebe estímulo de clubes e federações. Ainda não foi regulamentado e segue enfrentando proibições pelo país

1983 - Regulamentação

Apenas em 1983 a modalidade foi regulamentada. Com isso, foi permitido que se pudesse competir, criar calendários, utilizar estádios, ensinar nas escolas. Clubes como o Radar e Saad surgem como pioneiros no profissionalismo. Eram alguns dos times competitivos da época.

1988 - Torneio experimental

Em 1988, a Fifa realizou, na China, um Mundial de caráter experimental. Em inglês, foi chamado de Women's Invitational Tournament. A seleção montada para a competição tinha como bases o Radar, do Rio, e o Juventus (SP) - que tinha talvez o time mais forte feminino do país naquele momento. Não houve nenhuma confecção especial de roupas para as jogadoras. Viajaram para o Mundial com as sobras das roupas dos homens.

Foi um torneio que serviu de pontapé para o desenvolvimento da modalidade feminina em todo o mundo. Ao todo, 12 seleções participaram, e o Brasil ficou com bronze nos pênaltis.

1991 - Primeira Copa FIFA

É o ano da primeira Copa do Mundo Fifa de Futebol Feminino. A CBF assumiu o time oficialmente, mas o tratamento ainda era muito amador. O Brasil viajou com boa parte das atletas que disputaram o torneio experimental. Pretinha, ainda muito jovem, também fez parte da seleção comandada pelo técnico Fernando Pires.

O Brasil teve menos de um ano de preparação. Foi eliminado logo na primeira fase. A zagueira Elane marcou o primeiro gol do país em torneios Fifa, na vitória diante do Japão. A equipe, no entanto, perdeu jogos para Estados Unidos e Suécia.

1996 - Primeira Olimpíada

Os Jogos de Atlanta marcaram a estreia do futebol feminino em Olimpíadas. A seleção brasileira, repleta de veteranas da geração anterior, terminou na quarta colocação, ficando muito perto do pódio. Com Meg, Marisa, Fanta, Suzy, Sissi, Pretinha, Roseli e outras, a equipe deixou a medalha escapar na disputa pelo bronze diante da Noruega. Perderam por 2 a 0.

1999 - Primeira medalha FIFA

Eis a primeira medalha em Copas do Mundo. Ainda tratada com muito amadorismo no país, a seleção feminina se superou. Na disputa nos EUA, o time era formado por veteranas e nomes de uma geração que começava a se formar.

A seleção teve resultados expressivos logo na primeira fase: 7 a 1 no México, 2 a 0 na Itália e um empate surpreendente com a Alemanha. O gol da vitória sobre a Nigéria nas quartas, marcado por Sissi, é lembrado até hoje como um dos mais bonitos da história dos Mundiais. O Brasil acabou perdendo a semifinal para os EUA, mas ganhou da Noruega nos pênaltis na disputa pelo bronze. Referência daquela equipe, Sissi foi uma das artilheiras do torneio.

2003 - Prazer, Marta

A primeira Copa do Mundo da Rainha Marta. Ainda garota, a futura melhor jogadora do mundo já chamava atenção entre as jogadoras mais experientes. Aquele, aliás, seria o primeiro Mundial também da atacante Cristiane.

Durante a competição nos Estados Unidos, o clima ruim entre elenco e o técnico Paulo Gonçalves era nítido. Havia muitos questionamentos sobre a metodologia de trabalho. O Brasil foi eliminado nas quartas de final para a Suécia. O Mundial contou com a presença da ex-jogadora Milene Domingues. Apesar de atrair atenções por ser casada na época com Ronaldo Fenômeno, ela não foi utilizada pelo treinador durante os jogos. No mesmo ano, o Brasil foi medalhista de ouro no Pan de Santo Domingo.

2004 - A medalha olímpica

Com Pretinha, Marta, Formiga e Cristiane no elenco, o Brasil chega à medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2004, na Grécia. Foi início de uma geração que se tornaria a mais vitoriosa do Brasil. A conquista dava esperança de um crescimento sustentável da modalidade no país, mas, até aquele momento, nenhuma competição nacional organizada se mantinha. O cenário iria mudar apenas três anos depois.

2006 - Marta encanta

Para orgulho brasileiro, Marta levava seu primeiro troféu como melhor do mundo.

