terça-feira, 28 de julho de 2020

PT de Governador Mangabeira, lança o nome de Domingas da Paixão como pré-candidata a Prefeita

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Nesta terça (28/07), o Partido dos Trabalhadores - PT, juntamente com os partidos aliados PSD, PSB, PDT e PCdoB, lançaram a pré-candidatura de Domingas Souza da Paixão para Prefeita do município de Governador Mangabeira, divulgando nas redes sociais e em outros meios de comunicação o card que oficializa a citada pré-candidatura.

Domingas sempre teve a vida pautada em favor do povo mangabeirense, na luta por uma sociedade mais justa e igual. Mais uma vez, coloca o seu nome como pré-candidata a Prefeita (PT) na próxima eleição municipal, bem como motivada a apresentar suas ideias e projetos, dialogando com a população em geral, acerca do futuro de Governador Mangabeira.

Domingas Souza da Paixão, nasceu em 05 de abril de 1955, na localidade do Gravatá de Cima, município de Governador Mangabeira, filha de Maria Almeida de Souza e Olívio Pereira da Paixão, cresceu trabalhando na agricultura e em olarias, já como jovem trabalhou como empregada doméstica, mais tarde exerceu a função de funcionária pública. Em 1988 se elegeu vereadora pela primeira, se reeleger por mais três mandatos consecutivos.

Em 2004, Domingas da Paixão, resolveu se candidatar a prefeita (PMN), sendo seu vice o Professor Borges (PT), obteve mais de 3 mil votos, surpreendendo as expectativas eleitorais daquela época. Em 2008, voltou a se candidatar novamente e conseguiu a maioria dos votos dos mangabeirense: 6.540, realizando um fato inédito: primeira mulher a se tornar prefeita do município, mulher negra de origem humilde, a empregada doméstica que se elegeu a prefeita. Em 2012, conseguiu se reeleger a prefeita, dessa vez pelo PT, obtendo uma votação superior a 6.300 votos.

Mãe de quatro filhos – Elisia, Paulo Messias, Daiane e Antonia, sendo seu esposo senhor Paulo, agora se apresenta como pré-candidata a Prefeita (PT), objetivando trabalhar a favor daqueles que mais precisam, da juventude e toda população mangabeirense, sempre na perspectiva da construção de uma sociedade mais justa e igual, onde não existiam preconceitos e discriminações as pessoas,

 

“Tudo posso naquele que mim fortalece” (Filipenses 4:13). 

 

“Fé na vida, fé no que virá, nós podemos muito, nós podemos   mais” (Gonzaguinha).

 

 


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quinta-feira, 2 de julho de 2020

Maria Felipa: Heroína da Independência da Bahia

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Maria Filipa de Oliveira, nascida em Gameleira, na Ilha de Itaparica, mais precisamente no povoado de Ponta das Baleias. Era uma negra livre, alta, disposta, “marisqueira” e capoeirista, considerada como uma grande liderança na sua região. Segundo pesquisadores era negra descendente de sudaneses.

“Nasceu escrava, mas depois de liberta colocou a liberdade como maior tesouro de sua vida, moradora da Ilha de Itaparica,  negra, alta, desde cedo aprendeu a trabalhar como marisqueira, pescadora, trabalhadora braçal que aprendeu na luta da capoeira a brincar e a se defender, que vestia saias rodadas, bata, torso e chinelas,  líder de um grupo de mais de 40 mulheres e homens de classes e etnias diferentes, onde vigiava a praia dia e noite a fortificando-as com trincheiras para prevenir a chegada do exército inimigo, organizava o envio de alimentos para o interior da Bahia (recôncavo), atuando na luta pela libertação da dominação portuguesa. Lutou ao lado de mulheres, a exemplo de Joana Soaleira, Brígida do Vale e Marcolina, também anônimas desse processo histórico de luta e resistência”.11

Felipa não estava satisfeita com a função de retaguarda. Resolveu partir para o combate. Sabia que uma frota de 42 embarcações se preparava para atacar os lutadores na Capital baiana. Pensou um plano e juntou 40 companheiras para executá-lo.

Saíram “vestidas para matar”. Seduziram a maioria dos soldados e seus comandantes e levaram-nos para um lugar ermo. Quando eles, animados, ficaram sem roupa, elas aplicaram-lhes uma surra de cansanção (planta que dá uma terrível sensação de ardor e queimadura na pele); enquanto isso, um grupo incendiava as embarcações.

Esta ação foi decisiva para uma tranquila vitória sobre os portugueses em Salvador, permitindo que as tropas vindas do Recôncavo entrassem triunfalmente, sob os aplausos do povo, no dia 2 de julho de 1823. Maria Felipa continuou sua vida de marisqueira e capoeirista, admirada pelo povo de Itaparica. Faleceu no dia 4 de janeiro de 1873.

Durante esses anos a trajetória dessas mulheres negras baianas, a exemplo de Felipa, ficou anônima sendo lembrada apenas nos conteúdos escolares por referências negativas, quando são citadas como baderneiras, arruaceiras e bandidas, criando assim uma identidade indissociável da mulher negra ao crime. Uma imposição racista histórica, que leva a figura feminina negra a ter suas características estéticas marginalizadas e riscadas da existência.

Maria Felipa timidamente vem sendo inserida nos desfiles oficiais do 7 de setembro, já que por muito tempo foi lembrada somente pelo Grito dos Excluídos, reconhecendo de que “muitas surras de cansanção” e queima de navios ainda serão necessárias para se lembrar das heroínas negras na proclamação do 2 de Julho.

Disponível em: https://www.cms.ba.gov.br/intranet/artigo/6. Acesso em: 02/07/2020
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