terça-feira, 20 de novembro de 2018

Poesia Consciência Negra


Por: Maria Gabriela Santana e Railan Mendes.

Você mim comercializou.
Mim levou para longe. 
Para mim escravizar.
Mudou até meu nome.

Não tinha o que fazer. 
Na embarcação estava.  
No Atlântico mim encontrava.
Ali por liberdade já gritava.

Falando em respeito.
De novo eu vi alguém. 
Sofrer com preconceito.
Isso é desrespeito.

Vi que alguém brincava com nossos direitos.
Seja branco ou seja do gueto. 
Todo mundo merece respeito.
Então vamos viver sem preconceito.

Não dá mais, não dá mais. 
Essa é a maior verdade. 
Não ao preconceito. 
E sim a igualdade.

Antes de discriminar. 
Pare para pensar.
Pois o negro pode chegar.
Onde tu nem pensa em imaginar.

O negro é cultura. 
O negro é persistência.
O negro é o começo. 
O Negro é a sobrevivência.

O negro é a noção. 
De toda essa nação. 
O negro é liberdade. 
Esqueça esse negócio de escravidão....

A Cultura afro-brasileira tem seu valor. 
A Consciência Negra vamos celebrar.
Chega de discriminação e preconceito. 
A paz de Jah vamos juntos cantar.

Eu sou Bahia, eu sou Recôncavo. 
Mangabeira é meu coração. 
Sou negro, sou resistência. 
O reggae é minha canção.

Sou samba de roda e capoeira. 
Sou Ialorixá e rezadeira. 
Faço acarajé e beiju. 
Na fonte das Cabeças fui lavadeira.

Canta, canta Colégio Edgard. 
Com amor e emoção. 
A liberdade do povo negro. 
Igualdade é a solução.

Maria Gabriela Santana da Silveira e Railan de Oliveira Mendes da Silva, são alunos da turma do 1º BM (ensino médio) do Colégio Estadual Professor Edgard Santos - CEPES, localizado na cidade de Governador Mangabeira - BA. A poesia foi apresentada durante o projeto Consciência Negra 2018.
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