quinta-feira, 25 de maio de 2017

25 de maio - Dia da África, comemorado a partir de 1963.

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Neste dia, os líderes de 30 dos 32 Estados africanos independentes assinaram uma carta de fundação, em Addis Abeba, na Etiópia.
Em 1991, a OUA estabeleceu a Comunidade Económica Africana, e em 2002, a OUA estabeleceu o seu próprio sucessor, a União Africana .
No entanto, o nome e a data do Dia de África foi mantido como uma celebração da unidade Africana tema do Dia de África 2012 é “África e da Diáspora”.
A celebração de Nova York foi realizada em Nova York em 31 de maio de 2011. Em Nairobi, foi comemorado no Parque Uhuru Recreational Park.
Também deve ser notado que o Dia da África é celebrada como um feriado público em apenas cinco países africanos, Gana, Mali, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe.
No entanto, as celebrações são realizadas em alguns países africanos, bem como pelos africanos na diáspora.
Recorde alguns dos acontecimentos mais importantes do continente
A
o longo dos tempos, o continente africano sofreu vários flagelos, quer a nível político, económico e social que mudaram para sempre o rumo da sua história. Em jeito de celebração, a cronologia apresentada retrata os momentos mais marcantes do continente-berço.

3100 AC – Os Faraós unificam o Estado Egípcio. Durante o Antigo Império foram construídas obras de drenagem e irrigação, que permitiram a expansão da agricultura. São desse período ainda as grandes pirâmides dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, construídas nas proximidades de Mênfis, a capital do Egito na época.

Os Faraós unificam o Estado Egípcio
Os Faraós unificam o Estado Egípcio

1240 – Fundação do Reino do Congo. Na sua máxima dimensão, estendia-se desde o oceano Atlântico, a oeste, até ao rio Cuango, a leste, e do rio Oguwé, no actual Gabão, a norte, até ao rio Kwanza, a sul. O reino do Congo foi fundado por Ntinu Wene, no século XIII.

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Ntinu Wene
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Na sua máxima dimensão, estendia-se desde o oceano Atlântico, a oeste, até ao rio Cuango, a leste

1460 – Embarcação portuguesa avista as ilhas do arquipélago de Cabo Verde. O navegador português Diogo Afonso avista Santiago e aporta no local que viria mais tarde a chamar-se de Cidade Velha, o berço da nação cabo-verdiana. Afonso V de Portugal toma o arquipélago como território português e transfere as ilhas para o irmão, o Infante D. Fernando, que se torna no seu administrador.

Ilhas de Cabo Verde
Ilhas de Cabo Verde

1884-1885 – Consolidação do Domínio Europeu em África – Na conferência de Berlim, na Alemanha, África é partilhada pelas potências europeias. Cabinda, em Angola, é colocada como protectorado português.
divisao da africa
1896 – Etiópia sob o comando do Imperador Menelik II. A Etiópia consegue resistir à invasão Europeia, vencendo os italianos na batalha de Adwa. Em 1914, apenas a Etiópia e a Libéria mantêm-se independentes do controlo colonial europeu.

 Imperador Menelik II
Imperador Menelik II



1899 -1902 – Guerra Anglo-Boer na África do Sul – Enquanto os britânicos vencem a guerra, necessitam na mesma de fazer concessões aos Boer e suas organizações políticas para o controlo interno da África do Sul, abrindo caminho para os sul-africanos libertarem-se eventualmente do domínio britânico e, de seguida, dominar a maioria negra em todo país.


Guerra Anglo-Boer na África do Sul
Guerra Anglo-Boer na África do Sul



1914-1918 – 1ª Guerra Mundial – África mantinha-se dividida pelos poderes coloniais europeus. A guerra mundial, contudo, diminui o mito da invencibilidade, superioridade e do intitulado direito europeu de comandar o mundo. Alemanha perde as suas colónias africanas para França e Grã-Bretanha, que tinham a missão de preparar o processo de descolonização, dada pela Liga das Nações.


