quinta-feira, 29 de março de 2018

CEPES realiza Conferência Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente.

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No dia 28 de março de 2018, aconteceu na Câmara Municipal de Governador Mangabeira a Conferência Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente do Colégio Estadual Professor Edgard Santos – CEPES, com a temática: As Escolas da Bahia Cuidando das Águas, objetivando mobilizar e propiciar atitudes responsáveis e comprometidas com a questão da água, considerando os aspectos local e global, por meio da participação social. 
O evento foi organizado pela área de Ciência da Natureza e de Matemática do CEPES, através da coordenação da professora de Biologia - Cássia Braz e contou com o apoio importantíssimo das professoras Denise e Daniela Rocha, Jaqueline Leite, além dos(as) outros(as) docentes da unidade de ensino, bem como do corpo diretivo e dos funcionários.
Na oportunidade, o professor de geografia Luiz Antônio Pereira Lima, realizou uma reflexão acerca da questão do desparecimento de algumas nascentes em nosso município, bem como, sugeriu ações no sentido de preservação dos mananciais hídricos de Governador Mangabeira. 
Também os estudantes do terceiro ano do ensino médio, apresentaram relevantes produções acerca da questão do consumo sustentável da água, bem como ideias para a preservação ambiental em uma perspectiva local e regional, salientando que os professores fomentaram o protagonismo dos estudantes, os quais foram estimulados anteriormente a realizar pesquisas e levantar questionamentos sobre o uso consciente dos recursos hídricos em Governador Mangabeira. 
Durante a conferência reflexões e propostas de ação foram apresentadas em plenária e prioridades foram elencadas, de modo a nortear o trabalho de conscientização ambiental da comunidade escolar durante o ano letivo. Representando o poder público municipal esteve presente o secretário de Meio Ambiente – Derlan Queiroz.

“Quero parabenizar aos estudantes do CEPES pelas brilhantes apresentações durante o evento, bem como pela participação e visão crítica acerca da temática em foco. Além disso, agradeço aos(as) colegas professores e professoras, aos(as) funcionários(as) e a direção do CEPES pelo apoio para a realização dessa valiosa atividade, não esquecendo de agradecer a Câmara Municipal, na pessoa do seu presidente: Vereador Cronor da Silva, por ter nos concedido o espaço para realização da nossa Conferência de Meio Ambiente”, enfatizou a professora Cássia Braz.
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terça-feira, 27 de março de 2018

Poema Iniciação (por Bárbara Barbosa)

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Metade de mim foi coragem, a outra metade foi amor.
Eu fui axé, meu coração a Yansã se entregou.
Eu fui tudo, e mais um pouco.
Ser tudo não é suficiente para aprender sobre o universo que é o axé.
Eu fui tudo, e mais um pouco.
Mas ainda falta. 
Sempre falta.
Mas eu fui amor, né?
Então eu fui tudo, porque o amor é tudo.
Coragem é base para enfrentar um por um. 
Mas o amor... Ah, o amor!
Amor é tudo, gente.
Amor é saída
É resgate
É ajuda
É ser solidário consigo e com o outro.
Leve como o vento de Yansã eu vou
Sem esquecer da mira de Oxossi, Okê Arô.
A esperteza e a felicidade do erê que habita em mim me leva a qualquer lugar
Me ensinando a entrar e sair.
Orixá não faz o mal
Orixá é puro bem
Orixá é luz
E só sabe disso quem conhece
Quem já teve a sua cabeça raspada, e eu repito, por amor. 
Orixá é luz
E eu sou também
Orixá é força 
E eu tenho de sobra
Orixá é tudo
Tudo que você não vai tirar de mim.

