quinta-feira, 14 de março de 2019

Palestra com os Alunos do Colégio Viana acerca da Emancipação Política do Município de Governador Mangabeira

0 comentários



Na última terça-feira (12/03/2019), o Colégio Viana promoveu com os estudantes do Ensino Fundamental – anos iniciais, uma palestra acerca da emancipação política do município de Governador Mangabeira (14/03/1962), sendo o palestra o professor de história – Luís Carlos Borges. A atividade aconteceu na Câmara de Vereadores e foi organizada pela coordenadora pedagógica Taís Santana e contou com participação das professoras Ediane Sant'ana, Sânia Graciela Ferreira, Bárbara Caline Nascimento, Shirley Aragão e do professor Elson Santos.
Para iniciar o evento foi executado o hino do município, cujos autores são Adilson Cruz (in memoriam) e Nalinaldo Melo, em seguida o professor Borges, com uma participação ativa,  dinâmica e inteligente dos estudantes, explanou acerca de diversas características da temática em foco: por que 14 de março como dia da emancipação política do município, origem do nome Cabeças, economia e sociedade na Vila de Cabeças, o poder econômico do coronel João Altino da Fonseca, a transformação da Vila de Cabeças em cidade, o novo nome da cidade – Governador Mangabeira, as primeiras eleições para prefeito e vereador e o significado dos símbolos municipais.
Vale ressaltar, que os vereadores conhecidos como Grande do Portão e Zé Poeira, marcaram presença durante a palestra.
“Agradeço a professora Tais Santana pelo convite para realizar essa conversa com os alunos do Colégio Viana, bem como parabenizo as professoras e professor pela forma como têm conduzido o ensino e aprendizagem dos estudantes, também aos alunos e as alunas pela brilhante participação durante a atividade, demonstrando conhecimento acerca da temática em destaque, uma relevante forma de iniciar a construção da cidadania, valorização da história local e das nossas identidades. Ainda, estendo meus agradecimentos ao professor Jânio Aragão – diretor da cita instituição de ensino, bem como o parabenizo pela forma que dirige o Colégio Viana”, salientou o professor Borges.
Continue lendo ...

domingo, 10 de março de 2019

Formatura do Curso de Licenciatura em Educação Física da FAMAM

1 comentários




Ontem (09/03/2018), aconteceu em Cruz das Almas a formatura dos estudantes do curso de Licenciatura em Educação Física da FAMAM – Faculdade Maria Milza, dentre os formandos estavam jovens residentes em Governador Mangabeira: Jeferson Cardoso Coutinho, Dino Valter Assis Ramos, Camila Santos de Almeida e Ezequiel da Silva dos Santos.

A turma do semestre 2016.1, recebeu o nome carinhoso de “Dente de Leite”, sendo o Patrono o professor Ms. Nailton Cerqueira de Souza e o Paraninfo o professor Esp. Rafael Santos Mota, os quais em suas falas parabenizaram os formandos e enfatizaram a importância social de um educador, em especial dos professores de Educação Física. Já a Oradora da turma - Stephanie dos Santos, elucidou a trajetória da turmas, com as dificuldades e conquistas, bem como, agradeceu aos familiares e aos professores por se tornarem a partir daquele momento Licenciados em Educação Física. 

Ressaltando que, além dos nomes mencionados acima, outros dois mangabeirense fizeram parte dessa turma (Danilton Leite de Jesus e Suanny Karine Santos Moitinho), mas não participaram da cerimônia de formatura. Também, lembrar que todos os seis concluintes realizaram o Ensino Médio no Colégio Estadual Professor Edgard Santos – CEPES, localizado na cidade de Governador Mangabeira.

O Curso de Educação Física da FAMAM, conta com a competente coordenação dos professores Ms. William José Lordelo Silva e Prof. Ms. Fabrício Sousa Simões, sendo considerado o quarto melhor da Bahia, tendo alcançado a nota 4 na avaliação do MEC. Já a FAMAM, com seu campus localizado no município de Governador Mangabeira, tem como Diretor o professor Dr. Weliton Antônio Bastos de Almeida e Diretora Acadêmica a professora Dra. Josemare Pereira dos Santos Pinheiro, possui atualmente 16 cursos de graduação, 20 curso de especialização e 2 mestrados.

“Parabenizo aos formandos do Curso de Licenciatura de Educação Física da FAMAM, em especial aos jovens de Governador Mangabeira por essa relevante conquista, principalmente no que se refere ao papel transformador do professor em nossa sociedade pela busca da igualdade e justiça social. Também, parabenizo a equipe da FAMAM, nas pessoas dos coordenadores do citado curso – professores William José Lordelo Silva e Fabrício Sousa Simões pela significativa e consciente aprendizagem alcançadas pelos estudantes. PARABÉNS!!!!”, enfatizou o professor Borges.

