quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Escola da Comunidade Quilombola de Baixa Grande, realiza atividades sobre Consciência Negra.

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Entre os dias 19 a 23 de novembro de 2018, a Escola Municipal Pedro Bispo dos Anjos, localizada na comunidade remanescente de Quilombo de Baixa Grande, município de Muritiba, realizou diversas atividades em comemoração ao mês da Consciência Negra, as quais seguiram a seguinte programação:

19/11 – Roda de Conversa sobre o dia da Consciência Negra e a construção da comunidade.
20/11 – Entrevista com moradores mais velhos da comunidade.
21/11 – Desfile da Beleza Negra.
22/11- Palestra com o professor Borges, acerca do tema: Reconhecimento e Pertença como Membros de uma Comunidade Quilombola.
22/11- Culminância do Projeto da Consciência Negra.

Na sua fala, o professor Borges enfatizou aspectos como: o que é um Quilombo? A Importância do Quilombo de Palmares. O que é uma comunidade remanescente de Quilombo? Características da Comunidade de Baixa da Grande e a importância do sentimento de pertença a uma comunidade Quilombola.

Além dos estudantes do primeiro ao quinto ano, professores, funcionários, gestora e coordenadora pedagógica da mencionada unidade de ensino, estiveram presentes na palestra, dezenas de moradores da comunidade de Baixa Grande, com destaque para o mais velhos senhor Anacleto, Precidio e dona Iara, dentre os jovens, o destaque foram para os estudantes da UFRB presentes: Joilson, Carlane, Edna, Fernanda, Edcarlos e Keu, sendo que alguns deles representam o coletivo Chico Véi.

A Escola Pedro Bispo dos Anjos foi fundada em 1998, atualmente conta com 115 alunos do ensino fundamental (anos iniciais) e 15 da EJA - Educação de Jovens e Adultos, cinco professoras (Marizete da Silveira, Evanilda Barros, Juciane Barros, Helena da Conceição e Maria José Barbosa, Antônia Dionísia), além da professora Marilucia da Silva (gestora). Ao todo a instituição possui 20 funcionários.

Já a comunidade de Baixa Grande foi certificada pela Fundação Palmares com remanescente de Quilombo em 16 de maio de 2016, sendo A primeira comunidade do município de Muritiba a conseguir esse título. Dentre as ações coletivas desenvolvidas na comunidade, existem o protagonismos do Coletivo Chico Véi, fundado em 2013 e o trabalho do grupo Frutos da Terra - mulheres que fabricam e vendem diversos tipos de doces. Atualmente na comunidade possuem aproximadamente 20 jovens em Universidades e Faculdades, a maioria na UFRB.

"Agradeço a todos e a todas que participaram das nossas atividades no mês da consciência negra, discutindo temáticas relevantes para a comunidade Quilombola de Baixa Grande, também ao professor Borges pela sua fala, rica em informações e pelas ideias para a valorização das raízes da nossa comunidade, além das professoras e alunos pelas brilhantes apresentações", salientou a gestora da escola, professora Marilucia da Silva dos Santos".

Já a coordenadora pedagógica - professora Marizete da Silvieira, também parabenizou a fala do professor Borges e destacou a "importância em se refletir acerca da necessidade de apropriação da identidade afro-brasileira, além de se reconhecer enquanto membro de uma comunidade quilombola".

Por sua vez, a professora Antônia Dionísia, explicitou que as "atividades proporcionaram a possibilidade de cada morador e moradora reconhecer a importância da cultura local e membros pertencentes de uma comunidade Quilombola".

Os alunos, também se manifestaram sua satisfação em relação ao evento, quando se discutiu a necessidade de respeito ao modo de vida de cada um, a raça, religião e cultura.

"Agradeço a direção da escola Pedro Bispo dos Anjos pelo convite para participar dessa relevante atividade, através de uma conversar com os alunos, professores e a comunidade acerca de uma temática que envolve a própria comunidade Quilombola de Baixa Grande, ou seja, um reflexão acerca do pertencimento e de valorização da cultura e história local. Foi sem dúvidas um momento enriquecedor e de muita aprendizagem. Também, parabenizo aos moradores locais pela organização social, através do Coletivo Chico Véi e ao grupo Frutos da Terra, não esquecendo da auxiliar de ensino Ana Paula, a qual intermediou a minha ida a citada comunidade", mencionou o professor Borges.  
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terça-feira, 20 de novembro de 2018

Poesia Consciência Negra

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Por: Maria Gabriela Santana e Railan Mendes.