2007 - A melhor Copa

O ano de 2007 teve um novo suspiro de esperança em relação ao futebol feminino no Brasil.

Em julho, no Pan do Rio, o Maracanã lotou para ver uma exibição de gala de Marta e companhia na final contra os EUA, que não viajaram com sua equipe principal. A medalha de ouro conquistada com goleada por 5 a 0 marcou um dos grandes momentos da modalidade no país.

Em setembro, na China, o Brasil ficou com a segunda colocação na Copa do Mundo feminina, perdendo para a Alemanha na decisão. No torneio, Marta fez aquele que considera seu gol mais bonito.

No mesmo ano, a Rainha conquistava novamente o título de melhor do mundo, acumulando duas taças.

2008 - Mais uma prata

O Brasil chegou novamente a uma decisão olímpica. Acabou derrotado na decisão pelos Estados Unidos e ficou com a prata. As americanas chegavam a sua terceira medalha de ouro no torneio olímpico feminino de futebol. A Alemanha garantiu a terceira colocação na edição de 2008.

Para orgulho brasileiro, Marta levava pela terceira vez o troféu de melhor do mundo.

2009 - Libertadores

O ano de 2009 teve a primeira edição da Libertadores feminina. O título da competição disputada em outubro ficou com o Santos, que tinha nada menos do que Marta e Cristiane em sua escalação. Esta última, aliás, foi a artilheira com 15 gols. O torneio teve 10 equipes, uma de cada país membro da Conmebol. Na mesma temporada, o Santos também levou a Copa do Brasil. O Botucatu foi o vice-campeão.

E de novo ela. Marta era eleita pela quarta vez a melhor do mundo.

E de novo ela. Marta era eleita pela quarta vez a melhor do mundo.

2010 - Mais uma vez Marta

2014 - Seleção permanente

Enquanto a Copa do Mundo masculina ocorria no Brasil, a seleção feminina iniciava um novo ciclo com Vadão no comando da equipe feminina, com o objetivo da disputa da Copa do Mundo de 2015 e Jogos Olímpicos de 2016. Foi criada a seleção permanente para colocar em atividade jogadoras que estivessem sem um calendário preenchido.

2015 - Mais um título no Pan

Ano de 2015, ano de Copa do Mundo feminina. A seleção feminina segue sua preparação à disputa no Canadá. Após uma primeira fase de alto desempenho, o Brasil caiu logo nas oitavas em jogo diante da Austrália. O troféu ficou com os Estados Unidos em vitória diante do Japão. Em razão da conquista, Carli Lloyd foi eleita a melhor do mundo na temporada - ela terminou como maior goleadora ao lado de Celia Sasic, da Alemanha, ambas com seis gols.

Logo depois, o Brasil disputou os Jogos Pan-Americanos também no Canadá e garantiu o título no futebol feminino.

2016 - Jogos Olímpicos em casa

Nove anos depois do Pan, a seleção feminina volta a jogar diante de estádios lotados em casa. Na primeira fase, o rendimento da equipe enche os olhos, e cresce a expectativa por uma medalha, que aumentou ainda mais após a vitória sobre a Austrália nos pênaltis nas quartas. Porém, duas derrotas seguidas para Suécia (esta nos pênaltis) e Canadá deixaram a equipe fora do pódio.

Vadão acabou deixando o comando e, em novembro, Emily assumiu como treinadora, a primeira mulher a treinar uma seleção brasileira principal.

2017 -A vez dos clubes

Após apenas 10 meses de trabalho, Emily acabou demitida do cargo de técnica da seleção, e Vadão retornou para mais um ciclo. Fora dos gramados, a Conmebol tomava a decisão de obrigar os clubes que desejam disputar suas competições no masculino a terem times femininos a partir de 2019. O caminho foi seguido pela CBF.

Vadão acabou deixando o comando e, em novembro, Emily assumiu como treinadora, a primeira mulher a treinar uma seleção brasileira principal.

2018 -De novo ela

Após boa temporada no Orlando Pride, Marta ganha mais um título de melhor do mundo.

2019 - É Ano de Copa!

Tem início uma nova realidade no futebol feminino. Os clubes começam a cumprir a obrigatoriedade de terem times femininos e povoam a disputa do Brasileiro Série A2. O São Paulo lança um forte projeto e anuncia a contratação de Cristiane, que retorna depois de atuar no exterior. A TV Globo anuncia a transmissão pela primeira vez dos jogos da seleção brasileira feminina em uma Copa do Mundo. O futebol feminino ganha corpo.

