quinta-feira, 27 de agosto de 2020

27 de agosto de 1886, nascimento de Otávio Mangabeira

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Otávio Mangabeira nasceu em Salvador em 27 de agosto de 1886 e faleceu em 29 de novembro de 1960. Casou-se com Éster Pinho, com quem teve dois filhos: Otávio Mangabeira Filho e Edila Mangabeira Unger.

Formou-se em Engenharia Civil aos 19 anos pela escola Politécnica da Bahia, onde chegou a exercer a função de professor de astronomia. Em 1930 passou a fazer parte da Academia de Letras do Brasil.

Em 1908 foi eleito Vereador da cidade de Salvador, também conseguiu exercer os cargos de Deputado Federal (7 vezes), Ministro das Relações Exteriores do governo de Washington Luís, governador do Estado da Bahia (1947-1951) e Senador. Experimentou o exílio por duas vezes: 1930-1934 e 1937-1945.

No seu governo foram realizadas diversas obras, como: aeroporto 2 de Julho (hoje Luís Eduardo Magalhães), Estádio da Fonte Nova, Fórum Rui Barbosa e Escola Parque.

No seu governo foi construída as Escolas Reunidas José Bonifácio na vila das Cabeças. Hoje Colégio Estadual José Bonifácio.

O número de escolas saiu de 2.115 para 5.009, alunos de 10.874 para 198.349, já de professores pulou de 3.327 para 6.232, sendo o Secretário de Educação – o educador Anísio Teixeira.

Escreveu vários livros, destacando-se: Halley e o Cometa do seu Nome, Voto da Saudade, As Últimas Horas da Legalidade, A Nação e os Problemas Brasileiros, Pelos Foros do Idioma, Cinquentenário da Morte de Machado de Assis, Um Pregador da Paixão e outras.

Algumas frases de Otávio Mangabeira

“com a lei, pela lei, dentro da lei; por que fora da lei não há salvação”.

“sem instituições livres não há paz, não há educação popular, não há honestidade administrativa”.

“um governo democrático, vale dizer, um governo de moralidade e de trabalho, um governo de portas abertas”.

“Só com a liberdade, sob a lei, e sem ofender a Deus, o esforço humano se realiza e prospera em base sólida e firme”.

A transformação da Vila De Cabeças em município de Governador Mangabeira

Em 1961, foi aprovado na Câmara de Vereadores de Muritiba o projeto de emancipação política da Vila. 

Através da lei estadual número 1.639 de 14 de março de 1962, a Vila de Cabeças passou a se chamar município de Governador Mangabeira.

Para homenagem o ex- Governador da Bahia Otávio Mangabeira, pois o nome Governador Mangabeira trazia uma ideia de “civilização”, além disso, daria prestígio à nova cidade;

 

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terça-feira, 4 de agosto de 2020

O ADEUS AO PROFESSOR GERALDO NOBRE

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No último domingo (02/08), recebemos a triste notícia do falecimento do professor Geraldo Nobre (1937-2020), uma perda irreparável para a sociedade mangabeirense, muito em função do legado que ele deixou durante sua trajetória de vida, principalmente na área da educação. Geraldo Nobre faleceu aos 82 anos, com complicações cardíacas, no Hospital EMEC em Feira de Santana, foi sepultado no dia de ontem (03/08) na cidade de Salvador.

GERALDO NOBRE, nasceu 05 de dezembro de 1937 na cidade de São Félix, era graduado em Teologia, Direito, Letras Vernáculas e Letras com Inglês. Sua atuação na cidade de Governador Mangabeira foi destacada, exercendo a função de Pastor da Igreja Presbiteriana, em 1978 foi convidado pelo então prefeito da época: Adalto João Mamona dos Santos para assumir a função de primeiro diretor do Colégio Estadual Professor Edgard Santos - CEPES, nessa mesma instituição educacional lecionou por vários anos as disciplinas de Língua Portuguesa e Língua Inglesa, sendo bastante admirado por seus alunos e respeitado por seus colegas professores.

Merecidamente, o professor GERALDO NOBRE, recebeu homenagens do CEPES ainda em vida. Em 2008, a sala de informática inaugurada foi batizada com o seu nome. Em 2018, nas comemorações dos 40 anos de fundação do CEPES foi homenageado, recebendo um troféu, juntamente com outras pessoas que exerceram as funções de diretor, professor e funcionário.

GERALDO NOBRE, era um amante da leitura, gostava de ler os clássicos da literatura brasileira. Certa vez participou de uma viagem a cidade de Canudos, promovida pelo CEPES, quando prestou atenção aos mínimos detalhes daquele local, como quem estivesse dialogando com Euclides da Cunha, através do livro os “Sertões”. Também, gostava de livros relacionados a História do Brasil, um dos últimos da sua leitura foi o de Laurentino Gomes, acerca da escravidão.

Sem dúvidas, GERALDO NOBRE, deixará muitas saudades entre nós, principalmente pela sua capacidade, inteligência, humildade e um modo alegre de ver a vida, sempre brincando com as pessoas. O seu legado para sociedade mangabeirense representa algo de muito valor, através de uma atuação transformadora da realidade das pessoas, especialmente na área que ele tanto se dedicou: a educação. Por certo, ficará a saudade de suas aulas e da sua luta como primeiro diretor do CEPES, mas acima de tudo a sua visão de mundo voltada para uma sociedade mais justa e igual.

“Lamento profundamente a morte do amigo e professor GERALDO NOBRE, aos familiares, externo os meus sentimentos e condolências. Tive a oportunidade por diversas vezes em dialogar com GERALDO NOBRE, era sempre uma aula espetacular, movida pela sua inteligência e com ideias transformadoras. Sinto-me feliz, quando diretor do CEPES, inauguramos (2008) a sala de informática com o nome dele, bem como está ao seu lado na fotografia de comemoração dos 40 anos do CEPES, quando recebeu uma justa homenagem pelo seu trabalho como diretor, além da inesquecível viagem a cidade de Canudos, bem como suas entrevistas para os alunos falando da história do CEPES. Também, não posso esquecer das suas valiosas contribuições como membro do Partido dos Trabalhadores PT em nosso município. Fica a saudade do professor GERALDO NOBRE, mas a certeza da sua valiosa contribuição para a sociedade mangabeirense, principalmente na área da educação. Por último, fica a imagem marcante de Geraldo ao lado da professora Divanise Vieira (Diva) chegando no CEPES para ser homenageado. Valeu GERALDO NOBRE, muito obrigado por tudo, descanse em paz”, salientou o professor Borges.  

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