Continue lendo ...

quinta-feira, 7 de março de 2019

Sinopse do enredo do desfile da Mangueira - Escola campeã do carnaval do Rio de Janeiro - 2019

0 comentários



HISTÓRIA PRA NINAR GENTE GRANDE é um olhar possível para a história do Brasil. Uma narrativa baseada nas “páginas ausentes”. Se a história oficial é uma sucessão de versões dos fatos, o enredo que proponho é uma “outra versão”. Com um povo chegado a novelas, romances, mocinhos, bandidos, reis, descobridores e princesas, a história do Brasil foi transformada em uma espécie de partida de futebol na qual preferimos “torcer” para quem “ganhou”. Esquecemos, porém, que na torcida pelo vitorioso, os vencidos fomos nós. Ao dizer que o Brasil foi descoberto e não dominado e saqueado; ao dar contorno heroico aos feitos que, na realidade, roubaram o protagonismo do povo brasileiro; ao selecionar heróis “dignos” de serem eternizados em forma de estátuas; ao propagar o mito do povo pacífico, ensinando que as conquistas são fruto da concessão de uma “princesa” e não do resultado de muitas lutas, conta-se uma história na qual as páginas escolhidas o ninam na infância para que, quando gente grande, você continue em sono profundo.

De forma geral, a predominância das versões históricas mais bem-sucedidas está associada à consagração de versões elitizadas, no geral, escrita pelos detentores do prestígio econômico, político, militar e educacional – valendo lembrar que o domínio da escrita durante período considerável foi quase que uma exclusividade das elites – e, por consequência natural, é esta a versão que determina no imaginário nacional a memória coletiva dos fatos.

Não à toa o termo “DESCOBRIMENTO” ainda é recorrente quando, na verdade, a chegada de Cabral às terras brasileiras representou o início de uma “CONQUISTA”. E, ao ser ensinado que foi “descoberto” e não “conquistado”, o senso coletivo da “nação” jamais foi capaz de se interessar ou dar o devido valor à cultura indígena, associando-a “a programas de gosto duvidoso” ou comportamentos inadequados vistos como “vergonhosos”.

Comemoramos 500 anos de Brasil sem refazermos as contas que apontam para os mais de 11.000 anos de ocupação amazônica, para os mais de 8.000 anos da cerâmica mais antiga do continente, ou ainda, sem olhar para a civilização marajoara datada do início da era Cristã. Somos brasileiros há cerca de 12.000 anos, mas insistimos em ter pouco mais de 500, crendo que o índio, derrotado em suas guerras, é o sinônimo de um país atrasado, refletindo o descaso com que é tratada a história e as questões indígenas do Brasil. Não fizeram de CUNHAMBEMBE – a liderança tupinambá responsável pela organização da resistência dos Tamoios – um monumento de bronze. Os índios CARIRIS que se organizaram em uma CONFEDERAÇÃO foram chamados de BÁRBAROS. Os nomes dos CABOCLOS que lutaram no DOIS DE JULHO foram esquecidos. Os Índios, no Brasil da narrativa histórica que é transmitida ainda hoje, deixaram como “legado” cinco ou seis lendas, a mandioca, o balanço da rede, o tal do “caju”, do “tatu” e a “peteca”. Levando em conta apenas pouco mais de 500 anos, a narrativa tradicional escolheu seus heróis, selecionou os feitos bravios, ergueu monumentos, batizou ruas e avenidas, e assim, entre o “quem ganhou e quem perdeu”, ficamos com quem “ganhou.” Índios, negros, mulatos e pobres não viraram estátua. Seus nomes não estão nas provas escolares. Não são opções para marcar “x” nas questões de múltiplas escolhas.

Deram vez a outros. Outros que, por certo, já caíram nas suas “provas”. Você aprendeu que os “BANDEIRANTES” – assassinos e saqueadores – eram os “bravos desbravadores que expandiram as fronteiras do território nacional”. DOM PEDRO, o primeiro, você “decorou” que era o “herói” da Independência, sem que as páginas dos livros contassem a “camaradagem” de um “negócio de família” tão bem traduzido pela frase do PAI do Imperador, que a ele orientou: “ponha a coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça”. Convém esclarecer aqui que os “aventureiros” citados por DOM JOÃO éramos nós, brasileiros, e que a “independência” proclamada – ou programada – foi para evitar que tivéssemos aqui “aventureiros” como Bolivar ou San Martin, patriarcas bem-sucedidos das “independências” que não queriam por aqui.

Como “CABRAL”, o “ladrão”, que roubou o Brasil lá pelas bandas de mil e quinhentos, ou PEDRO I, que através de um acordo “mudou duas ou três coisas para que tudo ficasse da mesma forma”, tem também o Marechal, o DEODORO DA FONSECA, homem de convicções monarquistas – amigo pessoal do Imperador PEDRO II – autor da proclamação de uma República continuísta – sem participação popular – traduzida em golpe e que, na ausência de líderes, mandou “pintar” um retrato do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o TIRADENTES, na tentativa de produzir “um personagem pra chamar de seu”.Se a República foi “golpe”, conclui-se que “golpe” no Brasil não é novidade. Nem é novidade que a natureza dos “golpes” ainda estejam mal contadas. A rodovia CASTELO BRANCO “corta” São Paulo com “nome de batismo” em homenagem ao primeiro general “do GOLPE DE 1964”. Para cruzar a Baía da Guanabara em direção a Niterói, lá está a ponte PRESIDENTE COSTA E SILVA, o mesmo que fechou o Congresso Nacional e aditou o AI-5 suspendendo todas as liberdades democráticas e direitos constitucionais. Em Sergipe, em dias de jogos, a bola rola no estádio PRESIDENTE MÉDICI, o general dos “ANOS DE CHUMBO”, do uso sistemático da tortura e dos violentos assassinatos. Nas ruas – por terem lido um livro que “ninou” e não “ensinou” falando da suspensão dos direitos humanos, da corrupção e dos assassinatos cometidos no período – aparecem faixas para pedir “intervenção militar”, décadas depois da redemocratização.

