domingo, 24 de dezembro de 2017

Origem do Natal

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Natal é uma festa que comemora o nascimento de Jesus entre os homens. Esta homenagem ao Menino Jesus é, ao lado da Páscoa, a cerimônia mais respeitável do calendário cristão. Este evento desperta entre os cristãos do mundo todo sentimentos de solidariedade e fraternidade, instaura-se no Planeta um clima de amor e união. Apesar de hoje estar subvertida pelo consumismo voraz, sufocada pelo materialismo vigente, esta festa preserva um significado especial, como se realmente Jesus renascesse entre nós. Mesmo os que não acreditam na vinda do Messias se deixam contagiar pela atmosfera reinante na Terra.
A palavra Natal vem do latim ‘natális’, com origem no verbo ‘nascor, nascéris, natus sum, nasci’, denotando nascer, ser inserido no mundo. Os cristãos primitivos tinham o hábito de cultivar cada passagem da vida de Jesus, especialmente os que estão ligados à Paixão e à Morte na Cruz. Mas, curiosamente, naquela época não se comemorava o aniversário de ninguém, portanto não se considerava importante gravar o dia do nascimento das pessoas. Por esse motivo não se legou para a posteridade a data do aparecimento de Jesus em nosso mundo. No século IV, o Papa Júlio I instituiu o dia 25 de dezembro para a comemoração do Natal. Sua celebração oficial foi decretada pelo Papa Libério, no ano 354 d.C. Isso não significa que Jesus tenha realmente nascido neste dia.
O Natal é uma festa que, na verdade, ocupa o lugar de uma comemoração pagã, um culto ao deus Mitra, divindade persa que revelava o retorno do Sol no auge do inverno no Hemisfério Norte – fenômeno chamado de Solstício de Inverno. A veneração a este deus teve início em Roma no último século antes da vinda de Cristo, e era uma das religiões que mais agradava ao povo romano durante o Império. Aos poucos o Cristianismo foi moldando essa celebração à sua imagem e semelhança. Assim, a Igreja não precisou proibir estas festas pagãs, mas apenas realizar uma espécie de sincretismo religioso, conferindo-lhes um caráter cristão.
Segundo a visão bíblica, no mês que, pelo calendário gregoriano, está em correlação com o mês judaico da época do nascimento de Jesus, a segunda metade de dezembro, o frio seria tão intenso que não se encontraria ninguém fora de um abrigo, mas Lucas, em seu Evangelho, se refere a pastores que habitavam ao ar livre com seus rebanhos na região onde Jesus nasceu. Assim, os pesquisadores acreditam que o Messias não pode ter nascido neste momento, mas sim em algum período na primavera ou no verão. Mas também pode ser que esta passagem evangélica seja apenas simbólica.
O Natal é impregnado de magia, é um ritual que, ao longo do tempo, englobou cultos, canções específicas, dramas religiosos, entre outros elementos. Atualmente, várias festas são realizadas, como o Auto de Natal – uma pequena reprodução do nascimento de Jesus, desde a Anunciação do anjo Gabriel à Maria até a visita dos Reis Magos –; a Folia de Reis - festa de origem portuguesa que relembra anualmente a visita dos Reis Magos a Jesus, entre outras. A Árvore de Natal simboliza a transformação da vida, o nascimento do Messias, o pinheiro foi eleito em função de suas folhas estarem sempre viçosas, plenas de vida. Esta tradição apareceu pela primeira vez na Alemanha. A troca de presentes é uma herança das oferendas dos Reis Magos ao Menino Jesus por ocasião de seu nascimento. As velas significam boa vontade, a receptividade das pessoas. Os cartões apareceram na Inglaterra em 1843, foram concebidos por John C. Horsley, que elaborou o primeiro deles para doá-lo a um amigo. Já os alimentos próprios do Natal representam a abundância, uma vez que na Antiguidade grande parte das pessoas passava fome e valorizava a carne como um prato de extrema importância.
O Presépio é um retrato da gênese de Jesus em uma estrebaria, tendo como berço a manjedoura. São Francisco de Assis foi o artífice do primeiro presépio, em 1223. Hoje este ritual se perpetua, não mais nas mãos de uma elite ou de ordens religiosas, mas sim através da tradição popular.
Papai Noel, por sua vez, foi baseado em São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira, no século IV. Ele costumava auxiliar, anonimamente, qualquer pessoa que se encontrasse com problemas financeiros. São Nicolau tinha o hábito de depositar um saco com moedas nas chaminés das casas dos seus protegidos. Depois de ser declarado responsável por vários milagres, ele foi declarado santo e tornou-se um símbolo do Natal, a partir também da Alemanha.


Fonte: https://www.infoescola.com/cristianismo/natal/
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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

A Origem do Papai Noel

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O mito do bom velhinho foi inspirado em São Nicolau, um bispo católico que viveu no século 4 na cidade de Mira, atual Turquia. “Ele ficou conhecido em todo o Oriente por sua bondade e pela atenção com as crianças”, afirma o frei Luiz Carlos Susin, professor de teologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Diz a lenda que Nicolau presenteava as crianças no dia de seu aniversário, em 6 de dezembro. Nos séculos seguintes, o mito se espalhou pela Europa e a data da entrega de presentes acabou se confundindo com o nascimento de Cristo. “Quando a história chegou à Alemanha, no século 19, o velhinho ganhou roupas de inverno, renas, um trenó de neve e uma nova casa: o Pólo Norte”, afirma Luiz.

Nessa época, Noel ainda era representado como um homem alto e magro com roupas que variavam de cor – dependendo do relato, elas eram azuis, amarelas, verdes ou vermelhas. A silhueta rechonchuda, o rosto barbudo e os trajes vermelhos que conhecemos hoje apareceram pela primeira vez na revista americana Harper’s Weekly, em 1881. A figura, desenhada pelo cartunista Thomas Nast, sofreu uma nova transformação em 1931. Na criação de um anúncio para a Coca-Cola, o desenhista Haddon Sundblom acrescentou um saco de presentes e um gorro ao personagem. A série de comerciais que mostrava Noel metido em situações engraçadas para entregar seus brinquedos rodou o mundo, popularizou essa imagem e, claro, turbinou as vendas do refrigerante.

