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Mostrando postagens de Janeiro, 2022

Primeira deputada negra do Brasil é reconhecida como doutora

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Há reconhecimentos que custam a chegar. No caso de  An tonieta de Barros (1901-1952), o título universitário foi concedido quase 70 anos após a sua morte — para ativistas, uma reparação histórica. Em dezembro, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) passou a considerá-la doutora honoris causa, in memoriam. Mulher negra  atuante em um contexto de segregação racial e pouco espaço para o ativismo feminino, Antonieta de Barros não se limitou a uma só atividade. Foi jornalista, escritora, educadora, militante política. “Trazer o legado de uma mulher negra como Antonieta e torná-la doutora honoris causa na UFSC significa recontar parte da luta das mulheres negras neste estado ainda tão racista, sexista e conservador”, afirma a educadora Joana Célia dos Passos, professora na universidade. “Significa questionar a narrativa de que Santa Catarina se fez hegemonicamente pelo trabalho dos imigrantes europeus.” “Antonieta de Barros tem importância fundamental na memória política, cult

Denúncias de intolerância religiosa cresceram 141% no Brasil em 2021

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  Desde 2007, o 21 de janeiro foi instituído como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data foi criada em memória de Iyalorixá Gildásia dos Santos, conhecida como Mãe Gilda de Ogum, que morreu vítima de um ataque motivado por sua religião. O crime aconteceu em 2000, no terreiro de Candomblé, Ilê Axé Abassá de Ogum, localizado nas imediações da Lagoa do Abaeté, bairro de Itapuã em Salvador (BA). Em 2021, 14 anos após a instituição da data, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH) recebeu 586 denúncias de intolerância religiosa, um aumento de 141% em relação ao ano anterior, que teve 243 denúncias. O estado que registrou o maior número de denúncias foi o Rio de Janeiro, com 138, seguido por São Paulo, com 110. No que diz respeito ao sexo das vítimas, a maioria é constituída por mulheres, que somam 382 denúncias (65,19%). Os homens foram 130. Outras 74 vítimas não declararam seu gênero. Ainda de acordo com o MDH, a maioria das vítimas e dos

Elza Soares morre aos 91 anos

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  Elza Soares morreu aos 91 anos nesta quinta-feira (20), no Rio de Janeiro. “É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15 horas e 45 minutos em sua casa, no Rio de Janeiro, por causas naturais”, diz o comunicado enviado pela assessoria da cantora. “Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora eleita como a Voz do Milênio teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação.” “A amada e eterna Elza descansou, mas estará para sempre na história da música e em nossos corações e dos milhares fãs por todo mundo. Feita a vontade de Elza Soares, ela cantou até o fim.” Do sambalanço à eletrônica Elza Gomes da Conceição é considerada uma das maiores cantoras da música brasileira, com carreira no samba que começou no final dos anos 50. O início veio como parte da cena do sambalanço com “Se Acaso Você Chegasse”, em 1959.   “NOS 34

CONHEÇA O RECÔNCAVO CAST

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  Um programa de entrevista que promete visibilizar as inspirações do Recôncavo Baiano O podcast que foi ao ar pela primeira vez no último dia seis de janeiro, será dividido em dois episódios semanais. Com conteúdo recheado de cultura e saber popular, lideranças locais, questões relacionadas a gênero, raça, entretenimento, saúde e visibilidade, o projeto busca contribuir para o fortalecimento popular. O objetivo principal é dar voz a lideranças de grupos, buscar, registrar, comunicar e democratizar um conteúdo informativo sobre essas comunidades, povos, crenças, artistas, músicas, poemas, narrativas ancestrais ou que expressem suas respectivas formas do viver local de cada indivíduo. Esse programa faz parte do projeto de extensão da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB): Inspirações Culturais em meio à pandemia e às mudanças climáticas: o saber das lideranças sociais do Recôncavo em Podcast. A equipe é composta pela a coordenadora e professora Maria Inês Caetano F

Mulheres negras no alvo

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  O primeiro ano de  pandemia  trouxe estatísticas com números positivos e outros bastante preocupantes para o País. Durante o ano de 2020, os registros de homicídios caíram 21%. Entre as mulheres, a queda foi de 17%. Mas, infelizmente, a queda parece ter sido mais um fato isolado do que uma tendência social. Ainda que o assassinato entre a população feminina branca tenha sofrido retração de 42% de 2000 a 2020, o homicídio de mulheres negras cresceu 48%. Já entre as indígenas a alta foi de 18%. Os dados fazem parte da atualização da plataforma EVA (Evidências sobre Violências e Alternativas) para mulheres e meninas, desenvolvida pelo Instituto Igarapé, com apoio da Uber. Dados complementares do Sistema de Saúde, também agrupados no sistema, indicam que a arma de fogo foi usada na maioria dos casos vitimando 1.817 mulheres, ou 54% dos crimes. Novamente, a realidade é diferente de acordo com o recorte por gênero. Os dados mostram que dessas vítimas 71% eram mulheres pardas ou negra

Jaca: benefícios para nosso corpo.