Bárbara Barbosa, tem 15 anos, reside em Salvador, é estudante do 2º ano do ensino médio do Colégio Salesiano e foi iniciada no candomblé esse ano.
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quarta-feira, 21 de março de 2018

Estudantes do Colégio Estadual Professor Edgard Santos, vão ao cinema assistir ao filme Pantera Negra

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Ontem (20/03), os alunos da turma do terceiro ano vespertino do Colégio Estadual Professor Edgard Santos - CEPES, localizado na cidade de Governador Mangabeira - Bahia, estiveram no cinema (Shopping Boulevart – Feira de Santana) para assistir ao filme Pantera Negra. A atividade foi uma iniciativa do Professor Borges, que leciona a disciplina Sociologia na mencionada turma, atividade essa que contou com o total apoio da direção  e professores do CEPES.
A atividade teve como objetivo principal oferecer aos alunos uma oportunidade para uma reflexão acerca da construção cinematográfica de um herói negro, bem como a discussão de temáticas relacionadas ao continente africano como: mitos africanos, o respeito pela  ancestralidade, reinos africanos, a força da mulher e colonização africana no século XIX, além de aspectos relacionados aos avanços tecnológicos.
Notamos nos comentários dos alunos, a simpatia pelo filme Pantera Negra, algo inovado no universo cinematográfico de Hollywood, uma vez que a maioria do elenco é formada por atores e atrizes negros e negras.
Salientamos, que o transporte (ônibus) para o deslocamento dos citados estudantes até a cidade de Feira de Santana, foi disponibilizado pela Prefeitura Municipal. 
O filme Pantera Negra, conta a história de T’Challa (Chadwick Boseman), um jovem príncipe prestes a assumir o trono deixado por seu pai. Junto com a responsabilidade de ser rei, vem a responsabilidade de receber os poderes do herói Pantera Negra, passado também entre gerações da família real.
T’Challa lidera a nação fictícia Wakanda, localizada na África. Um país rico que conjuga o respeito à natureza e às tradições com um avançado desenvolvimento tecnológico.
Questões políticas e ideológicas incrementam a narrativa, que vai além da clássica jornada de queda e ascensão do herói. “O filme traz a grande contribuição de mostrar a diversidade das pessoas negras, expressa nos figurinos coloridos e variados, nas paisagens urbanas cosmopolitas conjugadas com áreas de paisagem natural, sem criar hierarquias batidas entre rural e urbano”, defende Giovana Xavier, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
“É um prato cheio para o professor aplicar a lei 10.639” (sobre a obrigatoriedade de trabalhar a história e a cultura afro-brasileira nas escolas), afirma a professora Ariane Cristina Neves, da EMEF Professora Ana Maria Alves Benetti, em São Paulo.
"Agradeço ao estudantes do terceiro vespertino do CEPES por aceitar a realização dessa valiosa atividade, bem como pelo interesse e comportamento. Também, agradeço a direção e os professores do CEPES pelo apoio, além da Prefeitura Municipal por ceder o ônibus para o deslocamento dos estudantes até Feira de Santana e minha sobrinha Daniela Santos na logística da viagem", salientou o Professor Borges.
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domingo, 18 de março de 2018

ESCOLAS JOSÉ BONIFÁCIO, EDGARD SANTOS E CEAG, SÃO HOMENAGEADOS EM SESSÃO ESPECIAL DA CÂMARA DE VEREADORES

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Na Sessão Especial da Câmara de Vereadores (14/03) pelo 56º aniversário de emancipação política do município de Governador Mangabeira, os Colégios Estaduais José Bonifácio (CEJB) e Professor Edgard Santos (CEPES) e a unidade de ensino municipal - Centro Educacional Professora Angelita Gesteira  (CEAG), foram homenageadas pelo Poder Legislativo Municipal em função dos seus aniversários de fundação.
A homenagem pelos 66 anos de fundação do CEJB (09/03/1953) e aos 40 anos de existência do CEPES (14/03/1978) foi uma indicação da vereadora Maria das Graças Menezes (Gal), já a homenagem pelos 25 anos de criação do CEAG (04/01/1993) foi iniciativa do vereador Dr. Coi.
As mencionadas homenagens foram entregues as diretoras das respectivas escolas: Jucineide da Conceição (CEJB), Rita de Cássia Santana (CEPES) e Telma Pereira (CEAG).
Na secessão especial, também cada vereador entregou o título cidadão mangabeirense a uma pessoal que nasceu em outras cidade, mas reside em nosso município, bem como, foi inaugurada a galeria com fotos de todas as pessoas que exerceram a função de Vice-prefeito no município.
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quinta-feira, 15 de março de 2018