O nome Santa Claus, como Noel é conhecido em inglês, é uma adaptação de Sinter Klaas, forma como São Nicolau era chamado pelos holandeses, que levaram suas tradições natalinas para colônias na América no século 17 (entre elas a região da cidade de Nova York). Já por aqui, a origem da expressão “Papai Noel” tem raízes no idioma francês, no qual Noël significa “Natal”. Ou seja, no Brasil, o bom velhinho ganhou um carinhoso nome que significa literalmente “Papai Natal”.

A lenda de que Noel vivia no Pólo Norte, onde comandava sua oficina de brinquedos, serviu para os finlandeses estimularem o turismo local. Na década de 1950, o governo construiu uma vila de madeira na cidade de Rovaniemi, na região da Lapônia, que acabou se tornando o lar oficial do Papai Noel. Quem decide enfrentar o rigoroso inverno Ártico pode entregar seus recados pessoalmente a um dublê do bom velhinho, que recebe aproximadamente 700 mil cartas por ano — quase todas, é claro, com pedidos de presentes.

Fonte: https://mundoestranho.abril.com.br/cultura/quando-e-por-que-o-papai-noel-passou-a-simbolizar-o-natal/
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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

CEPES, realiza Projeto Consciência Negra acerca dos Negros e as Negras nas Tecnologias da Informação e Comunicação

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No dia 29/11/2017, O Colégio Estadual Professor Edgard Santos - CEPES, localizado na cidade de Governador Mangabeira - Bahia, realizou a culminância do Projeto Consciência Negra, com a temática: Os Negros e nas Negras nas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs): dos estereótipos a valorização, como os subtemas que discutiam a negação e a valorização dos negros e negas na televisão, cinema, internet e fotografia.
O Projeto foi dividido em três etapas: primeira - realização de seminários acerca da temática específica de cada série; segunda - a produção artística e a terceira - apresentações das produções artísticas (culminância).
Durante a culminância os alunos apresentaram suas produções artísticas acerca da temática em foco, utilizando instrumentos lúdicos como a música, dança, poesias, peças teatrais e outros, além do desfile da beleza afro-brasileira com um casal representando cada sala de aula.
A culminância do mencionado projeto, também contou com a participação do grupo de dança Embaixad'África, formada por estudantes da UNILAB - Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, campus Malês - São Francisco do Conde, estudantes esses oriundos de países do continente africano que falam a língua portuguesa. Estavam presentes dois de Angola, um de Guiné Bissau, uma de Cabo Verde e outra de São Tomé e Príncipe, sendo que a vinda deles ao nosso município foi articulada entre a professor de filosofia do CEPES - Divanise Vieira e uma ex-aluna do Colégio que também estuda na UNILAB - Rafaela Santos. Além da brilhante performance dançando, os estudantes fizerem um breve relato acerca da cultura de seus países e enfatizaram a necessidade em se desconstruir a visão negativa que ainda existe acerca da África.
Estiveram presentes no evento autoridades municipais como: Marcelo Pedreira (Prefeito), Derlan Queiroz (Secretário de Meio Ambiente), Ribamar Rodrigues (Secretário de Educação) e Tenilson Moura (Diretor de Transportes).
O Projeto contou com o apoio e colaboração das seguintes instituições e pessoas: Secretarias Estaduais de Educação (Coordenação da Diversidade) e Promoção da Igualdade Racial, Editora FTD, Faculdade Maria Milza - FAMAM, UNILAB, Prefeitura Municipal, Secretarias Municipais de Educação, Meio Ambiente e Infraestrutura, Pipoca Eventos, TR Turismo e Transportes, Fotografo Maslã Souza, Ex- aluna Rafaela Santos, Vereadora Gal Menezes e Vereador Luciano Cunha.  
Vale ressaltar a satisfação dos alunos com a realização do Projeto Consciência Negra, evidenciada em uma atividade avaliativa coordenação da professora de Língua Portuguesa Célia Santana, um dia após a culminância: "o projeto contribuiu para mostrar que existem muitos negros que têm destaque na TV, na internet e no cinema e em vários outros lugares, nossa forma de pensar mudou bastante (...) Chegamos a uma conclusão de que o projeto tem que continuar, para alertar as pessoas e também trazer informações, pois ele está mudando a forma de pensar e agir daquelas pessoas que antes tinham pensamentos lamentáveis e ruins sobre os negros". (Alunos do 2º BM do CEPES).
"Queremos agradecer aos estudantes, professores, funcionários, coordenação pedagógica e a direção do CEPES pelo apoio e dedicação para a realização do Projeto Consciência Negra 2017, em especial a professora Divanise Vieira pela parceria na coordenação do evento. Também, as instituições e pessoas que contribuíram financeiramente ou logisticamente com o evento. Em suma, agradecemos a toda comunidade educacional do CEPES pela a realização desse brilhante projeto, com uma produção de conhecimento qualificada, através dos seminários e apresentações artísticas. De fato, nossos alunos deram um show, demonstrando apropriação da temática em foco, elucidando que para além dos estereótipos precisamos buscar a valorização dos negros e negras nas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs)", salientou o professor Borges.
PARABÉNS A TODOS E TODAS!!!!
https://www.youtube.com/watch?v=3xCy3SETVHA&t=25s
   
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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

CEPES, Culminância do Projeto Consciência Negra 2017 no Noturno

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No dia 21/11/2017, aconteceu a culminância do Projeto Consciência Negra nas turmas do noturno do Colégio Estadual Professor Edgard Santos - CEPES. A atividade foi realizada no anexo da unidade de ensino, que funciona no prédio do Centro Educacional Professor Agnaldo Viana Pereira - CEPAVP, localizado na comunidade de Quixabeira, com turmas da EJA- Educação de Jovens e Adultos.
A atividade foi organizada através de uma integração entre as turmas da EJA da sede e do anexo, além da parceria com os alunos, professores, direção e funcionários da EJA do CEPAV. Na oportunidade foram apresentados através de cartazes e slides as pesquisas realizadas pelos estudantes acerca do tema do projeto: Os Negros e as Negras nas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs): dos estereótipos a valorização, sendo o subtema das turmas da EJA: Os Negros e as Negras na Fotografia (história, estética e moda afro-brasileira, evidência e produção de fotos dos alunos das turmas).
Ainda durante as atividades, a professora Patrícia Keiko fez a entrega de um banner ao representante (Alexsandro) da equipe vencedora dos Jogos Internos do CEPES 2017 na modalidade futebol de salão, equipe essa composta por alunos da EJA do anexo.
As apresentações foram bastante qualificadas, elucidando como os estudantes se apropriaram da temática, apresentações essas, que foram abrilhantadas pela ótima exibição do grupo de samba de roda da comunidade de Meio de Campo - Vai Quem Quer, também foram servidas aos alunos comidas afro-brasileiras como acarajé e caruru, as quais foram preparadas através de uma parceria entre as direções das mencionadas instituições de ensino.
Ainda durante as atividades, a professora Patrícia Keiko fez a entrega de um banner ao representante (Alexsandro) da equipe vencedora dos Jogos Internos do CEPES 2017 na modalidade futebol de salão, equipe essa composta por alunos da EJA do anexo.
Vale ressaltar que a culminância do Projeto Consciência Negra das turmas do matutino e vespertino será dia 29/11/2017.
"Agradecemos aos estudantes, professores, funcionários, diretores e vice do CEPES e CEPAVP pelo sucesso da culminância do Projeto Consciência Negra 2017 nas turmas do noturno, ressaltando as significativas apresentações dos alunos da EJA, demonstrando a importância da valorização dos negros e negras através da fotografia. Também, agradecemos ao grupo de samba de roda - Vai Quem Quer, que animou o evento com uma boa música de raiz afro-brasileira. Parabéns!!!", enfatizou o professor Borges.  
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domingo, 26 de novembro de 2017