1ª Guerra Mundial
1ª Guerra Mundial

1920 – Congresso Pan-Africano – Sedeado em Paris, o Congresso Pan-Africano é alimentado pela agitação anti-colonial e o nacionalismo africano de missionários negros e das elites do Ocidente. Essa agitação é expressa nos ataques de Serra Leoa e Nigéria.

Congresso Pan-Africano
Congresso Pan-Africano

1939-1945 – 2ª Guerra Mundial – Na maior parte das regiões africanas o ressentimento da presença colonial transforma-se em agitação política. No período após a Europa manter-se concentrada nos seus próprios problemas, como lidar com mais uma guerra, formavam-se políticos africanos que eventualmente iriam liderar os seus países até a independência.

Africanos na Gerra
Africanos na Gerra



1946 – Os poderes coloniais variam na sua vontade em diminuir o controlo. França demonstra a iniciativa oferecendo poderes reais a políticos africanos, mas sem aceitar mudanças na Tunísia, Marrocos e, acima de tudo, Argélia. Portugal, o pioneiro do colonialismo em áfrica, luta arduamente para manter-se no continente, mantendo brutas e dispendiosas guerras em várias frentes até 1975.

colonialismo em áfrica


1950 – As graves consequências da descolonização no Quénia. Com uma enorme população branca, o Quénia é palco de uma longa campanha de terror e guerrilha contra os britânicos liderada por Jomo Kenyatta e seus rebeldes, denominados “Mau-Mau”.


Mau-Mau
Mau-Mau

1957 – Grã-Bretanha perde influência nas colónias. Segue um caminho mediano, apreciando as aspirações africanas mas instintivamente à procura de compromissos que o fariam preservar algum do seu status quo. Contudo, a pressão para mudanças nas colónias britânicas mais desenvolvidas prova-se irresistível. Ghana torna-se nesse ano, na primeira colónia na África Sub-Sahariana a ganhar a independência.

Ghana torna-se nesse ano, na primeira colónia na África Sub-Sahariana a ganhar a independência.
Ghana torna-se nesse ano, na primeira colónia na África Sub-Sahariana a ganhar a independência.

1963 – Guerra Fria – Período conturbado para o continente. As nações africanas emergentes beneficiam e ao mesmo tempo são prejudicadas pela competição global entre os Estados Unidos e a antiga URSS. O “jogo de xadrez” entre as duas super-potências faz com que estas procurem clientes-estado. A vantagem seria o apoio financeiro em troca de uma simples ideologia: comunismo ou capitalismo. Contudo, vários ditadores africanos mantiveram-se no poder com este patrocínio.

Guerra Fria - Período conturbado para o continente
Guerra Fria – Período conturbado para o continente

1974 – Fim da ditadura em Portugal – O dia 25 de Abril acordou em Portugal num ambiente de revolução contra a ditadura que se iniciou sobre a imagem de António Salazar com o Estado Novo, implementado em 1933. Nesse dia, sob as ordens dos Capitães de Abril, seguidos do apoio popular, o regime foi deposto e deu início à libertação das colónias portuguesas. Cabo Verde foi uma das incluídas.

 António Salazar
O dia 25 de Abril acordou em Portugal num ambiente de revolução contra a ditadura que se iniciou sobre a imagem de António Salazar com o Estado Novo, implementado em 1933

1975 – Cabo Verde torna-se independente. A 5 de Julho é proclamada a independência de Cabo Verde. Motivado pelo fim da ditadura em Portugal, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), juntamente com Portugal instauraram um governo de transição que preparou as eleições da Assembleia Nacional Popular. Nesse ano é formado o primeiro governo cabo-verdiano. Em 1991, o país faz as primeiras eleições mulipartidárias do PAICV, juntamenteo com o Movimento para a Democracia (MpD).

1975 – Cabo Verde torna-se independente
1975 – Cabo Verde torna-se independente

1989 – O fim da guerra fria. As lutas internas pelo poder aumentam de escala e os conflitos étnicos são uma constante na maioria dos países africanos, consequência também do final da Guerra Fria e O genocídio do Rwanda que mais tarde assola o país com a rivalidade étnica entre tutsis e hutus é um exemplo da ingenuidade do mundo em relação aos problemas africanos.