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domingo, 26 de maio de 2019

O POETA E A FONTE: UM MONÓLOGO – TALVEZ!

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Texto do professor Moacir Aragão, acerca da Fonte das Cabeças, localizada na cidade de Governador Mangabeira – Bahia.

     A natureza pode ser inexplicável, de repente não sei ao certo, se ela surgiu ou se alguém disse tê-la descoberto, o fato é que dentro de um Universo Natural encontra-se uma paragem que no seu cerne jorra um líquido da cor de sal e que serve para temporariamente acabar com a sensação causada pela necessidade de expurgação da secura na garganta. 
            Abençoado Distrito cognominado – Cabeças – que recebe da mãe natureza esta jóia rara; para alguns não é tão preciosa e para outros é a essência da própria vida. Batizaram-na de Fonte das Cabeças. Certamente os historiadores dirão que fora uma homenagem ao próprio Distrito, ou que foi o contrário, ou ainda, que há uma história de viajantes que perderam suas cabeças nas proximidades desta área, e desde então, assim ficara conhecida.
            Lembro-me quando criança, por volta da década de 60, que minha mãe lavava  nossas roupas, ganhava um dinheirinho executando o mesmo trabalho para terceiros e esta prática não era exclusividade dela, ela se estendia a muitos dos moradores desta  região, além dos visitantes vindos dos mais longínquos municípios, e como eram deliciosas suas águas tanto na hora do banho, quanto para aliviar nossas sedes.
            Contudo, quanta ironia! Uma geração que tanto se valeu daquele patrimônio e que hoje pode fazê-lo tornar-se mais rico, em função dos seus poderes, dos seus diversos outros compromissos, faz exatamente o contrário, fecha os olhos, finge não vê-la, prioriza tudo ao redor da sua vida, exceto a essência da própria vida.  
            E eu? O que tenho feito? Do alto do meu recanto, do nascer ao por do sol, nos raros momentos em que disponho de ocasião, apenas observo, critico aqueles que deveriam ao menos limpá-la, como se limpa um corpo humano, mas é claro, com atitudes e características apropriadas ao bem da própria fonte que ofuscar-se a cada segundo que passa. 
            Por falar em corpo humano, quando raramente faço uma visita àquela fonte, aproveito para compará-la a uma pessoa que está hospitalizada e respirando por aparelho. É exatamente o que sinto. Ainda bem que o homem não desligou o aparelho que a mantém respirando o ar da vida, que a tantas vidas fez respirar.
            Consigo também nestes raros momentos, apreciar estudantes que, motivados pelos seus catedráticos, saem de suas salas de aula e fazem aquela mina acreditar que ainda existe e que até pode um dia, quem sabe, voltar a viver. Voltar a viver para a natureza, não é viver para si, é fazer-se vida para outros.
            Sinto também alegria nela, quando jovens se reúnem entre meu recanto e suas terras, para disputar uma brincadeira conhecida no mundo todo como futebol. Nós sentimos nas gotas que ainda jorram por sua face esfacelada, um leque de felicidade, quando a bola cai o mais próximo daquela cacimba. Tenho a impressão, de ver no seu triste olhar, um olhar de despedida, não sei se dela para a criança ou se da criança para ela.
            Dispo de tudo e desço para visitá-la, é pouco distante, o acesso não é dos melhores, principalmente pelo lado em que estou indo que passa pela quadra de terra, mais conhecida como “Areal”. Acabo de resvalar em um buraco, quase torço meu tornozelo esquerdo, a sandália, que era da cor daquela famosa pantera do desenho animado e de uma das personagens de um dos BBB, muda de cor, mas ao menos posso lavá-la em suas águas, se ela permitir.
            - Bom dia Senhora Fonte! Não estou aqui para falar da sua estrutura corporal, para não causar nenhum tipo de emoção no meu leitor, mas quanto a mim, apareceu uma vontade muito forte de expelir urina, mas não farei em respeito à Senhora, mesmo que tenha que antecipar a minha volta para casa.    
            Mas até agora, a Senhora nada me disse, nem ao menos: um “seja bem-vindo!” apenas escuta, ou será que eu é que não consigo te ouvir? Pode ser também que você já tenha perdido sua voz. Sinceramente, prefiro acreditar na minha “necessidade especial” de saber ouvi-la.