Alunos da Escola São Luís vão ao cinema assistir o filme Pantera Negra

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Na última segunda-feira (12/03), os alunos das turmas do primeiro ano do ensino médio da Escola São Luís – Muritiba foram ao cinema (Shopping América Outlet – Feira de Santana) para assistir ao filme Pantera Negra. A iniciativa da atividade foi do Professor Borges, que leciona a disciplina Histórias nas citadas turmas, a atividade contou com o total apoio da direção e coordenação da escola. Além do professor Borges, participaram dessa significativa prática pedagógica o professor Paulo Ricardo e as professoras Joicemary e Manuela.
A ideia principal da atividade consistiu em proporcionar aos estudantes uma reflexão acerca da construção cinematográfica de um herói negros, bem como a discussão de temáticas relacionadas ao continente africano como: mitos africanos e o respeito pela  ancestralidade, reinos africanos, a força da mulher e colonização africana no século XIX, além de aspectos relacionados aos avanços tecnológicos.
O filme Pantera Negra, conta a história de T’Challa (Chadwick Boseman), um jovem príncipe prestes a assumir o trono deixado por seu pai. Junto com a responsabilidade de ser rei, vem a responsabilidade de receber os poderes do herói Pantera Negra, passado também entre gerações da família real.
T’Challa lidera a nação fictícia Wakanda, localizada na África. Um país rico que conjuga o respeito à natureza e às tradições com um avançado desenvolvimento tecnológico.
Questões políticas e ideológicas incrementam a narrativa, que vai além da clássica jornada de queda e ascensão do herói. “O filme traz a grande contribuição de mostrar a diversidade das pessoas negras, expressa nos figurinos coloridos e variados, nas paisagens urbanas cosmopolitas conjugadas com áreas de paisagem natural, sem criar hierarquias batidas entre rural e urbano”, defende Giovana Xavier, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
“É um prato cheio para o professor aplicar a lei 10.639” (sobre a obrigatoriedade de trabalhar a história e a cultura afro-brasileira nas escolas), afirma a professora Ariane Cristina Neves, da EMEF Professora Ana Maria Alves Benetti, em São Paulo.
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quarta-feira, 14 de março de 2018

Emancipação Política do Município de Governador Mangabeira: Breve Histórico

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A Origem do nome Cabeças.

A origem do nome Cabeças está muito vinculada ao imaginário popular, possuindo versões diferentes nas reminiscências dos seus habitantes, ou por que não dizer, uma espécie de “invenção de tradição”, que levou vários anos para ser modificada. Fundamentado nesses argumentos, evidencia-se a primeira concepção acerca da questão discutida. Esta nasceu de um memorialista erradicado em Cabeças, o senhor Antônio Pereira da Mota Júnior, quando afirmava que:

  Era a época das chacinas por encomendas! Ai mesmo, ao lado, no leito da via pública, jaziam os corpos decapitados. O trecho, local, não tinha, até então, segundo parece, nenhuma denominação, visto que, o escabroso acontecimento figurara aos olhares assustados dos transeuntes às pontas das estacas dando o nome daqueles cofres de pensamento, ali trancados para eternidade, pelo chumbo quente, como legado, até o dia 14 de março de 1962. (MOTA JÚNIOR, 1962, p. 02)