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Maior fruto comestível do mundo, a  jaca  é cultivada em todas as regiões tropicais do Brasil. Fonte de fibras, proteína, minerais e vitaminas, a jaca pode ser consumida de diversas maneiras, porém é vítima de preconceito por boa parte da população por ser uma fruta diferente: possui casca áspera, odor forte e sabor marcante. Vamos entender um pouco mais sobre esse fruto tão peculiar? A jaqueira A árvore de jaca impressiona por seu tamanho, pode atingir 25 metros de altura e seus frutos podem alcançar 90 centímetros de comprimento e pesar até 36 quilos. O rendimento de uma jaqueira varia de 50 a 100 frutos por ano. A jaqueira é nativa do sul e sudoeste da Ásia, originária da Índia e foi trazida ao Brasil pelos portugueses no século XVIII. A jaqueira se adaptou muito bem ao clima brasileiro, o que não é de se admirar pois ela é fácil de ser cultivada: cresce rápido, resiste a pragas e suporta secas e altas temperaturas. Enquanto outros vegetais básicos da alimentação humana, c

Brasileiros são os que passam mais tempo por dia no celular, diz levantamento

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  Os usuários no Brasil passaram, em média, 5,4 horas por dia no celular em 2021  e lideraram esse ranking pelo segundo ano, agora empatados com usuários na Indonésia. A informação foi revelada em relatório da plataforma AppAnnie, que considera apenas celulares Android. De acordo com o levantamento,  a quantidade de horas diárias que brasileiros, em média, têm gastado no celular têm crescido nos últimos anos : o país passou das 4,1 horas diárias, em 2019, para 5,2 horas diárias, em 2020, até chegar às 5,4 horas diárias em 2021. Entre os 17 países em que usuários passam mais tempo por dia no celular, apenas Argentina e China reduziram a quantidade de horas entre 2020 e 2021. O relatório aponta que,  somados, os usuários no Brasil passaram 193,3 bilhões de horas no celular em 2021 . Por conta de diferenças nas quantidades de usuários, o país ficou na 4ª posição em termos absolutos. Na China, que lidera nesse critério, os usuários passaram 1,1 trilhão de horas no celular. TikTok c

Roberto Carlos tem obra analisada sob perspectiva sociológica no livro 'A simplicidade de um rei'

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  Festejados em 19 de abril de 2021, os 80 anos de nascimento de  Roberto Carlos  motivaram edições de livros sobre o cantor mais popular do Brasil ao longo do ano passado. Em abril, mês do aniversário do artista, chegaram ao mercado editorial  Querem acabar comigo – Da Jovem Guarda ao trono, a trajetória de Roberto Carlos na visão da crítica musical  – livro em que Tito Guedes historia a recepção e a percepção da obra do cantor na visão dos jornalistas da década de 1960 aos anos 2010 – e a biografia  Roberto Carlos – Por isso essa voz tamanha , escrita por Jotabê Medeiros. Em dezembro, foi a vez do monumental primeiro volume de  Roberto Carlos outra vez – 1941 – 1970 , parte inicial da (nova) biografia em que Paulo Cesar de Araújo reconta a vida do artista com ênfase em detalhes sobre as gravações realizadas pelo cantor a partir de 1959. Ainda em dezembro, no dia 27, quase ao apagar das luzes de 2021, um quarto livro sobre  Roberto Carlos  chegou às livrarias via Paco Editorial.

Pesquisas apontam : Crianças que morrem por Covid são maioria negras e indígenas

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  Brasil é 2º país com mais mortes no mundo e reflete a triste realidade da população negra. São mais de 3 mil mortes de crianças em decorrência da covid. O aumento da vulnerabilidade social entre as famílias chefiadas por mulheres negras neste período da pandemia se destacam com piora das condições econômicas, perdas de emprego e rendas, precariedade das moradias e, a falta de acesso aos serviços públicos de saúde e do saneamento básico. Existe uma avaliação em comum entre os cientistas pesquisadores:- as crianças apresentam menos riscos de pegar covid-19 da forma grave. Porém as chances mais baixas não significa risco zero de óbitos. Pesquisas também apontam que crianças negras e de baixo poder aquisitivo são as que mais morrem pela doença. Partindo deste ponto, várias pesquisadoras tem se debruçado para chamar a atenção dos altos índices de mortes entre as crianças e o reflexo das desigualdades socioraciais. A epidemiologista Fatima Marinho, da UFMG (Universidade Federal de Min