segunda-feira, 25 de maio de 2020

Agradecimentos a mãe África na comemoração do seu dia - 25 de maio

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Hoje 25 de maio, comemoramos o dia da África. Nessa comemoração queremos lhe agradecer, mãe África, pela sua história, cultura, diversidade e riquezas naturais, bem como pelo legado que ao mundo você deixou, muitos saberes fundamentados em uma ancestralidade. Reinos que marcaram história, como do Egito, Congo, Gana e Mali, nações e povos como os iorubás, malês, Angola, banto, nagô e keto.

Mãe África, não podemos esquecer o que fizeram contigo, escravizaram muitos dos seus povos, os seus filhos foram arrancados do seu território de forma brutal, levados forçadamente para o trabalho escravizado em outras terras, também repartiram seu continente, na busca fervorosa pelas suas riquezas, negando sua cultura, religião e identidades.

Mas, você sempre resistiu, dizendo não aos dominadores, lutou e conseguiu a independência das suas nações, gritos de liberdade se espalharam por várias partes do seu território, sua gente liderada por vários heróis disseram não a dominação brutal e desumana dos colonizadores imperialistas.

E nós do Brasil, também lhe agradecemos pela herança e ancestralidade que você nos legou. Herdamos de você a história e cultura afro-brasileira, rica pela sua resistência, representatividade e diversidade, que ecoa na oralidade, nos saberes, religiosidade, musicalidade, estética, dança, culinária, linguagem e um conjunto infinito de tradições.

Mãe África, ainda aqui no Brasil, existe muita discriminação e preconceito com seus descendentes, somos maioria dos brasileiros, mas permanecemos invisíveis em muitos setores da sociedade, porém continuamos resistindo, lutando por dias melhores, buscando evidenciar a sua importância para nosso país, inspirados nas ideias de Zumbi e Dandara de Palmares, firmes na construção de uma sociedade justa e igualitária.

Parabéns pelo seu dia, essa é uma simples homenagem desse seu ancestral, que, mesmo longe de você, reconhece a sua importância e externa seus agradecimentos por tudo que você fez e faz por toda a humanidade. Muito obrigado por tudo, minha mãe África.

25 de maio – Dia Internacional da África.

Por - Luís Carlos Borges da Silva - professor de História do Colégio Estadual Professor 






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quarta-feira, 20 de maio de 2020

POETA MANGABEIRENSE, VENCE CONCURSO PARA LANÇAMENTO DE E-BOOK

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O poeta e escritor ALVORECER SANTOS, cujo nome de batismo é ARMANDO ROCHA DOS SANTOS, natural do município de Governador Mangabeira, graduado em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB, tornou-se o vencedor do concurso Literário Novos Talentos da Literatura, com o seu livro “VOZES DO EU”, que será publicado em formato e-book, com o lançamento previsto para o final de maio ou início de junho. 

O concurso alcançou uma abrangência nacional, com inscritos dos mais diversos Estados da Federação, sendo promovido pela editora Santa Agnes, localizada na cidade de Santa Inês - Bahia, conhecida como a Princesinha do Vale do Jequiriçá. 

Segundo o Editor Chefe da Santa Agnes, Gabriel Lopes Pontes, para a escolha da obra, levou-se em consideração alguns aspectos como: originalidade, expressividade, atualidade, relevância da temática, ritmo, elegância e uso muito particular da métrica. O prefácio ficou a encargo do escritor Cacau Novaes, já a correção ortográfica foi realizada pela poetisa Verena Vida.

