domingo, 4 de agosto de 2013

IDH dos municípios brasileiros sobe quase 50% em 20 anos

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento divulgou nesta segunda-feira (29) um retrato do Brasil nas últimas duas décadas. Na média, o Índice de Desenvolvimento Humano dos municípios brasileiros melhorou bastante. Houve aumento da renda e da expectativa de vida. A educação também avançou, mas ficou bem longe do ideal e foi o indicador que menos contribuiu para o resultado positivo.

Os pesquisadores se basearam nos dados dos três últimos Censos do IBGE. Estudaram 180 indicadores para avaliar as condições de vida da população. Concluíram que o Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios brasileiros, IDH-M, teve uma melhora de quase 50% em 20 anos.
Passou de muito baixo, em 1991, para alto, em 2010. Isso significa que caiu a mortalidade infantil. As mães estão tendo menos filhos e o brasileiro está vivendo mais.
“Um brasileiro que nasce hoje tem uma expectativa de vida nove anos maior do que era há 20 anos”, explicou Jorge Chediek, coordenador da ONU no Brasil.

Um indicador importante, a renda das famílias, avançou. Outro, a educação, também, mas ainda precisa melhorar muito, segundo os pesquisadores. Eles dizem que é muito grande a desigualdade de renda e de acesso aos serviços básicos entre os municípios, entre as regiões e entre as pessoas.
Os 44 municípios com os melhores índices ficam nas regiões Sul e no Sudeste, além do Distrito Federal. O líder é São Caetano do Sul, em São Paulo. Os 48 municípios com piores índices ficam nas regiões Norte e Nordeste. O pior IDH-M é o de Melgaço, no Pará.
Os pesquisadores disseram que, na média nacional, o IDH-M melhorou por causa do crescimento da economia, que aumentou o nível de emprego e os salários. E que, para corrigir as desigualdades, é preciso investir em mais políticas públicas, principalmente em educação.
“Se as pessoas começam a vida na escola, significa que elas vão ter uma vida no mercado de trabalho melhor e depois vão viver mais”, declara Marcelo Neri, presidente do Ipea.
A escolaridade da população adulta expõe os desafios que o Brasil tem na educação. Apenas 41% das pessoas entre 18 e 20 anos concluíram o Ensino Médio, e pouco mais da metade da população com mais de 18 anos conseguiu terminar o Ensino Fundamental.
Maria Gilma trabalha na limpeza de uma escola. Tão perto dos livros, mas ainda não sabe ler. “É meu sonho porque eu sou um ser humano que sou quase cega”, declarou.
Arapiraca, a 125 quilômetros de Maceió. Este ano, em uma escola pública, os alunos ainda não tiveram aulas de história, física e português.
As turmas têm poucos alunos. A sala só fica cheia porque o professor deu um jeitinho. Juntou os alunos da turma dele com os outros que estavam sem aula, porque falta professor.
Em nota, a Secretaria de Educação de Alagoas diz que vai fazer concurso para contratar mais professores.

Na outra ponta do estudo está o Distrito Federal com o melhor índice na educação.
“A nossa escola praticamente não tem evasão. Visto que a gente tem esse histórico de estar cobrando muito dos alunos para que eles tenham sucesso”, declara Maria Elvira Alves da Costa, professora. Fonte: JN
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