sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

História do Trio Elétrico


O histórico do trio remonta ao Carnaval de 1950, quando Dodô (Adolfo Nascimento) e Osmar Macedo saíram às ruas de Salvador em cima de um Ford de 1929, tocando instrumentos fabricados por eles, adaptados às músicas da Academia de Frevo do Recife. Amigos desde 1938, quando da reestruturação do grupo O Três e Meio, do qual fez parte Dorival Caymmi, os dois músicos se dedicaram durante dez anos à pesquisa que buscava amplificar o som dos instrumentos de corda.
Em 1951,Temístocles Aragão, juntou-se à dupla, também tocando pau elétrico (violão tenor). Nascia o Trio Elétrico do carnaval baiano.
A partir do ano seguinte, quando a empresa de refrigerantes Fratelli Vita disponibilizou um caminhão para a apresentação dos músicos, o Trio Elétrico assumiu o formato que mantém até os dias atuais. É assim que se designa com o nome de Trio Elétrico qualquer conjunto tocando em cima de um caminhão.
Em 1974, o Trio Elétrico lançou o primeiro LP, "Jubileu de Prata", que inaugurou a participação do músico Armandinho, filho de Osmar, e Moraes Moreira, que foi o primeiro cantor do Trio Elétrico. A inclusão de Moraes Moreira no Trio é um marco importante na evolução do Trio Elétrico, que passou a contar também com três outros filhos de Osmar, além de Armandinho: Aroldo, André e Betinho. A nova formação incluiu também Ary Dias, parceiro de Armandinho no grupo A Cor do Som, e outros bateristas e percussionistas. Com a chegada de Armandinho, Betinho, Aroldo e André foram introduzidos novos ritmos, como o “frevoque” (frevo com rock) e o “frevoxé” (frevo com afoxé). No referido disco "Jubileu de prata", destacam-se os pot-pourris "Arrasta pé", com músicas de autores clássicos, e "Desafilho", no qual são misturadas composições de Luiz Gonzaga ("Luar do sertão") e Ponchielli ("A dança das horas"), entre outros. "Desafilho" registra um duelo de guitarras entre Osmar e seu filho Armandinho. Outro destaque do disco foi a faixa "Double Morse" (Dodô e Osmar). Nesta composição, uma homenagem ao criador do telégrafo, pode-se ouvir, na introdução, uma seqüência semelhante às batidas do código Morse. É aqui, com um olhar no pique antropofágico do som do trio, que Caetano Veloso afirmou: “O Trio Elétrico sai carnavalizando tudo o que vê, desde os clássicos mais populares aos populares mais clássicos". Em homenagem ao grupo, Caetano compôs "Atrás do trio elétrico", canção gravada no LP "Caetano Veloso" (Philips, 1969), cujo verso inicial é definitivo: "Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu".
Em 1975, ano do lançamento do terceiro disco do Trio, Armandinho decidiu dar ao “pau elétrico” o nome de “guitarra baiana”. Mais tarde, em 1983, o músico viria a acrescentar ao instrumento uma quinta corda, com o propósito de obter um som mais grave e um maior relevo harmônico. A guitarra baiana é um cavaquinho elétrico com afinação de bandolim. Armandinho ainda lançou, nesse mesmo ano, uma guitarra de dois braços, mistura de guitarra e cavaquinho.
Ainda na década de 1970, gravou os LPs "Pombo correio" (1976), “Bahia Bahia Bahia” (1977), "Ligação" (1978) e "Viva Dodô e Osmar" (1979).
A partir de 1980, o grupo passou a atuar com o nome artístico de Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar, em função da projeção alcançada pelo músico ao lado do grupo A Cor do Som, do qual participou entre 1977 e 1982.
O grupo lançou, na década de 1980, os LPs "Vassourinha elétrica" (1980), "Incendiou o Brasil" (1981), "Folia elétrica" (1983), "A banda de Carmem Miranda" (1984), "Chame gente" (1985), "Aí eu liguei o rádio" (1987) e "Trio espacial" (1988).
Em sua discografia, constam ainda os CDs "Estado de graça" (1992), “Os filhos da alegria” (1996) e “Jubileu de Ouro" (2000).
Dodô e Osmar faleceram respectivamente em 1978 e 1997.
A formação atual do grupo conta com Armandinho e Aroldo (guitarras baianas), Betinho (baixo) e André (vocais).

Fonte: http://www.dicionariompb.com.br/trio-eletrico-dodo-e-osmar/dados-artisticos
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