Outra abordagem para a origem do nome Cabeças foi elaborada pela professora e memorialista Angelita Gesteira Fonseca, que assim como Antônio Mota, condicionou sua narrativa a ideia de chacinas:

em ocasião, em determinado ponto da estrada dos portugueses, foram encontradas três cabeças humanas, enfiadas em estacas. Tudo indica que as três cabeças eram de portugueses, bandeirantes – talvez até de jesuítas, quem sabe? – ali colocadas por índios. Ficou aquele lugar chamado pelos transeuntes de Cabeças, o que faz  crer que ali era uma estrada de bandeirantes e até pousada de jesuítas, e era uma estrada mater  (FONSECA, 2000, p. 33).  

 Na verdade o nome Cabeças é fruto de uma invenção de tradição, pois até hoje não se conseguiu evidenciar o verdadeiro sentido do mesmo. Claro, que as versões citadas acima, caminham pela ótica das chacinas, mas não possuem argumentos sólidos que justifiquem tal ideia. Também, não se devem menosprezar os argumentos econômicos apresentados nas mencionadas justificativas. Não seria lógico, fechar a questão acerca deste fato, pois as ideias mencionadas têm seu valor e não estão desvinculadas de conotações históricas, bem como, a noção de memória deve ser respeitada na construção de uma narrativa histórica, não como algo estanque, mas que está sendo sempre reconstruído de forma coletiva ou individual.  
Em 1891, através da lei provincial número 2149, foi criado o Distrito de Paz das Cabeças, pertencente ao município de Cachoeira. Com a transformação de São Félix em cidade, a Vila de Cabeças é incorporada a esse novo município, aspecto que permanece até 1919, quando o território da Vila passa a pertence ao então emancipado município de Muritiba.

    O desenvolvimento econômico da Vila de Cabeças 

Até o inicio do século XX, uma das atividades que impulsionou o crescimento da Vila foi à atividade do tropeirismo, uma vez que por dentro da Vila passava uma estrada que liga a cidade de Cachoeira a região das Minas Gerais, onde os tropeiros transportavam mercadorias para abastecer essas regiões.
Já entre os anos de 1910 a 1960, a principal atividade econômica existente na Vila era o beneficiamento do tabaco. Existiam vários armazéns de fumo no interior da Vila, com destaque para o do Coronel João Altino da Fonseca, que chegava a exportar por ano para a Europa mais de 50 mil arrobas do produto. Esse desenvolvimento foi tão significativo, que em 1959, o Governo do Estado resolveu instalar na própria Vila uma coletoria de impostos, cujo chefe foi o senhor Agnaldo Viana Pereira, que mais tarde se tornou o primeiro prefeito da cidade.

  A transformação da Vila de Cabeças em cidade de Governador Mangabeira

Associado a esse desenvolvimento econômico em 1961, os então representantes da Vila na Câmara de Vereadores de Muritiba, os senhores Malaquias Cerqueira Ferreira, Antônio Pereira da Mota Júnior e Manoel Machado Pedreira, conseguiram a aprovação naquela Casa Legislativa do projeto de emancipação política da Vila. Já na Assembleia Legislativa a relatora do projeto foi à deputada Ana Oliveira, sendo assim, através da lei estadual número 1.639 de 14 de março de 1962, a Vila de Cabeças passou a se chamar município de Governador Mangabeira.
Vale ressaltar que a participação popular no processo de emancipação, também foi significativa, uma dessas representações se configurou na criação do CECI – Clube Esportivo e Cultural Independente em 02 de julho de 1961, pois nesse espaço os debates acerca da transformação da Vila em cidade foram intensos.