O genocídio do Rwanda
O genocídio do Rwanda

1994 – A “libertação” sul-africana. O poder político é finalmente concedido aos sul-africanos com as primeiras eleições presidenciais. Nelson Mandela, antigo preso político e herói nacional, vence as eleições com maioria absoluta.

Nelson Rolihlahla Mandela é um importante líder político da África do Sul, que lutou contra o sistema de apartheid no país. Nasceu em 18 de julho de 1918 na cidade de Qunu (África do Sul). Mandela, formado em direito, foi presidente da África do Sul entre os anos de 1994 e 1999.
Nelson Rolihlahla Mandela é um importante líder político da África do Sul, que lutou contra o sistema de apartheid no país. Nasceu em 18 de julho de 1918 na cidade de Qunu (África do Sul). Mandela, formado em direito, foi presidente da África do Sul entre os anos de 1994 e 1999.

2010 – Primeira Miss universo Africana. Leila Lopes, fruto de África e de Angola é considerada a mulher mais bonita do mundo.

Leila Lopes
Primeira Miss universo Africana

2011 – “Nasce” o Sudão do Sul. A 9 de Julho, o mundo “ganha” um novo país. O Sudão do Sul torna-se num Estado independente, após um referendo de autodeterminação e vários conflitos com o Sudão do Norte.

Estes são alguns dos acontecimentos mais marcantes do continente que simbolizam a capacidade de superação do povo africano.


Sudão do Sul
Sudão do Sul
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Sudão do Sul Mulher e a bandeira

Fonte: http://www.geledes.org.br/hoje-na-historia-25-de-maio-de-1963-foi-estabelecido-pela-oua-como-o-dia-da-africa/#gs.lr2Mh4A
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domingo, 21 de maio de 2017

Planejar o cronograma de estudos com antecedência ajuda a ir bem no Enem

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Uma vez encerrada as inscrições para o ENEM,  agora já dá para começar a abrir os livros e repassar o conteúdo. Marcado para os dias 5 e 12 de novembro, dois domingos consecutivos, o exame terá quatro provas objetivas, além da redação. Mas como se preparar, se falta tanto tempo para o grande dia?
O segredo é tirar vantagem disso. Quem se programa com antecedência e planeja um cronograma de estudos bem estruturado consegue organizar uma rotina saudável, inclusive com tempo para o lazer. Isso ajuda a trazer tranquilidade na hora da prova, pois você sabe que estudou tudo com calma.

Como planejar sua rotina de estudos

1. Entenda sua rotina (e seja realista)
Vale a pena parar por cinco minutos e entender como funciona sua rotina. Muitos estudantes organizam planos de estudo fora da realidade e, depois, não conseguem cumpri-los. Pense em como é o seu dia a dia: De quantas horas de sono você precisa? Seria viável acordar mais cedo? Você gasta tempo no trânsito? Trabalha? Tem que preparar seu almoço? Quais outras tarefas, além de estudar, você tem que cumprir? Os detalhes da sua rotina devem ser levados em conta na hora de se programar.

2. Coloque tudo no papel
Assim fica mais fácil visualizar como seu dia será programado. Algumas pessoas preferem usar planilhas, o que é ótimo. Mas se você não se dá tão bem assim com tabelas, pode usar outro método. Uma folha de papel dividida em dias da semana ou uma cartolina grande colocada na parede do quarto, por exemplo, são boas alternativas. O importante é que você consiga enxergar sua semana completa, inclusive com os finais de semana.

3. Ajuste seus horários
Depois de anotar todas as suas atividades, verifique quanto tempo livre sobrou para os estudos. Só não vale trapacear e encher sua semana com compromissos aleatórios. Mantenha o foco e tenha em mente que agora seu objetivo é tirar uma boa nota no Enem.