Sem saber quem somos, vamos a “toque de gado” esperando “alguém pra fazer a história no nosso lugar”, quiçá uma “princesa”, como a ISABEL, a redentora, que levou a “glória” de colocar fim ao mais tardio término de escravidão das Américas. Nunca esperaremos ser salvos pelos tipos populares que não foram para os livros. Se “heróis são símbolos poderosos, encarnações de ideias e aspirações, pontos de referências, fulcros de identificação” a construção de uma narrativa histórica elitista e eurocêntrica jamais concederia a líderes populares negros uma participação definitiva na abolição oficial. Bem mais “exemplar” a princesa conceder a liberdade do que incluir nos livros escolares o nome de uma “realeza” na qual ZUMBI, DANDARA, LUIZA MAHIN, MARIA FELIPA assumissem seu real papel na história da liberdade no Brasil.

O fato é que a atuação de “gente comum”, ou mesmo a incansável luta negra organizada em quilombos, em fugas, no esforço pessoal ou coletivo na compra de alforrias e em revoltas ou conspirações, já enfraqueciam o sistema escravocrata àquela altura. Entretanto, ensinar na escola o nome de “CHICO DA MATILDE”, jangadeiro, mulato pobre do Ceará (líder da greve que colocou fim ao embarque de escravos no estado nordestino, levando-o à abolição da escravatura quatro anos antes da princesa ganhar sua “fama” abolicionista) não serviria à manutenção da premissa de que as conquistas sociais resultam de concessões vindas “do alto” e não das lutas. A história de CHICO DA MATILDE era inspiradora demais para o povo. Não à toa, seu nome não está nos livros. Esses nomes não serviram para eles. Para nós, eles servem. Para nós, sentinelas dos “ais” do Brasil, heróis de lutas sem glórias ainda deixados “de tanga” ou preso aos “grilhões”, eles são as ideias que usaremos para “gestar” o que virá. “Engravidados” de novas ideias, jorrará leite novo para “amamentar” os guris que virão. Sabendo outra versão de quem é o Brasil, – não a que nos “ninou” para quando fôssemos adultos – sabendo que CABRAL “invadiu” e que, ao invés de quinhentos e dezenove anos, somos brasileiros há quase doze mil anos. Conhecendo CUNHAMBEBE, a CONFEDERAÇÃO DOS CARIRIS, cientes da participação dos CABOCLOS na luta do 02 DE JULHO NA BAHIA, e sabendo que os índios lutaram e resistiram por mais de meio século de dominação, talvez se orgulhem da porção de sangue que faz de TODOS NÓS, sem exceção, índios. Sabendo que a “bondosa” princesa Isabel deu vez a “Chico da Matilde”, “Luiza Mahin” e “Maria Felipa”, é possível que reconheçam em si a bravura que vive à espreita da hora de despertar e aí, talvez, o “gigante desperte sem ser para se distrair com a TV”.

Cientes de que nossa história é de luta, teremos orgulho do Brasil. Alimentados de leite novo e bom, varreremos de nossos “porões” o complexo de “vira-latas” que fomenta nossa crença de inferioridade. Veremos tanta beleza na escultura de ANTÔNIO FRANCISCO LISBOA quanto no quadro que eterniza o sorriso da Monalisa. Nos orgulharemos do “tupi” que falamos – mesmo sem saber. Daremos mais cartaz ao saci do que à “bruxa”. Brincaremos mais de BUMBA MEU BOI, CIRANDA E REISADO. Nossas crianças enxergarão tanta coragem no CANGACEIRO quanto no “cowboy”. Vibraremos quando SUASSUNA estrear em “ROLIÚDE” sem tradução para o SOTAQUE de João Grilo e Chicó. Não estranharemos caso o Mickey suba a ESTAÇÃO PRIMEIRA, troque “my love” por “minha nêga” e mande pintar o “parquinho” da Disney com o VERDE E O ROSA DA MANGUEIRA”.

Por: Leandro Vieira - carnavalesco da Mangabeira




Letra do Samba enredo da Mangabeira (escola campeã do carnaval do Rio de Janeiro – 2019)

Enredo: História pra Ninar Gente Grande

Mangueira, tira a poeira dos porões
Ô, abre alas pros teus heróis de barracões
Dos Brasis que se faz um país de Lecis, jamelões
São verde e rosa, as multidões

Brasil, meu nego
Deixa eu te contar
A história que a história não conta
O avesso do mesmo lugar
Na luta é que a gente se encontra

Brasil, meu dengo
A Mangueira chegou
Com versos que o livro apagou
Desde 1500 tem mais invasão do que descobrimento
Tem sangue retinto pisado
Atrás do herói emoldurado
Mulheres, tamoios, mulatos
Eu quero um país que não está no retrato

Brasil, o teu nome é Dandara
E a tua cara é de cariri
Não veio do céu
Nem das mãos de Isabel
A liberdade é um dragão no mar de Aracati

Salve os caboclos de julho
Quem foi de aço nos anos de chumbo
Brasil, chegou a vez
De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês

Disponível em: https://www.letras.mus.br/sambas/mangueira-2019/. Acesso em: 07/03/2019


Continue lendo ...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Nenhum negro foi indenizado pela escravidão nas Américas

3 comentários
DESDE SEXTA-FEIRA, dia 8, uma foto emblemática escancarou o racismo e a supremacia branca no Brasil. Nela, Donata Meirelles, então diretora da Vogue Brasil, uma mulher branca, aparece sentada numa cadeira utilizada pelas mães de santo no Candomblé cercada de figurantes negras vestidas com roupas tradicionais de baianas – saias longas rodadas, batas brancas, panos da costa, turbantes, múltiplos colares dourados e prateados, brincos e pulseiras. A imagem fatídica era clara: negros em posições subjugadas ao lado de uma branca em um cenário onde a cultura negra é apropriada com fins festivos – Donata celebrava seus 50 anos. Oitenta por cento da população de Salvador é negra, mas a indústria de turismo que vive da imagem de homens e mulheres negras é branca. “Sorria, você está na Bahia!” Donata se desculpou e pediu demissão da revista.
Nem uma semana depois de as imagens da festa evocando a escravidão gerarem uma onda de revolta nas mídias sociais, um jovem negro de 19 anos foi assassinado por um segurança no supermercado Extra no Rio de Janeiro. Pedro Henrique Gonzaga foi morto a sangue frio, depois de ter sido sufocado até a morte pelo segurança, diante de várias testemunhas, algumas das quais alertaram para a morte iminente do jovem.
Estrangulado como Eric Garner – que sucumbiu depois de um abraço mortal de um policial em julho de 2014 nos Estados Unidos e uma comoção nacional –, o brasileiro Pedro Gonzaga agora faz parte das estatísticas assustadoras que mostram que quase 75 % das vítimas de homicídios são negros, a maioria jovens. A revolta contra o racismo de Donata e o assassinato a sangue frio de Pedro são como chagas abertas num país que nunca indenizou nenhum ex-escravo e seus descendentes pelo período no cativeiro. Nenhuma sociedade escravista nas Américas pagou reparações aos antigos escravizados.
Mas o que pouco se sabe é que a luta das populações afrodescendentes contra o racismo e para obter reconhecimento nas mais diversas esferas, tanto no Brasil como nos Estados Unidos, data desde o fim do período da escravidão. E os pedidos de reparações financeiras e materiais pela escravidão continuam em voga nos dias de hoje.
Indenização só a quem escravizou
Desde o século 18, escravos e libertos começaram a conceitualizar a ideia de reparações em correspondência, panfletos, discursos públicos, narrativas de escravos e petições judiciais, redigidos em inglês, francês, espanhol e português. O sistema escravista tinha base legal, mas escravos e ex-escravos tinham plena consciência de terem sido vítimas de uma injustiça. Eles sabiam que ao fornecer trabalho não remunerado aos seus proprietários estavam contribuindo para construir suas riquezas. Vários são os casos de pessoas escravizadas ilegalmente que pediram reparações pelo tempo em que viveram no cativeiro.
Entre 1804 e 1888, todas as sociedades nas Américas aboliram a escravidão. Mas o fim da escravidão foi um processo lento e gradual. Mesmo em regiões vistas como paraísos da liberdade, como o norte dos Estados Unidos e o México (onde a escravidão foi abolida mais cedo do que em muitas regiões do continente americano), o fim da escravidão foi um processo longo. Do norte ao sul das Américas, as elites escravistas temiam o fim do sistema servil. Os senhores enfatizavam que a escravidão e o comércio de escravos eram atividades legais e que os direitos de propriedade deveriam ser respeitados acima de todos os direitos.
Alguns abolicionistas até chegaram a chamar atenção para a necessidade de reparações aos ex-escravos e seus descendentes, por meio da redistribuição de terras, salários e educação. Luiz Gama, por exemplo, muitas vezes denunciou publicamente o tráfico ilegal de africanos depois da assinatura da lei de 1831. Na realidade, 786 mil africanos escravizados chegaram no Brasil entre 1831 e 1856. Em 1883, nas páginas do panfleto da Confederação Abolicionista Luiz Gama chegou a calcular o montante devido em salários aos escravizados: “Realmente são insaciáveis os parasitas do trabalho africano! Fazem, por ventura, ideia da soma, que devem em salário às gerações, que se sucederam no cativeiro durante três séculos?” Tomando em conta apenas o número de 1,5 milhão de escravizados que aqui residiam (na verdade, o Brasil importou mais de três vezes esse número de africanos), Gama calculou que mais de R$ 18 bilhões de reais lhes eram devidos.
Ao abolir a escravidão em 1848, a França pagou 6 milhões de francos aos escravocratas.
Mas isso foi exceção. O que realmente prevaleceu nos debates públicos era a questão de como compensar financeiramente os proprietários de escravos pela perda da propriedade escrava. Em outras palavras, o fim gradual da escravidão nas Américas durante o longo século 19 foi planejado para proteger os interesses dos senhores de escravos e proprietários de terras, que em diferentes graus recebiam pelo menos algum tipo de compensação monetária.
Após abolir a escravidão em suas colônias em 1834, a Inglaterra indenizouos senhores de escravos. Ao abolir a escravidão em 1848, a França pagou 6 milhões de francos (em vinte prestações com juro anual de 5%) aos antigos proprietários de escravos. Até o Haiti, que aboliu a escravidão e se tornou independente em 1804, teve que pagar a enorme soma de 120 milhões de francos para ter sua independência reconhecida pela França.
Nos Estados Unidos, os senhores de escravos não receberam indenização, mas cabe lembrar que a abolição da escravidão se fez num contexto de uma guerra civil sangrenta que matou 2% da população do país. Ainda durante a abolição gradual da escravidão seja no norte dos Estados Unidos ou no Brasil, as leis do ventre livre previam algum tipo de indenização para os senhores de escravos. Além disso, os proprietários de escravos receberam indenizações quando a escravidão foi abolida na capital Washington DC em 1862.
Belinda entrou na justiça pedindo ao estado uma pensão como forma de reparar o tempo de escravizada na família Royall.
Apesar disso, durante a era da abolição gradual nos Estados Unidos, um pequeno número de ex-escravos exigiu que o governo ou seus antigos senhores lhes fornecessem algum tipo de reparação financeira. Uma dessas libertas foi Belinda. Nascida na África Ocidental e trazida para Antigua no Caribe britânico, foi escrava do rico fazendeiro inglês Isaac Royall, que se mudou para a colônia britânica do Massachusetts em 1737.