            - Está ouvindo dona Fonte!? Um pássaro que desconheço tanto o canto quanto o nome canta seguidamente nos teus ares. Será que é ele que ainda te mantém viva? Acredito mais que a presença dele aqui seja para alimentar a sua própria vida. 
            Neste momento tento enxergá-lo, procurei entre aquelas raras e pequenas árvores e vi, à distância, apenas o vôo e o fim do canto. Sua cor era meio parecida com a de folhas queimadas pelo sol e que não dispunha de suas irmãs ou primas, senhora Fonte, para receber novamente a cor da felicidade.    A minha vontade, permita o termo, de urinar, está se ampliando, mas não despejarei aqui, mesmo que tenha de antecipar a minha volta. 
            Por curiosidade, são nove horas e dez minutos, o sol brilha e ouço músicas a uma boa distância, como se alguém aumentasse o volume e declinasse, parece que passa no alto de uma estrada  levado por algo ou por alguém, mas neste exato instante escuto também outros cantos de pássaros, diferente daquele primeiro e como ele, subitamente também pararam de cantar. Neste momento, eu ando, contemplo o barulho das suas águas, como se quisessem me dizer algo e eu com minha “necessidade especial”, não consigo entender uma palavra sequer. 
            Apenas penso no número de árvores que já circundaram-na  e que hoje foram substituídas por moradias, inclusive a minha. 
            Sem prever, do mais alto de minha possibilidade de alcance, vejo nuvens como se estivessem exalando um clarão com reflexos vistos nas mais calmas e tranquilas nuanças do mar.
            Neste instante, volto a te observar e noto uma escada com alguns degraus, quase não a enxergo em função de matos que por ela sobe. Não sei se pelo meu desleixe, afinal poderia estar cuidando de você, com tantos pneus, águas da chuva ou da sua própria concessão, não exista uma proliferação de algum mosquito que prefiro não denominar, suplico às autoridades extraterrenas e à própria mãe natureza que te aplique um antídoto, para não ser contaminada por mais esta indisposição.
            No meio do silêncio quase que total, em função de raros cantos e pingos de gotas d água, lembrei-me daquela criança, que esteve aqui em algum momento, para buscar sua bola e que precisou retornar para continuar o seu jogo. Você já deve ter percebido Senhora Fonte, que essas palavras vêem como uma espécie de ignição da minha partida. Sei o quanto é ruim a solidão, ou melhor, imagino o que seja! Pois solidão como a sua, só a Senhora pode dizer o que é pena que eu não consigo entendê-la, mas preciso ir. Não tome esta minha ida como um Adeus e sim como um até logo! 
            Até logo, para de alguma maneira, corroborar a alguns munícipes que a senhora ainda existe e pede Socorro! Não quero acreditar que o que penso seja verdade, em relação à concepção de cada um deles, mas temo que após a leitura desta revelação, alguns até chorem, se manifestem e depois de alguns dias subitamente esqueçam da sua existência.
            Tenho medo também, que outros leiam e se aproveitem de ti, para de quatro em quatro anos fazerem o que fazem com a Educação, buscam termos que comovem, apresentam projetos que surgem como o caminho para a solução dos enigmas da sociedade e assim que assumem seus tronos, apresentam outros... chamados por eles de “prioridade”.
            Contudo, sinceramente, acredito na renúncia. Poucos que lerem essa lembrança, ao me avistarem provavelmente, me criticarão, alguns apoiarão, haverá até aqueles que por algum motivo calar-se-ão e outros que vão insistir em conversar comigo sobre o meu trabalho, apresentando diversas sugestões para divulgação do mesmo.   
            Contudo, o que eu gostaria de verdade, era ter o dom de ouvi-la, para dizer entre aspas, todo o seu desejo, sem alterar uma só letra. Infelizmente não tenho essa competência. Graças a Deus! Pois se tivesse, diriam que eu estava enlouquecendo, mandariam um psiquiatra para me acompanhar e em seguida me enviariam para um hospício, se é que já não discutirão sobre essa possibilidade. 
