domingo, 23 de junho de 2019

Centenário de Jackson do Pandeiro




Quando o cantor, compositor e ritmista paraibano José Gomes Filho (Alagoa Grande / PB, 31 de agosto de 1919 – Brasília / DF, 10 de julho de 1982) convidou a comadre Sebastiana para dançar e xaxar na Paraíba em 1953, ano em que o artista lançou a gravação original do coco Sebastiana (Rosil Cavalcanti), o nordeste do Brasil ganhou um novo rei.

Se Luiz Gonzaga já tinha sido entronizado há sete anos como o Rei do baião, gênero que ele mostrara em 1946 como se dança, José virou o rei do ritmo. Mas José, talvez por saber que tinha Zé demais na Paraíba, se entronizou na nação nordestina com o nome artístico de Jackson do Pandeiro.

Jackson do Pandeiro foi rei pela habilidade rara de brincar com os tempos musicais, pela manemolência no toque do instrumento incorporado ao nome artístico desse cantor-músico e pela divisão singular com que repartia cocos, xaxados, rojões, emboladas, baiões, frevos e sambas. Em 2019, Jackson do Pandeiro é um rei centenário.

Nascido há 100 anos, o artista será alvo de homenagens ao longo do ano na Paraíba, estado que celebra o ídolo natal com a instituição do Ano Cultural Jackson do Pandeiro, aprovado em decreto publicado em outubro de 2018.

Entre os tributos, está um musical de teatro, O marco do Rei do ritmo - Um musical em cordel, em fase de seleção de elenco e previsto para ser apresentado na cidade de Campina Grande (PB) dentro da programação da 10ª edição do Festival Internacional de Música de Campina Grande (FIMus).

Jackson do Pandeiro merece todas as homenagens. Se o cancioneiro referencial de Luiz Gonzaga tem o peso de um tratado das dores e delícias do universo nordestino, o repertório menos celebrado de Jackson prioriza a festa, o lúdico e o prazer, expondo a destreza de músico que sabia cair no suingue como poucos.

O supra-sumo dessa obra está registrado em discos de 78 rotações por minutos lançados entre 1953 e 1958 pela (atualmente já extinta) gravadora Copacabana. Contudo, a discografia do artista na gravadora Philips, construída no período que vai 1960 a 1965, também é relevante e merece reavaliação no ano do centenário de Jackson do Pandeiro.

Os álbuns Cantando de Norte a Sul (1960), Melodia, ritmo e a personalidade de Jackson do Pandeiro (1961), Mais ritmo (1961), A alegria da casa (1962), ...É batucada! (1962), Forró do Zé Lagoa (1963), Tem jabaculê (1964), Coisas nossas (1965) e ...E vamos nós... (1965) representam bem o estilo de Jackson do Pandeiro, um rei da batucada, agora centenário.

Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2019/01/05/jackson-do-pandeiro-rei-do-ritmo-nascido-ha-100-anos-motiva-musical-de-teatro-e-ano-cultural-na-paraiba.ghtml. Acesso em 23/06/2019
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