25 de julho marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela

 


Em homenagem Ć  luta e Ć  resistĆŖncia das mulheres negras, no dia 25 de julho se comemora o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. No Brasil, a data tambĆ©m Ć© uma homenagem Ć  Tereza de Benguela, conhecida como “Rainha Tereza”, que viveu no sĆ©culo XVIII, no Vale do GuaporĆ© (MT), e liderou o Quilombo de QuariterĆŖ.

Segundo documentos da época, o lugar abrigava mais de 100 pessoas, incluindo indígenas. Sua liderança se destacou com a criação de uma espécie de Parlamento e de um sistema de proteção da população quilombola. Tereza foi morta após ser capturada por soldados. O Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra foi instituído no Brasil pela Lei 12.987/2014.

JÔ o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) e teve origem durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1992. O evento reuniu mais de 300 representantes de diversos países para compartilhar suas vivências, denunciar as opressões e debater soluções para a luta contra o racismo e o machismo.

Segundo o AnuÔrio Brasileiro de Segurança Pública, 61,1% das vítimas de feminicídio em 2023 eram mulheres negras. O documento também aponta que as mulheres negras também são as maiores vítimas de estupro, registrando 56,8% dos casos. Além disso, conforme dados de 2022 do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos SocioeconÓmicos (Dieese), a taxa de desemprego das mulheres negras ficou em 13,9%. Entre o total de negras ocupadas, apenas 31,5% tinham carteira assinada.

ANDES-SN na luta
O ANDES-SN tem avanƧado nas Ćŗltimas dĆ©cadas na luta antirracista e em defesa dos direitos das mulheres negras e no combate ao racismo nas instituiƧƵes pĆŗblicas de ensino, por meio do Grupo de Trabalho de PolĆ­ticas de Classe, Ɖtnicorraciais, GĆŖnero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS). AlĆ©m dos debates, o Sindicato tem feito o enfrentamento ao racismo estrutural na sociedade e nos espaƧos de aprendizagem. E, ainda, lanƧou a publicação “Cartilha de Combate ao Racismo” que aborda temas como a construção do racismo na sociedade brasileira, a centralidade do feminismo negro na luta antirracista, a Lei de Cotas para estudantes e tambĆ©m nos concursos pĆŗblicos e as comissƵes de heteroidentificação.

O Sindicato Nacional integra a Coordenação Operativa da "Campanha Nacional Fazer Valer as Leis 10.639 e 11.645". Estas legislaƧƵes tornam que obrigatório o ensino da História e cultura africana, afro-brasileira e indĆ­gena no currĆ­culo escolar, com ĆŖnfase nas disciplinas de História, Arte e Literatura. Em conjunto com outras entidades e movimentos da Campanha,  o ANDES-SN estĆ” organizando "I Encontro Nacional da Campanha  Nacional Fazer Valer as Leis 10.639 e 11.645", previsto para ocorrer entre 21 e 23 de novembro deste ano, em BrasĆ­lia (DF).

DisponĆ­vel em: https://pt.org.br/25-de-julho-dia-de-celebrar-e-exaltar-as-mulheres-negras/. Acesso em 25/07/2023.

 

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