1º Capitulo – O outro em
nós.
2º capítulo – Família, a
primeira comunidade.
3º capítulo – Fios que
contam histórias.
4º capitulo – A presença
africana no português.
5º capítulo – Visitando Lugares
de Memórias.
6º Capitulo – Brincadeiras
Daqui e de lá.
7º capitulo – Nós somos
arte.
8º capitulo – Eu sou o
sonho dos meus ancestrais.
Utilizando o recurso da
narração, através de personagens, como Alana, Ayo, João, Lina, Gil e outros, a
escritora produz um texto envolvente, com uma linguagem fácil e rica em
conceitos, valorizando a História e Cultura Afro-brasileira e Africana,
bem como atendendo ao que estabelece a lei 10.639/2003. Além disso, o
negro aprece como protagonista na narrativa, com informações valiosas acerca da
relação África-Brasil, com uma qualifica iconografia, onde negos e
negras são sempre apresentados em situação de destaque. Dessa forma:
O livro visa estimular
ações nas quais professores e alunos sejam protagonistas no processo de ensino
e aprendizagem, disponibilizando textos e atividades que envolvam diversas linguagens
e gêneros textuais, favorecendo a oralidade, a produção escrita e o
desenvolvimento da autonomia (...) Cada capitulo traz a apresentação do
conteúdo/conceito a ser trabalhado a partir do diálogo entre imagem e texto,
tanto para sensibilizar os alunos para o tema, como verificar seus
conhecimentos (Marques, 2025, p. 3).
Com muita propriedade
acadêmica acerca das temáticas em foco, Janete Marques, oferece para
professores e estudantes uma material rico acerca da História Afro-brasileira,
nos conduz por novos olhares sobre o continente africano, bem como a trajetória
do negro no Brasil, enfatizando conceitos como: diferença, família, identidade,
ancestralidade, memória, tradições, beleza afro, artes, brincadeiras e outros,
sempre em uma perspectiva afrocentrada e inclusiva, com uma linguagem
satisfatória para a série que o livro se propõe, além de uma série de
atividades inovadoras para os alunos executarem.
Assim, a autora prioriza
uma história protagonizada pelos negros e negra, refutando a concepção eurocêntrica,
que coloca a população negra em condição de submissão. Existe uma reflexão
significativa sobre temas envolvendo a História e Cultura Afro-brasileira,
como: linguagem, artes, vida em comunidade, oralidade, festas, danças, cabelo afro,
culinária, música e outros. Marques, procura enfatizar ao longo do livro o valor
para todos nós da ancestralidade negra, nos convidando para uma reflexão para “um
futuro ancestral”, ou seja:
As conquistas de hoje
são frutos da luta dos antepassados. Ao conhecer as histórias de personalidades
negras, como Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus, Zumbi dos Palmares,
Nelson Mandela, Lélia Gonzales e outras, aprendemos que muitos direitos de
liberdades que temos hoje foram conquistados com muita coragem e resistência e
esperança por aqueles que vieram antes de nós.
A ancestralidade
africana ensina que nossa vida não começa no dia do nascimento, mas com as
histórias e os sonhos dos que vieram antes de nós, honrar os antepassados é conquistar,
hoje, o que foi sonhado por eles há muitos anos (Marques, 2025, p. 117).
Dito isso, nos resta
agradecer e parabenizar a professora e historiadora, Janete Marques pela
ideia de escrever esse significativo livro, onde negros e negras aparecem com
atores de sua própria história, como protagonistas e não invisíveis, como
pessoas empoderadas e que não aceitam preconceitos e discriminações. Também, pelo
seu olhar para uma educação inclusiva, onde a coletividade sobrepõe a
individualidade, como expressa um provérbio africano presente no livro: “é
preciso uma aldeia para educar uma criança”. Não esquecendo de
parabenizar os editores pela valiosa ideia da elaboração da coleção – Africanidades:
letramento racial.
Referência
MARQUES, Janete. O
outro em nós – Coleção Africanidades: letramento racial. Volume 1. São
Paulo: Saíra, 2025
Fotos – Instagram: janete.marques.historias


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