terça-feira, 8 de junho de 2010

SÉRIE ESCOLHA PROFISSIONAL: Grandes mitos a respeito da escolha profissional

Continuando nossa série acerca da Escolha Profissional, nesta semana postamos o texto que fala sobre os mitos na hora de escolher uma profissão, mostrando que muitas coisas podem ser verdade e outras mitos na hora de escolher uma profissão.
Escolher uma profissão é uma tarefa difícil e pode se tornar ainda mais complexa em virtude dos mitos e fantasias que construímos ou assimilamos do mundo ao redor. Vejamos algumas dessas crenças que podem causar confusão na hora de tomar uma decisão.
“Optar por uma carreira é realizar uma escolha para sempre.”

Esse é o mito que costumamos levar mais a sério no momento de escolha e que pode ser considerado o maior causador de ansiedade. Pensar em fazer uma escolha definitiva é atribuir à situação um alto nível de pressão, gerando ainda mais pânico e apreensão. Isso não significa que não devemos agir com a devida seriedade, mas, sim, com ponderação. Basta pensarmos que nenhuma decisão pode ser tão definitiva, pois a própria vida está sujeita a inúmeras transformações. Jamais conseguiremos controlar os eventos externos e tão pouco as modificações que podem acontecer dentro de nós. O importante é estar consciente do que esperar para os próximos anos, das oportunidades e, principalmente, dos ganhos e das perdas associadas a eventuais mudanças de rumo.

“Sempre gostei dessa carreira, mas tenho medo de não ter a vocação necessária...”

Muitos jovens sonham com determinada profissão, mas desistem dela por pensarem que lhes faltam as habilidades essenciais para exercê-la. Mas muitas de nossas capacidades podem estar apenas adormecidas, podendo ser estimuladas e desenvolvidas. O próprio desejo e a paixão por determinado ofício podem fazer com que a gente adquira novas habilidades. É preciso ter cuidado apenas com aquelas profissões que exigem características que só podem ser desenvolvidas com muito sofrimento e que em nada se relacionam com nossa personalidade.

“Preciso escolher uma profissão que me traga principalmente retorno financeiro.”

Essa é uma questão que certamente permeia o imaginário da maioria dos jovens. Em um mundo extremamente competitivo e centrado nas conquistas materiais, é normal se preocupar com o retorno financeiro que uma profissão pode gerar, mas este nunca deve ser o determinante de uma escolha. O mais importante é gostar de uma profissão, pois o verdadeiro interesse é capaz de criar oportunidades, estimular a criatividade e motivar o profissional a batalhar por reconhecimento.
“O diploma universitário é a única porta de entrada para o mercado de trabalho.”

Esse é um dos grandes mitos criados pela educação brasileira. Muitos ainda acreditam que a formação universitária é garantia de emprego, mas o país necessita também de técnicos especializados em diversas áreas, principalmente aquelas ligadas à tecnologia e à prestação de serviços. Os cursos técnicos são formas alternativas de inserção no mundo do trabalho e, atualmente, estão muito valorizados em determinadas áreas de atuação.
Desconstruir esses mitos pode ser o primeiro passo para driblar a ansiedade e fazer com que o momento da escolha profissional seja mais tranqüilo.
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