     Por que o nome Governador Mangabeira

Depois de acertado os elementos burocráticos para emancipação da Vila, as discussões se voltaram para a escolha do nome que ganharia a nova cidade, uma vez que Cabeças remetia algo trágico, além disso, existia a necessidade de escolher um nome que proporcionasse visibilidade e reconhecimento público a cidade.
Diante do exposto, quatro nomes foram sugeridos: Três Palmeiras – como forma de homenagear as palmeiras imperiais que existiam em frente à Igreja Matriz, Betânia – em função da cidade bíblica localizada na Judéia, Altinópolis – em homenagem ao coronel João Altino da Fonseca, e Governador Mangabeira – para homenagem o ex- Governador da Bahia Otávio Mangabeira, este que foi o nome escolhido, pois segundo os idealizadores do projeto de emancipação o nome Governador Mangabeira trazia uma ideia de “civilização”, além disso, daria prestígio à nova cidade a nível Estadual, devido aos relevantes serviços prestados por Otávio Mangabeira a toda Bahia.
Otávio Mangabeira nasceu em Salvador em 27 de agosto de 1886 e faleceu em 29 de novembro de 1960. Casou-se com Éster Pinho, com quem teve dois filhos: Otávio Mangabeira Filho e Edila Mangabeira Unger. Em 1908 foi eleito Vereador da cidade de Salvador e até a sua morte em 29 de novembro de 1960, conseguiu exercer os cargos de Deputado Federal (7 vezes), Ministro das Relações Exteriores do governo de Washington Luís, governador do Estado da Bahia e Senador. Experimentou o exílio duas vezes: durante a Revolução de 1930 e no Estado Novo, pois era forte opositor de Getúlio Vargas, chegando a ser líder da UDN (União Democrática Nacional), partido que se configurou como maior oposição ao governo getulista.  
Em 1947 o engenheiro Otávio Mangabeira, foi eleito governador da Bahia com 211.121 votos pela coligação UDN-PSD, contra 92.629 votos do candidato do PTB, Medeiros Netos. Durante a campanha teve o apoio de diversos partidos, dentre eles o PCB. Em 7 de abril de 1947, Otávio Mangabeira foi empossado como governador da Bahia, muitos acreditavam no surgimento de uma nova era na política da Bahia, notavam em Mangabeira a concretização do Estado democrático, um momento de sepultamento das velhas práticas eleitoreiras e de qualquer forma de ditadura.
Dentre as realizações do seu governo, as mais relevantes foram: Estádio de Futebol da Fonte Nova, que leva o seu nome até hoje, a Avenida Centenário, Fórum Rui Barbosa, hotel da Bahia, Escola Parque e mais de 258 prédios escolares, inclusive um na Vila de Cabeças, atualmente Colégio Estadual José Bonifácio. Aliás, para alguns estudiosos da história política baiana, foi na educação que o governo de Mangabeira mais se destacou, pois esteve à frente da Secretaria de Educação, o famoso educador Anísio Teixeira, fazendo uma transformação no ensino público da Bahia.

     Por que a data 14 de março como aniversário da cidade?

Foi para homenagear ao poeta Castro Alves, que nasceu na cidade de Cabaceiras do Paraguaçu, em 14 de março de 1947, bem como pela intenção dos lideres da emancipação de incorporar a imagem do município, a ideia de intelectualidade, mostrando que o seu povo admirava a sabedoria e a cultura, uma vez que Castro Alves era e é considerado como poeta da liberdade e das Américas.    

      As primeiras eleições municipais.

Em 7 de outubro de 1962, foram realizadas as primeiras eleições para prefeito e vereador da cidade de Governador Mangabeira. Foi uma disputa acirrada entre os grupos liderados por Agnaldo Viana e Malaquias Ferreira. Essa disputa combinou com às eleições para governo do Estado que consagrou como vitorioso o Prefeito de Jequié, Lomanto Júnior, através da coligação Partido Liberal (PL), União Democrática Nacional  (UDN) e Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).  Já no cenário municipal formou-se a Coligação Progressista Popular (CPP) constituída pelos partidos UDN e PTB, tendo como candidato Agnaldo Viana Pereira e pelo Partido Social Democrático (PSD) – Malaquias Cerqueira Ferreira. Agnaldo Viana, ganhou em todas as 4 urnas (3 na sede e uma em Quixabeira), com aproximadamente 60% dos votos.
Já a primeira Câmara de Vereadores foi formada pelas seguintes pessoas: José Gomes Dias, José Carlos Fonseca, Amando Alves da Silva, Heraldo Oliveira Cerqueira, Renato Dias Mascarenhas, Carlos Coelho Nascimento e Manoel Machado Pedreira 