Após sua morte, seu filho Isaac Royall Junior herdou todas as suas propriedades, inclusive Belinda. Mas quando a Revolução Americana eclodiu em 1775, o herdeiro (leal ao rei da Inglaterra) fugiu para a Inglaterra, deixando em seu testamento uma pensão por um período de três anos para Belinda. Em 1778, o estado do Massachussets confiscou as propriedades de Royall Junior, inclusive seus escravos, que foram então libertados. Logo após ser liberta, Belinda, já com 65 anos, foi viver em Boston e presume-se que tenha recebido a referida pensão. Mas quando o período de três anos terminou e a pensão foi interrompida, ela entrou na justiça pedindo ao estado uma pensão como forma de reparar o tempo em que trabalhou sem ser remunerada para a família Royall. Ela ganhou, mas tinha de entrar com um pedido a cada novo ano. A casa dos Royall, perto de Boston, foi hoje transformada em museu e dá destaque para a história de Belinda.
Nos Estados Unidos, o período que se seguiu à abolição da escravidão trouxe esperanças de redistribuição de terras para os libertos. Mas esses projetos também falharam. A chamada Reconstrução fracassou e, em vez de terra e cidadania plena, a população negra do país se viu privada de direitos e vítima do ódio racial crescente. Foi nesse contexto que, durante a década de 1890, milhares de libertos circularam petições para introduzir no congresso dos Estados Unidos projetos de lei lhes dando pensões pelo tempo em que foram escravizados. Os líderes desse movimento concebiam o pagamento de pensões como reparação financeira pelos muitos anos de trabalho não remunerado que haviam dado aos seus senhores. As atividades desses grupos geraram grandes debates e mobilizaram dezenas de milhares de ex-escravos, mas nunca foram aprovados. Além disso, as autoridades federais perseguiram os líderes do movimento como Isaiah Dickerson e Callie House, que passou um ano na prisão.
Nada parecido aconteceu na América Latina. Embora privados de recursos materiais, em países como o Brasil, provavelmente iludidos pelo canto da sereia da ideologia da democracia racial, os libertos privilegiaram a luta pela cidadania.
Vítimas do holocausto e prisioneiros da II Guerra conseguiram
Mas no período que se seguiu ao final da Segunda Guerra, esse contexto começou a mudar, especialmente depois que os sobreviventes judeus do Holocausto obtiveram reparações financeiras. Vários grupos que defendiam as reparações surgiram durante a Guerra Fria nos Estados Unidos, enfrentando o estigma de serem constantemente associados ao comunismo. Durante a década de 1960, o movimento ganhou novo sangue com a ascensão de grupos como o Comitê de Reparações para os Descendentes dos Escravos Americanos, liderado pela ativista negra Audley Moore, a República da Nova África e o Manifesto Negro, assinado pelo militante dos direitos civis, James Forman.
No período final da Guerra Fria, o governo dos Estados Unidos pagou restituições financeiras aos nipo-americanos que foram ilegalmente colocados em campos de concentração durante a Segunda Guerra. As décadas de 1980 e 1990 renovaram os pedidos de reparações pela escravidão. Brasil, Colômbia e Equador promulgaram novas constituições reconhecendo o direito de propriedade da terra para suas comunidades negras. Nos Estados Unidos, novas organizações combinando ativismo e ações litigiosas solicitando reparações também emergiram.
Os ecos desse movimento também foram ouvidos na África, onde um grupo de intelectuais, artistas, políticos e ativistas divulgou um documento pedindo reparações para o comércio atlântico de escravos e o colonialismo. Em 2001, a Conferência Mundial Contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, em Durban, na África do Sul, reconheceu a escravidão e o comércio atlântico de escravos como crimes contra a humanidade. Mais do que nunca, pedidos de reparação adquiriram uma nova força.
Recentemente, em março de 2014, a Comunidade do Caribe (Caricom) aceitou um plano com foco em reparações pela escravidão e pelo genocídio indígena. O programa consiste em dez pontos que compreendem demandas materiais, financeiras e simbólicas dirigidas a vários países europeus como o Reino Unido, Espanha, França, Holanda, Dinamarca, Suécia e Portugal. Esses pedidos de reparações receberam grande atenção da mídia nos países europeus e caribenhos e também nos jornais dos Estados Unidos e do Brasil. Mas apesar desses movimentos e dos debates recorrentes, não houve avanço.
R$ 2 milhões a cada descendente
Esse contexto pode sugerir uma perspectiva pessimista, mas os debates sobre as reparações nas suas mais variadas modalidades continuam muito vivos. Todos os anos novos pedidos de reparação continuam a ser objeto de ações judiciais e permanecem presentes na sociedade por meio de manifestações populares, debates públicos, palestras e encontros internacionais.
No Brasil, a partir da década de 1990, organizações negras lideraram protestos e apresentaram projetos de lei no Congresso Nacional pedindo reparações financeiras ao governo federal brasileiro. Em 1993, estudantes e ativistas negros, membros do Grupo Consciência Negra da Universidade de São Paulo, lançaram o Movimento pelas Reparações (MPR). Em dezembro de 1994, o MPR submeteu uma ação declaratória à Justiça Federal de São Paulo, na qual solicitaram que o estado brasileiro pagasse reparações financeiras aos descendentes de escravos. No documento, pediram ao tribunal que reconhecesse que 70 milhões de afro-brasileiros tinham o direito de receber reparações financeiras do estado brasileiro por 350 anos de escravidão.
Em 2012, Claudete Alves, ativista negra, professora paulista e ex-vereadora da cidade de São Paulo, apresentou uma ação civil pública ao Ministério Público contra o estado solicitando indenização pelos danos causados “a todos os descendentes de africanos escravizados que vivem no Brasil e residem na cidade de São Paulo”. Segundo os advogados de Alves, cada descendente de escravos deve receber R$ 2 milhões. Em 2014, no mesmo ano em que o Caricom, a Comunidade do Caribe, lançou um plano de dez pontos pedindo reparações simbólicas e financeiros a vários países europeus, a Organização dos Advogados do Brasil, a OAB, anunciou a criação de uma Comissão Nacional da Verdade Sobre a Escravidão no Brasil cujo objetivo era examinar o período da escravidão no Brasil e estabelecer modalidades de reparação. Nenhuma dessas iniciativas, porém, tiveram um retorno prático.
Embora muitos grupos tenham privilegiado as reparações de ordem simbólica, o debate sobre as reparações financeiras e materiais, principalmente em relação à propriedade da terra tendem a crescer sobretudo no caso do Brasil, onde o novo governo do presidente eleito Jair Bolsonaro ameaça rever as demarcações de terras quilombolas. Neste momento, mais do que nunca, o estudo da história das reparações pode também nos ajudar lutar melhor contra o racismo, contra as desigualdades raciais e a supremacia branca que dominam as antigas sociedades escravistas, principalmente no Brasil e nos Estados Unidos.
* Esse texto é baseado no livro Reparations for Slavery and the Slave Trade: A Transnational and Comparative History (2017), ainda não traduzido para o português.
 Fonte:https://www.geledes.org.br/nenhum-negro-foi-indenizado-pela-escravidao-nas-americas/
Continue lendo ...

