quinta-feira, 19 de julho de 2018

Equipe da UFRB realiza oficina no CEPES acerca do ingresso e da permanência nos curso de graduação

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Na última terça-feira (17/07/2018), uma equipe da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, realizou uma oficina para os estudantes do terceiro ano do ensino médio (matutino) do Colégio Estadual Professor Edgard Santos – CEPES (Governador Mangabeira), acerca das formas de ingresso e permanência nos cursos de graduação da mencionada instituição de ensino superior.

Incialmente a equipe de servidores da Pró-Reitoria de Graduação da UFRB, formada por Geane da Conceição Dias,  Leandro Carvalho dos Santos, Joseane da Conceição Pereira Costa e Raphael Lima Costa, explanou acerca da estrutura da UFRB, que atualmente conta com  mais de 12 mil estudantes, divididos em 55 cursos de graduação, 13 de mestrado e 2 doutorados, sendo que do município de Governador Mangabeira existem 347 pessoas matriculadas nos cursos da UFRB, com destaque para as graduações em: Biologia (37), História (34), Serviço Social (21), Bacharelado em Ciências Exatas e Tecnológicas (17) e Tecnologia em Gestão de Cooperativas (16).

Também foi elucidado, que esse número expressivo de estudantes matriculados na UFRB, estão distribuídos por 7 centros: Cruz das Almas (Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas e Ciências Extas e Tecnológicas), Cachoeira (Ates, Humanidades e Letras), Amargosa (Formação de Professores), Santo Antônio de Jesus (Ciências da Saúde), Santo Amaro (Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas) e Feira de Santa (Ciência e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade). Além disso, foi mencionado o Índice de Geral dos Cursos (IGC) da UFRB, medido pelo MEC, que atualmente está em 4, em uma escala máxima de 5, bem como se chamou atenção para o programa de intercâmbio internacional da instituição, apresentando o depoimento de uma estudante que se encontra em Portugal.

Já na segunda parte da oficina, aconteceu o diálogo acerca das formas de ingresso na UFRB, sendo que o primeiro passo consiste na realização da prova do ENEM e em seguida o estudante deve se inscrever no SISU, enfatizando o passo a passo dessa inscrição. Também, foram apresentadas as modalidades de bolsas existentes na instituição: Auxílio à Permanência – refere-se ao repasse pecuniário mensal, com duração de um ano, renovável anualmente. Auxílio à Moradia – refere-se a uma vaga na unidade de residência universitária; Auxílio Pecuniário à Moradia – refere-se ao repasse pecuniário mensal, com duração de um ano, renovável anualmente voltado para moradia.  Auxílio Deslocamento – refere-se ao repasse pecuniário mensal, com duração de um ano, renovável anualmente. Auxílio à Alimentação – refere-se ao acesso diário ao restaurante universitário.  Auxílio Creche – refere-se à concessão de auxílio creche (LDB 9394/96) a estudantes com comprovada demanda social para custear despesas com filhos/as.  Auxílio a participação de Eventos Acadêmicos – refere-se à concessão de uma ajuda para custeio de viagens para participação em Eventos Acadêmicos.

No terceiro momento, foram apresentadas as formas de acesso aos grupos do PET – Programa de Educação Tutorial, que atualmente é representado por nove grupos: Afirmação: Acesso e permanência de jovens de comunidades negras rurais no Ensino superior. Agronomia. Cinema. Conexão de Saberes: Acesso, permanência e pós-permanência na UFRB. Conexão de Saberes: Socioambientais. Conexão de Saberes: UFRB e Recôncavo em Conexão. Educação e Sustentabilidade. Mata Atlântica: Conservação e Desenvolvimento. Zootecnia.

Por fim, a equipe de servidores da UFRB, respondeu algumas perguntas dos estudante e professores presentes, bem como elogiaram a iniciativa do CEPES no sentido de permitir que os alunos tenham conhecimento das formas de acesso e permanência nos cursos da UFRB, a Universidade mais inclusiva do Brasil.

Vale salientar, que a UFRB é a primeira Universidade Federal do interior da Bahia, sendo que dos 12.345 estudantes, 91.5% são da Bahia. Ao todo, 83,4% dos estudantes se autodeclarados negros e 82% são oriundos de famílias com renda total de até um salário mínimo e meio, colocando em prática a perspectiva de inclusão social.