      Os Prefeitos

    Agnaldo Viana Pereira – 1963-1966 e 1973-1976
José Gomes Dias – 1967/1970
Adauto João Mamona dos Santos – 1971-1972 e 1977-1982
    José Souza de Santana – 1983-1988 e 1993-1996
    Anatelis Ferreira de Almeida – 1989-1993 e 1997-2000
     Antônio Pimentel Pereira – 2001-2004 e 2005-2008.
    Domingas Souza da Paixão – 2009-2012 e 2013 a 2016. 
    Marcelo Pedreira de Mendonça – 2017- 2020.

Símbolos do Município de Governador Mangabeira


BANDEIRA


Segundo pesquisas de campo com alguns moradores que participaram do processo de emancipação política do município, a bandeira é representada pelos seguintes aspectos:

Coroa – faz uma homenagem à coroa de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do município.
Cor azul – representa o manto sagrado da padroeira do município. 
Cor branca – simboliza a paz. 


     BRASÃO


Coroa - faz uma homenagem à Coroa de Nossa Senhora da Conceição padroeira do município.
Boi – faz referência a pecuária, pois no período da emancipação essa
atividade econômica era forte na região, inclusive no território do município,
pois existiam diversos criadores de gado bovino.
Folha – representa a produção de tabaco (fumo) que na época impulsionava
a economia do município, onde existiam vários agricultores que realizavam o     plantio de fumo, além disso, tanto na sede como na zona rural, existiam             vários armazéns de beneficiamento do tabaco, sendo o mais conhecido o do       Coronel João Altino da Fonseca. Para muitos pesquisadores a produção e o         beneficiamento do tabaco foi um dos principais fatores para a transformação     da Vila de Cabeças em município de Governador Mangabeira.
Listel (moldura) azul com o nome do município.


·         HINO

Autores: Adilson de Souza Cruz
        Nalinaldo Couto de Mello


No dia 14 de março

Mangabeira se emancipou

Iniciando assim a tua história

Que hoje canto com clamor



Vários nomes foram citados

Altinópolis, Betânia e Três Palmeiras

Mas te homenageamos com o nome

Do saudoso Otávio Mangabeira



Na agricultura és pioneira

Belo rio, céu azul povo viril


Tu és para mim ó Mangabeira

Meu império, minha Bahia, meu Brasil



Fostes Cabeças no passado

Riqueza no tabaco e pecuária também

Vários coronéis

Fizeram de ti refém



Hoje tu és diferente

Tens um solo onde planta tudo dá

E de Cabeças tu tens a mente

De um povo que quer te libertar.

     Referência

SILVA, Luís Carlos Borges da. A Vila e o Coronel: Memória e Poder Local na Vila de Cabeças – Bahia (1920-1962). In: 50 Anos de Governador Mangabeira: Perspectivas Históricas e Sociais. Governador Mangabeira: Revista Textura - FAMAM, Edição Especial, 2012.

       Elaboração

Luís Carlos Borges da Silva – Especialista e História Regional e Local e professor de história do Colégio Estadual Professor Edgard Santos - CEPES.

Cássio Conceição Alves – licenciado em História pela UFRB e funcionário do Colégio Estadual José Bonifácio - CEJB.
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domingo, 11 de março de 2018

ASCULT, desenvolve atividades voltadas para a educação e cultura local.

