segunda-feira, 9 de março de 2020

Lançamento do livro “Apenas um Rabiscador”, autor: Evandro Mota de Andrade

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No último sábado (07/03/2020), na Escola São Luís, cidade de Muritiba, aconteceu o lançamento do livro “APENAS UM RABISCADOR”, escrito pelo poeta Evandro Mota de Andrade. O evento contou com a presença de centenas de pessoas (familiares, amigos, professores, estudantes, autoridades, comerciantes e outros), que foram prestigiar esse sonho realizado pelo mencionado autor, carinhosamente conhecido por todos como “Papai Noel”.

O livro – “Apenas um Rabiscador”, contempla a trajetória de poeta de Evandro Mota, contendo um conjunto de poesias que aborda temáticas diversas, dentre as quais podemos destacar: família, amor, religião, lugares, tradições, festas, humor e outras. Através de uma linguagem simples e regionalizada, nos poemas, o autor faz uma viagem a seu passado, valorizando o universo da memória, principalmente das suas raízes familiares e de um pertencimento a um lugar, bem como, fortalece a ideia de identidade local, a partir de sua origem na Vila de Cabeça (atualmente Governador Mangabeira), até sua vivência na cidade de Muritiba;

“O carro-de-boi do meu pai,  
Quanto mais veio, mas canta; 
Quem anda cum Deus não cai 
E se cai, Deus levanta!” (ANDRADE, p. 13).

"Se você quer visitar a minha terra, 
Porém sua identidade não foi dada,
Adianto que ela fica lá na serra
E é a minha Muritiba abençoada” (ANDRADE, p. 34).

"Finalmente, tô feliz,
Pruque agora eu fiz,
O qui eu tanto quiria;
Fala tim tim por tim tim
Sobre a festa do Bonfim,
De Muritiba, Bahia!" (ANDRADRE, p. 39).

O livro, conta com uma abertura do jovem escritor muritibano – Edgard Abbehusen e um prefácio do pastor Cláudio Márcio Rebouças da Silva, também consta um posfácio – “Remexendo o Baú”, escrito pela professora Joicemary Andrade Pires, filha do citado autor.

Evandro Mota de Andrade, nasceu em 1937, na Fazenda Portãozinho, na Vila de Cabeças, atualmente cidade de Governador Mangabeira. Filho de “Seu” Norberto e Dona Maria, casou- com Jirlene Andrade, dando origem a cinco filhos e dez netos. Possui uma vida social intensa, envolvendo-se com diversas atividades na cidade de Muritiba. Também, vale mencionar sua representação no período natalino da figura de Pai Noel, atividade que passou a desenvolver a partir do final da década de 70, lhe proporcionou o carinhoso apelido de “Pai Noel”.

“Parabenizo a Evandro Mota pelo lançamento do qualificado livro, algo que condecora a sua brilhante trajetória como poeta, bem como, pela forma como são elaboradas suas poesias, ricas em detalhes e com uma relevante representação simbólica, cultural e local, firmando a importância da memória para a construção do conhecimento e valorização da história local e regional. PARABÉNS!!!”, enfatizou o professor Borges, que esteve presente no lançamento do livro, juntamente com sua esposa Mirian Flores da Silva.
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domingo, 8 de março de 2020

Associação dos Moradores do Bairro do Portão, realiza atividade em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres

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Ontem (07/03/2020), a nova diretoria da Associação Beneficente de Desenvolvimento Comunitário e Agrícola do Bairro do Portão - ABDCAP (Governador Mangabeira), através da coordenação do seu novo presidente Jadeilson Gomes, realizou um evento em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres (08/03). Inicialmente aconteceu uma roda de conversas com temáticas relacionadas ao cotidiano feminino, sendo que a estudante de História da UFRB – Jucélia Costa, abordou o tema: a origem do 8 de Março, já a enfermeira da hospital de São Félix e graduada pelo IAENE-  Zenilda Leite, discorreu acerca do tema: coisas de Mulher, a Agente e Terapeuta Comunitária – Janilda Paz, enfatizou o tema: a Importância da Autoestima e Autodeterminação na vida das Mulheres  e a artesã Maria Ana dos Santos, mencionou a temática: geração de renda para as Mulheres através do artesanato.