Palestra no Colégio Estadual José Bonifácio sobre o empoderamento de negros e negras

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No dia 24/11/2017, durante a culminância do projeto Consciência Negra 2017 do Colégio Estadual José Bonifácio - CEJB, o professor Borges ministrou uma palestra acerca da temática do mencionado projeto - Empoderamento de Homens e Mulheres Negros/as para os alunos do noturno.
Na oportunidade, Borges enfatizou a importância do dia da Consciência Negra, bem como, elucidou a ideia de empoderamento a partir dos exemplos de negros e negras na história do Brasil, como Zumi, Dandara, Maria Filipa, Luiz Gama, Abdias do Nascimento, Carolina Maria de Jesus, Milton Gonçalves, Ruth de Souza, Lázaro Ramos, Domingas da Paixão, Jucineide Conceição e outros/as.
Após a palestra, os estudantes do CEJB realizaram belíssimas apresentações acerca da temática em foco, ressaltando que no dia anterior aconteceu o tradicional Recital de Poesia dessa unidade de ensino, coordenado pelo competente professor Moacir Aragão,além de apresentações dos alunos dos turnos matutino e vespertino.
"Agradeço aos professores, funcionário e estudantes CEJB pelo convite para participar desse valioso evento, em especial nas pessoas do funcionário Cássio Alves e da diretora Jucineide Conceição. Por certo eventos dessa qualidade contribuem decisivamente para elevar a importância e significado da Consciência Negra, principalmente no sentido de uma reflexão acerca do empoderamento de homens negros e mulheres negras. Parabéns!!!", salientou o professor Borges, 
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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Dia da Consciência Negra: origem e importância

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POR QUE DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA?

A comemoração do dia 20 de novembro como data negra foi lançada nacionalmente em 1971 pelo Grupo Palmares, de Porto Alegre. A princípio em contestação a ideia do 13 de maio, abolição formal da escravatura.
O treze de maio não satisfazia, não havia por que comemorá-lo.  A abolição só estava no papel, a lei não determinara medidas concretas, práticas, palpáveis em favor do negro.
Em 20 de novembro de 1978 o Movimento Negro Unificado (MNU), escolheu a figura de Zumbi como símbolo de luta dos negros contra a opressão e a data de 20 de novembro como dia nacional da Consciência Negra.
Palmares foi uma passagem marcante na história do negro no Brasil, um século de liberdade e luta contra o escravismo.
Em 2003, através da lei 10.639, o presidente Lula oficializou a data 20 de novembro como o dia nacional da Consciência Negra e Zumbi foi elevado a categoria de Herói Nacional.
A lei 10.639/03, também estabeleceu a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira em todas as escolas do ensino fundamental e médio do país.
Atualmente em muitas cidades do país no dia 20 de novembro é feriado, inclusive em Governador Mangabeira.
A partir de uma articulação da então Secretaria de Promoção da Igualdade - SEPROMI e a Câmara de Vereadores, por iniciativa do vereador Nerinho, em 2014 foi aprovada a emenda a Lei Orgânica Municipal (001/2014), que instituiu feriado municipal em homenagem a Zumbi dos Palmares.

PARA QUE O DIA DA CONCIÊNCIA NEGRA?

Comemorar, o Dia da Consciência Negra nesta data é uma forma de manter viva em nossa memória as lutas do povo negro e a figura de Zumbi de Palmares, herói do povo no Brasil. Não somente a imagem do líder que Zumbi possuía, mas também sua importância na luta para o fim da escravidão e pela melhoria das condições de vida para o povo no país.
A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da história dos negros no Brasil, bem como suas contribuições para a formação da identidade nacional, em especial nos aspectos políticos, sociais, econômicos, linguístico, religioso, gastronômico, musical, estético, artístico e outros.
Além desses aspectos, o dia da consciência negra serve para gerar debates e reflexões acerca da situação dos negros e negras no Brasil, buscando a praticidade de políticas públicas de reparação e afirmação, bem como, a ampliação da representatividade da população negras em espaços de poder e destaques na sociedade brasileira, pois a maioria da população do Brasil é formada por negros e negras.
SALVE ZUMBI DOS PALMARES.

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sábado, 18 de novembro de 2017

PALAVRAS DE ORIGEM AFRICANA EM NOSSO VOCABULÁRIO

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A língua é viva e se move entre cidades, estados, países e continentes. Se move de dentro para fora, pelas bordas, no meio de um rio. Transforma dor em carinho. Tem cor, tem história.
Hoje o Brasil é o país com mais descendentes africanos fora da África – 54% da população é afro-descendente, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As religiões africanas, por sua vez, foram fundamentais para a perpetuação linguística de diferentes povos. Isso porque o conhecimento dos termos africanos é essencial para integrar-se nessa comunidade, vivenciar seus rituais e se conectar com a própria identidade e ancestralidade.
Confira agora algumas das centenas de contribuições africanas para a língua portuguesa e para a cultura brasileira:
Dengo

Segundo os dicionários, a palavra significa “lamentação infantil”, “manha”, “meiguice”. Contudo, a palavra de origem banta (atualmente Congo, Angola e Moçambique) e língua quicongo tem um sentido mais profundo e ancestral: dengo é um pedido de aconchego no outro em meio ao duro cotidiano.