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A Associação Cultural da Localidade de Tocos I (ASCULT) - município de Governador Mangabeira, está desenvolvendo um relevante trabalho através do desenvolvimento de atividades relacionadas a educação e valorização da cultura local, dentre as quais destacam-se: aulas de violão, uma biblioteca, oficinas culturais (leitura, alfabetização de jovens e adultos, narração de histórias, confecção de fantoches, lazer e reforço infantil), quadrilha junina, confecção de brinquedos com material reciclável e recentemente o projeto ASCULT com Samba no Pé, o qual consiste na formação de um grupo de samba de roda na mencionada localidade.
Hoje (11/03), aconteceu a reunião mensal da ASCULT, na oportunidade o professor Borges, proferiu uma palestra acerca da história do samba no Brasil, enfatizando a importância desse ritmo afro-brasileiro na construção da identidade brasileira, com destaque para o surgimento do samba de roda no Recôncavo Baiano.
A ASCULT foi fundada em 20 de março de 2016, conta com 103 sócios e já possui uma sede própria, com um prédio construído através do empenho da própria comunidade, já a sua diretória é composta pelas seguintes pessoas: Presidente - Nomeia Nascimento da Silva; Vice-presidente - Josenilton Machado Braz; Tesoureira - Suely da Cruz Pena; Vice-tesoureiro - Ubaldo Teixeira Lima; Secretária: Simone Nascimento da Silva; Vice-secretária - Lainy da Cruz Pena. Conselho Fiscal - Anderson da Conceição Pinto, Marcos Teixeira Lima, Romir dos Santos da Silva. Vale salientar, que a população local participa ativamente das reuniões e das significativas atividades desenvolvidas pela ASCULT.
"Parabenizo a todos os associados da ASCULT pelo brilhante trabalho desenvolvido nessa instituição, com destaque para o empenho da sua presidente a senhora Noemia Nascimento da Silva, a qual conta com o apoio valiosíssimo da comunidade e de todos os associados. Por certo a ASCULT deve ser concebida como um exemplo para outras instituições do nosso município e da região do Recôncavo. Ressaltando a minha felicidade em ter participando da fundação dessa entidade, quando na época era secretário da SEPROMI - Secretaria Municipal de Promoção da Igualde", salientou professor Borges. 
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quinta-feira, 8 de março de 2018

Dia Internacional das Mulheres: dados revelam desigualdade não só de gênero, mas também de raça

