quinta-feira, 24 de julho de 2014

Colégio Estadual Professor Edgard Santos, realiza palestra sobre História do Continente Africano

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Ontem (23/07/2014), o Colégio Estadual Professor Edgard Santos - CEPES, do município de Governador Mangabeira, promoveu com os alunos das turmas do 1º ano do ensino médio uma palestra sobre a História do Continente Africano. A mencionada palestra foi ministrada pelo Professor de História da África da UFRB, Juvenal de Carvalho, o qual é o autor do livro "Uma Conversa Sobre as Áfricas", livro este que foi adotado como paradidático pelo Professor Borges da disciplina História, nas citadas turmas.

Durante a atividade o Professor Juvenal, explicou os objetivos pelos quais o livro foi produzido, bem como, respondeu as diversas perguntas dos estudantes acerca do conteúdo do livro, que prioriza a História e Cultura Afrobrasileira e Africana, narrada através de um diálogo entre os personagens Senhor Didi (um ancião) e Nascimento (um jovem).

No final do evento o professor Borges, mentor da atividade, agradeceu e parabenizou o Professor Juvenal pela brilhante palestra, bem como, elogiou os alunos pela qualidade das perguntas e interesse pela temática abordada no livro.
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sexta-feira, 18 de julho de 2014

SEPROMI REALIZA PALESTRA SOBRE SAÚDE DA MULHER EM ASSOCIAÇÃO DO BAIRRO DO PORTÃO

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Aconteceu ontem a noite (17/07), na Associação Lar da Solidariedade localizada no Bairro do Portão e presidida pela Professora Julieta Rezende, mais uma palestra relacionada à Saúde da Mulher promovida pela SEPROMI – Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade em parceria com a Secretaria de Saúde. O palestrante da noite foi o jovem Enfermeiro Tiago de Moura Santana, este que abordou com muita propriedade os seguintes temas como: a importância do exame preventivo e da mulher se auto examinar, ações preventivas para evitar o câncer de mama e de útero, métodos contraceptivos contra a gravidez indesejada e outros.  

A palestra foi realizada através de uma parceria entre o Departamento de Mulheres da SEPROMI, a Associação Lar da Solidariedade e a Secretaria Municipal de Saúde. Gostaria de parabenizar a professora Julieta Rezende pela organização da associação, agradecer ao Enfermeiro Tiago Santana pela belíssima palestra e agradecer a toda equipe da SEPROMI na figura de Idaiane Freitas – Diretora do Departamento de Reparação e Mulheres, pelo empenho e dedicação para a realização de mais essa atividade”. Ressaltou Professor Borges – Secretário da SEPROMI Municipal. Por: Cássio Alves – Assessor da SEPROMI. 
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Flanelinha é aprovado em vestibular da UnB e vira exemplo de superação

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Depois de quase 30 anos sem estudar, um flanelinha em Brasília conquistou o direito de mudar o trabalho. O José Mário saiu do Maranhão, foi tentar a sorte em Brasília e agora é um exemplo de superação. Essa é uma história para contrariar os desanimados, os pessimistas, aqueles que acham que não dá para mudar nada na vida, que o tempo passou. Aos 52 anos, José Mário é o novo aluno da Universidade de Brasília.
Há nove anos, José Mário largou o emprego de fundidor de alumínio em uma fábrica de São Luiz, no Maranhão, e foi para Brasília em busca de uma vida melhor. Tentou, mas não conseguiu. Sem muita opção, virou flanelinha e encarou muito preconceito. “Não nos aceitavam como profissão, nem como função, e sim como uma maneira de mendigar uma moeda. Isso me entristecia”, afirma o universitário José Mário Silva dos Santos.
No começo do ano, José Mario resolveu mudar mais uma vez. Decidiu investir nos estudos. Foi em um cursinho e pediu uma bolsa ao coordenador. “No primeiro momento, a gente ficou um pouco resistente, mas devido à insistência dele, à vontade de estudar mesmo, ele acabou por convencer a gente a conceder essa bolsa a ele”, diz o coordenador de cursinho Marcelo Corrêa.
José Mario queria entrar na Universidade de Brasília. Saía do estacionamento e ia direto para o pré-vestibular. “Um ótimo aluno, ele perguntava muito, ele muito interessado e muito curioso também”, conta a professora Araceli dos Santos.
A última aula, lá no Maranhão, foi há 29 anos, era a hora de reaprender. “Tudo que eu passava, que olhava, um outdoor, qualquer coisa eu lia. Se eu andasse na rua e olhasse um caderno que tivesse muita equação, muita matemática, muita física, eu também pegava, levava para casa e ia tentar responder aquelas questões”, afirma José Mário.
O esforço valeu a pena. José Mario foi aprovado no vestibular para o curso de gestão ambiental da UnB. Os colegas de cursinho aplaudiram. A conquista só veio aos 52 anos.
O flanelinha virou exemplo para os mais jovens. “É uma história de superação, isso me fez acordar mais ainda para eu ir atrás do que eu quero”, destaca a estudante Maria Clara Mesquita.
Agora, chegou a hora de virar estudante universitário. José Mário está na UnB para fazer a matrícula. É o primeiro passo de muitos que ainda virão. Daqui a quatro anos, o diploma de gestor ambiental vai ser o grande troféu deste vencedor. Documentação entregue e pose para a foto da carteirinha.
Agora, é só preparar para as aulas que começam no dia 11 de agosto. “Creio eu, que com o passar do tempo vá aparecer novas oportunidades de trabalho e a vida vá se tornar mais maleável, mais fácil para mim. Porque era difícil, muito sofrida”, diz José Mário.
Fonte: Bom Dia Brasil
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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Sobre Gansos e Equipes