Cafuné

Também do quimbundo vem a palavra cafuné, que significa acariciar/coçar a cabeça de alguém.

Caçula

Do quimbundo kazuli, que significa o último da família ou o mais novo.

Moleque

Do quimbundo mu’leke, que significa “filho pequeno” ou “garoto”, era um modo de se chamar os seus filhos de mu’lekes. Com o passar do tempo, a palavra começou a apresentar um significado pejorativo, devido ao preconceito existente contra tudo o que era próprio dos negros, inclusive o modo como chamavam os seus filhos. Antes da abolição da escravidão, por exemplo, chamar um menino branco de “moleque” era uma grande ofensa. Atualmente, a palavra “moleque” é atribuída a crianças traquinas e desobedientes. Também é utilizada para qualificar a personalidade de uma pessoa brincalhona ou que não merece confiança.

Quitanda

Do termo quimbundo kitanda, trata-se de um pequeno estabelecimento onde se vende produtos frescos, como frutas, verduras, legumes, ovos, etc.

Fubá

Fuba, da língua banta quimbundo, é uma farinha feita com milho ou arroz. Feijão e angu – creme feito apenas com fubá e água – eram a base da alimentação dos africanos e afro-brasileiros. Hoje, vários pratos e quitutes são preparados com o ingrediente, sendo o bolo de fubá o mais querido entre os brasileiros.

Dendê

Do quimbundo ndende, o dendê, ou óleo de palma, é popular nas culinárias africana e brasileira. Ele é produzido a partir do fruto do dendezeiro – um tipo de palmeira originária do oeste da África. Indispensável na cozinha afro-brasileira, o dendê é utilizado em pratos como o vatapá e o acarajé.

Cachaça

Essa aguardente de cana-de-açúcar é usada no preparo do coquetel brasileiro mundialmente conhecido:  a caipirinha. A cachaça é obtida com a fermentação e destilação do caldo de cana. A palavra tem origem na língua quicongo, do grupo banto (atualmente Congo, Angola e  Moçambique). A cultura da cachaça no Brasil começou no tempo de escravidão, quando os africanos trabalhavam na produção de açúcar proveniente da cana. O método consistia em moer a cana, ferver o caldo obtido e, em seguida, deixá-lo esfriar. Desse processo, resultava a rapadura – produto que tinha como finalidade adoçar alimentos e bebidas. Quando o caldo fermentava, o açúcar da garapa se convertia em álcool. Hoje, o Brasil produz 1,3 bilhão de litros de cachaça por ano. A bebida é a segunda mais consumida do país, ficando atrás apenas da cerveja.

Axé

O termo geralmente é usado como o “assim seja”, da liturgia cristã, e também “boa-sorte”. Contudo, segundo as religiões afro-brasileiras, axé (do iorubá ase) é bem mais do que isso: é a energia vital encontrada em todos os seres vivos e que impulsiona o universo.

Candomblé

Esta é a religião de matriz africana mais praticada no Brasil. Em virtude da proibição da prática do candomblé no passado, aconteceu um sincretismo – a junção dos cultos do candomblé com o catolicismo. Até hoje, alguns católicos e praticantes do candomblé celebram juntos a lavagem de Senhor do Bonfim (no candomblé Águas de Oxalá), Santa Bárbara (no candomblé Iansã), Nossa Senhora dos Navegantes (no candomblé Iemanjá). Candomblé é a união do termo quimbundo candombe, que significa “dança com atabaques”, com o termo iorubá ilé ou ilê (casa): “casa de dança com atabaques”.

Macumba

Macumba (quimb makumba) é uma religião que começou a ser praticada na primeira metade do século XX no Rio de Janeiro e é uma variante do candomblé. Originalmente, a palavra se referia apenas ao instrumento musical utilizado em cerimônias religiosas de raíz africana.

Muvuca

Mvúka, de origem banta e língua quicongo, significa aglomeração ruidosa de pessoas como forma de lazer, celebração.

Cuíca

O instrumento, chamado em Angola de pwita, é semelhante a um tambor e contém uma haste de madeira interna e fixa. O som é produzido ao esfregar a haste com um pano úmido. Seu uso foi muito difundido na música popular brasileira e, por volta de 1930, passou a fazer parte das baterias das escolas de samba.

Abadá

Hoje em dia, a palavra abadá é conhecida por se referir à camiseta de carnaval recebida na compra do ingresso para blocos de rua. Ela tem origem no iorubá e originalmente era utilizada para se referir às batas/túnicas brancas vestidas em rituais religiosos.

Cachimbo

Instrumento utilizado para fumar, geralmente, tabaco. A palavra deriva do termo kixima de uma das línguas bantas mais faladas em Angola: o quimbundo.