O livro reúne uma coletânea de 77 poemas autorais, que versam sobre diversas temáticas: ancestralidade, depressão, solidão, racismo, amor, injustiça social entre outras. O poeta Alvorecer Santos, se intitula, um espalhador de versos. Já participou de diversas antologias, frutos de concursos literários, a exemplo: na Antologia Poética, Poetize 2017, Concurso Nacional Novos Poetas, promovido pela Editora Vivara. No 1º Concurso de Poesias Poeta Adauto Borges - organizado pela Associação Batista de Ação Social em Feira de Santana-BA, 2º Concurso Internacional de Poesia Doces Poemas, realizado pela Revista Inversos, a 15ª Edição da Revista LiteraLivre, e na 16ª Edição da Revista LiteraLivre com a crônica Menosprezo Social: A invisibilidade dos Moradores de Rua. Também foi contemplado com o edital “Mande Poemas 2020” da Transvê Poesias. Dessa forma, a cada nova conquista, o poeta vai deixando a sua marca por onde passa, e eleva o nome de sua cidade natal para diversos locais.

"Parabenizo a Armando Rocha dos Santos (Alvorecer), nosso ex-aluno do CEPES por mais essa conquista em sua vida, quando através da poesia consegue expressar o seu talento, com temas voltados para a conscientização social, que o seu exemplo possa servir de inspiração para outros jovens do nosso município. PARABÉNS"!!!, salientou professor Borges.

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segunda-feira, 20 de abril de 2020

POR TUDO ISSO E MUITO MAIS, DITADURA NUNCA MAIS

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Ontem (19/04/2020), assistimos de forma estarrecedora o atual Presidente da República, participar em Brasília de uma manifestação em defesa da intervenção militar no Brasil, bem como em alusão ao Ato Institucional nº 5 (AI 5), indo de encontro aos princípios democráticos e ao que determina a Constituição Brasileira. A seguir constam algumas características do que foi a Ditadura Militar no Brasil (1964-1985), momento histórico em que prevaleceu no país a tortura, opressão, censura, eleições indiretas, falta de liberdade de expressão, perseguição política, educação tecnicista, exílio político, concentração de renda, aumento da pobreza e muito mais. Também, possibilitar uma reflexão para que não possamos perder as conquistas que obtivemos nos últimos anos, principalmente a democracia e a liberdade de pensamento e de expressão, as quais custaram as vidas de muitas pessoas durante a Ditadura Militar.