Em seguida aconteceu uma representativa roda de capoeira, com componentes do grupo Berimbau Maneiro, composto com pessoas do bairro do Portão e da localidade de Queimadas Velha, sendo o coordenador o professor Alexsandro Sales. Após essa relevante apresentação cultural, o presidente Jadeilson Gomes, anunciou novas conquistas para os associados, como o curso de artesanato e diálogos para aquisição de uma máquina niveladora para horta comunitária, parceria entre a Associação, IF baiano e CAR, também mencionou o encaminhamento da regularização do CNPJ da instituição juntos aos órgãos competentes. Por fim, foram realizados sorteios de brindes e servido um delicioso lanche.

Ressaltando que a Associação dos Moradores do bairro do Portão foi fundada em 1998, porém nos últimos anos estava sem funcionar, sendo reativada em agosto de 2019, através da iniciativa de alguns associados com o apoio de Jadeilson Gomes. Nessa restruturação da ABDCAP, foram incorporadas as ações dos grupos:  Berimbau Maneiro de Capoeira e de Mulheres Artesãs.

A atual diretoria da é composta por: presidente – Jadeilson Gomes de Oliveira, vice-presidente – Ana Maria dos Santos, 1ª secretária – Jucélia Costa da Silva, 2ª secretária – Maria Invenção de Moura Gonçalves, tesoureiro – Alexandro Sales de Almeida, 2ª tesoureira - Janete de Almeida Teixeira, conselho fiscal- Eliane da Rocha Brandão, Maria Gleudes dos Santos Reis e Sônia Maria Sales de Almeida.

“Parabenizo a Associação dos Moradores do Bairro do Portão, pela realização dessa significativa atividade, quando enfatizou a importância histórica e social do Dia Internacional das Mulheres, bem como a luta feminina por direitos iguais e a necessidade do empoderamento. Também, parabenizo ao grupo de capoeira Berimbau Maneiro pela bonita apresentação, de igual forma o grupo de Mulheres Artesãs pelo trabalho desenvolvido nessa área. Ainda parabenizo ao novo presidente da ABDCAP – Jadeilson Gomes e todos os associados pela restruturação da entidade e pelas novas conquistas”, salientou professor Borges, que esteve presente no mencionado evento.
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quarta-feira, 4 de março de 2020

SOBRE A IMPORTÂNCIA DO ATO DE ESTUDAR

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Por: João Paulo Alves Santana.

É notório que o estudo é, antes de tudo, uma das ferramentas mais importantes, ou a maior, para à lapidação do intelecto. E não apenas do intelecto, o resultado do estudo sistematizado, que consiste no conhecimento, tem de ser “vivo”, isto é, deve ser exteriorizado, vivenciado e difundido na prática, visto que o conhecimento é dialético.

Estudar faz com que não nos habituemos à ignorância, haja vista que fazê-lo possibilita novos horizontes, e muitas vezes, horizontes longínquos, os quais não imaginaríamos estarem disponíveis ao nosso alcance. Isso significa que devemos estudar tudo para que nos desvinculemos da ignorância? Obviamente que não, não há possibilidade de conhecermos tudo, ainda que tivéssemos o interesse pelo “tudo”, tendo em vista que o fruto do estudo, portanto o conhecimento, é vasto.

Em contrapartida, devemos estudar aquilo que importa, (importar vem do latim e significa “levar para dentro”) aquilo que nos toca, o que não significa que o estudo seja/esteja limitado ao nosso subjetivismo, o que também é um erro. É de suma importância que não confundamos informação com conhecimento, sobretudo na era em que esta vigora com bastante primazia. Informação é cumulativa e rasa, é a interpretação superficial de algo. O conhecimento, que nada mais é do que apropriação da cultura, não obstante, é seletivo e profundo e está em construção dinâmica.

