quinta-feira, 21 de setembro de 2017

De Muritiba, baiano vira “febre” e ganha seguidores famosos com perfil de poesia no Instagram

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O quarto de onde sai a grande maioria dos textos, frases e definições do perfil sensação do Instagram @Fotocitando, com quase 200 mil seguidores, fica em Muritiba, no recôncavo baiano, e é do autor  Edgard Abbehusen, 29 anos.
Tudo começou com um projeto acadêmico que não foi pra frente. Por outro lado, o perfil caiu nas graças dos seguidores, que vai da cantora Solange Almeida até a atriz global Paolla Oliveira. Em março de 2017, dez meses após a primeira publicação, o @fotocitando alcançou a marca de 100 mil seguidores.

O jovem escritor baiano, que já tem uma filha de 10 anos e vai lançar um livro no próximo sábado em Salvador, garante que a fórmula do sucesso é escrever o que o coração diz. “Parece clichê, mas é a verdade. A gente precisa sentir e acreditar naquilo que escreve pra ficar bom. Acho que por isso muita gente se identifica com os textos”, afirma.
s definições de nomes também ajudaram a popularizar o Fotocitando. Famosos como a cantora Marília Mendonça, as atrizes Samara Felippo, Juliana Knust e Marcela Barroso chegaram a publicar em suas redes sociais.
“Eu não inventei a descrição dos nomes. Muita gente faz e já fazia antes de mim. Eu só descrevia um nome e pensava em pessoas que eu conhecia com o mesmo nome. Pronto, o texto estava ali”, diz.
Queridinho entre as blogueiras e digitais influeners de todo o Brasil, Edgard diz que o próximo passo é viajar o Brasil com o seu livro, concluir o curso de jornalismo na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e investir ainda mais na sua carreira de escritor. “Eu já escrevia, já gostava de escrever. Eu só precisava de uma oportunidade e as redes sociais me deram essa oportunidade. Agora é escrever mais e ler ainda mais. Ler muito e todo dia”, afirma.

Fonte: http://varelanoticias.com.br/de-muritiba-baiano-vira-febre-e-ganha-seguidores-famosos-com-perfil-de-poesia-no-instagram/
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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Palestra na Escola Municipal de Quixabeira sobre Otávio Mangabeira

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A convite das professoras da Escola Municipal de Quixabeira, o professor Borges realizou palestra nos dias 04 e 05/09/2017 nessa unidade de ensino sobre a vida de Otávio Mangabeira, uma vez que no último dia 27 de agosto completou 131 anos do nascimento do ex-governador da Bahia, sendo que em 14 de março de 1962 a então vila de Cabeças ao se transformar em cidade recebeu o nome de Governador Mangabeira, como forma de homenagear o político Otávio Mangabeira, conhecido como defensor da legalidade, liberdade e democracia.

Na oportunidade, professor Borges dialogou como os estudantes do 1º ao 5º anos e como os professores acerca da trajetória de vida de Otávio Mangabeira, principalmente enquanto professor, escritor e político, com destaque para obras que o mesmo realizou quando exerceu o cargo de Governador da Bahia.

Os estudantes responderam de forma qualificada as diversas perguntas propostas pelo professor, bem como, cantaram de forma brilhante o Hino do Município, o qual foi composto por Adilson de Souza Cruz e Nalinaldo Couto Melo e faz referência ao citad político baiano: "Vários nomes foram citados /Altinópolis, Betânia e Três Palmeiras / Mas te homenageamos com o nome/ Do saudoso Otávio Mangabeira".

Nesse sentido, parabenizamos as professoras, direção e funcionários(as) da Escola Municipal de Quixabeira pelo bom trabalho realizado como seus alunos, enfatizando a importância da cidadania e o conhecimento da história local.

Otávio Mangabeira nasceu em Salvador em 27 de agosto de 1886 e faleceu em 29 de novembro de 1960.Casou-se com Éster Pinho, com quem teve dois filhos: Otávio Mangabeira Filho e Edila Mangabeira Unger.

Formou-se em Engenharia Civil aos 19 anos pela escola Politécnica da Bahia, aonde chegou a exercer a função de professor de astronomia.Em 1930 passou a fazer parte da Academia de Letras do Brasil.

Em 1908 foi eleito Vereador da cidade de Salvador, também conseguiu exercer os cargos de Deputado Federal (7 vezes), Ministro das Relações Exteriores do governo de Washington Luís, governador do Estado da Bahia (1947-1951) e Senador. Experimentou o exílio por duas vezes: 1930-1934  e 1937-1945.

No seu governo foram realizadas diversas obras, como: Aeroporto 2 de Julho (hoje Luís Eduardo Magalhães), Estádio da Fonte Nova, Fórum Rui Barbosa e Escola Parque. Também, foi construída as Escolas Reunidas José Bonifácio na vila das Cabeças. Hoje Colégio Estadual José Bonifácio.

Foi secretário de educação do seu governo, o educador Anísio Teixeira, o qual realizou uma transformação na educação baiana naquele período. O número de escolas saiu de 2.115 para 5.009, alunos de 10.874 para 198.349, de professores pulou de 3.327 para 6.232.


Escreveu vários livros, destacando-se: Halley e o Cometa do seu Nome, Voto da Saudade, As Últimas Horas da Legalidade, A Nação e os Problemas Brasileiros, Pelos Foros do Idioma, Cinquentenário da Morte de Machado de Assis, Um Pregador da Paixão e outras.