CARACTERÍSTICAS DO REGIME MILITAR NO BRASIL– 1964 A 1985

Cassação Política – os políticos que eram contra o Regime tiveram seu mandato cassado.
Voto Indireto – o povo não podia votar para escolher Presidente, Governador e Prefeitos de Capitais.
Bipartidarismo – passaram existir apenas dois partidos políticos. O do governo – ARENA (Aliança Renovador Nacional) e o da oposição aceitável – MDB (Movimento Democrático Brasileiro).
Exílio Político – muitas pessoas que eram contra o Regime tiveram que sair do país e viver exiliadas, a exemplo de Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Paulo Freire, Leonel Brizola, Juscelino Kubistchek, Valdir Pires, Fernando Henrique Cardoso e outros. 
Fim da Democracia – A forma de governar o Brasil, passou a ser uma ditadura, o povo não podia fazer manifestações, nem escolher seus governantes e nem protestar contra o governo.
Fim da liberdade de expressão e pensamento – as pessoas não podiam expressar suas ideias e pensamentos, principalmente se fosse algo contra o governo. Foram proibidas greves, passeatas, manifestações e reuniões, quem desobedecesse as ordens dos militares era preso e torturado. Os estudantes e a juventude em geral foram os mais perseguidos.
Censura – qualquer informação que fosse contra o Regime era proibida a divulgação, muitos jornais tinham reportagens censuradas, também filmes, novelas, desenhos, livros, modas e peças teatrais foram censuradas. Dentre as músicas censuradas podemos destacar: Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores (Geraldo Vandré), Apesar de Você e Vai Passar (Chico Buarque), O Bêbado e o Equilibrista (Elis Regina), Alegria, Alegria e É Proibido Proibir (Caetano Veloso), Cálice (Chico Buarque e Milton Nascimento), Como Nossos País (Belchior), Pare de tomar a pílula (Odair José) e outras.     
Tortura – as pessoas que foram contra o Regime e consequentemente presas, eram torturadas, através de choque elétrico nos órgãos genitais, pau-de-arara, agressões físicas, afogamento, palmatória, queimaduras, estupro coletivo, cadeira do dragão, espancamento, simulação de fuzilamento, isolamento em locais inóspitos e outras. Calcula-se que milhares de pessoas foram perseguidas e torturadas, dessas 430 despareceram, segundo a Comissão da Verdade. Um dos maiores torturadores foi o general Ustra, o qual contribuiu para a morte de 60 pessoas e tortura de outras 500. A maioria das pessoas mortas e torturadas foi jovens.
AI 5- O ato institucional nº 5 (AI 5) foi criado em 13 de dezembro de 1968 pelo presidente Costa e Silva, durou até 1978 e configurou-se como um conjunto de ações arbitrária, pelas quais o presidente da República tinha plenos poderes para: fechar o Congresso Nacional, fazer leis, cassar políticos, interver nos estados e municípios, aposentar funcionários. Também, aumentou a repressão aos movimentos sociais (estudantil, negro, feminista, sindical e outros) e as suas manifestações. 
Propaganda Ufanista – Através dos meios de comunicação, das escolas, músicas e do futebol, o Regime passava a ideia de que tudo estava bem no país. A vitória da seleção brasileira na copa de 1970 foi usada como propaganda a favor dos militares. A rede Globo também ajudou nesse tipo de propaganda. Os Slogan do Regime era: “ninguém mais segura esse país”. “Brasil: ame-o ou deixe-o”. 
DOPS e DOI-Codi – Departamento de Ordem Política e Social e Departamento de Operações Internas e Centro de Operação de Defesa Interna – serviam para prender e torturar as pessoas que o Regime considerava subversivas, onde eram torturadas, sem que a família ou alguma autoridade fosse informada.
Milagre Econômico -  plano econômico criado pelo ministro da fazenda Delfim Netto, visando o crescimento do país, porém existiu uma forte concentração de renda e aumento da pobreza.
Educação tecnicista – o ensino era voltado apenas para a formação de técnicos, era repressor e decoreba. As disciplinas de Sociologia e Filosofia foram retiradas do currículo, no lugar delas surgiram OSPB e EMC. Os Grêmios Estudantis foram extintos.
Por tudo isso e muito mais: DITADURA NUNCA MAIS.

Sugestões de filmes relacionados aos absurdos do Regime Militar
Prá frente Brasil, O que é isso companheiro, Batismo de Sangue, Zuzu Angel, Tropicália, O ano que meus pais saíram de férias e Lamarca.

Por: Luís Carlos Borges da Silva (professor de história do Colégio Estadual Professor Edgard Santos (Governador Mangabeira) e da Escola São Luís (Muritiba).

Referências:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História e Cidadania. Vol. 3, Ensino Médio. São Paulo: FTD, 2016, pp. 203-218
COTRIM, Gilberto. História Global. Vol. 3, Ensino Médio. São Paulo: Saraiva, pp. 237-253.
PORTAL MEMORIA DA DITADURA. Memórias da Ditadura. Instituto Vladimir Herzog. São Paulo. Disponível em: <http://memoriasdaditadura.org.br/estudantes/index.html.> Acesso em: 13/10/2018.


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terça-feira, 7 de abril de 2020

UNIDOS NA PREVENÇÃO AO CORONAVÍRUS

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  • Estamos vivendo dias difíceis com a pandemia do novo coronavírus.
  • Um inimigo invisível que está afetando toda a humanidade.
  • Unidos vencermos essa batalha.

PREVENÇÃO AO CORONAVÍRUS.

  • Lave constantemente as mãos com água e sabão ou use álcool gel.
  • Ao tossir ou espirrar cubra a boca e o nariz com o braço.
  • Não cumprimente as pessoas com abraços, beijos e apertos de mão.
  • Evite lugares com muita gente.
  • Se possível use máscara.

