quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Livro Conto dos Orixás transforma divindades africanas em super-heróis




Uma história em quadrinhos onde os heróis são divindades africanas. É esse o mote do livro Contos dos Orixás, do quadrinista baiano Hugo Canuto, que será lançado hoje no Teatro Sesi Rio Vermelho, às 19h, em evento com bate-papo e sessão de autógrafos. 



Em 120 páginas, a obra narra a criação do mundo segundo a mitologia yorubá, que influenciou a criação de religiões como o candomblé, a ubanda e a santeria. Tudo ilustrado de forma rica e editado em material de alta qualidade.



O lançamento vem em um bom momento para o mercado, exatamente um ano depois de Pantera Negra quebrar recordes no cinema. Primeiro filme do universo Marvel com um super-herói negro, a produção atendeu a uma demanda por representatividade racial no universo das HQS e do cinema, que se refletiu em bilhões de dólares arrecadados e em uma experiência cultural única, com diversos “rolês” mundo afora.

Hugo lembra, no entanto, que a ideia de fazer uma HQ em que os heróis fossem orixás tomou fôlego anos antes, em 2016, depois que ele fez uma releitura de ilustrações clássicas de heróis também da Marvel, numa homenagem ao quadrinista Jack Kirby.



“Postei nas redes sociais e vi que com aquela primeira experiência a gente conseguiu mexer um pouco com as estruturas, as pessoas interagiram muito, perguntaram do que se tratava, como fazia para comprar. Vi como uma ponte para gente construir um discurso novo e, quem sabe, desfazer visões preconceituosas e intolerantes”, diz o quadrinista, que antes de se aventurar nesse universo, chegou a trabalhar como arquiteto. “Fui arquiteto, mas não era feliz. Sempre gostei de desenhar, sempre amei quadrinho, só que a gente cresce achando que essas coisas não são trabalho”, recorda.



Decisão tomada, uma preocupação foi como tratar o tema com o respeito e o cuidado necessários. Para isso, Hugo, que estava morando em São Paulo, decidiu voltar à Salvador para se cercar de gente que pudesse lhe orientar. 


Dentre as importantes contribuições, estão a do professor Mawô Adelson S. de Brito, que ele conheceu durante o curso de língua e cultura Yorubá, e das sacerdotisas do Terreiro do Gantois. 



“Com muita generosidade, todos que foram consultados compartilharam um pouco de sua sabedoria, leram o material original e o acompanharam em momentos importantes e, desse somatório de forças positivas, nasceu o projeto”, conta Hugo. 


Fonte: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/livro-conto-dos-orixas-transforma-divindades-africanas-em-super-herois/
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