Esta lista foi elaborada pelo aplicativo de idiomas Babel.
Veja mais palavras do site Raizes do Samba:
A
ABADÁ – Túnica folgada e comprida. Atualmente, no Brasil, é o nome dado a uma camisa ou camiseta usada pelos integrantes de blocos e trios elétricos carnavalescos.
ABARÁ – Quitute semelhante ao acarajé. A massa feita de feijão fradinho e os temperos são os mesmos. Os bolinhos envoltos em folhas de bananeira são cozidos em banho-maria.
ACARÁ – Peixe de esqueleto ósseo.
ACARAJÉ – Bolinho feito de massa de feijão-fradinho frito no azeite de dendê e servido com camarões secos.
AFOXÉ –  Dança, semelhante a um cortejo real, que desfila durante o carnaval e em cerimônias religiosas.
AGOGÔ – Instrumento musical formado por duas (ou três) campânulas ocas de ferro.
ALUÁ – Bebida feita de milho, arroz cozido ou com cascas de abacaxi.
AMUO  – sm. Mau humor passageiro, revelado no aspecto, gestos ou silêncio; arrufo, calundu.
ANGOLA – Nome dado a uma das mais conhecidas modalidades do jogo de capoeira e, também, a um dos cinco países africanos de língua portuguesa.
ANGU – Massa de farinha de milho ou de mandioca. Angu-de-caroço: Coisa complicada.
AXÉ – Saudação; força vital e espiritual.
AZOEIRA – Barulhada, zoeira, bagunça.
B
BABÁ – Ama-seca; pessoa que cuida de crianças em geral; pai-de-santo; a origem é controvertida sendo, para alguns estudiosos originária do quimbundo, e para outros do idioma iorubá.
BABACA – Tolo; boboca.
BAGUNÇA – Baderna, desordem.
BALANGANDÃS  – Enfeites,originalmente de prata ou de ouro, usados em dias de festa.
BAMBAMBàou BAMBA – Maioral, bom em quase tudo que faz.
BAMBERÊ – Cantiga de ninar entoada por negras velhas da Região Amazônica. (“Bamberê, bamberá / criança que chora quer mamá / Moça que namora quer casá / Galinha que canta quer botá / Bamberê, bamberá)
BAMBOLÊ – Aro de plástico ou metal usado como brinquedo.
BANCAR – Fazer o papel de; fazer-se de.
BANGÜÊ – Padiola de cipós trançados na qual se leva o bagaço da cana.
BANGUELA – Desdentado. Os escravos trazidos do porto de Benguela, em Angola, costumavam limar ou arrancar os dentes superiores.
BANGULÊ  – Dança de negros ao som da puíta, palma e sapateados.
BANTO  – Nome do grupo de idiomas africanos em que a flexão se faz por prefixos.
BANTOS – Povos trazidos do sul da África, principalmente de Angola e Moçambique, que espalharam sua cultura, idiomas e modos.
BANZAR – Meditar, matutar.
BANZÉ – Confusão.
BANZO – Tristeza fatal que abatia os escravizados com saudades de sua terra natal.
BAOBÁ – Árvore de tronco enorme, reverenciada por seus poderes mágicos.
BATUQUE – Dança com sapateado e palmas, com som de instrumentos de percussão. É uma variante das rodas de capoeira, praticada pelos negros trazidos de Angola para o interior da Bahia. No sul do Brasil, é sinônimo de rituais religiosos e, no interior do Pará, é uma espécie de samba.
BERIMBAU – Instrumento musical, composto de um arco de madeira com uma corda de arame vibrada por uma vareta, tendo uma cabaça oca como caixa de ressonância.
BIRITA – Cachaça; gole de cachaça.
BITELO – Grande; de tamanho exagerado.
BOBÓ – Um tipo de purê feito de aipim ou inhame.
BOCA-DE-PITO – Pitada; tragada em cigarro, charuto ou cachimbo; disposição para fumar provocada pela ingestão de café ou bebida alcoólica.
BOMBA – Certo doce de forma cilíndrica ou esférica feito de massa cozida e glaçado na parte superior.
BOROCOXÔ – Molenga. Entristecido.
BRUACA –  Espécie de mala ou sacola que se levava no lombo de animais.
BUGIGANGA – Objeto de pouco ou nenhum valor ou utilidade.
BUNDA – Nádegas, na língua falada pelos bundos de Angola.
BÚZIOS – Conchas marinhas usadas antigamente na África como moedas e, em nossos dias, em cerimônias religiosas e em jogos de previsão.
C
CAÇAMBA – Balde para tirar água de um poço; local onde se depositam detritos.
CACHAÇA – Bebida alcoólica; pinga; durante muito tempo, os negros escravizados, banhados em suor, giravam manualmente as rodas dos engenhos de açúcar e, do vapor originário da fervura do caldo da cana, escorria pela parede e pingava do teto (daí o porque o nome “pinga”)a bebida de sabor clássico, que ardia nos olhos e foi batizada de “pinga”.
CACHIMBO – Tubo de fumar, com um lugar escavado na ponta para se colocar o tabaco.
CACIMBA – Poço ao ar livre, onde se retém a água da chuva para diversas finalidades. Cova que recolhe água de terrenos pantanosos.
CAÇULA – O mais novo.
CACULÉ – Cidade da Bahia.
CACUNDA – Corcunda. Corcova. Costas.
CAFIFE – Diz-se de pessoa que dá azar.
CAFOFO – Lugar que serve para guardar objetos usados; nos dias atuais, serve também para designar moradia pequena, mas aconchegante.
CAFUÁ – Esconderijo. Casebre.
CAFUCA – Centro; esconderijo.
CAFUCHE – Irmão do Zumbi.
CAFUCHI – Serra.
CAFUNDÓ – Lugar afastado, de acesso difícil.
CAFUNÉ – Coçar a cabeça de alguém.
CAFUNGÁ – Pastor de gado.
CAFUZO – Mestiço de negro e índio.
CALANGO – Lagarto. Dança afro-brasileira.
CALOMBO – Inchaço. Quisto, doença.
CALUMBÁ – Planta
CALUNDU – sm. Mau humor; amuo.
CALUNGA – sf. 1. Coisa qualquer de tamanho reduzido. 2. Boneco pequeno. O mar; boneca carregada pelas damas do paço nos desfiles de reis e rainhas dos Maracatus de nação em Pernambuco; símbolo da realeza e do poder dos ancestrais.
CAMUNDONGO – Rato pequeno.
CANDOMBLÉ – Casas ou terreiros de diferentes nações – Angola, Congo, Jêje, Nagô, Ketu e Ijexá – onde são praticados os rituais trazidos da África. Esses cultos são dirigidos por um Babalorixá (pai-de-santo) ou por uma Ialorixá (mãe-de-santo). Um dos mais tradicionais é o de Gantois,em Salvador, na Bahia. No passado, o candomblé foi muito perseguido.
CANDONGA – Intriga, mexerico.
CANGA – Tecido com que se envolve o corpo. Peça de madeira colocada no lombo dos animais.
CANJERÊ – Feitiço, mandinga.
CANJICA – Papa de milho verde ralado.
CAPANGA – Guarda-costas. Bolsa pequena que se leva a tiracolo.
CAPENGA – Manco. Com andar de bêbado.
CAPOEIRA – Jogo de corpo, agilidade e arte, que usa técnicas de ataque e de defesa com os pés e as mãos. As rodas são acompanhadas por palmas, pandeiros, chocalhos, berimbaus e cânticos de marcação.
CARIMBO – Instrumento de borracha. Marca. Sinal.
Carimbó – Tipo de dança afro-brasileira originária da região norte do Brasil.
CARURU – Iguaria da culinária afro-brasileira, feita com folhas, quiabos e camarões secos.
CASSANGUE – Grupo de negros da África.
CATIMBA – Manha. Astúcia.
CATIMBAU – Prática de feitiçaria.
CATINGA – Fedor; mau cheiro.
CATITA – Pequeno, baixo, miúdo. Nome dado no Nordeste a um ratinho novo.
CATUNDA – Sertão.
CATUPÉ – Cortejo afro-mineiro. As fardas de seus integrantes são enfeitadas de fitas, sendo que dançam e cantam acompanhados por instrumentos de percussão.
CAXAMBU – Grande tambor usado na dança harmônica.
CAXANGÁ – Jogo praticado em círculo. Os versos de uma velha cantiga, baseada nessa brincadeira, são bem populares.
CAXIXÍ – Chocalho pequeno feito de palha.
CAXUMBA – Inflamação das glândulas salivares.