Como saber quantas horas por dia você deve estudar? Não existe uma regra que se aplique à rotina de todo mundo. O que você pode fazer é considerar alguns pontos:
- Escolha o melhor período do dia para você: pode ser pela manhã, à noite, no fim da tarde. A maioria das pessoas consegue ser mais produtiva em um determinado turno, então aproveite isso. Determine o horário de início e fim.
- Faça pequenos intervalos a cada duas horas. Alguns minutos para levantar, tomar água ou comer uma fruta são importantes para manter sua energia.
- Nunca estude a mesma matéria por mais de três horas. Depois de tanto tempo, você tende a não prestar mais atenção no assunto.
- Não se preocupe em dedicar o mesmo número de horas para todas as matérias. Priorize as que você tem mais dificuldade.

4. E o fim de semana, como fica?
Provavelmente, é nos finais de semana que você terá mais tempo livre para estudar. Por outro lado, também é importante manter seus momentos de lazer. Ao planejar seu cronograma, tente escolher, pelo menos, um turno de cada dia para se dedicar aos conteúdos. Na hora de sair, pense em programas mais leves, como um filme com a galera, por exemplo. Fica mais fácil de manter a rotina.

5. Alterne as matérias
Se for estudar mais de uma matéria por dia, alterne matérias mais exatas, como Matemática, com outras mais teóricas, como História. Outra dica importante é revezar diferentes maneiras de estudar: depois de ler durante uma hora, por exemplo, comece a fazer exercícios ou responder questões de simulados.
Com essas dicas, estudar para o Enem vai se tornar uma tarefa muito menos complicada. Não esqueça: planejamento aumenta suas chances de chegar mais preparado e tranquilo para a prova!
Fonte: g1.com.br


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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Governador Mangabeira: Diretório Municipal do PT pede impeachment de Temer e eleições diretas

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O DIRETÓRIO MUNICIPAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES DE GOVERNADOR MANGABEIRA, desconsiderando o (des) governo que assume de forma ilegítima o comando do país, afim de um único objetivo, quebrar o Brasil, trazendo ao retrocesso a população brasileira, quando congela os investimentos à SAÚDE, EDUCAÇÃO, promove as REFORMAS TRABALHISTA, DO ENSINO MÉDIO E DA PREVIDÊNCIA, sendo feita de forma covarde e totalmente prejudicial à classe trabalhadora, beneficiando OS/AS GRANDES EMPRESÁRIOS/AS, AS GRANDE S EMPRESAS E APENAS À ELITE BRASILEIRA, inclusive legalizando aquilo que foi a maior “razão” apresentada por eles na APLICAÇÃO DO GOLPE À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF, às famosas PEDALADAS FISCAIS, vem a público repudiar os últimos acontecimentos do cenário político brasileiro protagonizada pelo governo ilegítimo, sobretudo os/as “REPRESENTANTES” brasileiros defensores da CORRUPÇÃO e NEGAÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS BÁSICOS DOS CIDADÃOS E CIDADÃS, quando apoiam às ações do atual (des) governo, se vendendo por jantares oferecidos no PALÁCIO DO JABURU, interessados/as apenas em cargos e benefícios próprios. Conclama a cada UM/A que foi às RUAS VESTINDO VERDE E AMARELO, DEFENDENDO O IMPEACHMENT DA PRESIDENTA DILMA, ALEGANDO ESTAR LUTANDO CONTRA A CORRUPÇÃO, que tenha a mesma atitude contra os verdadeiros CORRUPTOS, tendo em vista, a revelação das delações, divulgadas na noite desta quarta-feira 17 de maio.

Ao tempo em que, enfatiza a necessidade urgente de IMPEACHMENT do presidente Michel Temer, bem como acredita que a melhor saída para a crise política instalada, é à convocação o mais rápido possível de ELEIÇÕES DIRETAS, devolvendo assim ao país um GOVERNO DEMOCRÁTICO, legitimamente escolhido pelo voto direto.