Em suma, o ato de estudar permite a compreensão lógica da realidade, constitui-nos e dá sentido às coisas, além de permitir que modifiquemos o lócus no qual estamos inseridos e, por consequência disso, intencionemos à emancipação humana, isto é, o estado de completude consigo próprio, com a natureza e com a sociedade como um todo.

João Paulo Alves Santana - é estudante do curso de Educação Física da Faculdade Maria Milza - FAMAM, cursou o Ensino Médio no Colégio Estadual Professor Edgard Santos (CEPES), município de Governador Mangabeira. Além da Educação Física, possui grande interesse pela Filosofia.

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Historiadora de Governador Mangabeira, defende doutorado na UNIRIO

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Na última terça-feira (11/02/2020), a historiadora mangabeirense – Alaize dos Santos Conceição, defendeu sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), com o título: “Vai buscar no mato o que você enjeitou!” práticas religiosas e devoções negras no Vale do Iguape. Recôncavo Sul da Bahia (c.1930- c.1980), orientada pelo Prof. Dr. Anderson José Oliveira, sendo os participantes da banca: as professoras doutoras Cláudia Rodrigues, Andrea Barbosa Marzano, Mariza de Carvalho Soares e Wilson Roberto de Mattos.

Usando como foco principal as comunidades quilombolas do Vale do Iguape (Cachoeira – BA), Conceição organiza seu problema de pesquisa a partir do questionamento inicial: “Como as práticas religiosas vinculadas às experiências cotidianas no mundo do trabalho, da família, das festas e as práticas curativas refletiram nas vivências das populações negras do Recôncavo baiano, entre 1920 e 1980?” Questão que alicerça sua tese, através de várias reflexões, com destaque para a concepção de que: “As práticas religiosas e os atos devocionais tendem a redimensionar o cotidiano dos indivíduos produzindo efeitos materiais para aqueles que creem. Através da religiosidades dos sujeitos, há o compartilhamento de experiências em todas as esferas do vivido: família, trabalho, lazer, contribuindo para a identificação coletiva dos espaços e a formação dos território dos saberes”.

Essas reflexões foram fundamentadas em conceitos como: práticas culturais, cultura e memória, utilizando como vertente metodológica principal, as fontes orais, através dos depoimentos de pessoas que residem na área do Vale do Iguape. A autora, também recorreu as fontes escritas, destacando documentos como: relatórios médicos, correspondências direcionadas à Secretaria de Educação e Saúde, Leis, Decretos, Códigos de Posturas e outros.

Alaize dos Santos Conceição, atualmente é professor do Colégio Estadual Professor Edgard Santos – CEPES (Governador Mangabeira) e professora substituta da Universidade do Estado da Bahia –UNEB, instituição na qual realizou sua licenciatura e mestrado em História, também é forte defensora dos direitos e empoderamento das mulheres, bem como pelo reconhecimento e valorização da história do povo negro no Brasil.

“Parabenizo a professora Alaize por mais esta relevante conquista em sua vida, algo que condecora toda sua vitoriosa trajetória, a qual foi constituída de muitos sacrifícios e desafios, mas que com inteligência, criticidade e responsabilidade conseguiu vencer. Também, parabenizar pela extraordinária tese de doutorado, construída de um significativo estudo historiográfico, tornado visível aspectos da cultura e devoções religiosas da população negra do Vale do Iguape, situado no Recôncavo baiano. Valeu professora Alaize, você realmente é uma referência para todos nós mangabeirenses, sucesso na sua caminhada, rumo ao pós-doutorado”, salientou professor Borges.
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domingo, 2 de fevereiro de 2020