SINTOMAS DO CORONAVÍRUS

  • Tosse
  • Febre
  • Coriza
  • Dor de garganta
  • Dor no corpo
  • Falta de ar

EM DEFESA DO ISOLAMENTO SOCIAL

  • Consiste em evitar o contato com outras pessoas.
  • Quanto menor o contato social, menor a chance de contágio pelo Covid-19.
  • Para a OMS e os especialista, consiste na mais importante ação de prevenção ao coronavírus.
  • Lembrando do perigo: a cada cinco dias, uma pessoa com o vírus infecta 2,5 outras.

ATENÇÃO REDOBRADA COM OS IDOSOS

  • O novo coronavírus pode contaminar pessoas de todas as idades.
  • Porém, a maioria dos casos estão relacionados as pessoas acima dos 60 anos.
  • Os idosos devem evitar o contato com pessoas vindas de áreas com casos confirmados da doença.
  • Manter as regras de distanciamento, caso necessite sair de casa, higiene das mãos e o isolamento social.

A CIÊNCIA NO COMBATE AO CORONAVÍRUS

  • O covid-19 não é uma “gripezinha” ou um “resfriadozinho”.
  • É uma doença respiratória que atinge a todos, principalmente pessoas com imunidade baixa.
  • Devemos acreditar nas informações da ciência, nas recomendações médicas e dos órgãos de saúde.

A SOLIDARIEDADE É IMPORTANTE

  • A pandemia do coronavírus atinge toda a sociedade
  • Nesse momento é importante aumentarmos nossas práticas de solidariedade e cobrarmos ações dos governantes.
  • Mesmo no isolamento social, existem várias maneiras de ajudarmos uns aos outros.
  • Podemos iniciar com uma palavra de conforto e de esperança....

DIAS MELHORES VIRÃO

  • Com fé em Deus, em Jesus, nos Santos e nos Orixás esse tempo vai passar.
  • Vamos manter a esperança e a união, pois dias melhores virão.
  • Como dizia um poeta baiano: “Veja / não diga que a canção / está perdida / tenha fé em Deus / tenha fé na vida / tente outra vez”.

Texto e seleção de imagens: professor Borges



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segunda-feira, 9 de março de 2020

Lançamento do livro “Apenas um Rabiscador”, autor: Evandro Mota de Andrade

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No último sábado (07/03/2020), na Escola São Luís, cidade de Muritiba, aconteceu o lançamento do livro “APENAS UM RABISCADOR”, escrito pelo poeta Evandro Mota de Andrade. O evento contou com a presença de centenas de pessoas (familiares, amigos, professores, estudantes, autoridades, comerciantes e outros), que foram prestigiar esse sonho realizado pelo mencionado autor, carinhosamente conhecido por todos como “Papai Noel”.

O livro – “Apenas um Rabiscador”, contempla a trajetória de poeta de Evandro Mota, contendo um conjunto de poesias que aborda temáticas diversas, dentre as quais podemos destacar: família, amor, religião, lugares, tradições, festas, humor e outras. Através de uma linguagem simples e regionalizada, nos poemas, o autor faz uma viagem a seu passado, valorizando o universo da memória, principalmente das suas raízes familiares e de um pertencimento a um lugar, bem como, fortalece a ideia de identidade local, a partir de sua origem na Vila de Cabeça (atualmente Governador Mangabeira), até sua vivência na cidade de Muritiba;

“O carro-de-boi do meu pai,  
Quanto mais veio, mas canta; 
Quem anda cum Deus não cai 
E se cai, Deus levanta!” (ANDRADE, p. 13).

"Se você quer visitar a minha terra, 
Porém sua identidade não foi dada,
Adianto que ela fica lá na serra
E é a minha Muritiba abençoada” (ANDRADE, p. 34).