“Agradecemos profundamente a equipe da Pró-Reitoria de Graduação da UFRB por aceitar o nosso convite para apresentar aos estudantes do terceiro ano do ensino médio do CEPES, as formas de ingresso e permanência nos cursos dessa instituição, sem dúvidas uma atividade qualificada e muito enriquecedora. Também, agradecemos aos professores que liberam suas aulas para a realização do evento, o apoio da direção da escola, da equipe da Área de Humanas, na pessoa da professora Divanise Vieira e aos alunos pela participação na mencionada atividade, a qual procurou reforçar os valores e a importância da Universidade pública no Brasil, através do relevante exemplo da UFRB”, salientou professor Borges.

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domingo, 8 de julho de 2018

Jadeilson e Marcos: os mais novos Historiadores de Governador Mangabeira

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Ontem (07/07/2018), no auditório da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) - Campus de Cachoeira, aconteceu a cerimônia de formatura do curso de Licenciatura em História, com destaque para dois mangabeirenses: Jadeilson Gomes de Oliveira e Marcos Antônio Oliveira Rodrigues. Também, participaram da formatura estudantes dos cursos de Artes Visuais, Jornalismo, Publicidade, Gestão Pública e Ciências Sociais. 

Sem dúvidas foi um ótimo evento, com mensagens críticas e qualificadas daqueles que usaram a palavra, a exemplo da Oradora Oficial – Laís Laiza (estudante de Ciências Sociais), quando destacou a importância da UFRB para a Bahia, principalmente no sentido da inclusão de jovens oriundos das camadas mais baixa da população e foi acompanhada pelos presentes quanto entoou o grito – “LULA LIVRE”. Já a deputada Alice Portugal (PCdoB), destacou o processo de criação da UFRB, que aconteceu durante o governo do ex-presidente Lula, bem como, alertou para o sucateamento das Universidades Federais imposto pelo atual governo. 
Algo que nos chamou atenção durante o evento foi a escolha da música a ser tocada durante a colação de grau do estudante Jadeilson Gomes, fazendo uma referência a ideia de LULA LIVRE – “chama, chama que o povo quer, chama, chama que o homem dar jeito”, demonstrando a sua opção política/ideológica, uma vez que o mesmo é presidente do Diretório Municipal do PT de Governador Mangabeira.
"Parabenizo a Jadeilson e Marcos por mais essa vitória em suas vidas, algo conquistado com muita luta e dedicação. Conquista que por certo deve inspirar outros jovens mangabeirenses, principalmente no sentido da importância do conhecimento histórico para a sociedade, pois não existe povo sem história, como dizia Karl Marx: "A História é o motor na humanidade. PARABÉNS"!, salientou professor Borges.
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terça-feira, 3 de julho de 2018