Iemanjá a Rainha do Mar

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Iemanjá é a Rainha do Mar e as suas representações no Candomblé são Asèssu, a Iemanja vestida de verde e Assabá, a Iemanja vestida de azul. Com o nome derivado da expressão Iorubá “Yèyé omo ejá” que significa “Mãe cujos filhos são peixes”, Iemanjá, Yemanjá, Yemaya, Iemoja ou Yemoja, é um orixá africano, identificada no jogo do merindilogun pelos odu ejibe e ossá. Na Mitologia Yoruba, a dona do mar é Olokun que é mãe de Yemojá, ambas de origem Egbá.
Yemojá, que é saudada como Odò (rio) ìyá (mãe) pelo povo Egbá, por sua ligação com Olokun, Orixá do mar (masculino (em Benin) ou feminino (em Ifé)), muitas vezes é referida como sendo a rainha do mar em outros países. Cultuada no rio Ògùn em Abeokuta.
Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta.
Além da grande diversidade de nomes africanos pelos quais Iemanjá é conhecida, a forma portuguesa Janaína também é utilizada, embora em raras ocasiões. A alcunha, criada durante a escravidão, foi a maneira mais branda de “sincretismo” encontrada pelos negros para a perpetuação de seus cultos tradicionais sem a intervenção de seus senhores, que consideravam inadimissíveis tais “manifestações pagãs” em suas propriedades[2]. Embora tal invocação tenha caído em desuso, várias composições de autoria popular foram realizadas de forma a saudar a “Janaína do Mar” e como canções litúrgicas.
Pierre Verger ou Pierre Edouard Leopold Verger foi um fotógrafo e etnólogo autodidata franco-brasileiro, babalawo, que é um sacerdote Yoruba. Verger dedicou a maior parte de sua vida ao estudo da diáspora africana, as religiões afro-derivadas do novo mundo, bem como os seus fluxos culturais e econômicos resultando de e para a África. No livro Dieux D’Afrique registrou: “Iemanjá, é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o rio Yemoja. Com as guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokuta, no início do século XIX. Não lhes foi possível levar o rio, mas, transportaram consigo os objetos sagrados, suportes do axé da divindade, e o rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Iemanjá. Este rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido com Ògún, o orixá do ferro e dos ferreiros.”
No Brasil, Iemanjá é muito popular entre os seguidores de religiões afro-brasileiras. Em Salvador ocorre no dia 2 de Fevereiro, uma das maiores festas do país em homenagem à “Rainha do Mar”. A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.
Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a dividade. A celebração também inclui o tradicional “Banho de pipoca” e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá.
Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos, mãe de todas as cabeças humanas.
As qualidades da rainha do mar
Yemowô – que na África é mulher de Oxalá,
Iyamassê – é a mãe de Sàngó,
Yewa – rio africano paralelo ao rio Ògún e que frequentemente é confundido em algumas lendas com Yemanjá,
Olossa – lagoa africana na qual desaguam os rios Yewa e Ògún,
Iemanjá Ogunté – que casa com Ògún Alagbedé,
Iemanjá Asèssu – muito voluntariosa e respeitável,
Iemanjá Saba ou Assabá – está sempre fiando algodão é a mais jovem.
* Dia: Sábado.
* Data: 2 de fevereiro.
* Metal: prata e prateados.
* Cor: prata transparente, azul, verde água e branco.
* Comida: manjar branco, acaçá, peixe de água salgada, bolo de arroz, ebôya, ebô e vários tipos de furá.
* Arquétipo dos seus filhos: voluntarioso, fortes, rigorosos, protetores, caridosos, solidários em extremo, ingênuos, amigo, tímido, vaidosos com os cabelos principalmente, altivos, temperamentais, algumas vezes impetuosos e dominadores, e tem um certo medo do mar.
* Símbolos: abebé prateado, alfange, agadá, obé, peixe, couraça, adê, braceletes, e pulceiras.
Existe um sincretismo entre a santa católica Nossa Senhora dos Navegantes e a orixá da Mitologia Africana Iemanjá. Em alguns momentos, inclusive festas em homenagem as duas se fundem. No Brasil, tanto Nossa Senhora dos Navegantes como Iemanjá tem sua data festiva no dia 2 de fevereiro. Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão pelo mar.
No dia 8 de dezembro, outra festa é realizada à beira mar baiana: a Festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia. Esse dia, 8 de dezembro, é dedicado à padroeira da Bahia, Nossa Senhora da Conceição da Praia, sendo feriado municipal em Salvador. Também nesta data é realizado, na Pedra Furada, no Monte Serrat em Salvador, o presente de Iemanjá, uma manifestação popular que tem origem na devoção dos pescadores locais à Rainha do Mar – também conhecida como Janaína
A tradicional Festa de Iemanjá na cidade de Salvador, capital da Bahia, tem lugar na praia do Rio Vermelho todo dia 2 de Fevereiro. Na mesma data, Iemanjá também é cultuada em diversas outras praias brasileiras, onde lhe são ofertadas velas e flores, lançadas ao mar em pequenos barcos artesanais.
A festa católica acontece na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na Cidade Baixa, enquanto os terreiros de Candomblé e Umbanda fazem divisões cercadas com cordas, fitas e flores nas praias, delimitando espaço para as casas de santo que realizarão seus trabalhos na areia.
No Brasil, Iemanjá na versão de Pierre Verger, representa a mãe que protege os filhos a qualquer custo, a mãe de vários filhos, ou vários peixes, que adora cuidar de crianças e animais domésticos.
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Ex-prefeita Domingas da Paixão e membros do Diretório Municipal de Governador Mangabeira se reúnem com o Presidente Estadual do PT

