Se o Brasil mantiver o mesmo ritmo de diminuição da pobreza extrema e da desigualdade de renda observados nos Ćŗltimos cinco anos (2003 a 2008) poderĆ” obter indicadores sociais próximos aos de paĆses desenvolvidos em 2016. Da mesma forma, poderĆ” alcanƧar uma taxa de pobreza absoluta de 4%.
Os dados, divulgados hoje (12), constam de documento do Instituto de Pesquisa EconĆ“mica Aplicada (Ipea), vinculado a Secretaria de Assuntos EstratĆ©gicos da PresidĆŖncia da RepĆŗblica. SĆ£o considerados pobres extremos aqueles que recebem atĆ© 25% de um salĆ”rio mĆnimo por mĆŖs, enquanto os pobres absolutos dispƵem mensalmente de atĆ© 50% de um salĆ”rio mĆnimo.
“Se projetados os melhores desempenhos brasileiros alcanƧados recentemente em termos de diminuição da pobreza e da desigualdade (perĆodo 2003-2008) para o ano de 2016, o resultado seria um quadro social muito positivo. O Brasil pode praticamente superar o problema da pobreza extrema, assim como alcanƧar uma taxa nacional de pobreza absoluta de apenas 4%, o que significa quase a sua erradicação”, diz o texto do documento.
O documento do Ipea revela a tendĆŖncia de o paĆs ter em 2016, seguido o ritmo dos Ćŗltimos cinco anos, a desigualdade da renda do trabalho em 0,488 do Ćndice Gini – coeficiente que varia de 0 a 1, segundo o qual quanto mais próximo do zero, menor Ć© a desigualdade de renda num paĆs e quanto mais próximo de 1, maior a concentração de renda. Em 1960, ano da primeira pesquisa sobre desigualdade no Brasil, verificou-se Ćndice Gini de 0,499 no paĆs. Em 2005, o Ćndice Gini nos Estados Unidos era de 0,46; na ItĆ”lia, 0,33; e na Dinamarca, 0,24.
Segundo o documento, a maior parte dos avanƧos atualmente alcanƧados pelo Brasil no enfrentamento da pobreza e da desigualdade estĆ” direta ou indiretamente associada Ć estruturação das polĆticas pĆŗblicas de intervenção social do estado, motivadas pela Constituição Federal de 1988.
O Ipea aponta ainda outros trĆŖs fatores decisivos no combate a pobreza e desigualdade: a elevação do gasto social no paĆs, que cresceu de 19% do Produto Interno Bruto (PIB) em 1990 para 21,9% do PIB em 2005; a descentralização da polĆtica social, com o aumento do papel do municĆpio na implementação das polĆticas sociais, instĆ¢ncia que saltou 53,8% em participação nos gastos sociais no perĆodo de 1980 a 2008; e a participação social na formatação e gestĆ£o das polĆticas sociais.
De acordo com o instituto, a consolidação institucional do quadro geral das leis sociais no Brasil seria um passo importante para a manutenção, nos próximos anos, do enfrentamento da pobreza e da desigualdade no paĆs.
“O estabelecimento de uma nova lei que regule a responsabilidade e o compromisso social, com metas, recursos, cronogramas e coordenação, se mostra importante para que o Brasil possa chegar a alcanƧar indicadores sociais observados atualmente nos paĆses desenvolvidos. Tudo isso, Ć© claro, sem retrocessos em termos de maior participação da sociedade na formatação, monitoramento e controle das polĆticas pĆŗblicas”, diz o documento.
Os dados, divulgados hoje (12), constam de documento do Instituto de Pesquisa EconĆ“mica Aplicada (Ipea), vinculado a Secretaria de Assuntos EstratĆ©gicos da PresidĆŖncia da RepĆŗblica. SĆ£o considerados pobres extremos aqueles que recebem atĆ© 25% de um salĆ”rio mĆnimo por mĆŖs, enquanto os pobres absolutos dispƵem mensalmente de atĆ© 50% de um salĆ”rio mĆnimo.
“Se projetados os melhores desempenhos brasileiros alcanƧados recentemente em termos de diminuição da pobreza e da desigualdade (perĆodo 2003-2008) para o ano de 2016, o resultado seria um quadro social muito positivo. O Brasil pode praticamente superar o problema da pobreza extrema, assim como alcanƧar uma taxa nacional de pobreza absoluta de apenas 4%, o que significa quase a sua erradicação”, diz o texto do documento.
O documento do Ipea revela a tendĆŖncia de o paĆs ter em 2016, seguido o ritmo dos Ćŗltimos cinco anos, a desigualdade da renda do trabalho em 0,488 do Ćndice Gini – coeficiente que varia de 0 a 1, segundo o qual quanto mais próximo do zero, menor Ć© a desigualdade de renda num paĆs e quanto mais próximo de 1, maior a concentração de renda. Em 1960, ano da primeira pesquisa sobre desigualdade no Brasil, verificou-se Ćndice Gini de 0,499 no paĆs. Em 2005, o Ćndice Gini nos Estados Unidos era de 0,46; na ItĆ”lia, 0,33; e na Dinamarca, 0,24.
Segundo o documento, a maior parte dos avanƧos atualmente alcanƧados pelo Brasil no enfrentamento da pobreza e da desigualdade estĆ” direta ou indiretamente associada Ć estruturação das polĆticas pĆŗblicas de intervenção social do estado, motivadas pela Constituição Federal de 1988.
O Ipea aponta ainda outros trĆŖs fatores decisivos no combate a pobreza e desigualdade: a elevação do gasto social no paĆs, que cresceu de 19% do Produto Interno Bruto (PIB) em 1990 para 21,9% do PIB em 2005; a descentralização da polĆtica social, com o aumento do papel do municĆpio na implementação das polĆticas sociais, instĆ¢ncia que saltou 53,8% em participação nos gastos sociais no perĆodo de 1980 a 2008; e a participação social na formatação e gestĆ£o das polĆticas sociais.
De acordo com o instituto, a consolidação institucional do quadro geral das leis sociais no Brasil seria um passo importante para a manutenção, nos próximos anos, do enfrentamento da pobreza e da desigualdade no paĆs.
“O estabelecimento de uma nova lei que regule a responsabilidade e o compromisso social, com metas, recursos, cronogramas e coordenação, se mostra importante para que o Brasil possa chegar a alcanƧar indicadores sociais observados atualmente nos paĆses desenvolvidos. Tudo isso, Ć© claro, sem retrocessos em termos de maior participação da sociedade na formatação, monitoramento e controle das polĆticas pĆŗblicas”, diz o documento.
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