Pronatec vai qualificar baianos para o mercado de trabalho

O modelo de gestĆ£o do Programa Nacional de Acesso ao Ensino TĆ©cnico e Emprego (Pronatec) – Brasil Sem MisĆ©ria foi apresentado, nesta quinta-feira (15), a gestores de municĆ­pios baianos, durante encontro realizado no Instituto AnĆ­sio Teixeira, em Salvador. AlĆ©m dos gestores, participaram representantes do MinistĆ©rio do Desenvolvimento Social (MDS) e das secretarias da Educação (Sec), Trabalho (Setre), Desenvolvimento Social (Sedes), RelaƧƵes Institucionais (Serin) e Casa Civil. 
Durante a apresentação, os gestores municipais puderam conhecer detalhes da proposta de governança compartilhada, que estÔ sendo implantada com o programa na Bahia e vai servir de modelo para outros estados. A ideia é que todos os entes dos âmbitos federal, estadual e municipal participem da gestão e execução do Pronatec - Brasil Sem Miséria. (SERIN)

De acordo com o secretĆ”rio de RelaƧƵes Institucionais, CĆ©zar Lisboa, a governanƧa compartilhada vai potencializar os resultados. “Um programa como este, que qualifica e coloca pessoas no mercado de trabalho, precisa ter uma linha bem mais amplificada, mais articulada, para que as demandas de cursos e aƧƵes tenham ligação com as necessidades reais de qualificação daqueles jovens e adultos para ingresso no mercado de trabalho”.
Para o superintendente de Educação Profissional da Secretaria da Educação, Almerico Lima, quando os municípios trabalham sozinhos, sem a parceria do Estado, hÔ o risco da superposição de ações, da subutilização de equipamentos, além de dificuldades de transporte e alimentação, por exemplo.
“Esse modelo de governanƧa compartilhada vai garantir uma colaboração maior dos governos federal e estadual, para que nĆ£o ocorram esses problemas e para que de fato os cursos sejam de qualidade, alinhados com a demanda socioeconĆ“mica do municĆ­pio e do estado, aumentando o emprego e a renda das pessoas”, afirmou Lima.
Renda duradoura
O Pronatec - Brasil Sem Miséria, conforme texto do projeto, se constitui num programa complementar às ações de proteção social e transferência de renda, implantadas no Brasil nos últimos anos. Assim, primeiramente, o contingente de baianos e outros brasileiros que estavam excluídos tiveram acesso a benefícios como o Bolsa Família, que garantiu um mínimo necessÔrio para a vida com dignidade. Agora, em complemento a isso, o programa prevê a formação do cidadão para que ele possa obter uma renda duradoura por meio do seu trabalho, aí entra o Pronatec Brasil Sem Miséria.
O Pronatec desvinculado do Brasil Sem Miséria jÔ vem sendo executado na Bahia, por meio da Secretaria da Educação, e atende aos jovens da rede pública de ensino. Nesta, que pode ser chamada de uma segunda fase do Pronatec no estado, o programa estarÔ alinhado ao Brasil Sem Miséria, e atenderÔ aos integrantes de famílias que vivem na extrema pobreza, com renda per capita de até R$ 70 por mês.
Para isso, as vĆ”rias secretarias envolvidas vĆ£o atuar em suas especialidades. A Sedes, por exemplo, atuarĆ” na mobilização social e na identificação de quem sĆ£o as pessoas que formam o pĆŗblico-alvo do programa. “A Sedes possui o cadastro das famĆ­lias e o diagnóstico social, com informaƧƵes como a renda e a escolaridade. Essa vai ser a diretriz de seleção dessa polĆ­tica de inclusĆ£o produtiva”, explica a chefe de gabinete, Mara Morais.
Transversalidade
“A participação das diversas secretarias tambĆ©m vai aliar a qualificação em si com outras polĆ­ticas de promoção social, como a intermediação de mĆ£o de obra, o microcrĆ©dito e a atenção ao trabalho autĆ“nomo. Ɖ a chamada porta de saĆ­da do Bolsa FamĆ­lia, permitindo que essas famĆ­lias deem um passo a frente, que se integrem no mundo do trabalho e alcancem a cidadania”, explica Almerico Lima.
De acordo com o diretor de InclusĆ£o Produtiva Urbana do MinistĆ©rio do Desenvolvimento Social, Luiz Muller, uma das aƧƵes que envolve o Pronatec – Brasil Sem MisĆ©ria Ć© mudar a cultura de que para trabalhar Ć© preciso ter um nĆ­vel alto de escolaridade.
“Para ser pedreiro, por exemplo, nĆ£o precisa ter escolaridade, precisa saber fazer. O pĆŗblico do Brasil Sem MisĆ©ria Ć© exatamente esse pĆŗblico, que nĆ£o tem muita escolaridade, mas que pode aprender a fazer. Nós vamos atuar junto ao setor privado para quebrar esse paradigma e ampliar o acesso dessas pessoas ao emprego”, observou Muller.
Sem restriƧƵes
O secretÔrio do Trabalho, Nilton Vasconcelos, afirma que não hÔ restrições quanto às Ôreas de atuação em que os trabalhadores poderão ser capacitados. Nesta primeira fase, o programa envolve o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), além da rede de institutos federais de educação e, na etapa seguinte, a Ôrea de formação profissional dos governos estaduais.

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