quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Ex-prefeita Domingas da Paixão e membros do Diretório Municipal de Governador Mangabeira se reúnem com o Presidente Estadual do PT

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Hoje (23/01/2020), a ex-Prefeita Domingas da Paixão, juntamente com membros do Diretório Municipal do PT em Governador Mangabeira (Professor Borges, João Carlos e Daniel Souza), foram recebidos pelo Presidente Estadual do Partidos dos Trabalhadores – Éden Valadares, na sede da agremiação em Salvador. Na oportunidade foram abordados diversos assuntos, com destaque para aqueles relacionados as eleições deste ano no citado município, com diálogos voltadas para a importância da pré-candidatura a prefeita de Domingas da Paixão pelo PT, bem como a necessidade do partido eleger vereadores nas eleições de 2020. Também, esteve presente na reunião o senhor Roque, assesor do Deputado Estadual Marcelino Galo (PT).

Anteriormente a comitiva se reuniu com o secretário de Organização do PT – Osmar Galdino (Jojó), dialogando acerca dos parâmetros legais do pleito eleitoral do ano virgente. Em seguida, os citados filiados estiveram no escritório do Deputado Federal Jorge Solla para tratar de possíveis atividades e ações a serem desenvolvidas no município em diversas áreas, através de órgãos do governo do Estado.

“A nossa ida a Salvador foi bastante produtiva, principalmente no sentido de dialogar acerca do papel do PT local nas eleições deste ano, observando na fala do presidente estadual Éden Valadares a importância da pré-candidatura de Domingas da Paixão para prefeita de Governador Mangabeira, bem como para ampliar a presença do PT na região do Recôncavo, além da luta para eleger filiados(as) para a Câmara de Vereadores. Agradeço pela acolhida, tanto no Diretório Estadual, como no escritório do deputado Jorge Solla. Também, agradeço a João Carlos, Daniel e Domingas pela companhia nessa significativa atividade”, enfatizou professor Borges – presidente do Diretório Municipal do PT.     
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Serra do Aporá - Recôncavo baiano

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Por: Jânio Roque Barros de Castro.

No Brasil não temos montanhas na verdadeira acepção da palavra. As projeções abruptas e pontiagudas que correspondem aos dobramentos modernos, como a Cordilheira dos Andes, inexistem no extenso território brasileiro, que, do ponto de vista das unidades geológicas, apresentam bacias sedimentares e escudos cristalinos. Chamamos de serras as cristas residuais escarpadas, agrupadas ou não, arredondadas ou recortadas, que destoam no campo visual do observador mesmo a distância. Vistas de longe parecem ser azuis.

Observadas de perto, nota-se que sua cor pode variar sazonalmente: diferentes tons de verde no período de chuvas, entremeados pelas cores acizentadas dos afloramentos rochosos ou dos solos, que podem apresentar tons de amarelados a depender da composição ou tipologia (a exemplo dos latossolos das áreas tropicais).

No caso específico da Serra do Aporá, destacada nessa foto, a primeira quinzena do mês de dezembro é final de primavera, portanto é período de estiagem e a vegetação está seca. Partindo-se do topo dessa imponente forma de relevo, aqui usada como referente geográfico, pode-se ver, olhando no sentido leste (em direção a cidade de Cruz das Almas), que a vegetação está mais verde. Ao voltar nosso campo visual no sentido oeste (na direção da cidade de Cabaceiras do Paraguaçu), nota-se que a vegetação vai se tornando mais seca e esparsa.

Trata-se portanto de um área de interface fitogográfica que se esboça visualmente. Ao lado da serra passa uma estrada vicinal que acessa um um povoado, que integra a área territorial de Cabaceiras, chamado de Tupiaçu, na qual se nota claramente os elementos paisagísticos que caracterizam uma área de caatinga: cactáceas em conjunto, solos pedregosos, estiagem sazonal mais severa.

Nesse conjunto paisagístico nota-se um outro elemento destoante, que também pode ser visto claramente do topo da serra: o rio Paraguaçu, que nasce na Chapada Diamantina, região central da Bahia, atravessa parte do semiárido baiano e deságua na Baía de Todos os Santos, transitando por uma área de climas tropical sub-úmido e úmido do Recôncavo baiano. O espelho d’água se projeta visualmente sobretudo por causa do barramento de Pedra do Cavalo. Avista-se a área urbana de Cruz das Almas, uma importante cidade do Recôncavo baiano.

No dia 8 de dezembro, data na qual os católicos prestam homenagens a Nossa Senhora da Conceição em vários municípios nordestinos, tradicionalmente, dezenas de pessoas sobem em procissão a Serra do Aporá, na zona rural de Cabaceiras no Paraguaçu, na região do Recôncavo baiano. São pessoas de diferentes idades e com diferentes níveis de fé. Há aqueles/aquelas que consideram essa subida uma prática devocional. No entanto, muitos vão apenas pelo lazer, por curiosidade ou porque consideram a escalada ao aclive por um trajeto sinuoso e pedregoso uma prática mais esportiva e lúdica que uma manifestação de natureza religiosa.

No topo edificou-se uma pequena igreja e um cruzeiro nos quais os crentes católicos acendem velas e oram, buscando assim uma ligação com a dimensão espiritual. De onde teria vindo essa tradição? Muitas práticas religiosas tem um mito fundador ou ato inicial relacionado a especificidades locais, todavia, em muitas dessas situações destaca-se as influências de outros contextos que tem origem em trechos bíblicos e se constituiriam em práticas de reatualização, como destacou o historiador Mircea Eliade, em algumas obras clássicas no século passado. A manifestação religiosa pode ter uma origem e uma dinâmica ligada tanto a questões locais/regionais, quanto a uma dimensão bem mais alargada, ou até mesmo as duas situações. Todos os anos eu subo a serra para fotografar, conversar, observar, aprender.
Jânio Roque Barros de Castro - Professor Titular da Universidade do Estado da Bahia - UNEB. Doutor em Geografia pela Universidade Federal da Bahia - UFBA.
Foto 1 - extraída da internet. Foto 2 - arquivo do professor Jânio Roque.

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