CAZUMBÁ – Negro velho, personagem do Boi-Bumbá paraense.
CAZUMBI – Alma penada.
CHILIQUE – Desmaiar. “Ter um troço”.
CHUCHU – Fruto comestível.
COCHILAR – Breve soneca. Sono leve.
CONGADAS ou CONGOS – Danças dramáticas com enredo e personagens característicos, como reis, rainhas, príncipes, princesas, embaixadores, chefes de guerra e guerreiros, que se despedem, no final das apresentações, cantando.
COQUE – Bater na cabeça com o nó dos dedos. Tipo de penteado onde o cabelo é todo preso num arranjo único no alto da cabeça; há uma corrente que acredita ser o nome proveniente do inglês “cock”, que significa galo, e outra que associa o nome a barulho que é feito e também ao “galo” na cabeça.
CUBATA – Choça de pretos; senzala. Palhoça
CUÍCA – Instrumento musical que emite um ronco peculiar.
CUMBA – Forte, valente.
CUMBE – Povoação em Angola.
D
DENDÊ – Fruto de uma palmeira (dendezeiro), de onde é extraído o azeite.
DENGO – Gesto de carinho. Manha, birra.
DENGOSO – Manhoso. Chorão.
DIAMBA – Um tipo de erva alucinógena.
E
EBÓ – Oferenda feita aos orixás para se resolver os mais diferentes desejos e problemas.
EFÓ – espécie de guisado de camarões e ervas, temperado com azeite de dendê e pimenta.
EMBALAR – Acalentar; balançar; fazer adormecer.
EMPACAR – Não continuar. Não prosseguir. Diz-se quando o animal firma teimosamente as patas para não prosseguir viagem.
ENCABULAR – Envergonhar-se. Ficar vexado por algum motivo.
ENGABELAR – Enganar. Iludir jeitosamente. Trapacear. Engodo. Embuste.
ESCANGALHAR – Desordem. Confusão. Desmantelo. Dano causado por estrago.
ESPANDONGADO – Desajeitado. Defeituoso. Arruinado. Desarrumado. Relaxado. Descomedido. Arreliado.
EXU – Divindade que é considerada o intermediário entre o Céu e a Terra. Aquele que está em todos os lugares. Dono das encruzilhadas. Representa a ambivalência humana, os comportamentos e desejos contraditórios.
F
FAROFA – Mistura de farinha com água, azeite ou gordura.
FOFOCA – Intriga. Mexerico
FUÁ – Briga. Rolo. Desordem. Intriga. Diz-se também do eqüino arisco.
FUBÁ: Farinha de milho.
FULEIRO – Reles. Ordinário. Sem Valor. Farrista.
FULO: Irritado. Zangado.
FURDUNCIO – Também pronunciado e escrito como “Forduncio”, significa festança popular. Divertir-se com alarido. Barulho. Desordem.
FUNGAR – Fazer ruído com o nariz ao inspirar o ar. Assoar o nariz. Coriza na fossa nasal. Fuçar.
FUTUM – Mau cheiro. Fedor. Peixe morto na superfície da água.
FUXICO – Falar mal dos outros. Artesanato popular feito com pedaços de panos. Costurar superficialmente. Alinhavar. Amarrotar.
FUZARCA – Farra. Desordem. Bagunça.
FUZUÊ – Festa. Confusão. Turbilhão nas águas de um rio.
G
GALALAU – Pessoa muito alta.
GAMBÉ – Designação de um policial na gíria dos travestis, menores e delinqüentes em geral.
GANDAIA – Farra. Bagunça. Vadiagem. Ofício de trapeiro. Pessoa sem préstimo. Inerte.
GANGA ZUMBA – Título dado aos chefes guerreiros. Um dos mais famosos líderes da confederação de Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, em Alagoas.
GANZÁ – Chocalho.
GARAPA – Caldo da cana. Bebida formada pela mistura de mel-açúcar-água.
GERINGONÇA – Coisa malfeita e de duração precária. Objeto ou coisa estranhos cujo nome e finalidade não se conhece.Ginga – Bamboleio. Balanço com o corpo. Dançar com o corpo ao som de uma música ou instrumento. Movimento corporal na capoeira, na dança e no futebol. Sacerdotisa do culto Omolocô. Remo que se usa para fazer a embarcação balançar.
GINGA – Movimento corporal na capoeira, na dança e no futebol.
GOGÓ – Pomo-de-Adão. Garganta. Laringe
GONGUÊ – Instrumento musical semelhante ao agogô.
GOROROBA – Comida feita com restos de diversos alimentos. Diz-se também do indivíduo lento, molengão ou covarde.
GRIGRI – Amuleto que protege o seu possuidor.
GUANDU – O mesmo que andu (fruto do anduzeiro), ou arbusto de flores amarelas, tipo de feijäo comestível.
GUIMBA – Resto ou ponta do cigarro.
H
 – Interjeição de surpresa, espanto ou de admiração entre os Iorubás. Manifestação de incompreensão. Não entendimento.
I
IAIÁ – Tratamento dado às moças e meninas na época da escravidão. Na Luanda antiga, era o tratamento respeitoso que as filhas e netas dos escravos davam às patroas.
IEMANJÁ: deusa africana, a mãe d’água dos iorubanos.
IMPALA – Espécie de antílope africano. O nome batizou também um modelo de automóvel da Chevrolet.
IMPLICAR – Provocar. Amolar. Intrometer. Contender. (Atualização, a etimologia da palavra vem do Latim).
INHAME – Designação comum de um tipo de tubérculo comestível menor que a mandioca; homem de corpo defeituoso. Coisa ou objeto disforme ou deformada.
IORUBANO – Habitante ou natural de Ioruba (África).
J
JABÁ – Suborno oferecido a programador de emissora de rádio ou televisão para que inclua na programação determinada obra musical. Certo tipo de abóbora.
JABACULÊ – Gorgeta. Propina. Dinheiro.
JAGUNÇO – Capanga. Combatente das forças de Antonio Conselheiro na Guerra de Canudos. Cangaceiro.
JEGUEDÊ – Dança negra.
JERERÊ – Nome dado ao cigarro de maconha. Faísca. Centelha.
JERIBATA – Álcool; aguardente.
JILÓ – Fruto verde de gosto amargo.
JONGO – Dança tradicional afro-brasileira.
L
LAMBADA – Golpe dado com o chicote, tabica ou rebenque. Copo ou gole de bebida alcoólica. Dança de salão de origem amazônica. Significa bater, castigar, ferir, atingir com golpe ou pancada.
LAMBANÇA – Desordem. Sujeira. Serviço malfeito. Embuste. Trapaça em conversa ou jogo.
LAMBÃO – Indivíduo que não sabe lidar com as coisas sem sujar-se.
LAMBUJA – Vantagem que um jogador concede ao parceiro ou rival. Aquilo que se ganha ou dá além do combinado.
LAPADA – Lambada. Bofetada. Espécie de pá semelhante ao remo.
LARICA – Apetite desenfreado após a ingestão da maconha. Dificuldade. Aperto. Apuro.
LENGA-LENGA – Conversa, narrativa ou discurso enfadonho.
LERO-LERO – Conversa fiada. Palavreado vazio.
LIBAMBO – Bêbado (pessoas que se alteram por causa da bebida).
LUNDU – Primitivamente dança africana.
M
MAASSAGANA – Confluência, junção de rios em Angola.
MACULELÊ – Folguedo popular de origem baiana, misto de jogo de dança com bastões ou facões.
MACUMBA – Nome pejorativo dado aos cultos afro-brasileiros. Audaz. Ousado. Certo tipo de reco-reco. Cada uma das filhas de santo nos terreiros de origem Banta. Antigo jogo de azar. Antiga denominação que se dava à maconha.
MACUMBEIRO – adj. sm. Diz-se de, ou praticante da macumba. .
MALUCO – Alienado mental. Endoidecido.
MALUNGO – Título que os escravos africanos davam aos que tinham vindo no mesmo navio; irmão de criação.
MAMONA – Fruto da família das esforbiáceas. Rícino.
MAMULENGO – Fantoche. Teatro de fantoches.
MANDINGA – Bruxaria. Feitiço. Talismã. Qualidade de jogo de capoeira.
MANGAR – Zombar. Caçoar.
MANGUE – Comunidade geográfica localizada em áreas onde o solo é formado por uma lama escura e mole. Terreno lamacento.
MANHA – Choro infantil sem causa. Birra. Malícia. Ardil. Artimanha. Habilidade manual.
