A passagem pela prisão muitas vezes fecha portas para cidadãos que tentam recomeçar a vida no mercado de trabalho. Entretanto, hoje hÔ mais vagas para presos e ex-detentos do que as que são efetivamente preenchidas. Segundo números do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 2.848 vagas para esse público foram registradas desde 2009, mas apenas 445 foram aproveitadas, em torno de 15%.
Os nĆŗmeros sĆ£o do projeto ComeƧar de Novo, instituĆdo pelo CNJ para dar oportunidade a quem responde ou jĆ” respondeu por um crime. Criado em 2009, o projeto deixou a cargo dos tribunais e dos juĆzes a responsabilidade de fechar parcerias para a criação de vagas e para capacitar os detentos. O JudiciĆ”rio tambĆ©m ficou responsĆ”vel por gerir o encaminhamento dos presos para as oportunidades de trabalho.
As vagas registradas desde 2009 estĆ£o no Distrito Federal e em 18 estados, sendo que em 11 unidades federativas nenhuma foi preenchida, de um total de 1.422 vagas. As oportunidades estĆ£o distribuĆdas em todas as regiƵes do paĆs para as mais diversas profissƵes, como pintor, mecĆ¢nico, cozinheiro e pedreiro. Em apenas oito estados nĆ£o houve criação de vagas.
Os estados que criaram mais vagas sĆ£o a Bahia (956) – onde nenhuma foi preenchida atĆ© agora - e o EspĆrito Santo (798), que encaminhou apenas sete. GoiĆ”s Ć© o estado em que mais postos de trabalho foram ocupados, 265 de 322. As Ćŗnicos unidades da Federação com 100% de aproveitamento sĆ£o a ParaĆba e o Distrito Federal, com encaminhamento para todas as 43 vagas oferecidas. Fonte: AgĆŖncia Brasil

0 ComentƔrios