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Números alarmantes ainda mantêm desleal a luta das mulheres no mercado de trabalho, por isso cada vez mais verifica-se lideranças femininas em empreendimentos próprios na tentativa de abrir novas oportunidades. Ainda hoje as Mulheres recebem, em média, salários 30% menores que os homens quando ocupam os mesmos cargos e com a mesma formação.
Para as mulheres negras o cenário é ainda pior: recebem menos de 60% dos salários dos homens brancos e possuem renda média mensal 40% menor que a renda média das mulheres brancas. No Brasil em 2017 destacou-se um aumento de 11% para 16% do número de CEOS mulheres em grandes empresas, no caso das mulheres negras esse número não alcança 1%.
Nota-se o esforço das empresas na tentativa de inclusão e ações pró diversidade. Historicamente, mudanças estruturais acontecem a partir de pioneirismo e a transgressão de valores hegemônicos, por isso o Dia Internacional da Mulher é um momento para diálogos e intervenções sobre, por exemplo, a ínfima participação de mulheres na política pública (cerca de 10%). Mesmo com cotas nas eleições estas “vagas” são preenchidas por candidatas fantasmas, pois os partidos em sua maioria, não corroboram para estas campanhas e muito menos as engajam em seus projetos. Nas corporações públicas e privadas, os cargos de liderança e diretorias são de predominância masculina, mesmo as Mulheres tendo maior nível educacional, estudos comprovam que seriam necessários 80 anos para equiparar representação feminina em comitês executivos de grandes empresas.
A situação piora quando se trata de outros grupos sociais que possuem restrições além das de gênero. Mulheres Negras e Mulheres Trans não estão contempladas nos números de ascensão da participação feminina nas empresas. Enquanto mulheres brancas sempre foram representadas na mídia como exemplo de beleza para instigar consumo de bebidas e cigarros, ou serem o “rostinho da próxima novela” que sempre coloca a mulher em papéis estigmatizados, as Mulheres Negras e Mulheres Trans nunca são humanizadas e sim, produtos ditos exóticos para certos nichos. Nos estudos atuais sobre Inovação e Competências esbarra-se na questão da diversidade como algo que urge na seara para equiparação social, em uma nova geração voltada para conexões em redes digitais, times de competências/habilidades diversas e horizontais, onde as diferenças agregam para resultados efetivos.
A partir dos estudos do Instituto Avon e da ONU Mulheres fica bastante explicitado que a violência contra as Mulheres (43% são agredidas em casa e 71% são agredidas por pessoas conhecidas) é um grande obstáculo para a sustentabilidade da carreira das mesmas no mercado de Trabalho.
Apenas 13% das vítimas de violência doméstica denunciam seus agressores, e acabam levando o problema para dentro das empresas onde também não encontram assistência. A Lei Maria da Penha e órgãos de regulamentação e combate obtiveram grandes avanços com as Delegacias das Mulheres e outros projetos de assistência, no entanto enquanto o feminicídio de mulheres brancas diminuiu quase 10%, o de mulheres negras aumentou em 54% no mesmo período. Mulheres Negras são 69% das mulheres mortas por agressão.
Para quem essas políticas públicas são direcionadas? Como e onde são disseminadas essas informações e o atendimento nestes órgãos quando se trata de grupos de maior risco? A saúde pública em no país é precária mas quando se trata de atendimento à população negra, o serviço também é discriminatório: mulheres negras recebem menores doses de medicamentos e são colocadas “no final da fila”: 63% das vítimas de mortalidade materna no país são negras; somente 27% delas tiveram acompanhamento durante o parto.
Diversidades além de gênero faz parte da programação de dois dos eventos em que o Movimento Black Money está envolvido neste Mês da Mulher: o Networking 4.0 que acontece hoje em São Paulo, idealizado por Marc Tawil (Top Voice Brazil LinkedIn) onde convidados de peso falarão sobre Transformação Digital e Diversidade, entre eles Nina Silva, presidente do MBM. Já no dia 21 de Março, será realizado no CUBO uma palestra onde Nina Silva dissertará sobre Liderança e Diversidade a partir de uma iniciativa da Thoughtworks e apoio do MBM.
“Democratização de educação qualificada e circulação de riquezas dentro do próprio grupo torna a emancipação uma realidade acima das discriminações. Os cursos e atividades do MBM têm sido pensados e realizados para o desenvolvimento do mindset de inovação e empreendedorismo para a população negra. Incluir esta população, principalmente as mulheres negras nos mercados de tecnologia, gestão e finanças (áreas predominantemente brancas, masculinas e heteronormativas) é prioridade para o Movimento Black Money” – diz Alan Soares, fundador do MBM.
“O Movimento Black Money apoia todas as lutas por equidades sociais e econômicas, no entanto foca na maioria da população brasileira que é afrodescendente, com estratégias de atuação em ‘dores’ que são de vivência própria pois o protagonismo de cada luta deve ser representado por quem integra o grupo em questão. O genocídio da população negra tem alvo: o homem negro mas a Mulher Negra é dilacerada e desestabilizada por esse índice por se tratar de seu coletivo. Por isso os projetos possuem metas de participação de negros e mulheres, além de uma comunicação inclusiva e não de combate entre gêneros” – complementa Nina Silva.
Fonte: https://www.geledes.org.br/dia-internacional-das-mulheres-dados-revelam-desigualdade-nao-so-de-genero-mas-tambem-de-raca/

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