"Finalmente, tô feliz,
Pruque agora eu fiz,
O qui eu tanto quiria;
Fala tim tim por tim tim
Sobre a festa do Bonfim,
De Muritiba, Bahia!" (ANDRADRE, p. 39).

O livro, conta com uma abertura do jovem escritor muritibano – Edgard Abbehusen e um prefácio do pastor Cláudio Márcio Rebouças da Silva, também consta um posfácio – “Remexendo o Baú”, escrito pela professora Joicemary Andrade Pires, filha do citado autor.

Evandro Mota de Andrade, nasceu em 1937, na Fazenda Portãozinho, na Vila de Cabeças, atualmente cidade de Governador Mangabeira. Filho de “Seu” Norberto e Dona Maria, casou- com Jirlene Andrade, dando origem a cinco filhos e dez netos. Possui uma vida social intensa, envolvendo-se com diversas atividades na cidade de Muritiba. Também, vale mencionar sua representação no período natalino da figura de Pai Noel, atividade que passou a desenvolver a partir do final da década de 70, lhe proporcionou o carinhoso apelido de “Pai Noel”.

“Parabenizo a Evandro Mota pelo lançamento do qualificado livro, algo que condecora a sua brilhante trajetória como poeta, bem como, pela forma como são elaboradas suas poesias, ricas em detalhes e com uma relevante representação simbólica, cultural e local, firmando a importância da memória para a construção do conhecimento e valorização da história local e regional. PARABÉNS!!!”, enfatizou o professor Borges, que esteve presente no lançamento do livro, juntamente com sua esposa Mirian Flores da Silva.
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domingo, 8 de março de 2020

Associação dos Moradores do Bairro do Portão, realiza atividade em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres

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Ontem (07/03/2020), a nova diretoria da Associação Beneficente de Desenvolvimento Comunitário e Agrícola do Bairro do Portão - ABDCAP (Governador Mangabeira), através da coordenação do seu novo presidente Jadeilson Gomes, realizou um evento em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres (08/03). Inicialmente aconteceu uma roda de conversas com temáticas relacionadas ao cotidiano feminino, sendo que a estudante de História da UFRB – Jucélia Costa, abordou o tema: a origem do 8 de Março, já a enfermeira da hospital de São Félix e graduada pelo IAENE-  Zenilda Leite, discorreu acerca do tema: coisas de Mulher, a Agente e Terapeuta Comunitária – Janilda Paz, enfatizou o tema: a Importância da Autoestima e Autodeterminação na vida das Mulheres  e a artesã Maria Ana dos Santos, mencionou a temática: geração de renda para as Mulheres através do artesanato.

Em seguida aconteceu uma representativa roda de capoeira, com componentes do grupo Berimbau Maneiro, composto com pessoas do bairro do Portão e da localidade de Queimadas Velha, sendo o coordenador o professor Alexsandro Sales. Após essa relevante apresentação cultural, o presidente Jadeilson Gomes, anunciou novas conquistas para os associados, como o curso de artesanato e diálogos para aquisição de uma máquina niveladora para horta comunitária, parceria entre a Associação, IF baiano e CAR, também mencionou o encaminhamento da regularização do CNPJ da instituição juntos aos órgãos competentes. Por fim, foram realizados sorteios de brindes e servido um delicioso lanche.

Ressaltando que a Associação dos Moradores do bairro do Portão foi fundada em 1998, porém nos últimos anos estava sem funcionar, sendo reativada em agosto de 2019, através da iniciativa de alguns associados com o apoio de Jadeilson Gomes. Nessa restruturação da ABDCAP, foram incorporadas as ações dos grupos:  Berimbau Maneiro de Capoeira e de Mulheres Artesãs.