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Hoje (23/01/2020), a ex-Prefeita Domingas da Paixão, juntamente com membros do Diretório Municipal do PT em Governador Mangabeira (Professor Borges, João Carlos e Daniel Souza), foram recebidos pelo Presidente Estadual do Partidos dos Trabalhadores – Éden Valadares, na sede da agremiação em Salvador. Na oportunidade foram abordados diversos assuntos, com destaque para aqueles relacionados as eleições deste ano no citado município, com diálogos voltadas para a importância da pré-candidatura a prefeita de Domingas da Paixão pelo PT, bem como a necessidade do partido eleger vereadores nas eleições de 2020. Também, esteve presente na reunião o senhor Roque, assesor do Deputado Estadual Marcelino Galo (PT).

Anteriormente a comitiva se reuniu com o secretário de Organização do PT – Osmar Galdino (Jojó), dialogando acerca dos parâmetros legais do pleito eleitoral do ano virgente. Em seguida, os citados filiados estiveram no escritório do Deputado Federal Jorge Solla para tratar de possíveis atividades e ações a serem desenvolvidas no município em diversas áreas, através de órgãos do governo do Estado.

“A nossa ida a Salvador foi bastante produtiva, principalmente no sentido de dialogar acerca do papel do PT local nas eleições deste ano, observando na fala do presidente estadual Éden Valadares a importância da pré-candidatura de Domingas da Paixão para prefeita de Governador Mangabeira, bem como para ampliar a presença do PT na região do Recôncavo, além da luta para eleger filiados(as) para a Câmara de Vereadores. Agradeço pela acolhida, tanto no Diretório Estadual, como no escritório do deputado Jorge Solla. Também, agradeço a João Carlos, Daniel e Domingas pela companhia nessa significativa atividade”, enfatizou professor Borges – presidente do Diretório Municipal do PT.     
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Serra do Aporá - Recôncavo baiano

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Por: Jânio Roque Barros de Castro.