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Quando você vê gansos voando em forma de “V”, pode ficar curioso quanto as razões pelas quais eles escolheram voar dessa forma. A seguir, algumas descobertas feitas pelos cientistas:

FATO 1: A medida em que cada ave bate suas asas, ela orla uma sustentação para a ave seguinte. Voando em formação “V”, o grupo inteiro consegue voar pelo menos 71% a mais que se cada ave voasse isoladamente. 

VERDADE: Pessoas que compartilham uma direção comum a um senso de equipe chegam ao seu destino mais depressa e facilmente porque elas se apoiam na confiança das outras.

FATO 2: Sempre que um ganso sai da formação, ele repentinamente sente a resistência arrasto de tentar voar só e, de imediato, retorna à formação para tirar vantagem do poder de sustentação da ave à sua frente. 

VERDADE: Existe força, poder e segurança em grupo quando se viaja na mesma direção com pessoas que compartilham um objeto comum. 

FATO 3: Quando o ganso líder se cansa , ele reveza, indo para a traseira do “V”, enquanto um outro assume a ponta. 

VERDADE: É vantajoso o revezamento quando se necessita fazer um trabalho árduo. 

FATO 4: Os gansos de trás grasnam para encorajar os da frente a manterem o ritmo e a velocidade. 

VERDADE: Todos necessitam ser reforçado com apoio ativo e encorajamento dos companheiros. 

FATO 5: Quando um ganso adoece ou se fere e deixa o grupo, dois outros gansos saem da formação e o seguem, para ajudar o proteger. Eles o acompanham até a solução do problema e, então, reiniciam a jornada os três ou juntam-se à outra formação, até encontrar o seu grupo original. 

VERDADE: A solidariedade nas dificuldades é imprescindível em qualquer situação. 

CONCLUSÃO: Para o bem do grupo, é fundamental ser um ganso voado em “V”. Vamos nos lembrar mais frequentemente de dar um “grassando” de encorajamento e nos apoiar uns nos outros com amizade.

Autor desconhecido.
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terça-feira, 1 de julho de 2014

Quem foi Maria Felipa?

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Maria FelipaMaria Felipaigura de destaque nas batalhas pela independência ocorridas em Itaparica, Maria Felipa de Oliveira é descrita como uma negra alta e audaz que, sendo uma forte liderança em sua comunidade, tornou-se fundamental na organização da resistência insular.
Segundo depoimentos, ela nasceu na Rua das Gameleiras dentro do município de Itaparica e morou num casarão chamado de “convento” na Ponta das Baleias. Os quartos do prédio eram alugados para pescadores, marisqueiras, armadores entre outros. É descrita sempre vestida com saia rodada, bata, torso e chinelas. Sem data de nascimento definida, a Profª. Filomena Modesto Orge do Instituto Afrânio Peixoto, que elaborou o retrato da Heroína de acordo com descrições contidas nos relatos orais colhidos acredita que ela seja descente de escravos sudaneses.
Liderando um grupo de mulheres e homens de diferentes classes e etnias, a Heroína Negra da Independência, como é conhecida, organizou o envio de mantimentos para o Recôncavo, como também as chamadas “vedetas” que eram vigias nas praias para prevenir o desembarque de tropas inimigas além de participar ativamente de vários conflitos.
Durante as batalhas seu grupo ajudou a incendiar inúmeras embarcações: a Canhoneira Dez de Fevereiro, em 1º de outubro de 1822, na praia de Manguinhos; a Barca Constituição, em 12 de outubro de 1822, na Praia do Convento; em 7 de janeiro de 1823, liderou aproximadamente 40 mulheres na defesa das praias. Armadas com peixeiras e galhos de cansanção surravam os portugueses para depois atear fogo aos barcos usando tochas feitas de palha de coco e chumbo.
Após a independência Maria Felipa ainda manteve suas posições de desafio ao status quo e as reivindicações da população; na primeira cerimônia de hasteamento da bandeira nacional na Fortaleza de São Lourenço em Ponta das Baleias, Felipa e seu grupo do qual são conhecidas Joana Soaleira, Brígida do Vale e Marcolina, invadem a Armação de Pesca de Araújo Mendes, português abastado, e surram o vigia Guimarães das Uvas, evidenciando que as lutas da população itaparicana não haviam terminado e demonstrando a hostilidade que havia entre a população brasileira, principalmente negra e mulata – chamada de “cabras” – e os lusitanos que resultavam em conflitos denominados mata marotos. Neste episodio a multidão sai cantando pelas ruas: “havemos de comer marotos com pão, dar-lhes uma surra de bem cansanção, fazer as marotas morrer de paixão” (MARQUES, 1921, p. 236). 