A atual diretoria da é composta por: presidente – Jadeilson Gomes de Oliveira, vice-presidente – Ana Maria dos Santos, 1ª secretária – Jucélia Costa da Silva, 2ª secretária – Maria Invenção de Moura Gonçalves, tesoureiro – Alexandro Sales de Almeida, 2ª tesoureira - Janete de Almeida Teixeira, conselho fiscal- Eliane da Rocha Brandão, Maria Gleudes dos Santos Reis e Sônia Maria Sales de Almeida.

“Parabenizo a Associação dos Moradores do Bairro do Portão, pela realização dessa significativa atividade, quando enfatizou a importância histórica e social do Dia Internacional das Mulheres, bem como a luta feminina por direitos iguais e a necessidade do empoderamento. Também, parabenizo ao grupo de capoeira Berimbau Maneiro pela bonita apresentação, de igual forma o grupo de Mulheres Artesãs pelo trabalho desenvolvido nessa área. Ainda parabenizo ao novo presidente da ABDCAP – Jadeilson Gomes e todos os associados pela restruturação da entidade e pelas novas conquistas”, salientou professor Borges, que esteve presente no mencionado evento.
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quarta-feira, 4 de março de 2020

SOBRE A IMPORTÂNCIA DO ATO DE ESTUDAR

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Por: João Paulo Alves Santana.

É notório que o estudo é, antes de tudo, uma das ferramentas mais importantes, ou a maior, para à lapidação do intelecto. E não apenas do intelecto, o resultado do estudo sistematizado, que consiste no conhecimento, tem de ser “vivo”, isto é, deve ser exteriorizado, vivenciado e difundido na prática, visto que o conhecimento é dialético.

Estudar faz com que não nos habituemos à ignorância, haja vista que fazê-lo possibilita novos horizontes, e muitas vezes, horizontes longínquos, os quais não imaginaríamos estarem disponíveis ao nosso alcance. Isso significa que devemos estudar tudo para que nos desvinculemos da ignorância? Obviamente que não, não há possibilidade de conhecermos tudo, ainda que tivéssemos o interesse pelo “tudo”, tendo em vista que o fruto do estudo, portanto o conhecimento, é vasto.

Em contrapartida, devemos estudar aquilo que importa, (importar vem do latim e significa “levar para dentro”) aquilo que nos toca, o que não significa que o estudo seja/esteja limitado ao nosso subjetivismo, o que também é um erro. É de suma importância que não confundamos informação com conhecimento, sobretudo na era em que esta vigora com bastante primazia. Informação é cumulativa e rasa, é a interpretação superficial de algo. O conhecimento, que nada mais é do que apropriação da cultura, não obstante, é seletivo e profundo e está em construção dinâmica.

Em suma, o ato de estudar permite a compreensão lógica da realidade, constitui-nos e dá sentido às coisas, além de permitir que modifiquemos o lócus no qual estamos inseridos e, por consequência disso, intencionemos à emancipação humana, isto é, o estado de completude consigo próprio, com a natureza e com a sociedade como um todo.

João Paulo Alves Santana - é estudante do curso de Educação Física da Faculdade Maria Milza - FAMAM, cursou o Ensino Médio no Colégio Estadual Professor Edgard Santos (CEPES), município de Governador Mangabeira. Além da Educação Física, possui grande interesse pela Filosofia.

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Historiadora de Governador Mangabeira, defende doutorado na UNIRIO

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Na última terça-feira (11/02/2020), a historiadora mangabeirense – Alaize dos Santos Conceição, defendeu sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), com o título: “Vai buscar no mato o que você enjeitou!” práticas religiosas e devoções negras no Vale do Iguape. Recôncavo Sul da Bahia (c.1930- c.1980), orientada pelo Prof. Dr. Anderson José Oliveira, sendo os participantes da banca: as professoras doutoras Cláudia Rodrigues, Andrea Barbosa Marzano, Mariza de Carvalho Soares e Wilson Roberto de Mattos.