No Brasil não temos montanhas na verdadeira acepção da palavra. As projeções abruptas e pontiagudas que correspondem aos dobramentos modernos, como a Cordilheira dos Andes, inexistem no extenso território brasileiro, que, do ponto de vista das unidades geológicas, apresentam bacias sedimentares e escudos cristalinos. Chamamos de serras as cristas residuais escarpadas, agrupadas ou não, arredondadas ou recortadas, que destoam no campo visual do observador mesmo a distância. Vistas de longe parecem ser azuis.

Observadas de perto, nota-se que sua cor pode variar sazonalmente: diferentes tons de verde no período de chuvas, entremeados pelas cores acizentadas dos afloramentos rochosos ou dos solos, que podem apresentar tons de amarelados a depender da composição ou tipologia (a exemplo dos latossolos das áreas tropicais).

No caso específico da Serra do Aporá, destacada nessa foto, a primeira quinzena do mês de dezembro é final de primavera, portanto é período de estiagem e a vegetação está seca. Partindo-se do topo dessa imponente forma de relevo, aqui usada como referente geográfico, pode-se ver, olhando no sentido leste (em direção a cidade de Cruz das Almas), que a vegetação está mais verde. Ao voltar nosso campo visual no sentido oeste (na direção da cidade de Cabaceiras do Paraguaçu), nota-se que a vegetação vai se tornando mais seca e esparsa.

Trata-se portanto de um área de interface fitogográfica que se esboça visualmente. Ao lado da serra passa uma estrada vicinal que acessa um um povoado, que integra a área territorial de Cabaceiras, chamado de Tupiaçu, na qual se nota claramente os elementos paisagísticos que caracterizam uma área de caatinga: cactáceas em conjunto, solos pedregosos, estiagem sazonal mais severa.

Nesse conjunto paisagístico nota-se um outro elemento destoante, que também pode ser visto claramente do topo da serra: o rio Paraguaçu, que nasce na Chapada Diamantina, região central da Bahia, atravessa parte do semiárido baiano e deságua na Baía de Todos os Santos, transitando por uma área de climas tropical sub-úmido e úmido do Recôncavo baiano. O espelho d’água se projeta visualmente sobretudo por causa do barramento de Pedra do Cavalo. Avista-se a área urbana de Cruz das Almas, uma importante cidade do Recôncavo baiano.

No dia 8 de dezembro, data na qual os católicos prestam homenagens a Nossa Senhora da Conceição em vários municípios nordestinos, tradicionalmente, dezenas de pessoas sobem em procissão a Serra do Aporá, na zona rural de Cabaceiras no Paraguaçu, na região do Recôncavo baiano. São pessoas de diferentes idades e com diferentes níveis de fé. Há aqueles/aquelas que consideram essa subida uma prática devocional. No entanto, muitos vão apenas pelo lazer, por curiosidade ou porque consideram a escalada ao aclive por um trajeto sinuoso e pedregoso uma prática mais esportiva e lúdica que uma manifestação de natureza religiosa.

No topo edificou-se uma pequena igreja e um cruzeiro nos quais os crentes católicos acendem velas e oram, buscando assim uma ligação com a dimensão espiritual. De onde teria vindo essa tradição? Muitas práticas religiosas tem um mito fundador ou ato inicial relacionado a especificidades locais, todavia, em muitas dessas situações destaca-se as influências de outros contextos que tem origem em trechos bíblicos e se constituiriam em práticas de reatualização, como destacou o historiador Mircea Eliade, em algumas obras clássicas no século passado. A manifestação religiosa pode ter uma origem e uma dinâmica ligada tanto a questões locais/regionais, quanto a uma dimensão bem mais alargada, ou até mesmo as duas situações. Todos os anos eu subo a serra para fotografar, conversar, observar, aprender.
Jânio Roque Barros de Castro - Professor Titular da Universidade do Estado da Bahia - UNEB. Doutor em Geografia pela Universidade Federal da Bahia - UFBA.
Foto 1 - extraída da internet. Foto 2 - arquivo do professor Jânio Roque.

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