FAZER CHARUTOS: UMA ATIVIDADE FEMININA

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Com uma rica e conceituada produção historiográfica, em 2001, a historiadora Elizabete Rodrigues da Silva, natural da cidade de Governador Mangabeira, defendeu sua dissertação de Mestrado pela UFBA com o título: FAZER CHARUTOS: UMA ATIVIDADE FEMININA. Utilizando-se de diversas fontes históricas, em especial as fontes orais, a pesquisadora discute o cotidiano feminino na produção de charutos na primeira metade do século XX em cidades do Recôncavo baiano como Muritiba, São Félix, Cachoeira e Maragogipe, além da Vila de Cabeças (atual município de Governador Mangabeira).
Com um olhar histórico fundamentado na concepção teórica da História das Mulheres, a autora em seu estudo visa “desvelar os papéis históricos das mulheres charuteiras, a partir de suas estratégias de sobrevivência que, ao lutar para vencer as necessidades materiais, a exploração' no/do trabalho e a discriminação sexual, assim como a invisibilidade social.”. (SILVA, 2001, p. 11).
A dissertação, oferece uma significativa contribuição para um novo olhar acerca da escrita da história, desvinculada das abordagens tradicionais do fazer histórico, mas fundamentada em uma “Nova História”, concepção historiográfica que prioriza os estudos voltados para temas como gênero, sexualidade, cotidiano, lazer, festas, família, religiosidade, trabalho, cultura e outros, tornando visíveis atores sociais até então excluídos pela história, a exemplo das charuteiras, ou seja, “aquelas que não tiveram vez nem voz, nem puderam escrever as suas próprias histórias. Dar vozes aos "excluídos da história" é, portanto, implementar uma ação democratizadora da própria história,”. (SILVA, 2001, P. 11)
Silva, definitivamente nos oferece uma narrativa que abandona a ideia de uma passado morto, sem relevância para mulheres e homens do presente e, nos aproxima de uma valiosa abordagem na relação presente/passado, sustentada por uma problematização estabelecida pelos dias atuais e que prioriza a participação popular na história.
Orientada pela doutora Lina Maria Brandão de Aras, a dissertação está estruturada em três capítulos: 1º - RECÔNCAVO FUMAGEIRO: PALCO DE UMA FISIONOMIA SOCIAL E CULTURAL. 2º -  SER MULHER. 3º - UMA INCURSÃO PELO COTIDIANO DAS CHARUTEIRAS. O texto completo pode ser encontrado no seguinte endereço eletrônico:
Com a mesma maestria e qualidade historiográfica da dissertação, em 2011, a historiadora Elizabete Rodrigues da Silva, resolveu ampliar o estudo acerca da atividade feminina na fabricação de charutos, defendendo sua tese de doutorado na UFBA como o título: AS MULHERES NO TRABALHO E O TRABALHO DAS MULHERES: UM ESTUDO SOBRE AS TRABALHADORAS FUMAGEIRAS DO RECÔNCAVO BAIANO, objetivando “estudar, no âmbito da história, a presença das mulheres trabalhadoras no contexto industrial fumageiro do Recôncavo baiano, no período que circunscreve a primeira metade do século XX”. (SILVA, 2011, p. 10).
Através da orientação da mesma professora do mestrado e fundamentada na vertente historiográfica das relações de gênero no trabalho, a mencionada tese está dividida em cinco capítulos: 1º - REDESENHANDO O CENÁRIO DO TRABALHO E DAS TRABALHADORAS FUMAGEIRAS. 2º - AS MULHERES FUMAGEIRAS E SUAS HERANÇAS SOCIOCULTURAIS. 3º - AS MULHERES FUMAGEIRAS E SEUS LUGARES NO TRABALHO FABRIL. 4º - A RESISTÊNCIA INVENTIVA DAS TRABALHADORAS FUMAGEIRAS. 5º - O TRABALHO EM DOMICÍLIO DAS MULHERES FUMAGEIRAS. O texto na integra está disponível no seguinte endereço eletrônico:
“Parabenizo a professora Elizabete Rodrigues da Silva pela sua valiosa e significativa produção historiográfica, sem dúvidas trabalhos enriquecedores no universo acadêmico na área de gênero do Brasil, demonstrando seu compromisso com uma escrita da histórica voltada para temas do cotidiano e vinculados a região do Recôncavo baiano, tornado visíveis personagens históricos até então subjugados pela história tradicional. Parabéns colega “Betinha”, como a chamamos lá no CEPES, sua produção acadêmica lhe credencia a ser titulada como uma das melhores historiadoras do Brasil.   
Elizabete Rodrigues da Silva: graduada em História pela Universidade do Estado da Bahia-UNEB (1998), Mestre em História pela Universidade Federal da Bahia-UFBA (2001) e Doutora em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo pela Universidade Federal da Bahia-UFBA/NEIM (2010). Atualmente é professora titular da Secretaria de Educação do Estado da Bahia (Colégio Estadual Professor Edgard Santos - CEPES); Professora e Coordenadora do Mestrado Profissional em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente da Faculdade Maria Milza - FAMAM; atuou como Professora Pesquisadora I do PARFOR/UFRB. Tem experiência na área de História e Estudos de Gênero, com ênfase em História Regional do Brasil, atuando principalmente nos seguintes temas: gênero, trabalho, cotidiano e resistência.
Fontes:
Plataforma Lattes CNPQ. Currículo Lattes. Disponível em: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/busca.do. Acesso em: 01/07/2018.
SILVA, Elizabete Rodrigues. Fazer Charutos: Uma Atividade Feminina. Dissertação de Mestrado. Salvador: UFBA, 2001. Disponível em: https://ppgh.ufba.br/sites/ppgh.ufba.br/files/2001._silva_elizabete_rodrigues_da._fazer_charutos_uma_atividade_feminina.pdf. Acesso em: 01/07/2018.
_____. As Mulheres no Trabalho e o Trabalho das Mulheres: Um Estudo sobre as Trabalhadoras Fumageiras do Recôncavo Baiano. Tese de Doutorado. Salvador: UFBA, 2011. Disponível em: http://www.repositorio.ufba.br:8080/ri/bitstream/ri/6381/1/TESE.pdf. Acesso em: 01/07/2018.
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