domingo, 13 de maio de 2012

Na Bahia, há 43,9 mil idosos para cada geriatra

A Bahia, segundo o último Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, possui uma população de 1,451 milhão de idosos. Para atender a este contingente, há um total de 33 profissionais médicos  geriatras. Uma conta simples revela que, para cada profissional nesta especialidade, existem 43,975 mil pacientes.
A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) recomenda que sejam mil pacientes por médico. Os números de especialistas no Estado foram divulgados na última edição da  revista do Conselho Regional de Medicina (Cremeb) e apontam a ginecologia/obstetrícia (1.038), a pediatria (1.027) e a anestesiologia (758) como as três áreas que concentram o maior número de especialistas.


A presença da pediatria nesta posição é, segundo os profissionais  ouvidos por A TARDE, uma exceção, uma vez que a procura por áreas de medicina generalista tem diminuído, a exemplo da geriatria e da clínica médica. Esta, no ranking baiano, figura na sexta posição com 439  especialistas.
Os dados divulgados pelo Cremeb foram levantados pela Pesquisa Demográfica Médica no Brasil 2011, realizado pelo Conselho Federal de Medicina e Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CFM/ Cremesp). Conselheiro do Cremeb, Álvaro Nonato ressaltou que não há no Brasil um planejamento de saúde que regule a oferta e demanda de formação em função da necessidade social, nem por gestores públicos ou por sociedades de especialistas médicos.  

Geriatria 
No País, são 922 geriatras para uma população de 21 milhões de pessoas acima dos 60 anos. Na Bahia, há apenas uma residência médica em geriatria mantida pelas Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), que disponibiliza duas vagas por ano.  “A procura é baixa por falta de procedimentos médicos que gerem bom faturamento. Infelizmente, é esta a nossa realidade”, lamenta a líder do núcleo de geriatria da Osid, Terezinha Pacheco. No País, há 21 cursos de pós-graduação na área, com 60 vagas anuais. A presidente da SBGG na Bahia, Cristiane Machado, que é também professora da Ufba, diz que os alunos têm pouco conhecimento da especialidade. “É preciso mais ensino e informação”, diz. A médica Kênia Souza Magalhães é geriatra há quatro meses e diz que, já na graduação, escolheu a área. “Sempre tive vontade de trabalhar com idosos. São pacientes que, quase sempre, vêm acompanhados de problemas sociais”, aponta. 
Fonte"A tarde"
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