Usando como foco principal as comunidades quilombolas do Vale do Iguape (Cachoeira – BA), Conceição organiza seu problema de pesquisa a partir do questionamento inicial: “Como as práticas religiosas vinculadas às experiências cotidianas no mundo do trabalho, da família, das festas e as práticas curativas refletiram nas vivências das populações negras do Recôncavo baiano, entre 1920 e 1980?” Questão que alicerça sua tese, através de várias reflexões, com destaque para a concepção de que: “As práticas religiosas e os atos devocionais tendem a redimensionar o cotidiano dos indivíduos produzindo efeitos materiais para aqueles que creem. Através da religiosidades dos sujeitos, há o compartilhamento de experiências em todas as esferas do vivido: família, trabalho, lazer, contribuindo para a identificação coletiva dos espaços e a formação dos território dos saberes”.

Essas reflexões foram fundamentadas em conceitos como: práticas culturais, cultura e memória, utilizando como vertente metodológica principal, as fontes orais, através dos depoimentos de pessoas que residem na área do Vale do Iguape. A autora, também recorreu as fontes escritas, destacando documentos como: relatórios médicos, correspondências direcionadas à Secretaria de Educação e Saúde, Leis, Decretos, Códigos de Posturas e outros.

Alaize dos Santos Conceição, atualmente é professor do Colégio Estadual Professor Edgard Santos – CEPES (Governador Mangabeira) e professora substituta da Universidade do Estado da Bahia –UNEB, instituição na qual realizou sua licenciatura e mestrado em História, também é forte defensora dos direitos e empoderamento das mulheres, bem como pelo reconhecimento e valorização da história do povo negro no Brasil.

“Parabenizo a professora Alaize por mais esta relevante conquista em sua vida, algo que condecora toda sua vitoriosa trajetória, a qual foi constituída de muitos sacrifícios e desafios, mas que com inteligência, criticidade e responsabilidade conseguiu vencer. Também, parabenizar pela extraordinária tese de doutorado, construída de um significativo estudo historiográfico, tornado visível aspectos da cultura e devoções religiosas da população negra do Vale do Iguape, situado no Recôncavo baiano. Valeu professora Alaize, você realmente é uma referência para todos nós mangabeirenses, sucesso na sua caminhada, rumo ao pós-doutorado”, salientou professor Borges.
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domingo, 2 de fevereiro de 2020