Você mim comercializou.
Mim levou para longe. 
Para mim escravizar.
Mudou até meu nome.

Não tinha o que fazer. 
Na embarcação estava.  
No Atlântico mim encontrava.
Ali por liberdade já gritava.

Falando em respeito.
De novo eu vi alguém. 
Sofrer com preconceito.
Isso é desrespeito.

Vi que alguém brincava com nossos direitos.
Seja branco ou seja do gueto. 
Todo mundo merece respeito.
Então vamos viver sem preconceito.

Não dá mais, não dá mais. 
Essa é a maior verdade. 
Não ao preconceito. 
E sim a igualdade.

Antes de discriminar. 
Pare para pensar.
Pois o negro pode chegar.
Onde tu nem pensa em imaginar.

O negro é cultura. 
O negro é persistência.
O negro é o começo. 
O Negro é a sobrevivência.

O negro é a noção. 
De toda essa nação. 
O negro é liberdade. 
Esqueça esse negócio de escravidão....

A Cultura afro-brasileira tem seu valor. 
A Consciência Negra vamos celebrar.
Chega de discriminação e preconceito. 
A paz de Jah vamos juntos cantar.

Eu sou Bahia, eu sou Recôncavo. 
Mangabeira é meu coração. 
Sou negro, sou resistência. 
O reggae é minha canção.

Sou samba de roda e capoeira. 
Sou Ialorixá e rezadeira. 
Faço acarajé e beiju. 
Na fonte das Cabeças fui lavadeira.

Canta, canta Colégio Edgard. 
Com amor e emoção. 
A liberdade do povo negro. 
Igualdade é a solução.

Maria Gabriela Santana da Silveira e Railan de Oliveira Mendes da Silva, são alunos da turma do 1º BM (ensino médio) do Colégio Estadual Professor Edgard Santos - CEPES, localizado na cidade de Governador Mangabeira - BA. A poesia foi apresentada durante o projeto Consciência Negra 2018.
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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

CEPES realiza comemoração dos 40 anos de fundação e culminância do Projeto Consciência Negra

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Entre os dias 13 e 14 de novembro de 2018, aconteceram dois eventos marcantes no Colégio Estadual Professor Edgard Santos – CEPES, localizado na cidade de Governador Mangabeira: a comemoração pelos 40 anos de fundação da instituição de ensino e a culminância do projeto da Consciência Negra.

A comemoração pela passagem do quadragésimo aniversário de fundação do CEPES (14/03/1978) foi marcada por muita emoção, alegria e reencontros, quando várias pessoas representando um segmento específico da comunidade escolar foram homenageadas, recebendo uma placa em alusão a trajetória de sucesso do Colégio, dentre as quais podemos destacar: Geraldo Nobre (primeiro diretor), Acacilda Pereira (primeiras alunas) Marinalva Coelho (primeiras funcionárias de apoio), Marcelo Antônio de Sales (estudantes atuais), Vilma Lima (mães atualmente), Célia Santana (professoras em atividade), Rita de Cássia de Ferreira de Santana (atual diretora), Adauto João Mamona (prefeito da época da fundação) e representando a Secretaria Estadual de Educação a senhora Sandra Maria Santos. Ressaltando que apresentação do evento ficou a cargo da professora Evani Rodrigues e do professora Luciano Dantas, que desenvolveram essa função com maestria.

O evento contou com a participação de várias pessoas que atuaram no CEPES durante esses 40 anos em várias funções como professores, merendeiras, porteiros, serviço gerais, auxiliar administrativo e outros. Também, foi marcado com a significativa presença dos alunos e a comunidade estudantil em geral, estudantes de história da UFRB, além de autoridades como: Marcelo Pedreira de Mendonça (prefeito), secretários municipais: Ribamar Rodrigues (Educação) e Derlan Queiroz (Meio Ambiente), Pedro Borges (Chefe de Gabinete), Maria das Graças Menezes, Cronor da Silva e José Mário de Santas (vereadores(a). No final, além de cantar os parabéns para O CEPES e foi bolo para os presentes, bolo esse produzido pela ex-professora da instituição Jaciara Maria da Silva, a qual também foi homenageada.