MAPA DA VIOLÊNCIA: MORTES DE JOVENS CRESCEM 326%

0 comentários
A violência contra os jovens brasileiros aumentou nas últimas três décadas de acordo com o Mapa da Violência 2013: Homicídio e Juventude no Brasil, publicado hoje (18) pelo Centro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), com dados do Subsistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Entre 1980 e 2011, as mortes não naturais e violentas de jovens  como acidentes, homicídio ou suicídio – cresceram 207,9%. Se forem considerados só os homicídios, o aumento chega a 326,1%. Dos cerca de 34,5 milhões de pessoas entre 14 e 25 anos, em 2011, 73,2% morreram de forma violenta. Na década de 1980, o percentual era 52,9%.
“Hoje, com grande pesar, vemos que os motivos ainda existem e subsistem, apesar de reconhecer os avanços realizados em diversas áreas. Contudo, são avanços ainda insuficientes diante da magnitude do problema”, conclui o estudo.
O homicídio é a principal causa de mortes não naturais e violentas entre os jovens. A cada 100 mil jovens, 53,4 assassinados, em 2011. Os crimes foram praticados contra pessoas entre 14 e 25 anos. Os acidentes com algum tipo de meio de transporte, como carros ou motos, foram responsáveis por 27,7 mortes no mesmo ano.
Segundo o mapa, o aumento da violência entre pessoas dessa faixa etária demonstra a omissão da sociedade e do Poder Público em relação aos jovens, especialmente os que moram nos chamados polos de concentração de mortes, no interior de estados mais desenvolvidos; em zonas periféricas, de fronteira e de turismo predatório; em áreas com domínio territorial de quadrilhas, milícias ou de tráfico de drogas; e no arco do desmatamento na Amazônia que envolve os estados do Acre, Amazonas, de Rondônia, Mato Grosso, do Pará, Tocantins e Maranhão.
De acordo com o estudo, a partir “do esquecimento e da omissão passa-se, de forma fácil, à condenação” o que representa “só um pequeno passo para a repressão e punição”. O autor do mapa, Julio Jacobo Waiselfisz, explicou à Agência Brasil que a transição da década de 1980 para a de 1990 causou mudanças no modelo de crescimento nacional, com uma descentralização econômica que não foi acompanhada pelo aparato estatal, especialmente o de segurança pública. O deslocamento dos interesses econômicos das grandes cidades para outros centros gerou a interiorização e a periferização da violência, áreas não preparadas para lidar com os problemas.
“O malandro não é otário, não vai atacar um banco bem protegido, no centro da cidade. Ele vai aonde a segurança está atrasada e deficiente, gerando um novo desenho da violência. Não foi uma migração meramente física, mas de estruturas”, destacou Waiselfisz.
Nos estados e capitais em que eram registrados os índices mais altos de homicídios, como em São Paulo e no Rio de Janeiro, houve redução significativa de casos, devido aos investimentos na área. São Paulo, atualmente, é o estado com a maior queda nos índices de homicídios de jovens nos últimos 15 anos (-86,3%). A Região Sudeste é a que tem o menor percentual de morte de jovens por causas não naturais e violentas (57%).
Em contraponto, Natal (RN), considerado um novo polo de violência, é a capital que registrou o maior crescimento de homicídios de pessoas entre 15 e 24 anos – 267,3%. A região com os piores índices é a Centro-Oeste, com 69,8% das pessoas nessa faixa etária mortas por homicídio.
Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/108909/Mapa-da-Viol%C3%AAncia-mortes-de-jovens-crescem-326.htm
Continue lendo ...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Livro Conto dos Orixás transforma divindades africanas em super-heróis