MARACATU – sm. Oriundo da região do Estado de Pernambuco (PE), é um cortejo carnavalesco que segue uma mulher que, num bastão, leva uma bonequinha enfeitada, a calunga. 2. Certo tipo de dança afro-brasileira. Em Recife/PE, os maracatus de nação representam embaixadas africanas com todo o séquito real.
MARACUTAIA – Trapaça. Embuste. Engodo. Golpe.
MARAFA(O) – Vida desregrada. Licenciosa. Cachaça. Vinho. Diz-se também do tipo de vida, por exemplo: “Viver na marafa…”, viver entregue ao vício da bebida e da vadiagem.
MANO – Tratamento respeitoso entre os antigos sambistas cariocas (“Mano” Elói, “mano” Décio etc.). Irmão.
MARIMBA– Peixe do mar. 2. Artifício de amarrar uma linha a algum objeto (pedra, garrafa, etc) para resgatar pipas onde não se alcança com as próprias mãos (RJ).
MARIMBONDO – Certo tipo de vespa.
MATUTO – Indivíduo que vive no mato. Na roça. Pessoa ignorante e ingênua.
MAXIXE – Fruto do maxixeiro. Certo tipo de chuchu espinhoso. Dança brasileira de salão.
MIÇANGA – Conta de vidro miúda. Ornatos feitos com esse tipo de conta. Colar.
MILONGA – Desculpas descabidas. Manhas. Dengues. Mexericos. Intrigas. Feitiço. Sortilégio Bruxedo. 2. Música e dança de origem platina.
MINGAU – Papa de farinha de cereais com leite, açúcar e outros ingredientes. Em língua oeste-africana, era um tipo de milho cozido em água e sal. Na linguagem Banta, é o ato de molhar o pão no pirão ou molho. (Retificação: Esta palavra vem do Tupi).
MOCAMBO – Cabana. Palhoça. Habitação miserável. Couto de escravos fugidos na floresta.
MOCHILA – Alforge. Bornal que se leva às costas.
MOCORONGO – Mulato escuro. Caipira. Indivíduo natural de Santarém/PA. Palhaço da folia de reis. Mosquito transmissor do impaludismo.
MOCOTÓ – Pata de bovino utilizada como alimento. Tornozelo.
MOLAMBO – Trapo. Pano velho rasgado ou sujo. Roupa esfarrapada. Indivíduo fraco e sem caráter. Corpo velho, cansado, moído.
MOLENGA – Mole. Indolente. Preguiçoso. Medroso e covarde.
MOLEQUE – Negrinho. Indivíduo irresponsável. Canalha. Patife.
MONDONGO – Indivíduo sujo e desmazelado. Boneco de pano sem governo.
MONGO – Sujeito bobo. Moleirão. Débil mental.
MOQUECA – Guisado de carne ou peixe tradicional da culinária afro-brasileira.
MORINGA – Garrafão ou bilha de barro para conter e refrescar água potável. Cântaro.
MUAMBA – Cesto ou canastra para transporte de mercadorias. Furto de mercadorias nos portos. Contrabando. Negócio escuso. Do Quimbundo: Carga.
MUCAMA – Escrava doméstica. Concubina. Escrava que era amante do seu senhor.
MULUNGA – Árvore.
MUNGUZÁ – Iguaria feita de grãos de milho cozido, em caldo açucarado, às vezes com leite de coco ou de gado. O mesmo que canjica.
MUQUIFO – Lugar sujo e em desordem. Palavra ligada ao Kicongo, significa também latrina. Casebre. Choupana
MURUNDU – Montanha ou monte; montículo; o mesmo que montão.
MUTAMBA – Árvore.
MUTRETA – Trapaça. Confusão.
MUVUCA – Confusão. Algazarra.
MUXIBA – Pelanca. Pedaços de carne magra. Retalhos de carne que se dá aos cães. Mulher feia. Bruxa. Seios flácidos de mulher.
MUXINGA – Açoite; bordoada.
MUXONGO – Beijo; carícia.
N
NENÊ – Criança recém-nascida ou de poucos meses. Provém do Umbundo “nene”, que quer dizer pedacinho, cisco.
O
ODARA – Bom. Bonito. Limpo. Branco. Alvo.
OGUM ou OGUNDELÊ – Deus das lutas e das guerras.
ORIXÁ– Divindade de religiões afro-brasileiras. Divindade secundária do culto jejênago, medianeira que transmite súplicas dos devotos suprema; divindade desse culto; ídolo africano.
P
PAMONHA – Certo tipo de iguaria derivada do milho. Diz-se também da pessoa molenga. Inerte. Desajeitada. Preguiçosa. Lenta.
PATOTA – Turma. Grupo.
PENDENGA – Litígio. Rixa. Contenda.
PERRENGUE – Dificuldade ou aperto financeiro. Diz-se também da pessoa fraca. Covarde. Animal imprestável.
PIMBA – Pênis de menino
PINDAÍBA – Falta de dinheiro. Miséria feia. (Atualização: Esta palavra é de origem Tupi).
PINGA – Aguardente extraída do caldo da cana.
PIRÃO – Papa grossa de farinha de mandioca. (Atualização: Esta palavra é de origem Tupi).
PITO – Cachimbo. Cigarro. Repreensão. Censura. Dar bronca.
PITOCO – Objeto ou utensílio o qual já falta uma parte essencial. Parte amputada ou a restante no corpo humano.
PUITA: corpo pesado usado nas embarcações de pesca em vez fateixa.
Q
QUEIMANA – Iguaria nordestina feita de gergelim .
Quenga – Guisado de quiabo com galinha. Mulher prostituída. Meretriz.
QUENGO – Cabeça. Região próxima da nuca.
QUIABO – Fruto de forma piramidal, verde e peludo.
QUIBEBE – Papa de abóbora ou de banana.
QUIBUNGO – Invocado nas cantigas de ninar, o mesmo que cuca, festa dançante dos negros.
QUILOMBO – Valhacouto de escravos fugidos. 2. Quer dizer acampamento ou fortaleza. Folguedo popular alagoano em forma de dança dramática.
QUIMBEBÉ – Bebida de milho fermentado.
QUIMBEMBE – Casa rústica, rancho de palha.
QUIMGOMBÔ – Quiabo.
QUINDIM – Doce feito com a gema do ovo, côco e açúcar. Na Bahia significa também meiguice, dengo, encanto, carinho.
QUITUTE: Comida fina, iguaria delicada. Iguaria. Acepipe. Canapé.
QUIZÍL(I)A – Antipatia ou aborrecimento. Ojeriza. Aversão. Implicância.
QUIZUMBA – Confusão. Briga.
R
REQUENGUELA – Engelhado. Encolhido. Tímido. Fraco. Sem substância.
S
SAMBA – Dança cantada de origem africana de compasso binário (da língua de Luanda, semba = umbigada). Nome genérico de um ritmo de dança afro-brasileiro.
SAPECA – Diz-se de moça muito namoradeira ou assanhada. Diz-se também da criança muito arteira.
SARAPATEL – Guisado feito com sangue e miúdos de certos animais, especialmente o porco.
SARARÁ – Alourado. Arruivado.
SARAVÁ – Palavra usada como saudação nos cultos afro-brasileiros, significa “salve”.
SENZALA: alojamento dos escravos.
SERELEPE – Vivo. Buliçoso. Astuto. Esperto.
SOBA – Chefe de trigo africana.
SONGAMONGA – Pessoa dissimulada. Sonsa. Débil. Boba.
SOVA – Dar pancadas com a mão. Espancar.
T
TAGARELA – Pessoa que fala muito e à toa.
TANGA – Pano que cobre desde o ventre até as coxas.
TANGO – Dança argentina popularizada no Brasil, proveniente do espanhol “tango” e do Kimbundo “tangu” (pernada), que era uma forma de bailado de negros ao som de tambores e outros instrumentos.
TRAMBIQUE – Negócio fraudulento. Vigarice. Logro.
TRIBUFÚ – Maltrapilho. Negro feio.
TU – Diz-se do negro tido como sendo bruto. Boçal. Grosseiro. Oposto ao negro bom e passivo; “…Este samba/que é misto de maracatú/é samba de preto velho/ samba de preto TÚ…”; Pode ser também uma redução de Bantú.
TUNDA – Surra. Sova. Crítica severa.
TUTANO – Substância mole e gordurosa no interior dos ossos.
TUTU –  Maioral. Manda-chuva. Indivíduo valente e brigão. Feijão cozido e refogado ao qual se vai adicionando farinha até dar a consistência de pirão. Dinheiro. Grana.Suborno. 2. Iguaria de carne de porco salgada, toicinho, feijão e farinha de mandioca.
U
URUCUBACA – Azar. Má sorte. Diz-se também de uma praga rogada por pessoa inimiga.
URUCUNGO –  sm. Berimbau (instrumento musical).