Maria Felipa de Oliveira é uma representação de como a comunidade itaparicana encara sua participação na Guerra de Independência. Seu caráter popular e aguerrido, suas atividades laborais – marisqueiras, no comércio de baleias, ganhadeira – sua identidade étnico-social – negra e pobre – fazem dela uma Heroína que agrega em si as características de um grupo que teve uma participação significativa no processo de libertação da Bahia, mas que permanece, sob vários aspectos, ignorado.
Essa personagem evoca também as lutas de resistência para as quais foram voluntários índios, negros, pescadores, marisqueiros – homens e mulheres – organizados em grupos unidos por um ideal comum, liberdade para sua terra, possuindo como principal vantagem estratégica o domínio do relevo e geografia local.
Itaparica e o Rio Paraguaçu eram de suma importância para o controle de entrada e saída de mantimentos, informações e armamento, na Baía de Todos os Santos ou no Recôncavo. Principal via de deslocamento do Recôncavo, o Paraguaçu permitia o acesso direto às vilas que encabeçavam a resistência. Em muitas narrativas, Maria Felipa é citada descendo de barco este rio com suas companheiras para levar mantimentos às cidades insurretas, armadas com peixeiras de mantear baleia faziam a vigilância do trajeto. Era imprescindível aos portugueses tomar a ilha para romper o bloqueio que impedia a entrada de víveres e reforços à cidade do Salvador. Itaparica destaca-se como um bastião na entrada da baía, nenhum navio entra ou sai, seja pela Ponta do Padrão ou pela Ponta dos Garcês sem ser notado e, mais importante, fica fora do alcance dos canhões das fortalezas.  
Até pouco tempo atrás, essa personagem era muito pouco conhecida e somente há alguns anos é que, iniciou-se uma campanha para o reconhecimento de sua importância. Sua existência foi preservada em grande parte pela tradição oral e ela foi integrada ao corpo simbólico da população itaparicana, citada por alguns autores como Xavier Marques no romance histórico O Sargento Pedro e pelo historiador Ubaldo Osório em A Ilha de Itaparica. Dalva Tavares Lima, Diretora da Biblioteca Juracy Magalhães Junior em sua Carta de Cessão lança alguma luz sobre isso:

A resistência à Maria Felipa, em parte, se deu porque ela foi heroína de guerra, numa época em que somente homens eram convocados. A rejeição nas comemorações, por ser negra, faz de Maria Felipa na contemporaneidade, um dos símbolos étnicos da liberdade. (FARIAS, 2010, p. 33).

Mas existem outras personagens femininas de destaque na guerra de independência da Bahia como exalta Farias (1936 apud FARIAS, 2010, p. 67) “Há nessa guerra algo mais sublime que o heroísmo daqueles soldados improvisados ao fogo dos ideais da liberdade: é a abnegação das Baianas”, certamente o autor se refere à abadessa que morre para proteger suas noviças tornando-se uma mártir religiosa e, à mulher que se veste de homem abrindo mão de sua feminilidade para se tornar soldado. Maria Felipa transgride esses padrões por ser mulher e liderar um grupo armado e sendo negra e pobre e reivindicar direitos, mesmo quando a guerra acabou e as elites mostraram-se satisfeitas com seus resultados.
Dentro da História Social foi possível se iniciar o processo de resgate dessa heroína e, mesmo sem comprovação documental sobre Maria Felipa, sua existência já está registrada pela população itaparicana, através da memória que lhe confere diferentes significados, para estas pessoas ela é um personagem real inserido em suas histórias de vida e realidade social.

FONTE: http://www.bv2dejulho.ba.gov.br/portal/index.php/personagens/mariafelipa.html
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