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Infiltração faz encosta deslizar na Penha: 20 casas destruídas em efeito dominó

Um deslizamento de terra destruiu 20 casas ontem no Jardim Maringá, na região da Penha, zona leste de São Paulo. Segundo a Defesa Civil, dez residências ruíram totalmente e dez tiveram vários cômodos destruídos. Até ontem à noite, outros 25 imóveis haviam sido interditados, mas a Prefeitura estimava que esse número poderia chegar a cem. Ninguém ficou ferido. Ao menos 80 pessoas estão desabrigadas.
Foram afetadas casas da Rua Fernandes Portoalegre e da Avenida Mendonça Drummont - a primeira fica em um barranco de cerca de 20 metros que desce em direção à segunda. Nos imóveis de cima, rachaduras começaram a aparecer ainda na madrugada. Moradores contam que, pouco a pouco, paredes foram cedendo e caindo sobre as casas de baixo, em efeito dominó. As últimas casas tombaram por volta das 16h.
O secretário das Subprefeituras, Ronaldo Camargo, afirmou que a região foi mapeada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em agosto como área de risco e, desde segunda-feira, fiscais da Subprefeitura da Penha estariam alertando os moradores. 'Essa é uma área da Prefeitura, invadida há duas décadas', disse ele, que atribuiu o deslizamento a esgoto e águas pluviais que estariam se infiltrando no solo. 'Como essas casas não são legalizadas, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) não pôde fazer a coleta do esgoto nem galerias pluviais', disse.
Moradores, porém, afirmaram que ninguém foi procurado pela Prefeitura. 'Fomos nós que avisamos das rachaduras hoje. E eles demoraram três horas para chegar', disse o operador Edmundo Antônio dos Santos, de 30 anos. À noite, a Prefeitura confirmou que nenhuma notificação foi feita nos últimos dias.