Iemanjá a Rainha do Mar

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Iemanjá é a Rainha do Mar e as suas representações no Candomblé são Asèssu, a Iemanja vestida de verde e Assabá, a Iemanja vestida de azul. Com o nome derivado da expressão Iorubá “Yèyé omo ejá” que significa “Mãe cujos filhos são peixes”, Iemanjá, Yemanjá, Yemaya, Iemoja ou Yemoja, é um orixá africano, identificada no jogo do merindilogun pelos odu ejibe e ossá. Na Mitologia Yoruba, a dona do mar é Olokun que é mãe de Yemojá, ambas de origem Egbá.
Yemojá, que é saudada como Odò (rio) ìyá (mãe) pelo povo Egbá, por sua ligação com Olokun, Orixá do mar (masculino (em Benin) ou feminino (em Ifé)), muitas vezes é referida como sendo a rainha do mar em outros países. Cultuada no rio Ògùn em Abeokuta.
Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta.
Além da grande diversidade de nomes africanos pelos quais Iemanjá é conhecida, a forma portuguesa Janaína também é utilizada, embora em raras ocasiões. A alcunha, criada durante a escravidão, foi a maneira mais branda de “sincretismo” encontrada pelos negros para a perpetuação de seus cultos tradicionais sem a intervenção de seus senhores, que consideravam inadimissíveis tais “manifestações pagãs” em suas propriedades[2]. Embora tal invocação tenha caído em desuso, várias composições de autoria popular foram realizadas de forma a saudar a “Janaína do Mar” e como canções litúrgicas.
Pierre Verger ou Pierre Edouard Leopold Verger foi um fotógrafo e etnólogo autodidata franco-brasileiro, babalawo, que é um sacerdote Yoruba. Verger dedicou a maior parte de sua vida ao estudo da diáspora africana, as religiões afro-derivadas do novo mundo, bem como os seus fluxos culturais e econômicos resultando de e para a África. No livro Dieux D’Afrique registrou: “Iemanjá, é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o rio Yemoja. Com as guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokuta, no início do século XIX. Não lhes foi possível levar o rio, mas, transportaram consigo os objetos sagrados, suportes do axé da divindade, e o rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Iemanjá. Este rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido com Ògún, o orixá do ferro e dos ferreiros.”
No Brasil, Iemanjá é muito popular entre os seguidores de religiões afro-brasileiras. Em Salvador ocorre no dia 2 de Fevereiro, uma das maiores festas do país em homenagem à “Rainha do Mar”. A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.
Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a dividade. A celebração também inclui o tradicional “Banho de pipoca” e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá.
Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos, mãe de todas as cabeças humanas.
As qualidades da rainha do mar
Yemowô – que na África é mulher de Oxalá,
Iyamassê – é a mãe de Sàngó,
Yewa – rio africano paralelo ao rio Ògún e que frequentemente é confundido em algumas lendas com Yemanjá,
Olossa – lagoa africana na qual desaguam os rios Yewa e Ògún,
Iemanjá Ogunté – que casa com Ògún Alagbedé,
Iemanjá Asèssu – muito voluntariosa e respeitável,
Iemanjá Saba ou Assabá – está sempre fiando algodão é a mais jovem.
* Dia: Sábado.
* Data: 2 de fevereiro.
* Metal: prata e prateados.
* Cor: prata transparente, azul, verde água e branco.
* Comida: manjar branco, acaçá, peixe de água salgada, bolo de arroz, ebôya, ebô e vários tipos de furá.
* Arquétipo dos seus filhos: voluntarioso, fortes, rigorosos, protetores, caridosos, solidários em extremo, ingênuos, amigo, tímido, vaidosos com os cabelos principalmente, altivos, temperamentais, algumas vezes impetuosos e dominadores, e tem um certo medo do mar.
* Símbolos: abebé prateado, alfange, agadá, obé, peixe, couraça, adê, braceletes, e pulceiras.
Existe um sincretismo entre a santa católica Nossa Senhora dos Navegantes e a orixá da Mitologia Africana Iemanjá. Em alguns momentos, inclusive festas em homenagem as duas se fundem. No Brasil, tanto Nossa Senhora dos Navegantes como Iemanjá tem sua data festiva no dia 2 de fevereiro. Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão pelo mar.
No dia 8 de dezembro, outra festa é realizada à beira mar baiana: a Festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia. Esse dia, 8 de dezembro, é dedicado à padroeira da Bahia, Nossa Senhora da Conceição da Praia, sendo feriado municipal em Salvador. Também nesta data é realizado, na Pedra Furada, no Monte Serrat em Salvador, o presente de Iemanjá, uma manifestação popular que tem origem na devoção dos pescadores locais à Rainha do Mar – também conhecida como Janaína
A tradicional Festa de Iemanjá na cidade de Salvador, capital da Bahia, tem lugar na praia do Rio Vermelho todo dia 2 de Fevereiro. Na mesma data, Iemanjá também é cultuada em diversas outras praias brasileiras, onde lhe são ofertadas velas e flores, lançadas ao mar em pequenos barcos artesanais.
A festa católica acontece na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na Cidade Baixa, enquanto os terreiros de Candomblé e Umbanda fazem divisões cercadas com cordas, fitas e flores nas praias, delimitando espaço para as casas de santo que realizarão seus trabalhos na areia.
No Brasil, Iemanjá na versão de Pierre Verger, representa a mãe que protege os filhos a qualquer custo, a mãe de vários filhos, ou vários peixes, que adora cuidar de crianças e animais domésticos.
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