V
VATAPÁ – sm. Da culinária (comida), iguaria de origem africana, à base de peixe ou galinha, com camarão seco, amendoim etc., temperada com azeite de dendê e pimenta.
X
XARÁ – Pessoa que tem o mesmo nome que outra.
XENDENGUE: magro, franzino.
XEPA – As últimas mercadorias vendidas nas feiras livres, mais baratas e de qualidade inferior. Sobras. Coisa inferior.
XODÓ – Amor. Sentimento profundo que se demonstra por algo ou alguém. Carinho.
Z
Zabumba – Tambor grande. Bumbo.
ZAMBI ou ZAMBETA: cambaio, torto das pernas. zumbi: sm. Fantasma que vaga pela noite, segundo lenda afro-brasileira. Nota: Nome do herói nacional Zumbi dos Palmares.
ZANGAR – Causar zanga (de zangado). Mau humor. Birra. Irritação. Diz-se também de coisa estragada ou azeda.
ZANZAR – Andar à toa. Sem destino.
ZIQUIZIRA – Doença ou mal-estar cujo nome não se conhece.
ZOEIRA – Conhece-se também por Azueira. Algazarra. Falatório.
ZOMBAR – Tratar com descaso. Escarnecer. Gracejar.
ZUNZUM – Boatos. Cochichos. Mexericos.

Fonte: https://www.geledes.org.br/conheca-palavras-africanas-que-formam-nossa-cultura/
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