Em face, esperamos uma postura séria da Justiça brasileira, desejando que, de fato possa se cumprir à lei, investigando a fundo e punindo de forma contundente esses “falsos” representantes. Defendemos À PRISÃO DAS PESSOAS ENVOLVIDAS NESTE ESCÂNDALO E QUE OCORRAM AS ELEIÇÕES DIRETAS.

Reafirmamos o nosso compromisso com a Política Ética e que de fato GARANTA OS DIREITOS DA POPULAÇÃO. Dessa forma condenamos todos/as políticos, pessoas e governantes que se apropriam do ERÁRIO PÚBLICO, pratiquem atos corruptos ou duvidosos, seja na esfera Federal, Estadual e/ou MUNICIPAL.

Governador Mangabeira, 18 de maio de 2017


Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores.
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domingo, 7 de maio de 2017

84 anos de voto feminino e a luta das mulheres

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Em 3 de maio de 1933, as mulheres brasileiras participaram pela primeira vez de eleições para cargos políticos como eleitoras e candidatas. Na ocasião, foram eleitos 253 homens e uma mulher, a médica Carlota Pereira de Queiróz. Berta Lutz, uma das figuras mais significativas do feminismo e da educação no Brasil do século XX, ficou na suplência pelo Rio de Janeiro, então distrito federal. No mesmo ano, Antonieta de Barros também foi a primeira mulher negra a ser eleita para deputada estadual, pelo estado de Santa Catarina.
Em 1932, ainda durante seu governo provisório, Getúlio Vargas assinou um decreto que criava um novo código eleitoral para o Brasil, instituindo a Justiça Eleitoral, que passaria a regulamentar as eleições no país a partir de então. No mesmo decreto, vem a conquista feminina com a definição de quem no Brasil estaria apto(a) a votar: “É eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma deste Código”.
Os direitos políticos das mulheres foram assentados em bases constitucionais só dois anos depois, em 1934, quando a Constituição do Estado Novo fora promulgada. Mas com o novo texto constitucional vieram algumas restrições ao sufrágio feminino universal, e o voto das mulheres passou a ser restrito àquelas que exerciam função pública remunerada. Só em 1965 a lei no Brasil também passou a declarar o voto feminino como obrigatório.
Mais de oito décadas depois do 3 de maio de 1933, as mulheres são 53% da população e 52% do eleitorado brasileiro, mas a nossa ocupação dos cargos eletivos ainda conta com obstáculos institucionais e culturais que limitam as opções e a participação das mulheres na política e na vida cotidiana como um todo.
Hoje, as mulheres ocupam apenas 9,8% das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados; 13% das 81 vagas do Senado Federal, e o padrão se mantém no Brasil todo nas assembleias estaduais e nas câmaras municipais, onde a média de ocupação das mulheres é de 14%. Não menos importante é a questão da raça, já que mesmo nas péssimas condições de representatividade institucional a que estamos expostas, as mulheres brancas sempre levam vantagem eleitoral sobre as mulheres negras, elegendo-se, na maioria dos casos, duas vezes mais do que as mulheres pretas e pardas.
Isso significa que para enfrentar a questão da subrrepresentação das mulheres precisamos mudar o paradigma da política brasileira. Privilégios, regras que perpetuam exclusão, leis que não são cumpridas, uso de candidaturas laranjas, desencorajamento e tentativa de frear nosso empoderamento não podem ter mais guarida na sociedade.
Discursos públicos misóginos como aqueles que nos colocam como boas donas de casa, como sabedoras de preços de itens de supermercados são absolutamente inaceitáveis, ainda mais, vindo de figuras públicas, que deveriam ter o compromisso com a promoção da igualdade de gênero, se não por convicção, pelo menos por respeito a metade da população.
Mesmo as sugestões de que o Brasil precisa de um “marido” – como lamentavelmente afirmou o presidente ilegítimo Michel Temer – mostram como a ignorância e o preconceito operam juntos, já que o IBGE mostrou que quase metade das famílias brasileiras é chefiada por mulheres, que passam a cumprir jornadas duplas e até triplas. Elas são, portanto, o oposto do que queremos e, justamente por isso, sua desconstrução deve estar no centro da nossa atuação.
Desnaturalizar o machismo é difícil, mas exemplos não nos faltam de como a luta vale a pena. Seguimos.
Por Gleisi Hoffmann é senadora da República e Líder do Partido dos Trabalhadores no Senado Federal, e Juliana Moura Bueno, Cientista Política.