0 comentários



Uma história em quadrinhos onde os heróis são divindades africanas. É esse o mote do livro Contos dos Orixás, do quadrinista baiano Hugo Canuto, que será lançado hoje no Teatro Sesi Rio Vermelho, às 19h, em evento com bate-papo e sessão de autógrafos. 



Em 120 páginas, a obra narra a criação do mundo segundo a mitologia yorubá, que influenciou a criação de religiões como o candomblé, a ubanda e a santeria. Tudo ilustrado de forma rica e editado em material de alta qualidade.



O lançamento vem em um bom momento para o mercado, exatamente um ano depois de Pantera Negra quebrar recordes no cinema. Primeiro filme do universo Marvel com um super-herói negro, a produção atendeu a uma demanda por representatividade racial no universo das HQS e do cinema, que se refletiu em bilhões de dólares arrecadados e em uma experiência cultural única, com diversos “rolês” mundo afora.

Hugo lembra, no entanto, que a ideia de fazer uma HQ em que os heróis fossem orixás tomou fôlego anos antes, em 2016, depois que ele fez uma releitura de ilustrações clássicas de heróis também da Marvel, numa homenagem ao quadrinista Jack Kirby.



“Postei nas redes sociais e vi que com aquela primeira experiência a gente conseguiu mexer um pouco com as estruturas, as pessoas interagiram muito, perguntaram do que se tratava, como fazia para comprar. Vi como uma ponte para gente construir um discurso novo e, quem sabe, desfazer visões preconceituosas e intolerantes”, diz o quadrinista, que antes de se aventurar nesse universo, chegou a trabalhar como arquiteto. “Fui arquiteto, mas não era feliz. Sempre gostei de desenhar, sempre amei quadrinho, só que a gente cresce achando que essas coisas não são trabalho”, recorda.



Decisão tomada, uma preocupação foi como tratar o tema com o respeito e o cuidado necessários. Para isso, Hugo, que estava morando em São Paulo, decidiu voltar à Salvador para se cercar de gente que pudesse lhe orientar. 


Dentre as importantes contribuições, estão a do professor Mawô Adelson S. de Brito, que ele conheceu durante o curso de língua e cultura Yorubá, e das sacerdotisas do Terreiro do Gantois. 



“Com muita generosidade, todos que foram consultados compartilharam um pouco de sua sabedoria, leram o material original e o acompanharam em momentos importantes e, desse somatório de forças positivas, nasceu o projeto”, conta Hugo. 


Fonte: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/livro-conto-dos-orixas-transforma-divindades-africanas-em-super-herois/
Continue lendo ...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Moradora da localidade de Tocos I, mantém viva a tradição natalina dos presépios