            Mas, e daí! Se fizerem o que estou pensando, pode ter certeza Senhora Fonte, que mesmo impossibilitado de visitá-la, estarei falando para outras pessoas sobre sua história de vida. Talvez por lá eu possa fazer um pouco do muito que a Senhora fez por mim e por muitos que ti conheceram. Aliás, esta é uma prática da nossa realidade, aqueles que não podem fazer, estão sempre criticando aqueles que têm a condição de “resolver” nossas dificuldades e quando ganham  esta condição, logo agem igual ou pior que seus precursores. 
            Bem! O fato é que, enquanto estou livre e com condição de me expressar, falarei que a Senhora ainda vive, mesmo sabendo que poucos daqueles que me ouvirem, darão a menor atenção. 
            Neste instante começo a refletir, o que devo escrever para que essas palavras selecionadas que nos faz raciocinar sobre esta realidade, não se tornem enfadonhas! Acredito que o melhor que faço é lhe pedir perdão, por não ter o dom de escrever sobre a Senhora, de uma maneira que realmente ocorresse uma tempestade de discussões e que não apenas ficasse na altercação, mas longe da Senhora, estou tendo dificuldades.
            Sinceramente! Prefiro retornar aos seus ares e conversar pessoalmente com a Senhora. Estou  descendo, espero trazer alguma novidade para as poucas pessoas que padecerão, não em função das palavras que grafo, mas do seu contexto de vida que busco revelar.   
            Olá Senhora Fonte! Não sei se a Senhora percebe que entramos num mês de muita chuva. A noite passada mesmo foi considerável e para eu chegar até aqui, não foi fácil, talvez isso explique, um dos motivos por que não recebes visitas. O acesso está simplesmente transtornado.
            Dona Fonte, minha vinda aqui agora é para lhe informar que pretendo encerrar este trabalho e divulgar de alguma forma, ainda não sei como nem onde... Este meu momento aqui é também, uma busca de inspiração, perceba que neste exato instante o sol começa a brilhar e reze para que ele com seu brilho me guie, pois escrever por escrever é como repetir o ato de muitos que falam, falam,... E falam.   
            Se assim o fizer, estaria apenas buscando termos para proporcionar momentos de prazer na leitura e que depois serviriam apenas de elogios, talvez e confesso não ser esta a minha intenção. Contudo, duvido que se alguém me estender a mão, para prestar alguma homenagem, eu não me derreta de emoção!  Porém, quero que saiba da convicção dos meus sentimentos, eles serão simétricos àqueles que a Senhora sente todos os dias. 
            Quanto silêncio! Ele aqui é tão intenso que qualquer veículo que passe a uma considerável distância, nos incomoda e uma mãe, ao gritar por seu filho também te traz o eco que mais parece ocultar-se em tua “alma”.
            Mas sinceramente, como uma conversa de despedida para a divulgação desta obra, te peço que não se frutes caso nada aconteça em relação ao que denuncio; principalmente por que não sou muito direto, poucos entenderão e muitos fingirão não entender. 
            Acredito que posso terminar assim, ou melhor, começar, informando a cada um de vocês, que não se sinta responsável pelo estado crítico que a Senhora Fonte se encontra, e que é muito mais responsabilidade minha, cuidar dela, que tão bem a “conheço”, que de cada um de vocês!  É por isso que peço um milagre das autoridades extraterrenas, não por não acreditar na vontade do meu irmão, mas por entender que eles são semelhantes a mim. Fique com o Altíssimo! E que Ele fique conosco!

Moacir da Silva Aragão – Licenciado em Letras Vernáculas pela UEFS, com Especialização em Metodologia do Ensino e da Aprendizagem da Língua Portuguesa e Matemática pela Faculdade Batista Brasileira. Mestrando em Educação pela Padma. Atualmente exerce  suas atividades de docente no Colégio Estadual Professor Edgard Santos (CEPES) - Governador Mangabeira. Lecionou, também no antigo CECOM, no Colégio Estadual José Bonifácio, orientou projetos como: “Recital de Poesia”, “Feira de Ciências”, Tempo de Arte Literária. Natural da cidade de Governador Mangabeira, também é autor do diálogo: O Poeta e a Fonte das Cabeças”. Antes de exercer as atividades de professor, trabalhou como vigilante, ajudante de pedreiro e atendente de mercearia.


Fotos: Arquivo do professor Borges.
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