Algumas frases de Otávio Mangabeira“com a lei, pela lei, dentro da lei; por que fora da lei não há salvação”.sem instituições livres não há paz, não há educação popular, não há honestidade administrativa”.
“um governo democrático, vale dizer, um governo de moralidade e de trabalho, um governo de portas abertas”.
“Só com a liberdade, sob a lei, e sem ofender a Deus, o esforço humano se realiza e prospera em base sólida e firme”.
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sábado, 2 de setembro de 2017

ORIXÁ NÃO É SANTO

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Pierre Verger escreveu um clássico: “Orixás: Deuses Iorubás na África e no Novo Mundo”, no qual defendia que essa religião está ligada a uma noção de família numerosa, que se origina de um mesmo antepassado e engloba vivos e mortos.
Para o autor, o orixá seria, em princípio, um ancestral divinizado que durante sua passagem pela terra estabeleceu vínculos que lhe asseguraram um controle sobre fenômenos da natureza, como o raios e trovões, as águas dos mares, rios e das chuvas, as árvores, pedras e minérios. Bem como o domínio de importantes atividades sociais, como a caça e a pesca, a metalurgia, o exercício do poder, a guerra, a maternidade, a agricultura.
Quando se considera essa noção de ancestral divinizado, é bom que se diga que realmente todos os orixás tiveram sua passagem pela terra. Foram portadores de um enorme axépessoal. Foram reis e rainhas, grandes guerreiros e guerreiras, caçadores, sacerdotes, curandeiros e feiticeiros, pais e mães.
Foram homens e mulheres que, pela magia dos seus feitos, bravura, bondade, justiça, retidão, destemor, astúcia e outros predicados, não se submeteram à morte, encantando-se como divindades, como deuses que se personificam nas forças vivas da natureza. Os orixás são o poder que sustenta toda a existência e a vida na terra.
São perfeitos? Não, são humanos. Portanto, embora tenham sido associados a santos católicos por força do sincretismo, os orixás jamais podem ser enquadrados na lógica cristã, nem mesmo compreendidos dentro dos padrões ocidentais.
São divinos, mas estão longe de ser santos, pois experimentaram a vida, seus prazeres e suas dores. Amaram e odiaram. Entregaram-se a paixões desenfreadas. Lutaram guerras sangrentas. Cometeram e corrigiram injustiças. Acertaram e erraram. Todos os orixás detêm um poderoso axé. O domínio que exercem sobre a natureza é o reflexo das histórias que viveram e que possibilitaram tornar eternos os seus atos.
Ogum, rei de Irê e senhor da guerra, tornou-se orixá ao perceber que em um momento de cólera irrefletida acabou por massacrar todos os habitantes de sua cidade. Foi tomado por um profundo arrependimento e decretou que, por cometer tamanha atrocidade, não merecia mais viver. Fincou duramente sua espada no solo e, quando o chão se abriu, desapareceu sob a terra e renasceu como orixá.
Todas as divindades do panteão ioruba passaram por processos semelhantes. No momento de sua “morte”, ou seja, quando o sopro se desprendeu do corpo, o que restou foi o axé em estado de energia pura, que acabou eternizado ou se encantando num fenômeno da natureza.
Mesmo Oxalá, o grande orixá da criação, falhou em sua missão de criar o mundo. Por falta de humildade, recusou-se a fazer as devidas oferendas a Exu, o primogênito do universo, e no momento de cumprir sua tarefa foi acometido por uma sede sem fim e, furando o tronco de uma palmeira, sorveu a seiva e embriagou-se.
Odudua, o herói civilizador, tomou para si a missão e criou a terra. Como consolo, Oxalá recebeu a incumbência de criar os seres humanos, mas não observava suas restrições à bebida, e por vezes criava seres defeituosos. Portanto, até Oxalá, o mais elevado dos orixás, cometeu suas falhas, está longe de ser perfeito, mas tem sua divindade reconhecida e respeitada por todos.
Do alto de sua sabedoria, com quase um século de vida, Mãe Stella de Oxóssi, ialorixá do Axé Opô Afonjá, de Salvador, nos ensina que a vida é boa e gozá-la convém. Os orixás sabem disso, pois seu grau de humanidade vai muito além da capacidade de ser bondoso ou generoso, compreensivo ou tolerante, que, aliás, são valores que preconizam e apreciam.
Orixás são humanos por serem passíveis e passionais, são como nós e por isso nos entendem, nos aceitam e nos amam.
Orixá não é espírito em evolução nem anjo da guarda. E nesses tempos de crescente intolerância religiosa, de desrespeitos desmedidos à legislação e até mesmo a cláusulas pétreas de nossa Constituição, é bom que se ratifique que orixá não é demônio.
São as divindades do candomblé. São deuses e deusas que sobreviveram à escravidão e se mantiveram na diáspora. Os orixás vivem em seus filhos e filhas, nesses fiéis que entregam seus corpos ao transe e tornam tangível o axé divino. Deuses humanos, plenos de compreensão e humildade. Deuses que ajudam, mas também dão as costas, pois um orixá não veio ao mundo pra fazer nem o bem nem o mal. Veio para fazer o que é justo.
Fonte: https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/orixa-nao-e-santo
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