1 comentários





Há 26 anos a senhora Noêmia Nascimento da Silva, moradora da localidade de Tocos I, município de Governador Mangabeira, juntamente com seus familiares mantém viva a tradição natalina dos presépios. Em um espaço da sua residência denominado de Cantinho da Paz, muito aconchegante, traduzindo uma profunda paz interior, com diversas imagens de Santos, ela organizou o presépio, uma verdadeira obra de arte, com centenas de objetos e imagens que retratam coisas que remontam a época do nascimento de Jesus aos dias atuais. 
Segundo as pesquisas históricas, o primeiro presépio foi montado por São Francisco de Assis no Natal de 1223. “Ele quis celebrar o Natal de uma maneira diferente, que ensinasse à população de Greccio, na Itália, onde ele pregava, sobre a importância da data para os cristãos. O então frade montou o presépio dentro de uma gruta em um bosque da região, com representações de argila, em tamanho natural, de Jesus e de seus pais, Maria e José. Além disso, um boi e um burro de verdade compunham a cena. A ideia se espalhou e, nos séculos seguintes, outros elementos foram adicionados. Até o século XVIII, o costume se limitava ao interior de igrejas e ambientes religiosos, mas depois se espalhou também para as casas dos católicos, tornando-se uma tradição decorativa de fim de ano, incorporando objetos relacionado a cultural local”. (IN: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-e-a-origem-do-presepio/. Acesso em: 26/12/2018)
Vale salientar, que dona Noêmia desenvolve um relevante trabalho social na comunidade de Tocos I e outras circunvizinhas, através da ASCULT – Associação Cultural da Localidade de Tocos I, dentre as atividades desenvolvidas destacam-se: samba de roda, quadrilha junina, aulas de violão, oficinas de: leitura, narração de histórias, brincadeiras, fantoches e desenhos, além da alfabetização de jovens e adultos. A ASCUL, já possui um prédio próprio e conta atualmente com mais de 100 associados atuantes. Segundo dona Noêmia, que também é a presidente da Associação, a próxima atividade a ser desenvolvida será o Carnaval da ASCULT no mês de março de 2019.
Parabenizo a dona Noêmia, a seu esposo Hélio e seus filhos por manterem vivos a tradição dos presépios de Natal, algo representativo no aspecto cultural e histórico do catolicismo em nosso país. Também, pelo brilhante trabalho social e cultural, que desenvolvem juntamente com a comunidade através da ASCULT, por certo algo que deva ser seguido por outras localidades do município, sem esquecer do maravilhoso jardim que está sendo criado ao lado de sua casa. Em tempo, agradeço pela lembrança a minha pessoa na construção da história da ASCULT, quando hoje em visita a sua residência juntamente com minha esposa Mirian, fui presenteado com uma obra de arte com a imagem do meu rosto esculpida em uma madeira, obra essa assinada pelo artista Naldo, residente em Cabaceiras do Paraguaçu. Nosso muito obrigado", salientou o professor Borges. 
Continue lendo ...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Estudantes de Governador Mangabeira apresentam seus TCCs no curso de Educação Física da FAMAM

3 comentários


Nos dias 19 e 20 desse mês, estudantes do curso de Licenciatura em Educação Física da FAMAM – Faculdade Maria Milza, residentes no município de Governador Mangabeira apresentaram seus TCCs - Trabalho de Conclusão de Curso. As apresentações foram relacionadas a diversos temas envolvendo a prática da Educação Física no ambiente escolar e, receberam vários elogios das bancas examinadoras no tocante a qualidade e a sua importância para o processo de ensino aprendizagem na área em foco. A ordem e as temáticas das apresentações foram as seguintes:

APRESENTAÇÕES DO DIA 19/12/2018

Discente – Dino Valter Assis Ramos
Tema – Realidade e Possibilidade do Trato dos Conteúdos da Cultura Corporal de Matriz Africana.
Orientador – Ms. Wiliam Lordello.

Discente – Suanny Karine Santos Moitinho.
Tema – Análise do Currículo de Formação do Pedagogo da Faculdade Maria Milza: elementos didáticos para o ensino da cultura corporal.
Orientadora – Ms. Roseane Suzart Leite Dias.

Discente – Camila Santos de Almeida
Tema - Concepção de Educação, Educação Infantil e Cultura Corporal para os Professores que atuam na Educação Infantil numa Escola do Município de Governador Mangabeira-BA
Orientadora: Ms. Roseane Suzart Leite Dias

APRESENTAÇÕES DO DIA 20/12/2018

Discente – Jeferson Cardoso Coutinho
Tema -  Realidade de Possibilidades do Trato com o Conhecimento da Ginástica na Escola da Zona Urbana, do Ensino Fundamental II, na Cidade de Governador Mangabeira.
Orientador – Ms. Alexandre Francisco Lordello

Discente – Danilton Leite de Jesus
Tema – O Desenvolvimento Histórico do Conceito Saúde Enquanto Campo de Intervenção da Educação Física
Orientador – Ms. Ivson Silva

Vale salientar que os estudantes aqui mencionados, realizaram o ensino médio e o estágio obrigatório do aludido curso superior no Colégio Estadual Professor Edgard Santos – CEPES, localizado na cidade de Governador Mangabeira. Já a FAMAM, segundo o seu setor de relacionamento, possui atualmente 16 cursos de graduação, 20 curso de especialização e 2 mestrados. Quanto ao curso de Educação Física, alcançou a pontuação 4 atribuída pelo MEC, através da avaliação do ENADE, sendo considerado o 4º melhor da Bahia.

“Parabenizo aos cinco estudantes por essa significativa conquista em suas vidas, bem como pelos relevantes temas abordados em seus TCCs, os quais são extremamente importantes no desenvolvimento do processo e aprendizagem da Educação Física. De igual qual forma, parabenizar a direção da FAMAM e os professores do curso de Educação Física pelo relevante trabalho realizado. Em tempo, quero externar um homenagem especial ao estudante Jeferson Cardoso Coutinho, o qual acompanho em suas habilidades e competências, uma vez que de forma qualificada e fundamentada cientificamente mim orienta nos exercícios físicos na academia Point Saúde, todos os dias”, salientou o professor Borges.   
Continue lendo ...
 

Professor Borges Todos os direitos reservados © 2017 Ulisses D