Depois de vencer o medo do terrorismo praticado pelas mentes retrógradas deste paĆs, o Brasil passou a ser governado pelo PT, tendo antes diversas experiĆŖncias exitosas em estados e municĆpios que inauguraram o Modo Petista de Governar. Na Bahia, estado que foi mantido Ć mĆ£o de ferro pelos antigos senhores da Ditadura e, que neste perĆodo se locupletaram em se apropriarem de toda a estrutura deste e de todos os benefĆcios que este (o Estado) poderia gerar, para criar os mecanismos de subjugação do povo baiano, a exemplo de aparelhos do estado como polĆcia, Sec. Da Fazenda (o governo de forma geral), construĆram o maior grupo de comunicação do nordeste, envolvendo ai TelevisĆ£o, Jornais impressos e rĆ”dios, afim de formar a opiniĆ£o do povo, como mĆ©todo de manutenção do poder nos novos tempos de Democracia que nĆ£o tardaria a chegar. Mas, a esperanƧa venceu o medo aqui na Bahia tambĆ©m, embalada pelo Modo Petista de Governar executado pelo Presidente Lula, mas que teve aqui tambĆ©m os seus diversos exemplos. No RecĆ“ncavo baiano, o Modo Petista de Governar inaugurado pelos prefeitos Carlinhos em Mutuipe, seguido por Silvio Ataliba em Maragojipe e Olando Peixoto em Cruz das Almas dentre outros, suscitaram na população da regiĆ£o o desejo de se desvencilhar de tudo que era retrógado e perverso. Esses exemplos irradiaram na população um sentimento de “Nós tambĆ©m podemos” e assim, essa regiĆ£o se somou ao Estado para coroar o Modelo Petista de Governar na Bahia. O anseio era tanto que o povo baiano resolveu que nem queria segundo turno, foi de “prima”. Esse Modo Petista de Governar que tem mudado o Brasil, a Bahia e muitos municĆpios deste Estado, Ć© resultado do Modo Petista de Ser. O PT nasce no movimento dos trabalhadores e assim o leva para sua sigla, agregando todos os movimentos sociais e discussĆ£o da população que atĆ© entĆ£o, foram excluĆdos da vida polĆtica. Destacam-se ai o Movimento dos sem Terra, Movimento Negro, Movimento de Mulheres, GLBTTT, os Movimentos Sindicais, Trabalhadores Rurais, etc., integrando em um ambiente de reivindicação polĆtica, uma diversidade que só poderia resultar na mais alta riqueza que uma instituição poderia ter. Ć nesse ambiente de diversidade que durante essas trĆŖs dĆ©cadas, este partido formulou e aprimorou o seu formato, entendendo que era preciso se construir Ćŗnico, a partir das diferenƧas, respeitando-as e principalmente, valorizando-as. Ć dessa diversidade, que nasce a necessidade de congregar grupos que colaboram com o partido em assuntos especĆficos, o que se constitui as tendĆŖncias. Da experiĆŖncia de construção partidĆ”ria a partir do dialogo, da concretude e do exercĆcio da democracia no modus operandi do partido Ć© que nasce o Modo Petista de Governar, pois tem sua origem no Modo Petista de Ser. Em maƧo de 2010, os Diretórios Municipais do Partido dos Trabalhadores (PT) e os Diretórios Estaduais e Nacional darĆ£o posse as suas novas direƧƵes, resultado do Ćŗltimo PED (Processo de EleiƧƵes Diretas do PT) de novembro de 2009. Esses novos diretórios em todo o Brasil viverĆ£o a primeira experiĆŖncia de disputar uma Eleição Ć PresidĆŖncia da RepĆŗblica sem que o candidato seja o Presidente Lula. Desafio posto, o PT quis mais, resolveu, depois de ousar com o primeiro Presidente OperĆ”rio do Brasil e o primeiro a dar certo no mundo, ousa eleger a primeira Presidenta do Brasil. Só poderia ser no PT, pois, Ć© neste partido que estĆ” posta a discussĆ£o de gĆŖnero com propriedade e tantas outras discussƵes que o Modo PT de Ser permite, sem cacique, sem dono, sem cabresto. Mas esse nĆ£o Ć© o maior desafio, a ousadia Ć© marca registrada do PT. O maior desafio que encontrarĆ£o principalmente os Diretórios Municipais serĆ” o de crescer, aumentar a base de militĆ¢ncia sem sucumbir Ć s tentaƧƵes do assĆ©dio que viverĆ” o partido. O desafio serĆ” manter o Modo Petista de Ser, que resulta no Modo Petista de Governar. NĆ£o podemos nos furtar a incorporar novos parceiros para a luta, bem como nĆ£o podemos ter a presunção de que somos tudo o que hĆ” de bom. DaĆ advĆ©m a necessidade de voltarmos a trabalhar mais com a formação, principalmente dos jovens, estes que ainda nĆ£o se deixaram corromper pelos postulados do capitalismo selvagem que impregnou o mundo com o comportamento altamente competitivo e autofĆ”gico, mas, principalmente, ousar mais, ousar sempre.
Por: Isac Afonso dos Santos Filho
Graduado em Administração, é Assessor do Deputado Federal Luiz Alberto/PT
0 ComentƔrios