Já no dia 13 durante a noite e 14 pela manhã, aconteceu a culminância do projeto da Consciência Negra, com a temática: História e Cultura Afro-brasileira: um Olhar Local e Regional, quando os estudantes realizaram brilhantes apresentações relacionadas aos seus subtemas, divididos da seguinte forma: 1º ano - História e Cultura Afro-brasileira em uma perspectiva local. 2º Ano – A Presença Negra no Recôncavo Baiano. 3º ano - a presença dos negros e das negras na história do CEPES. EJA - Ações exitosas de negros e negras em comunidades do município de Governador Mangabeira.

Cada turma, também produziu um banner contendo um resumo do seu subtema, o qual ficou exposto durante o evento. Dentre as temáticas abordadas nas apresentações podemos destacar: características de terreiros de Candomblé locais, práticas de rezadeiras, charuteiras e beijuseiras, história do samba de roda e capoeira, Irmandade da Boa Morte, Caretas do Mingau de Saubara, Comunidades Quilombolas, lideranças negras comunitária, dados estatísticos sobre a presença negra no CEPES, trajetória acadêmica e profissional de ex-alunos negros do CEPES, retrospectivas dos projetos da Consciência Negra e outros. No final da atividade uma casal de cada sala desfilou com características estéticas afro-brasileira.

“Agradeço a todas as pessoas que prestigiaram os eventos do CEPES nos dias 13 e 14/11, foram momentos inesquecíveis, tanto da comemoração dos 40 anos, como da Consciência Negra. Fiquei extremamente feliz pelas homenagens recebidas, as quais fazem aumentar o meu compromisso pela manutenção da qualidade do ensino e aprendizagem da nossa instituição, também parabenizo as pessoas homenageadas e aos estudantes pelas qualificadas apresentações relacionadas a Consciência Negras”, salientou Rita de Cássia de Ferreira de Santana – diretora do CEPES.

Já a professora Divanise Vieira, coordenadora da área de humanas do CEPES, destacou que: “o evento da comemoração dos 40 anos foi muito marcante, principalmente no sentido da valorização da memória e do respeito as pessoas que fizeram parte dessa trajetória. Quanto ao projeto da Consciência Negra, percebemos a preocupação dos alunos em produzir trabalhos extremamente significativos no tocante a história e cultura afro-brasileira em uma perspectiva local e regional”.

Também, os estudantes demonstram sua alegria e satisfação pela realização dos eventos.

“A festa dos 40 anos do CEPES foi maravilhosa, também nós tivemos um maravilhoso evento da consciência negra que foi tudo muito lindo” (Carlos Fiuza – 1º DM).

Achei os eventos ótimos, bem organizados. Tudo top” (Edson – 3º CM).

A realizações dos dois eventos contou com o apoio e colaboração das seguintes instituições e empresas: Secretarias Estaduais de Educação e de Promoção da Igualdade Racial, Secretaria Municipais de Meio Ambiente e Ação Social, NTE 21, FTD Editora, Seta Representações, Daniel da Lanchonete, Samir Eventos, Edvanda Eventos, Jaciara Eventos, Mini Max, Ouro Gás e MB Papelaria, as quais agradecemos profundamente pela colaboração.

“Parabenizo as pessoas homenageadas no evento dos 40 anos do CEPES, sem dúvidas uma momento que vai ficar para história, principalmente pelo reconhecimento e valorização dessas pessoas. No que se refere ao o projeto da Consciência Negra, notamos a preocupação dos estudantes em focar no subtema de sua sala, com apresentações extremamente contundentes para a valorização da história e cultura negra no ambiento local e regional. Foi tudo ótimo, obrigado a todos e a todas que nos ajudaram a realizar tão relevantes atividades, demonstrando mais uma vez a preocupação do CEPES em priorizar uma educação voltada para a vida”, afirmou professor Borges.  
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