Fonte: pt.org.br

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sábado, 6 de maio de 2017

Paulo Freire é terceiro teórico mais citado em trabalhos acadêmicos no mundo

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O educador, pedagogo e filósofo brasileiro Paulo Freire é considerado, mundo a fora, um dos mais notáveis pensadores da história da pedagogia. Patrono da educação brasileira, Freire é simplesmente o brasileiro mais homenageado em todos os tempos, com 29 títulos de Doutor Honoris Causa por universidades da Europa e da América, e centenas de outras menções e prêmios, como Educação pela Paz, da UNESCO, que Freire recebeu em 1986.
O criador da Pedagogia de Oprimido agora é citado em um novo e impressionante título de reconhecimento: Paulo Freire é o terceiro pensador mais citado do mundo em universidades da área de humanas. O levantamento foi feito através do Google Scholar – ferramenta de pesquisa para literatura acadêmica – por Elliot Green, professor associado da London School of Economics. Segundo ela, Freire é citado 72.359 vezes, atrás somente do filósofo americano Thomas Kuhn (81.311) e do sociólogo, também americano, Everett Rogers (72.780).
Outro ponto de reconhecimento da obra do educador pernambucano foi a menção da obra Pedagogia do Oprimido entre os 100 livros mais pedidos em universidades de língua inglesa pelo mundo. Reunindo mais de 1 milhão de ementas de estudos universitários americanos, ingleses, australianos e neozelandeses, o livro de Freire foi o único brasileiro a entrar no top 100 da lista. No campo de Educação, ele ficou em Segundo lugar entre os mais pedidos. O levantamento foi realizado pelo projeto Open Syllabus, e traz ainda outras 20 obras de Paulo na lista geral.
Em momento de intenso debate sobre educação no Brasil e sobre o legado do educador, a obra de Freire segue unânime pelo mundo. Na década de 1960, Paulo desenvolveu uma metodologia que realizou o feito de alfabetizar 300 cortadores de cana no Rio Grande do Norte em 45 dias. Paulo então foi convidado para preparar o Plano Nacional de Alfabetização, no governo João Goulart, que previa a formação de educadores em massa. O Golpe Militar, porém, interrompeu o plano e expulsou Paulo do país.
Paulo Freire é referencia em países diversos pelo mundo, e sua teoria visa aproximar o conteúdo acadêmico da vida cotidiana dos estudantes, oferecendo a possibilidade de que estes se apropriassem de suas próprias educações. Para ele, estudar não era um ato de “consumir ideias, mas sim de cria-las e recria-las”.
“[É necessário] Criticar a arrogância, o autoritarismo de intelectuais de esquerda ou de direita – no fundo, da mesma forma reacionários – que se julgam proprietários: os primeiros do saber revolucionário, os segundos do saber conservador; criticar o comportamento de universitários que pretendem conscientizar trabalhadores rurais e urbanos sem com eles se conscientizar também; […] buscam impor a superioridade de seu saber acadêmico às massas ‘incultas’”. Assim escreve Paulo, em sua obra mais reconhecida, Pedagogia Do Oprimido.
Ignorar ou mesmo negar a importância, a originalidade e a inovação contida na obra de Paulo Freire é junto ignorar a necessidade e o potencial de renovação na educação brasileira – coisa que o resto do mundo, que não é bobo nem nada, jamais fez, e segue estudando e se aprofundando no legado desse que é um dos maiores nomes da história da educação mundial.

Se você quiser conhecer melhor a obra de Paulo Freire, acesse a página do seu instituto – ou visite qualquer universidade importante pelo mundo.

Fonte: http://www.hypeness.com.br/2016/06/paulo-freire-e-terceiro-teorico-mais-citado-em-trabalhos-academicos-no-mundo/
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